Igreja Paroquial de Abragão / Igreja de São Pedro

IPA.00005269
Portugal, Porto, Penafiel, Abragão
 
Arquitetura religiosa, românica, seiscentista e barroca. Igreja paroquial de planta retangular composta por nave, capela-mor do românico tardio do Vale do Tâmega, sacristia e torre sineira oitocentista, com coberturas interiores de madeira em masseira na nave e em abóbada de berço, sustentada por contrafortes, na capela-mor, escassamente iluminada na capela-mor por janelas de volta perfeita na fachada lateral direita e de forma desigual na nave por janelas retilíneas em capialço. Fachada principal em empena com os vãos rasgados em eixo composto por portal e janelão, ambos retilíneos. Fachadas com cunhais salientes em cantaria e firmados por pináculos oitocentistas, rematadas em cornijas, as da capela-mor assentes em cachorradas, tendo a fachada lateral direita porta travessa. Torre sineira de dois registos, rasgado por ventanas de volta perfeita, assentes em impostas salientes. Interior com coro-alto de madeira, com acesso pela sineira, tendo batistério e púlpito no lado da Epístola. Confrontantes, capelas laterais vazadas nos muros, de feitura novecentista. Arco triunfal em arco apontado, assente em colunas adossadas e ornadas por capitéis de decoração antropomórfica e geométrica, encimado por rosácea e ladeado por retábulos de talha barroca joanina e maneirista. Retábulo-mor de talha dourada barroca, com três eixos. Igreja de construção românica, de que subsiste a capela-mor, de dimensões reduzidas e dividida em dois tramos por arco toral, marcada interior e exteriormente por friso de decoração geométrica e encontrando-se totalmente revestida a pintura mural de gramática rococó, que se repete no arco triunfal. Os arcos triunfal e toral assentam em colunas adossadas, com bases bulbiformes e os capitéis de grande volume, relativamente à pequena altura da cabeceira. A rosácea sobre o arco triunfal é também relativamente grande e a sua decoração retoma os tradicionais temas da suástica flamejante, das rosetas de seis folhas e da estrela de cinco pontas. A nave data do séc. 17, obra visível nas fenestrações e portas, retilíneos e com molduras simples. Possui dois retábulos colaterais, o do Evangelho de talha joanina, com colunas torsas e as mísulas encimadas por baldaquinos e drapeados a abrir em boca de cena, de boa qualidade de talhe; o retábulo da Epístola é maneirista, de três eixos e remate em tabela e aletas, contendo painéis pintados. A estrutura retabular da capela-mor apresenta elementos de talha do estilo nacional, como os remates em frisos de querubins e as colunas torsas, mas com alguns elementos de transição para o barroco joanino, nomeadamente no remate, muito alterado por intervenção recente, que introduziu a sanefa, o trono e alterou os remates das mísulas dos eixos laterais, que poderiam ser semelhantes ao do retábulo colateral do Evangelho. Possui duas sepulturas adossadas à parede fundeira, uma delas com jacente seiscentista, identificada por lápide. Sobre o portal, lápide alusiva às obras seiscentistas.
Número IPA Antigo: PT011311010015
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta retangular composta por nave, capela-mor e sacristia e torre sineira adossadas à fachada lateral esquerda, de volumes articulados e escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas, e em coruchéu bolboso, revestido a cantaria, na torre sineira. Fachadas em cantaria de granito aparente, em aparelho isódomo, percorridas por soco em cantaria, flanqueadas por cunhais salientes, em cantaria, firmados por pináculos, piramidais com bola ou fusiformes, e rematadas em cornijas, na capela-mor assentes em cachorros, alguns simples ou com decoração geométrica ou antropomórfica; as empenas têm nos vértices cruzes latinas sobre plintos paralelepipédicos. O corpo da capela-mor está percorrido por friso geométrico de entrelaçados. Fachada principal virada a O., rematada a empena e rasgada por portal de verga reta com moldura saliente e remate em cornija, encimado por janelão retilíneo, em capialço. No lado esquerdo e levemente recuada, a torre sineira de dois registos separados por frisos e cornijas, o inferior seccionado por pequeno friso que separa, na face principal, a janela do mostrador de relógio circular; o segundo registo é rasgado pelas ventanas de volta perfeita, assentes em impostas salientes, com molduras igualmente salientes; na face posterior, porta de verga reta. Fachada lateral esquerda rasgada, na nave, por duas janelas retilíneas, em capialço, sendo marcada pelo anexo, em empena e com duas janelas, tendo, na face O., porta de verga reta e, na oposta, pequena fresta jacente, em capialço. Fachada lateral direita com porta travessa de verga reta, encimada por janela retilínea, em capialço, surgindo, no corpo da capela-mor, marcado por contraforte de esbarro, duas janelas em arcos de volta perfeita. Fachada posterior em empena, alteada relativamente ao remate primitivo, rasgada por janela em arco de volta perfeita. INTERIOR com as paredes da nave rebocadas e pintadas de branco, percorridas por silhares de azulejo de padrão, em bicromia, a azul e branco, com molduras de madeira, tendo teto de madeira em masseira, assente em cornijas do mesmo material e reforçado por tirantes metálicos, e pavimento em lajeado de cantaria. As janelas encontram-se encimadas por sanefas de madeira simples e, nas paredes, uma Via Sacra em azulejo recortado, em bicromia, a azul e branco. Coro-alto de madeira, assente em duas mísulas de cantaria, tendo guarda metálica vazada, formando entrelaçados, com acesso por porta de verga reta e moldura simples, a partir da torre sineira. O portal axial encontra-se protegido por guarda-vento de madeira, marcado por pilastras dóricas e remates em cornija, com folhas almofadadas e bandeiras em vidro colorido, formando motivos concêntricos; está ladeado por pia de água benta embutida no muro, em cantaria de granito, hemisférica e com bordo boleado, surgindo uma segunda pia, semelhante, junto à porta travessa. Adossados à parede fundeira, duas sepulturas, a do Evangelho pertencente ao abade Ambrósio Vaz de Golias encimada por inscrição funerária. No lado da Epístola, arco de volta perfeita e moldura saliente, protegido por teia metálica pintada de preto e vazada por volutas, de acesso ao batistério, com pia em cantaria de granito, composta por dado, pequeno pé circular, encimado por anel, e por taça hemisférica e de bordo boleado. Sobre esta, painel pintado, a representar o Batismo de Cristo. No lado do Evangelho, surge Capela vazada no muro, enquadrada por arco de volta perfeita em cantaria, dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, surgindo, confrontantes, duas outras capelas, menos elevadas, dedicadas a Nossa Senhora de Fátima (Evangelho) e a São José (Epístola), implantadas na zona do presbitério, elevado por um degrau e protegido por teia metálica. Todas elas possuem os fundos pintados de branco e altares paralelepipédicos, em cantaria de granito, com frontais tripartidos e apainelados, que sustentam mísulas com imaginária. No lado da Epístola, o púlpito quadrangular com bacia em cantaria de granito, assente em mísula, com guarda de madeira pintada de marmoreados fingidos com as faces almofadadas, a frontal ornada pelas insígnias do orago e as laterais com florão; tem acesso por porta de verga reta, encimada por sanefa de madeira. Ainda deste lado e embutido na estrutura, confessionário de volta perfeita e porta e moldura de madeira. Arco triunfal de perfil apontado, composto por três arquivoltas, a exterior boleada, assentes em coluna adossada ao muro, de fustes cilíndricos, sobrepostas a bases bolbiformes. Os capitéis apresentam decoração humana, animal e vegetalista estilizada, apresentando nos ábacos um friso em fita de tríplice moldura, enlaçada, que se prolonga cercando internamente toda a ábside. Está encimado por óculo circular e ladeado por capelas retabulares colaterais, dedicadas a Nossa Senhora do Rosário (Evangelho) e Santo António (Epístola). O arco triunfal e a capela-mor encontram-se totalmente revestidos a pinturas murais, surgindo vestígios de uma pintura mais antiga na casa da tribuna. A capela-mor divide-se em dois tramos, o segundo ocupado pelo retábulo e casa da tribuna, definidos por arco formeiro de perfil apontado, assente em colunas semelhantes às do arco triunfal, tendo cobertura em abóbada de berço e pavimento em lajeado. Ao centro, a mesa de altar e os assentos dos celebrantes. Na parede testeira, o retábulo-mor de talha dourada e com os painéis pintados por motivos fitomórficos, de planta reta e três eixos definidos por quatro colunas torsas, ornadas por pâmpanos e assentes em consolas, as exteriores sobre plintos paralelepipédicos, decorados por querubins. Ao centro, tribuna de volta perfeita e moldura fitomórfica, contendo trono expositivo de cinco degraus, sobrepujado por baldaquino com colunas torsas e remate em cornija. Os eixos laterais possuem nichos em abóbadas de concha, contendo mísulas com imaginária. A estrutura remata em frisos de acantos e querubins, cornijas, fragmentos de frontão e apainelados ornados por acantos e fénices, que culminam numa sanefa de falsos lambrequins fitomórficos e com o intradorso pintado com a pomba do Espírito Santo. Altar paralelepipédico, tripartido e com sanefa marcada, ornado por pintura fitomórfica, ladeado por apainelados de marmoreados fingidos, decorados por rosetões, encimado por sacrário em forma de caixa, decorada por custódia e remate em albarrada. No lado do Evangelho, porta de verga reta com moldura almofadada e remate em cornija, de acesso à sacristia, com paredes rebocadas e pintadas de branco, tendo cobertura em falsa abóbada de berço, assente em cornijas de cantaria, e pavimento em lajeado e contendo vários armários de madeira e lápides com inscrições. Possui lavabo em cantaria de granito, com espaldar retilíneo e moldura saliente, com pequeno reservatório, encimado por cruz relevada, tendo bica inscrita em losango e taça de bordo boleado.

Acessos

Avenida Melo e Sousa; Rua de São Pedro; Rua da Igreja. WGS84 (graus decimais) lat.: 41,157218; long.: -8,222274

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 129/77, DR, 1.ª série, n.º 226 de 29 setembro 1977 *1 / ZEP, Portaria n.º 644/2014, DR, 2.ª série, n.º 148 de 04 agosto 2014

Enquadramento

Urbano, isolado, implantado em zona elevada relativamente à envolvente, em plataforma artificial que forma um adro murado a alvenaria de granito aparente capeada a cantaria, com acesso por portões lateral e fronteiro em ferro forjado, flanqueados por pilares sobrepujados por urnas. O adro e zona envolvente estão pavimentados a calçada e tem acesso frontal por escadaria. Está envolvido por casas de habitação unifamiliares, surgindo, a S., a Residência Paroquial (v. PT011311010023) e, a E., o cemitério. Em cota inferior à do adro, a N., um coreto em alvenaria. No adro, surge uma sepultura em cantaria de granito.

Descrição Complementar

Sobre o portal axial, a inscrição: "BREVIS - DOMVS - QVONDAMPENITVS. SVBMERSA RVINIS / NVNCAVTEM - IN lONGIVS - DENVO SVRGIT. OPVS / ANNO D.N.I. 1668". Sob o coro-alto, do lado do Evangelho, encontra-se o sarcófago do Abade Ambrósio Vaz de Golias. A arca apresenta, na face maior, uma moldura em cujo campo rebaixado se inscrevem, em baixo relevo, uma elipse ladeada por dois losangos, tendo estátua jacente, de capa, mãos sobre o peito e chapéu abacial de quatro gomos; sobre o túmulo, a inscrição funerária em 11 regras: "ESTA IGREIA PELOS ANNOS DO SENHOR DE / 1200 MANDOV EDIFICAR A RAINHA / D. MAFALDA FILHA DELREI D. SANC / HO PRIMEIRO DO NOME NESTE REINO E / MVLHER DEL REI D. HENRIQVE PRIMEI / RO DO NOME EM CASTELLA: E POR SE AR / RVINAR FOI REEDIFICADA E ACCRESC / ENTADA NO ANNO DE 1668 PELO IND / IGNO SACERDOTE ABBADE DELLA AM / BROSIO VAZ GOLIAZ CVIOS OSSOS / DESCANSÃO NESTA SEPVLTVRA S.I.P.L". Da parte da Epístola, em posição simétrica, encontra-se outro sarcófago com tampa de secção hexagonal com volume em duas águas e aresta superior aplanada, onde está gravada a data de 1608, apresentando igualmente na tampa uma inscrição funerária latina, numa única regra, estando decorada a parede da arca com uma elipse ladeada simetricamente por uma cruz grega e um losango, com os motivos inscritos em quadrados delimitados por uma linha incisa. O retábulo colateral do Evangelho é de talha pintada de marmoreados fingidos, azul e rosa, e com apontamentos dourados, de planta reta e três eixos definidos por quatro colunas torsas percorridas por espiras fitomórficas, assentes em plintos paralelepipédicos almofadados e decorados por acantos, tendo pilastra no lado esquerdo, de fuste almofadado. Ao centro, pequeno nicho de volta perfeita, contendo imaginária e o fundo pintado com elementos fitomórficos. Os eixos laterais são retilíneos com os fundos pintados com elementos fitomórficos, que enquadram mísulas com imaginária, encimadas por baldaquinos ornados por vieiras e de onde pendem drapeados a abrir em boca de cena. A estrutura remata em entablamento, com friso galbado, e espaldar recortado, formado por fragmentos de frontão decorados por encanastrados e encimados por anjos, que centram coroa fechada e sanefa com lambrequins franjados e drapeados a abrir em boca de cena. Altar paralelepipédico com o frontal ornado por cartela de ferronerie e sebastos decorados por entrelaçados, de feitura recente. A capela retabular colateral da Epístola é de talha pintada de marmoreados fingidos, azul e rosa, e com apontamentos dourados, de planta reta e três eixos definidos por duas colunas espiraladas e o terço inferior ornado por brutesco, assentes em plintos paralelepipédicos decorados por acantos, e por dois quarteirões decorados por botões e acantos, assentes em consolas. Ao centro, painel pintado com motivos fitomórficos que enquadra mísula com a imagem do orago. Os eixos laterais são formados por quatro painéis pintados, representando Santo André e Santa Maria Madalena (Evangelho) e São Tiago e Santa Margarida (Epístola). A estrutura remata em friso de acantos e querubins, interrompido por mísulas equidistantes, que sustentam cornija, sobrepujada por tabela retangular vertical, flanqueada por quarteirões e aletas recortadas, rematando em cornija e pequeno espaldar recortado e centrado por cruz. Na tabela, cruz e livro aberto com a inscrição: "LOUVAI / AO / SENHOR / É / ETERNO / O SEU / AMOR". Possui altar semelhante ao interior. Ambas as estruturas estão encimadas por baldaquino retilíneo com frisos de acantos e intradorso pintado a imitar o firmamento. O arco triunfal e a capela-mor possuem pintura decorativa, formando, nas arquivoltas do arco, frisos de meios-concheados, sendo os panos amplos ornados por flores, cartelas, festões, concheados e albarradas; a capela-mor apresenta cornocópias, enrolamentos, festões e concheados, tendo as molduras e colunas dos arcos toral e triunfal marmoreados fingidos. A casa da tribuna apresenta pintura mais antiga, formando apainelados de acantos. Na sacristia, lápide com a inscrição: "LÁPIDE DESCERRADA PELO SENHOR BISPO DO PORTO, / D. ARMINDO LOPES COELHO, EM HOMENAGEM / AO PADRE DR. BELMIRO COELHO DA SILVA, PÁROCO / DESTA VILA DE ABRAGÃO, PELAS SUAS BODAS DE OUTO / SACERDOTAIS, EM 28 DE SETEMBRO DE 2003. / O POVO DE ABRAGÃO". Surge ainda, uma lápide em mármore com a inscrição: "HOMENAGEM DE GRATIDÃO / A / FRANCISCO FERREIRA DA SILVA / BENFEITOR EXCLUSIVO DO NOVO / ÓRGÃO ELECTRÓNICO, / INAUGURADO EM 29-8-1992".

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial *2

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese do Porto)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 13 / 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

EMPREITEIRO: LUSOCOL - Sociedade Lusa de Construções, Lda. (1991).

Cronologia

Séc. 12 - fundação da Igreja; 1105 - é referida a doação da quarta parte dos rendimentos da paróquia por Paio Peres Romeu ao Mosteiro do Salvador de Paço de Sousa; 1200 - remodelação da Igreja pela rainha D. Mafalda de Castela, filha de D. Sancho I; 1586, 29 junho - primeiro registo de batismo na paróquia; 21 setembro - primeiro registo de casamento na paróquia; 08 dezembro - primeiro registo de óbito na paróquia; 1668 - data no portal axial, informando sobre a data de demolição da nave românica e reconstrução da igreja, então ampliada; construção da sacristia e da residência paroquial; execução do retábulo colateral da Epístola; as obras foram patrocinadas pelo abade Ambrósio Vaz Golias, sepultado no local; séc. 18 - feitura do retábulo colateral do Evangelho e do retábulo-mor; 2.ª metade - remodelação da decoração da igreja, com a execução das pinturas murais; 1758, 19 abril - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco Manuel de Aguiar Vieira, é referido que a paróquia é dedicada a São Pedro, tendo três altares, o mor, do Santíssimo, o de Nossa Senhora do Rosário e o do Santíssimo Nome de Jesus; tem as irmandades do Santíssimo, de Nossa Senhora do Rosário, das Almas e do Subsino; o pároco é abade, apresentado pela Patriarcal de Lisboa, tendo o ordenado anual de 103$000; 1820 - construção da torre sineira; séc. 20 - feitura das capelas laterais; 1975 - suspensão das obras de alteração do pavimento do adro, sendo este reposto no seu estado primitivo; 1992 - colocação de um órgão eletrónico no templo, pago por Francisco Ferreira da Silva; 2001 - o batistério está revestido a azulejo de padrão, entretanto removido.

Dados Técnicos

Estrutura mista (capela-mor) / Sistema estrutural de paredes portantes (nave).

Materiais

Estrutura em cantaria de granito aparente; muros de vedação, pavimentos e escadas da envolvente, em cunhais, em platibandas e no pavimento e abóbada da capela-mor, revestimento de pavimento e escadas interiores em cantaria de granito; pavimentos da envolvente em calcário branco; tirantes interiores, ferragens e fechaduras de portas e no varandim do coro-alto em ferro; algerozes em zinco; caixilhos, revestimento de pavimentos interiores, teto, estrutura das coberturas, sanca e rodapés, guarda-vento, portas em madeira; retábulos em talha; silhares de azulejo industrial; vidro simples nos vãos e colorido no guarda-vento; telha cerâmica na cobertura.

Bibliografia

AGUIAR, J. Monteiro de, Boletim da Câmara Municipal de Penafiel, Penafiel, 1945, p. 45; ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, A Arquitectura Românica de Entre-Douro-e-Minho, dissert. de doutoramento, policopiado, vol. II, Porto, 1978, p. 174 - 176; ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, História da Arte em Portugal. O Românico, vol. 3, Lisboa, 1986; CAPELA, José Viriato, MATOS, Henrique e BORRALHEIRO, Rogério, As freguesias do Distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758 - Memórias, História e Património, Braga, Universidade do Minho, 2000; DIONÍSIO, Santana (dir.), Guia de Portugal, 4, Lisboa, s/d, p. 524, 567; GRAF, Gerhard N., Portugal / 1, Madrid, 1987, pp. 411 - 412; MENEZES, Mário de, Algumas anotações ao quarto volume do Guia de Portugal, Régua, 1967, p. 65 - 66; OLIVEIRA, A. de Sousa, A ábside românica de S. Pedro de Abragão, sep. do Boletim da Associação Cultural Amigos do Porto, 4, Porto, s/d; VIEIRA, José Augusto, O Minho Pittoresco, vol. 2, Lisboa, 1887, p. 543; , 20 julho 2012.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, SIPA; Diocese do Porto: Secretariado Diocesano de Liturgia

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID-001/012-004-1976/2, DGEMN/DSARH-010/191-0048, DGEMN/DSARH-010/191-0049; DGLAB/ADPorto: Pároquia de Abragão

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: séc. 20, década 50 - tratamento de rebocos e pinturas; colocação do silhar de azulejos na nave; 1975 - início de obras de modificação do pavimento do adro envolvente, as quais incluíram o espalhamento de cascalho para receber o acabamento previsto de betonilha esquartelada; reposição do pavimento do adro no seu estado primitivo; 1977 - envernizamento do forro da nave; DGEMN: 1991 - substituição das portas exteriores da igreja, obra levada a cabo por LUSOCOL - Sociedade Lusa de Construções, Lda. (DGEMN/DSID-001/012-004-1976/2); PROPRIETÁRIO: 1993 - restauro da talha do retábulo-mor; DGEMN: 2004 - conservação geral do imóvel: vãos exteriores, teto da nave, restauro da pintura sobre madeira e das pinturas sobre tela da sacristia e reformulação da instalação elétrica da igreja; 2005 - revisão da cobertura, reparação da zona de encosto da cobertura com a torre, limpeza pontual dos paramentos exteriores de granito da torre sineira e sacristia, tratamento de vãos e do teto na zona do coro, reparação das pedras da ombreira do vão da pia batismal e tratamento e pintura dos paramentos da sacristia, revisão da instalação elétrica, revisão e desinfestação do guarda-vento; substituição integral dos bancos da nave, revisão e restauro das pinturas da capela-mor, arco triunfal e teto; remoção dos azulejos do batistério.

Observações

*1 - DOF: Igreja de Abragão, incluíndo os túmulos. *2 - A Rota do Românico do Vale do Sousa inclui 19 imóveis: Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios (v. PT011311100010), Igreja de Gândara (v. PT011311040009), Igreja de São Gens de Boelhe (v. PT011311020008), Memorial da Ermida (v. PT011311150005), Capela da Senhora do Vale (v. PT011310080004), Igreja de São Pedro de Ferreira (v. PT011309050001), Ponte de Espindo (v. PT011305130009), Ponte de Vilela (v. PT011305020008), Igreja de Aveleda (v. PT011305020004), Torre de Vilar (v. PT011305260005), Igreja de Santa Maria de Airães (v. PT011303020007), Igreja Matriz de Unhão (v. PT011303280004), Igreja de São Vicente de Sousa (v. PT011303260008), Igreja Velha de São Mamede de Vila Verde (v. PT011303330020), Igreja de Paço de Sousa (v. PT011311220003), Igreja de Cete (v. PT011310080001), Igreja Matriz de Meinedo (v. PT011305130002) e Mosteiro de Pombeiro (v. PT011303150001).

Autor e Data

Isabel Sereno e Paulo Amaral 1994 / Paula Figueiredo 2012 (no âmbito da parceria IHRU / Diocese do Porto)

Actualização

Sandra Quaresma 2004
 
 
 
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