Torre de Coreixas / Torre de Durigo

IPA.00005307
Portugal, Porto, Penafiel, Irivo
 
Casa-torre senhorial, de construção baixo-medieval, ampliada posteriormente e remodelada no séc. 19.
Número IPA Antigo: PT011311150016
 
Registo visualizado 448 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Residencial senhorial  Casa nobre  Casa nobre  Tipo torre

Descrição

Torre ameada ligada, no seu enfiamento, pela fachada SE a um corpo residencial saliente de forma rectangular, e ladeada a NE por uma capela e dependências agrícolas. A torre, de planta rectangular, com r/c e dois pisos, apresenta indícios de várias reconstruções e enxertos. O acesso é feito pelo 1º andar, a partir do interior do edifício contíguo. A fachada SO tem, ao nível do r/c, uma porta de duas folhas de vão rectangular, com arco adintelado, com as ombreiras e padieira em aparelho diferenciado do restante pano da fachada, sendo aparentemente posterior. Esta porta está antecedida por uma pequena escada de pedra, encontrando-se na parede SE uma vão de porta rectangular, actualmente entaipado, não apresentando qualquer abertura para iluminação. O primeiro piso tem pavimento de soalho, cujo travejamento assenta em consolas, sendo iluminado somente por uma janela de vão quadrangular, na fachada SO, verificando-se que o seu parapeito é constituído por silhares completamente distintos do restante aparelho, evidenciando um vão que deverá ter sido de uma porta. O segundo piso apresenta quatro janelas com arco abatido, alinhadas segundo o eixo central das fachadas, excepto a SE, onde se aproxima do ângulo da fachada SE. Os paramentos apresentam uma estrutura vertical sem ressaltos, sendo o aparelho irregular, até ao 2º piso, e mais regular neste. A torre conserva no topo cinco gárgulas, uma a NO e duas a NE e SE, sendo rematada por merlões prismáticos em todas as fachadas, apresentando duas frestas por baixo destes. A fachada NO apresenta um balcão e uma escadaria de pedra adossados à torre para acesso às traseiras da casa senhorial a que está ligada.

Acessos

Irivo, Lugar de Coreixas, EN 1294, Casa da Torre

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 129/77, DR, 1.ª série, n.º 226 de 29 setembro 1977

Enquadramento

Urbano, integrado no tecido da povoação.

Descrição Complementar

No recinto de entrada para o solar, numa ameia sobre a porta do lado direito, de fronte da capela, está uma pedra de armas dos Brandões. Sobre a porta de entrada da capela estão outras pedras de armas, partidas, dos Brandões e dos Pintos. Por cima do portão nobre do recinto existem mais umas armas dos Brandões. Sobre a porta principal da capela existe uma inscrição latina indicando que o visconde de Balsemão a mandou reconstruir em 1803.

Utilização Inicial

Residencial: casa nobre

Utilização Actual

Residencial: casa

Propriedade

Privada: pessoa singular

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 15 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

Séc. 15 - provável construção da Torre; Séc. 19 - remodelação de todo o conjunto em que se inclui a Torre.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes.

Materiais

Estrutura do edifício em granito, pavimentos em madeira, portas e janelas de madeira.

Bibliografia

LEAL, Pinho e FERREIRA, Augusto, Portugal Antigo e Moderno, 2, Lisboa, 1875, p. 383; AAVV, Portugal Económico Monumental e Artístico, 3, s/l, s/d, p. 363; AGUIAR, José Monteiro de, Penafiel. Resumida descrição do Concelho sob o ponto de vista do Turismo, Câmara Municipal de Penafiel (1932 - 1936), Penafiel, 1936, p. 28 - 29; MIRANDA, Abílio, A família dos Brandões e as suas torres em terras de Penafiel, Terras de Penafiel, 1, Penafiel, 1937; BARBOSA, José Júlio da M., Guia de Turismo da cidade e concelho de Penafiel, Porto, 1942, p. 57 - 58; DIONÍSIO, Santana (dir.), Guia de Portugal, 4, Lisboa, s/d, p. 567.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN:DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

Dado que o proprietário não reside no local, e só mediante presença do mesmo é possível ter acesso ao interior do edifício, não sendo possível, por tal motivo, descrever os seus dois pisos superiores. Algumas partes do conjunto encontram-se muito degradadas, nomeadamente a capela, o exterior da casa, jardins e dependências de vocação agrícola.

Autor e Data

Isabel Sereno e Paulo Amaral 1994

Actualização

 
 
 
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