Solar e Torre da Honra de Barbosa / Honra de Barbosa

IPA.00005331
Portugal, Porto, Penafiel, Rans
 
Casa de honra quinhentista integrado na tipologia da chamada casa - torre de planta quadrada e ameada. Possui uma escada interior, inserida na espessura da parede. Vergas e ameias chanfradas com referências ao período manuelino. Gárgulas em forma de canhão na torre, elemento tipicamente medieval.
Número IPA Antigo: PT011311280022
 
Registo visualizado 207 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Residencial senhorial  Casa nobre  Casa de honra  Tipo torre

Descrição

Planta composta em U, de dois pisos e integrando ao centro torre ameada de planta quadrangular. Constitui-se por diversos corpos associados, gerando volumes articulados e coberturas diferenciadas em telhados de quatro águas. Apenas a da torre, de dois pisos, é envolvida por uma platibanda rematada pelos merlões e em cada esquina uma gárgula em forma de canhão. Da fachada principal, orientada a N., destaca-se a torre com duas aberturas facetadas; na ala residencial apresenta a escadaria principal de um único lanço com o patamar coberto por um alpendre de três águas. No alinhamento da porta de acesso à torre, na parte superior entre os merlões, está suspenso um sino. Os restantes alçados do solar apresentam apenas janelas de guilhotina ou duas folhas sem molduras. Apenas o corpo a O., voltado para o terreiro de composição simétrica possui uma ondulação do telhado. Um espaço murado em frente à torre constitui um terreiro voltado sobre a paisagem. Na área junto á torre um pequeno jardim. Para E. do solar desenvolve-se um outro jardim com um pequeno lago desactivado.

Acessos

CM 1449, na proximidade da EN 106

Protecção

Categoria: CIP - Conjunto de Interesse Público, Portaria n.º 312/2014, DR, 2.ª série, n.º 92 de 14 maio 2014

Enquadramento

Rural, isolado. Ergue-se no interior de uma propriedade numa pequena elevação do terreno. Implanta-se numa plataforma elevada relativamente ao caminho de acesso. O portal volta-se para um alargamento do caminho todo coberto por vinhas. Nas suas proximidades um pelourinho e a Capela do Menino Jesus.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Residencial: casa de honra

Utilização Actual

Residencial: casa

Propriedade

Privada: pessoa singular

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 14

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

Séc. 12 - fundação da torre por Mem Moniz, irmão de Egas Moniz; séc. 14 - 15 - reconstrução da torre; 1345 - a Honra de Barbosa era pertença D. Urraca Affonso e sua filha D. Aldonça Pires; 1395 - Pertença de João Rodrigues Pereira; 1445 - pertença de Fernão Gonçalves de Miranda; Séc. 15 - D. João I entrega o solar e Honra aos Malafaias e Azevedos; 2001, 19 Julho - Despacho de abertura do processo de classificação do imóvel; 2005, 03 fevereiro - Despacho da Ministra da Cultura de Homologação do solar como Imóvel de Interesse Público.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes de granito.

Materiais

Paredes exteriores de alvenaria de granito aparente caiadas (excepto torre); cobertura com estrutura e madeira revestidas a telha de barro; pavimentos em soalho de madeira; caixilharias de madeira pintadas; grade da escada em ferro pintada.

Bibliografia

LEAL, Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Vol. 1, Lisboa, 1873; DOMINGUES, Ernesto, Barbosas, Azevedos e Beato Inácio, in Penafiel, Boletim da C. M. de Penafiel, nº 2, 1973; AZEVEDO, Carlos de, Solares Portugueses, Lisboa, 1988.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN / DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Proprietário: Anos 90 - Substituição do telhado do corpo simétrico voltado para o terreiro.

Observações

Segundo Ernesto Domingues, quem fundou a Honra de Barbosa foi D. Sancho Nunes de Barboza, genro do D. Afonso Henriques, donde lhe veio a designação. Neste Solar nasceu o Pe. Mestre Frei Inácio de Azevedo, sobrinho - bisneto paterno do Beato Mártir Inácio de Azevedo. Camilo Castelo Branco nas suas "Cartas inéditas" deixa transparecer que a Honra de Barbosa foi vendida por Miguel de Barbosa ao Bispo do Porto D. João de Azevedo (1465 - 1595). Carlos Azevedo refere as "Inquirições de 1528" onde aparece Mem Moniz ligado á sua fundação.

Autor e Data

Isabel Sereno 1996

Actualização

 
 
 
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