Pelourinho de Monsanto

IPA.00005125
Portugal, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, União das freguesias de Monsanto e Idanha-a-Velha
 
Pelourinho quinhentista, de bloco cilíndrico, com soco quadrangular de um degrau, ampla base octogonal e coluna de fuste liso, chanfrada nos ângulos e com a zona inferior saleinte, destacando-se o remate, fragmentado, mas cilíndrico.
Número IPA Antigo: PT020505080002
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição senhorial  Tipo bloco

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco quadrangular com um degrau quadrangular, semi-enterrado no solo, que sustenta base octogonal com pequeno chanfro côncavo nos cantos inferiores e boleada na parte superior, onde encaixa a coluna com base anelada de secção quadrangular, marcando o arranque do fuste, sendo este de secção circular e desprovido de capitel. Rematado por peça cilíndrica boleada e decorada por esferas.

Acessos

Largo da Misericórdia. VWGS84 (graus decimais) lat.: 40.039075; long.: -7.115182

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DR n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano, destacado em superfície de pendente pouco acentuada e em espaço delimitado pela Igreja da Misericórdia, por casa que integra fachada da antiga Capela de Nossa Senhora do Socorro e por alguns edifícios relativamente descaracterizados. Proximidade da Torre de Lucano (v. PT020505080102).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1165 - repovoamento e doação a D. Gualdim Pais, Mestre dos Templários, por D. Afonso Henriques; 1174, Abril - concessão de carta de foral por D. Afonso Henriques. 1190 - confirmação da carta de foral por D. Sancho I; provável construção do castelo; 1217 - confirmação da carta de foral por D. Afonso II; 1460, 21 Maio - concessão do título de Conde de Monsanto a D. Álvaro de Castro, por D. Afonso V; 1510, 01 Junho - concessão de carta de foral por D. Manuel I, hipotética edificação do pelourinho; 1758 - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco Manuel Cardoso Calado, é referido que a povoação, com 210 vizinhos, é da Casa de Aveiro; 1853 - extinção definitiva do concelho; provável destruição do pelourinho; 1935 - Jaime Lopes Dias descreve o pelourinho, sem referir o remate; 1937 - pintura do pelourinho, sem o remate; séc. 20, após 1937 - reconstituição do pelourinho, com a colocação do remate, encontrado numa parede de uma casa próxima.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

ALMEIDA, José António Ferreira de, dir., Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1980; CARDOSO, Nuno Catarino, Pelourinhos das Beiras, Lisboa, 1936; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; PROENÇA, Raul; DIONÍSIO, Sant'Ana, Guia de Portugal, Beira II - Beira Baixa e Beira Alta, Lisboa, 1984; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito de Castelo Branco, Viseu, 2000; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/336311 [consultado em 14 outubro 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 24, n.º 184, fl. 1305-1306)

Intervenção Realizada

Séc. 20 - reconstrução do pelourinho, com colocação do remate, encontrado na parede de uma casa das imediações.

Observações

Autor e Data

Margarida Conceição 1993

Actualização

 
 
 
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