Núcleo da Fábrica de Cerâmica das Devesas

IPA.00005343
Portugal, Porto, Vila Nova de Gaia, União das freguesias de Santa Marinha e São Pedro da Afurada
 
Núcleo industrial contemporâneo de promoção privada.
Número IPA Antigo: PT011317160028
 
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Registo

 
Conjunto arquitetónico  Edifício  Extração, produção e transformação  Fábrica    

Descrição

Conjunto industrial integrando o núcleo fabril 1, o núcleo fabril 2, a Casa António Almeida da Costa, o Bairro dos Operários, o Bairro dos Contramestres, a Creche Emília de Jesus Costa, o Asilo António Almeida da Costa e o Conjunto Habitacional e Depósito de Materiais do Porto.

Acessos

Lugar das Devesas; Rua Dr. José Falcão; Rua da Conceição

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Não aplicável

Utilização Actual

Não aplicável

Propriedade

Afectação

Época Construção

Séc. 19

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1832 - Nasce António Almeida da Costa *1; 1837 - nasce José Joaquim Teixeira Lopes *2; Séc. 19, início déc. 50 - António Almeida da Costa integra a oficina portuense de Emídio Carlos Amatucci, onde terá permanecido cerca de seis ou sete anos; 1854, 24 Outubro - António Almeida da Costa matricula-se em geometria e ornato na Escola Industrial do Porto *3; 1855 - António Almeida da Costa casa-se com Emília de Jesus Maria, tendo sido testemunha Emídio Amatucci; 1858 - António Almeida da Costa funda uma Oficina de Mármores na antiga Rua do Laranjal, n.º 68, propondo-se fazer qualquer obra em mármore ou granito *4; 1860 / 1862 - a Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP) encomenda à oficina de António Almeida da Costa quatro bustos de benfeitores; 1861 - a oficina de António de Almeida da Costa executa a Capela do Visconde de Pereira Machado, no cemitério da Lapa; 1863 - António Almeida da Costa executa o pedestal da Estátua de D. Pedro V, na Praça da Batalha, tendo a estátua sido encomendada ao Mestre José Joaquim Teixeira Lopes; 1864, Junho / 1866, Maio - António Almeida da Costa esteve associado a João Bernardo de Almeida na produção e venda de cal, e estavam já instalados no quarteirão N. correspondente ao Núcleo Fabril 1 da Fábrica de Cerâmica das Devesas; 1865 - fundação da Fábrica de Cerâmica das Devesas, na Quinta das Devesas, junto à estação de caminhos de ferro das Devesas, em Vila Nova de Gaia, por António Almeida da Costa em nome individual *5; 1866, Maio - António Almeida da Costa adquire a parte de João Bernardo de Almeida, na sociedade, sendo esta dissolvida; João Bernardo de Almeida adquire de prazo um terreno ao lado, no mesmo quarteirão N.; Julho - António Almeida da Costa obtêm de prazo mais terrenos no quarteirão N., passando a estar quase na totalidade na sua posse, à excepção de uma parcela no centro deste, então de João Bernardo de Almeida; 1867, Julho / 1870, Março - António Almeida da Costa associa-se a Bernardo José da Costa Soares Breda, sendo criada a firma Costa & Breda, para a produção e comercialização de materiais de construção, nomeadamente telha; 1867, Dezembro / 1870, Março - nova sociedade de António Almeida da Costa, Bernardo José da Costa Soares Breda e José Joaquim Teixeira Lopes, designada Costa, Breda & Teixeira Lopes, funcionando em simultâneo e no mesmo local que a anterior, e que se dedica à produção artística; 1869, Abril - compra dos terrenos do quarteirão S. (Núcleo Fabril 2), por Silvestre de Macedo, sogro de António Almeida da Costa; 1870, Julho - dissolução da sociedade da firma Costa, Breda & Teixeira Lopes; 7 Julho - requerimento de António Almeida da Costa para concessão de licença para instalação de um estabelecimento fabril de obras artísticas em cerâmica, na Estrada das Devesas n.ºs 352 a 364, no quarteirão N. da Rua Conselheiro Veloso da Cruz *6; 1874, Julho / 1880, Fevereiro - é constituída a sociedade António Almeida Costa & C.ª para dirigir o Estabelecimento das Devesas e a Oficina de Mármores do Porto, que juntava o próprio António Almeida da Costa, responsável pela direcção financeira e negócios sociais, José Joaquim Teixeira Lopes, responsável pela modelação das esculturas e a sua administração, e Feliciano Rodrigues da Rocha (canteiro lisboeta) responsável pela escrituração e cobrança; 1874, Julho - António Almeida da Costa e sua mulher Emília de Jesus Costa arrendam à sociedade António Almeida Costa & C.ª os terrenos e a Fábrica das Devesas, que possuiam no quarteirão N., assim como um barracão a S. e terrenos contíguos *7; séc. 19, meados - data de construção de uma das chaminés do núcleo fabril 2; construção do Bairro dos Contramestres (v. PT011317160040) *8; construção do Bairro Operário (v. PT011317160039); provável construção do Edifício do Externato Novo Lar na Rua Conselheiro Veloso da Cruz, n.º 149 (v. PT011317160035); 1880 / 1903 - sociedade entre António Almeida da Costa e Feliciano Rodrigues da Rocha, para dirigir apenas a Oficina de Mármores do Porto; 1881 - trabalhavam na fábrica 180 pessoas; 1881 / 1884 - criação da secção de fundição no complexo fabril; 1882 - a Fábrica Cerâmica e de Fundição das Devesas recebe dois prémios do governo e três diplomas de mérito no Palácio de Cristal no Porto; 1884 - em dependências da Fábrica das Devesas instala-se a Escola de Desenho Industrial Passos Manuel *9; a Fábrica Cerâmica e de Fundição das Devesas recebe medalha de prata na Exposição Agricola da Tapada da Ajuda; 1886 - abertura de uma fábrica em Pampilhosa do Botão, na Mealhada, filial da fábrica das Devesas; 1887 - a fábrica das Devesas empregava 700 funcionários; a Fábrica Cerâmica e de Fundição das Devesas recebe medalha de prata na Exposição do Rio de Janeiro; 31 Agosto - a Escola de Desenho Industrial Passos Manuel deixa as dependências da Fábrica, passando a funcionar nas Escolas Paroquiais de Gaia (v. PT011317160055); 1893 - a sociedade é reorganizada alargando o fabrico a tudo o que diz respeito à industria e arte de cerâmica, fornecimento de materiais, oficinas de obras de mármore, fundição de ferro e outros metais, etc.; 1894 - a Fábrica Cerâmica e de Fundição das Devesas recebe medalha de cobre na Exposição de Anvers; construção da Creche Emília de Jesus Costa (v. PT011317160038); 1896 - a Fábrica Cerâmica e de Fundição das Devesas foi medalha de ouro na Exposição Agricola Industrial de Vila Nova de Gaia; 1897 - a Fábrica Cerâmica e de Fundição das Devesas foi medalha de ouro na Exposição Industrial do Palácio de Cristal do Porto, tendo também recebido um diploma de honra, pela comissão da exposição, por ser por ser a maior e melhor fábrica do país; 1899, 17 Agosto - a sociedade António Almeida da Costa & Cª, pede licença para construção de um edifício no Porto, para Depósito de Materiais da Fábrica das Devesas (v. PT011312150199); 31 Agosto - é concedida a licença de construção do Depósito de Materias no Porto; séc. 19, final / séc. 20, início - construção do muro-mostruário (v. PT011317160136); provável construção do conjunto habitacional da Rua de Almeida Costa (v. PT011317160137); séc. 20, ínicio - os edifícios das Devesas foram reformados e ornados com peças cerâmicas saídas da fábrica, passando a funcionar como um verdadeiro mostruário ao ar livre; séc. 20 - provável construção do Conjunto Habitacional do Gaveto da Rua Visconde das Devesas e Rua de António Almeida da Costa (v. PT011317160041); provável construção da Casa do Costa (v. PT011317160036); 1900 - a fábrica ganha a medalha de prata na Exposição Universal de Paris; 1901 - construção do Depósito de Materiais da Fábrica das Devesas no Porto (v. PT011312150199); 1908 - D. Manuel II visita a Fábrica das Devesas; 1909, 23 Abril - José Joaquim Teixeira Lopes retira-se da sociedade; 1910 - publicação do Catálogo da Fábrica Cerâmica e de Fundição das Devesas, onde aparecem diversas peças como bustos, estátuas, grupos, louças sanitárias, estuques, materiais de construção, artigos em grés, canalizações, mosaico hidráulico, azulejo, serralharia, fundição e cantarias; primeiro contrato de arrendamento do conjunto habitacional da Rua de Almeida Costa (v. PT011317160137); 1914 - falecimento de Emília de Jesus Costa, deixando, por testamento, como total herdeiros dos seus bens o Asilo e a Creche *10; 1915, 27 Junho - inauguração do Asilo António Almeida da Costa, sendo que pela acta da inauguração António Almeida da Costa não esteve presente por estar doente, sendo assinada por um dos sócios da fábrica; 7 Novembro - morre António Almeida da Costa, que por testamento "depois de dispor algumas verbas a favor de familiares e de instituições e entidades diversas, legou o remanescente da sua grande fortuna (terrenos, prédios, etc.) ao Asilo António Almeida da Costa e Creche D. Emília de Jesus Costa, cujo funcionamento confiou às Creches de Santa Marinha, designando uma Comissão Administrativa, para que se encarregasse da respectiva administração, e conferindo à mesma o direito de, se tal se mostrasse aconselhável e conveniente, transferir a direcção e manutenção do Asilo e da Creche para quem melhor pudesse garantir o seu bom funcionamento"; 1918 - data do primeiro arrendamento do Conjunto Habitacional do Gaveto da Rua Visconde das Devesas e Rua de António Almeida da Costa (v. PT011317160041); morre José Joaquim Teixeira Lopes com 81 anos; 1920, 25 de Julho - em reunião da Comissão Administrativa, é deliberada a vontade de reunir o Asilo e a Creche num único edifício, tendo sido eleito o edifício do Asilo António Almeida da Costa, recentemente inaugurado; 31 Dezembro - após a deliberação anterior, é considerada a pertinência de adaptar provisóriamente o edifício da creche a várias habitações, para arrendamento a favor da instituição; 1937, 16 Julho - a Comissão Administrativa, constituída por Abílio de Castro, José da Silva Guimarães e o Padre Augusto de Campos Pinto, transfere para a Misericórdia de Vila Nova de Gaia a administração do Asilo António Almeida da Costa e Creche D. Emília de Jesus Costa; 1938, 1 Janeiro - formaliza-se a transferência para a Misericórdia de Gaia, ficando desde então todos os valores da herança assim como o funcionamento do Asilo António Almeida da Costa e da Creche D. Emília de Jesus Costa a cargo desta; séc. 20, déc. 60 - alteração do Conjunto Habitacional do gaveto da Rua Conselheiro Veloso e Rua de Almeida Costa, com subdivisão da casa da esquina em duas habitações e construção das garagens; alteração do Bairro dos Contramestres com a demolição das duas casas adossadas ao n.º 189 da Rua Visconde das Devesas; 1972 - a misericórdia manda construir dois prédios, da autoria do Arquitecto António Pereira das Neves, no Bairro dos Contramestres, para substituir as casas demolidas; séc. 20, final déc. 70 - o edifício da Rua Conselheiro Veloso da Cruz n.º 149 deixa de ser habitação, sendo arrendado ao Externato Novo Lar; 1978 - elaboração do projecto de ampliação e remodelação do Lar, pelo Arquitecto Arlindo Sá; 1979 / 1983 - obras de remodelação e ampliação do Lar, sendo autor do projecto Arlindo Sá; 1983 - a fábrica continua em funcionamento, mas com diminuta laboração; a Câmara Municipal de Gaia (CMVNG) aprecia a viabilidade de construção de um loteamento no local; 9 Janeiro - o vereador da cultura da Câmara Municipal propôs em sessão a classificação dos painéis de azulejos do muro-mostruário como de Interesse Público, tendo em vista a preservação dos mesmos; 16 Julho - inauguração oficial do Lar; 1984 - algumas partes da fábrica estavam sem uso e outras estavam já ocupadas por uma oficina de automóveis, que se mantêm; o director da Companhia de Cerâmica das Devesas era Mendes de Carvalho; 17 Setembro - nova proposta do vereador da cultura da Câmara Municipal, de classificação do edifício fabril (núcleo fabril 1), recheio e antigo bairro operário da fábrica das Devesas como de Interesse Público; 20 Outubro - o jornal "O Primeiro de Janeiro" noticia que se iria instalar um Museu de Cerâmica na fábrica, onde deveria vir a existir uma escola-oficina, por forma a preservar a actividade da mesma; 1985 - Rafael Salinas Calado, especialista em azulejos, visita o muro-mostruário considerando importante a classificação dos painéis de azulejo; demolição da fundição, que se encontrava em ruínas, propriedade da misericórdia, localizada na parte posterior do Bairro - Operário; 1986, 27 Junho - Joaquim Gonçalves Guimarães, antigo responsável pelo Gabinete de História e Arqueologia de Vila Nova de Gaia, informa o IPPC, posterior IPPAR, da importância de classificar todo o conjunto, compreendendo o muro-mostruário, armazéns gerais, oficinas e escritórios, o palacete de António Almeida da Costa (Casa do Costa), asilo, o edifício azulejado da Rua Visconde das Devesas, a casa dos contramestres e o bairro operário; 24 Julho - a Arquitecta Fátima Ferreira, do IPPC, solicita à Câmara Municipal o envio de documentação fotográfica referente aos interiores dos edifícios e vistas gerais de todo o conjunto, para acompanharem o processo de classificação que iria ser analisado pelo Conselho Consultivo do IPPC; 11 Agosto - renovação do pedido pelo presidente do IPPC, João da Palma Ferreira; 1987, 12 Março - o IPPC ainda não tinha recebido qualquer documentação; 1988, 18 Abril - é noticiado pela imprensa que depois de a fábrica fechar, várias empresas e um jardim de infância se tinham instalado em algumas partes da mesma, através de arrendamento; 1989, 21 Setembro - Miguel de Araújo Leão, técnico do IPPC, refere, em ofício, a necessidade de classificar e delimitar uma zona especial de protecção para o conjunto; 31 Outubro - a Câmara Municipal aprecia a viabilidade de construção de um loteamento no local, o qual supõe-se ter relação com o pedido em 1983; 1990 - é apresentado o projecto de viabilidade de loteamento na Rua Conselheiro Veloso da Cruz, pelos Edifícios Atlântico, S.A., para a zona correspondente ao muro-mostruário; 20 Outubro - é apresentado na Assembleia da República um projecto-lei visando a criação de um museu de cerâmica nas instalações da Fábrica das Devesas, através da vereadora Ilda Figueiredo, o qual não foi aprovado; 20 Dezembro - o Conselho Consultivo do IPPC emitiu um parecer favorável à classificação do complexo fabril das Devesas; 1991, 15 Janeiro - despacho de abertura do processo de classificação pelo presidente do IPPAR, que inclui todo o conjunto de Gaia e o Depósito de Materiais do Porto; 27 Fevereiro - a Arquitecta Isabel Sereno, técnica do IPPC no Porto, requer a inclusão no processo de classificação do antigo depósito da Fábrica de Cerâmica das Devesas no Porto e do respectivo tecto do salão de exposições; 6 Julho - é inaugurado, nos terrenos da antiga Casa do Costa (v. PT011317160036) o Pavilhão Joaquim Oliveira Lopes *11, de multiusos, para ginástica, concertos, bailado, colóquios, etc.; 1992 / 2000 - acentua-se a degradação do complexo fabril; 1995, 19 Janeiro - a Misericórdia de Gaia solicita à Câmara Municipal uma vistoria ao edifício da Creche da Rua Visconde das Devesas, estando nesta altura a ser arrendado para habitações e comércio; 27 Agosto - a Câmara Municipal emite duas certidões referentes ao edifício da Creche da Rua Visconde das Devesas, uma que certifica que os tectos e telhado apresentam risco iminente de desmoronamento e outra a confirmar que as obras a realizar não podem ser executadas com pessoas alojadas; 1996 - a misericórdia transfere os últimos inquilinos do edifício da Rua Visconde das Devesas n.º 189, ficando o prédio devoluto, assim como o n.º 2 da Rua Heliodoro Salgado; 1999 - candidatura do edifício da Creche da Rua Visconde das Devesas para uma adaptação a fins culturais, escola de dança; o n.º 153 do Bairro Operário fica devoluto; 14 Abril - despacho do Vice-Presidente do IPPAR confirmando o anterior despacho de 15 de Janeiro de 1991, respeitante à abertura do processo de instrução relativo à eventual classificação do conjunto das Devesas, incluíndo o Depósito de Materiais do Porto; Maio - apresentação do projecto de remodelação e construção de edifícios para habitação, da autoria do Arquitecto Humberto Vieira, pela Gaideve - Sociedade Imobiliária de Gaia, para a zona do quarteirão S., núcleo fabril 2, que compreende o muro-mostruário; 2000 - desmoronamento da parte posterior e interior do edifício da Creche da Rua Visconde das Devesas; 2002 - aluimento de parte do forno posto a descoberto durante as sondagens arqueológicas; 2003 - o conjunto edificado do complexo fabril das Devesas é proposto para classificação como Monumento Nacional e integra todos os bens imóveis ainda existentes em Gaia, no Porto e na Pampilhosa; Fevereiro / Março - manifesto subscrito por diversos investigadores, arqueólogos, historiadores, museólogos, etc., apelando à Câmara Municipal e à direcção Regional do Porto do IPPAR, para que houvesse uma continuidade dos estudos arqueológicos de avaliação no quarteirão S. do complexo fabril, manifestando-se contra a execução do projecto imobiliário e reclamando a preservação e musealização das estruturas ligadas à fábrica; 2012, 29 outubro - publicação do projeto de decisão relativo à classificação como Monumento de Interesse Público e fixação da respetiva Zona Especial de Proteção em Anúncio n.º 13630/2012, DR, 2.ª série, n.º 209; 2013, 29 maio - por despacho da diretora-geral da DGPC, foi o procedimento considerado caducado; 2015, 29 maio - publicação do Anúncio n.º 137/2015 relativo à caducidade de classificação do Complexo da Fábrica de Cerâmica e de Fundição das Devesas, em DR 2.ª série, n.º 104.

Dados Técnicos

Materiais

Bibliografia

Fábrica Cerâmica e de Fundição das Devesas, António Almeida da Costa & Cª., Vila Nova de Gaia, Catálogo, Real Typ. Litm.Lusitana, Gaya-Porto, 1910; LOPES, A. Teixeira, Ao correr da pena, Memórias de uma vida..., Vila Nova de Gaia, 1968; VILA, Romero, A Fábrica do Costa das Devesas, in Amigos de Gaia, Vila Nova de Gaia, Maio 1979, pp. 5 - 10; Primeira Exposição de Cerâmica de Gaia, Catálogo da Exposição Temporária, Amigos de Gaia com Casa-Museu Teixeira Lopes, 1979; SILVA, Germano, Vitória, Porto, 1995; CORDEIRO, José Manuel, As Fábricas portuenses e a produção de azulejos de fachada (Sécs. XIX - XX), in Azulejos no Porto, Catálogo da Exposição Temporária - Mercado Ferreira Borges, Câmara Municipal do Porto, Porto, 1996; LUÍS, Agustina Bessa, O Porto em vários sentidos, Lisboa 1998; SILVA, Francisco, A Misericórdia de Vila Nova de Gaia, 1929 - 1999, Porto 1999; http://franciscoeanamargarida.planetaclix.pt/devesas.htm, 28 Junho 2004; http://paginas.fe.up.pt/porto-ol/mlr/devesas.html, 1 Julho 2004.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

*1 - António Almeida da Costa era do Concelho de Cascais, nomeadamente de São Vicente de Alcabideche. Pertencia a uma família de canteiros, sendo ele também inicialmente canteiro, tendo tido a sua formação inicial em Lisboa; *2 - José Joaquim Teixeira Lopes, conhecido por Teixeira Lopes, pai, era Mestre de Escultura Cerâmica e a sua formação vinha da Escola de Belas Artes do Porto e da Escola Imperial de Paris; *3 - O primeiro ano lectivo da Escola Industrial do Porto foi em 1854, e nesse ano foi António Almeida da Costa o único canteiro a fazer o exame e a obter aprovação na cadeira de ornato; *4 - O mercado de mármores estava nesta altura em franco crescimento no Porto, e a sua acção foi dominante na construção funerária; *5 - segundo Ana Margarida Portela, não existe prova documental desta data oficial e segundo a mesma autora a bibliografia mais antiga sobre a fundação da Fábrica de Cerâmica das Devesas atribui a José Joaquim Teixeira Lopes o papel de fundador, tendo António Almeida da Costa entrado à posteriormente na sociedade; *6 - A planta anexa a este requerimento situa o primeiro núcleo fabril, no quarteirão onde se localiza o núcleo fabril 1 e o edifício da R. conselheiro Veloso da Cruz n.º 149; *7 - segundo Ana Margarida Portela, António Almeida da Costa já teria alguns direitos sobre estes terrenos no quarteirão S. - Núcleo Fabril 2 -que pertenciam desde Abril de 1869, ao seu sogro Silvestre de Macedo; *8 - a data de 1875, inscrita na placa de ferro poderá anunciar a data de construção; *9 - José Joaquim Teixeira Lopes, deu início, na fábrica, a aulas nocturnas para ensino de desenho e modelação, para os funcionário, aulas estas percursoras da Escola Industrial de Passos Manuel, tendo a Escola de Desenho Industrial de Gaia, funcionado inicialmente numa das depêndencia da fábrica das Devesas, dando origem à primeira Escola Industrial de Gaia. Após o decreto de 6 de Maio de 1884 foram constituídas treze escolas de desenho industrial, uma delas em Vila Nova de Gaia; *10 No testamento, feito no Cartório Notarial do Dr. Miguel Joaquim da Silva Leal Junior, pode ler-se "O rendimento da minha herança será dividida em duas partes iguais, uma para o Asilo e outra para a Creche"; *11 - Joaquim de Oliveira Lopes, benfeitor da Misericórdia, nascido em Avintes e emigrante no Brasil, foi um dos homens que participou na reunião de 27 novembro de 1928, que levou à formação da Misericórdia de Gaia. Com a venda dos prédios do Brasil, legados à Misericórdia, foi construído o actual Hospital de Gaia.

Autor e Data

Patrícia Costa 2002

Actualização

 
 
 
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