Palácio de São Lourenço / Forte de São Lourenço

IPA.00005014
Portugal, Ilha da Madeira (Madeira), Funchal, Funchal (Sé)
 
Fortaleza constituída por um baluarte joanino, dentro da "arquitectura militar de transição", como a Torre de Belém, ampliado com três baluartes pentagonais "à moderna" e depois ainda um outro, maneirista, para proteger a porta, no interior do qual se formou progressivamente um amplo palácio residencial.
Número IPA Antigo: PT062203100004
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Militar  Forte    

Descrição

Planta complexa estrelada com bateria baixa frente ao mar flanqueada por dois torreões e uma torre avançada ao mar, e pátio interior delimitado por edifícios flanqueados por três baluartes virados à cidade, com o central a proteger a porta. Volumes articulados com coberturas nos edifícios com águas múlpiplas a telha de canudo assente em cornija, telhados cónicos sobre os baluartes E. e avançado ao mar, e terraços ajardinados nos virados à cidade. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com cunhais apilastrados de cantaria e remates em cornijas igualmente de cantaria. A fachada frente ao mar define-se por uma bateria baixa dotada de canhoeiras revestidas a cantaria, com o torreão semicircular a NE. com janelas de molduras em cantaria chanfrada, lintéis decorados e pequeno balcão gradeado de madeira à face. O edifício central estende-se a todo o comprimento da bateria virada ao mar, com três pisos e varanda de sacada corrida com grade ao longo do último piso, bordeando ainda o torreão SO.. A varanda comunica com o torreão avançado ao mar por largo arco sobre a parada da bateria baixa. A fachada O. apresenta muralha a ligar o torreão SO. com o baluarte NO., onde se abre porta de acesso à residência do Ministro da República. A fachada N. é constituída pelos três baluartes, com o central, cavaleiro, e dois gémeos, todos com cordão de cantaria a delimitar a escarpa, janelões a servir de canhoeiras para protecção da porta e dos flancos, guaritas com cobertura de alvenaria assentes em cornija e janelas e portas com molduras de cantaria. A fachada E. apresenta edifício de três pisos, tendo no térreo porta de acesso à residência e gabinete do Comandante Operacional e da Zona Militar da Madeira junto ao baluarte joanino e portão central de acesso de viaturas ao pátio interior, tendo nos dois pisos superiores janelas com moldura de cantaria ocupados pelas instalações do Quartel General e residência do Comandante Operacional e da Zona Militar da Madeira. O pátio interior com pavimento de calhau rolado dá acesso à esplanada baixa por túnel a O. e ao Palácio Nacional por larga escadaria central de dois lanços, balcão superior e largo portal encimado por lintel ondulado e armas nacionais de cantaria do Porto Santo, assim como aos serviços militares e do Gabinete do Ministro da República, através de portas no piso térreo. As fachadas sobre o pátio têm dois e três pisos, com janelas e portas com molduras de cantaria. O palácio desenvolve-se no piso superior do edifício frente ao mar, com boas salas de alto pé-direito, paredes pintadas e tectos de estuque, estendendo-se a residência e serviços do Ministro da República para o corpo perpendicular, o O. do pátio central e definido ainda um outro pátio ajardinado para O.. Os quartos do palácio desenvolvem-se no corpo N., constituído por dois edifícios, sendo o outro ocupado pelas repartições militares e confrontando sobre as antigas instalações da guarda e túnel da antiga entrada da fortaleza.

Acessos

Funchal (Sé), Avenida Zarco; Largo da Restauração; Calçada de São Lourenço

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto nº 32 973, DG, 1.ª série, n.º 175 de 18 agosto 1943

Enquadramento

Urbano, destacado sobre a Av. do Mar, antiga orla marítima e isolado da cidade por muralha em todo o perímetro.

Descrição Complementar

A fortaleza define-se essencialmente pelos três baluartes "modernos" e pelo torreão inicial coroado por merlões em cantaria vermelha regional assentes em cornija de alvenaria, dois gárgulas de canhão, e grande emblemática com brasão nacional, coroa encimada por cruz de Cristo e dois esferas armilares aos lados. O baluarte central apresenta sobre o cunhal N. as armas nacionais justapostas à Ordem do Tosão de Ouro e encimadas por coroa dos Habsburgos. A residência do Governador militar ocupa o baluarte joanino, assente em sala ogival, com vestígios de antigas canhoeiras, hoje parcialmente enterrada, piso médio com tecto de madeira pintada de inspiração mudéjar (sala de oficiais) e piso superior (sala de visitas da residência do comandante militar) com tecto oitavado de caixotão.

Utilização Inicial

Militar: forte

Utilização Actual

Residencial: residência oficial

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 17 / 18 / 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Mestre de obras Estêvão Fernandes (1540 - 1541); mestre das obras reais Mateus Fernandes III (1567 - 1595); Jerónimo Jorge (1595 - 1618); mestre das obras reais Bartolomeu João (1618 - 1660); capitão de artilheiros António Nunes e mestre pedreiro Inácio de Miranda (1690 - 1700); mestre das obras reais João António Vila Vicenzo (Vicêncio) (1781 - 1793); Max Romer autor das pinturas das paredes da Sala Vermelha e das do tecto da Sala Império.

Cronologia

Séc. 15 - João Gonçalves da Câmara, 2º donatáiro, mandou construir no Altinho das Fontes uma casa para sua moradia; 1476, 20 Fevereiro - a Infanta D. Beatriz responde negativamente à solicitação de João Gonçalves de construir uma obra defensiva no Funchal; 1493, 21 Junho - ordem régia para a construção de muralhas no Funchal; 1494, 8 Julho - João Gonçalves da Câmara, aproveitando a vinda à Madeira de Vicente Sodré, enviado por D. Manuel, ainda Duque de Beja, para cuidar da defesa da ilha, solicitou novamente a construção duma cerca, muros e baluarte com uma torre no Altinho das Fontes, junto à casa da sua residência; 1513 - início das obras, sob a direcção de João de Cáceres; o torreão do baluarte era baixo e coroado de ameias e tinha um portão para o lado do mar; ligava com a casa do donatório por uma cortina que a envolvia e tinha ainda uma entrada por N. que dava para o antigo lg. da Pela ou terreiro da Sé; a obra não foi concluída; 1528 - a parte construída era considerada de acção nula; 1529, 8 Julho - carta de D. João III em relação a um pedido da câmara do Funchal, para se cativasse a imposição para a construção do baluarte; 1529 - chegada das bocas de fogo; 1530, 10 Julho - nova insistência de D. João III sobre os dinheiros da fortificação e construção do baluarte; 1540 / 1541 - pagamentos ao mestre do baluarte; 1542, 11 Setembro - D. João III ordena o seu acabamento, consignando para esse fim, as rendas das carnes; 1559, 11 Setembro - insistência de D. João III para a recolha do dinheiro da imposição com a indicação que tudo deveria ser aplicado no baluarte; 1566, 20 Junho - chegada ao Funchal do condestável de bombardeiros Gonçalo Fernandes com regimento; 3 Outubro - ataque corsário francês capitaneadas por Pierre Bertrnd de Monluc com conquista do baluarte; 1567, 14 Março - regimento preliminar, feito em Lisboa por Álvaro Pires e entregue no Funchal a Mateus Fernandes por Pompeu Arditi e Tomás Bendito; 1571, 15 Março - auto das obras efectuadas nas "casas do capitão" por Mateus Fernandes; 1572 - o Regimento de Fortificação ordena que se faça nova fortaleza, com três baluartes, uma cortina de defesa da cidade com cinco portas de pedraria, duas a S., para serviço da fortaleza, uma a E. e duas a O.; 1583 - sedições populares levam ao quase cerco dos soldados castelhanos; 1591 - possíveis trabalhos de Manuel Bocarro para a instalação de uma fundição de canhões; 1599, Dezembro - ordem do governador Diogo de Azambuja para se fundirem canhões; 1600 - compra de uma pedra de engenho para se esculpirem as armas para o baluarte (cunhal N. na Av. Arriaga); 1611 - pronto o baluarte cavaleiro; 1612 - data da porta do mesmo; 1635 - lápide evocativa de obras na capela, instituída na residência dos Governadores, com invocação de São Lourenço, designação pelo qual o forte passa a ser conhecido; 1639 - data da imagem de São Lourenço sobre a porta; 1642 - obras na "casa da guarda", constituída na época por uma companhia de infantaria de cem homens; no baluarte N., sobre as armas de Castela, colocadas durante o domínio filipino, colocam-se as armas de Portugal, mas manteve-se a coroa de Espanha e o colar do tosão de ouro; 1654 - primeiro desenho da fortaleza pelo Eng. Bartolomeu João, ilustrando mapa da ilha, mandado executar pelo Governador Bartolomeu de Vasconcelos da Cunha; 1699 - obras nas dependências da fortaleza durante o reinado de D. Pedro II, sendo Governador e Capitão-General João da Costa de Ataíde de Azevedo; 14 Maio - grande incêndio na fortaleza e casa do Governador, procedendo-se de seguida a reparações; séc. 18, último quartel - durante o o Governo de D. Diogo Pereira Forjaz Coutinho, modificou-se a fachada S. da casa dos Governadores e sua divisão interior, passando a ter três pisos além do térreo; passa a chamar-se de Palácio de São Lourenço; 1801, Julho - ocupado pelo comando inglês das forças; 1807, Dezembro - 2ª ocupação britânica da Madeira, sendo despejado o governador de São Lourenço; 1814, até - durante a ocupação britânica, as salas de recepção são melhoradas, aumentando-se a sua altura, fazendo assim desaparecer o último piso do edifício; 1819 - pintura do quadro de D. João VI por Joaquim Leonardo da Rocha; 1820 - o Governador Sebastião Xavier Botelho escreve ao Conde dos Arcos, ministro de D. João VI, referindo a necessidade de realizar obras no palácio; numa outra carta refere ter mandar ornar a Sala do Trono; passadiço de madeira ocupando o pátio central; transferência do portal da antiga capela para o edifício central frente ao mar; 1836, 6 Fevereiro - ordenada a divisão do imóvel pelas autoridades civil e militar: a casa dos Governadores, na parte O., passa a servir de palácio do Governador Civil, e a E., a quartel do Governador Militar; o Trem continuaria a ocupar a parte onde estava; os jardins e a horta pertenceriam à parte do palácio com o qual comunicariam; 1846 / 1850 - durante a administração do Governador Civil Conselheiro José Silvestre Ribeiro, procederam-se a melhoramentos: caiações e pinturas, retalhamento e reparações gerais, construção de uma escada em cantaria e uma porta para a R. das Fontes, reparação do pavimento do baluarte do castanheiro e conservação dos jardins; 1848 - ordena-se ao Governador que pusesse o palácio à disposição do príncipe Maximiliano de Leuchtemberg, que vinha residir algum tempo na ilha; 28 Agosto - o príncipe almoça no palácio, mas prefere instalar-se numa quinta; 1852 - extinção da capela e entrega das suas alfaias em São Lourenço da Ponta do Pargo e na igreja do Colégio; 1861, 1 Fevereiro - o director das Obras Públicas comunicou ao Ministro as obras que executara e propôs a realização de obras e reparos orçadas em 5.600$000 rs, onde se incluía a modificação da frontaria do palácio de modo a igualá-lo com a nova construção feita sobre o baluarte O.; 1863 - o tenente coronel de engenharia António Pedro de Azevedo fez no Tombo da fortaleza um relato detalhado acompanhado de plantas e notas explicativas; 1878 - início das obras, modificando-se a fachada e melhorando-se as salas de recepção da residência do Governador, não tendo continuado as obras por oposição do Comandante Militar, Coronel Macedo e Couto; 1901, 22 Junho - D. Carlos I e D. Amélia instalaram-se no palácio durante quatro dias, tendo para isso se procedido a alterações do mesmo; a actual sala vermelha destinou-se a sala particular dos reis; o quarto de dormir do rei foi instalado no torreão O. e os aposentos da rainha ocuparam as três divisões da ala N. - S.; 1910 / 1911 - na sequência da proclamação da República, ocorrem distúrbios no palácio, em que o povo, alguns soldados e marinheiros invadiram os salões, destruiram coroas e brasões, mutilaram algumas pinturas de Donatários e Governadores e apearam imagem de São Lourenço existente no nicho sobre a porta principal; 1915 - apeamento das armas do torreão e as do baluarte N.; 1926 - o palácio encontrava-se em mau estado; 1931 - instalação do Governo após revolta; 1938 / 1941, entre - com o governador José Nasolini Pinto Osório da Silva Leão, o palácio sofre profundas remodelações, unificando-se a fachada S., e o seu recheio é enriquecido com peças provenientes de museus e palácios nacionais; 1940 - abertura do portão à Av. Zarco; recolocação da imagem de São Lourenço no nicho sobre a porta principal; 26 setembro - publicação de Decreto nº 30 762, no DG, 1.ª série, n.º 225, determinando a classificação do Palácio de São Lourenço como Monumento Nacional; 01 novembro - publicação do Decreto nº 30 838, DG, 1.ª série, n.º 254, suspendendo o decreto n.º 30 762, de 26 de setembro do mesmo ano, relativamente à classificação de imóveis de propriedade particular; 1974 - instalação dos depostos Presidente da República e Presidente do Conselho de Ministros, a caminho do exílio no Brasil; 1976 - instalação do Ministro da República; 2 Outubro - tomada de posse do 1º Governo Regional da Madeira; 1995 - abertura do palácio ao público.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes e estrutura mista.

Materiais

Cantaria mole e rígida regional aparente, alvenaria de cantaria regional rebocada, betão, mármore, madeira (carvalho, til, exóticas do Brasil, pinho de Riga e outras), amarrações mistas de tirantes de madeira e de ferro, azulejos, talha dourada, pinturas sobre gesso, madeira e tela, vidro, e telha de meio canudo.

Bibliografia

MONTEIRO, José Leite, Palácio de S. Lourenço na Cidade do Funchal, Funchal, 1950; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1955, Lisboa, 1956; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério nos Anos de 1959, 1º Volume, Lisboa, 1960; CARITA, Rui, Introdução à Arquitectura Militar na Madeira - A Fortaleza-Palácio de São Lourenço, Funchal, 1981; idem, A Fortaleza-Palácio de São Lourenço no Funchal, exposição montada por ocasião do 1º Congresso sobre Monumentos Militares Portugueses, Vila Viçosa, Out. 1982; idem, Colóquio APOM-82, Museu Regional de Évora, Nov. 1982; idem, As obras na Fortaleza-Palácio de São Lourenço, Diário de Notícias do Funchal, 29 Jul. 1990; Obras no palácio de São Lourenço sem aviso, Cultura da Região queixa-se contra Ministro da República, Cultura regional reclama em Lisboa de obras no Palácio de São Lourenço, idem, 17 Jul. 1990; CARITA, Rui, São Lourenço, exposição permanente nas antigas instalações da Casa da Guarda, roteiro Jun. 1992; Inaugurado Museu da Fortaleza de São Lourenço, idem, 23 Jun. 1992; FERNANDEZ, Juan, Portão começou a ser construído há dois anos, Palácio já tem aberto "buraco" no património. Responsáveis pelo Património não conseguem travar obras no Palácio de São Lourenço, Diário de Notícias do Funchal, 19 Nov. 1992; CARITA, Rui, História da Madeira, 1, 2, 3 e 4º vols., Funchal, 1989, 1991, 1992 e 1996; idem, A Fortaleza - palácio de São Lourenço no Funchal in Monumentos, nº 3, 1995, p. 62 - 67; idem, Arquitectura Militar da Madeira, sécs. XV a XVII, tese de doutoramento, 1993, 1998; idem e TRUEVA, José Manuel de Sainz, Itinerário Cultural do Funchal, Funchal, 1997.

Documentação Gráfica

1567 / 1579 - "Planta do Funchal" de Matyeus Fernandes; 1582 - desenhos do capitão Luís Melo no Arquivo Geral de Simancas; 1654 - "Fortaleza de São Lourenço aonde está o presídio & governador na Ilha da Madeira", in "Descripção da Ilha da Madeira (...) feita por Bartolomeu João, engenheiro della, em tempo do governador Bartolomeu Vasconcellos da Cunha (...) no ano de 165(4)", colecção particular Paul Alexander Zino, Funchal; 1772 - "panorâmica da cidade do Funchal" de Thomas Hearne, Museu da Cidade do Funchal; 1803 - "Planta do Funchal" do brigadeiro Reynaldo Oudinot no Instituto Geográfico e Cadastral; 1804 - "The Governr's Castle Madeira, taken July 1804", gravura aguarelada de E. M. Locker, editada em Londres, Abr. 1813; 1805, Abr. - "Planta, perfil e corte da Fortaleza de São Lourenço do tenente d'Artilharia com exercicio de Ajudante do Brigadeiro Reynaldo Oudinot" Paulo Dias de Almeida, GEAEM, Lisboa (doc. 1316, 2/22/109); 1808 - São Lourenço - aguarela do Ten. G. B. LaWrence RN, colecção particular Cossart, Funchal; 1809 - "The Government House" litografia aguarela, original de W. Westall, litografado por Baily, Londres; 1811 - "Residência do Governador Militar, São Lourenço", gravura inglesa; 1813 - "The Government House at Madeira", gravura aguarelada sobre original de W. Westall Ara, gravado por "J. Byrne e pub. T. Cadell & W. Davies Strand, Jun 11, 1813"; 1817 - "São Lourenço", planta, alçado e corte de Paulo Dias de Almeida, in "Descrição ..."; 1827 - "The Government House" litografia do rosto de "Views in the Madeiras..." do reverendo James Bulwer, Londres; 1838 - "Campo da Marinha e Portão da Saúde" desenho datado de "Funchal - Madeira August 30 Th. 1838", na colecção da Casa-Museu Dr. Frederico de Freitas, Funchal; 1841 - "Fortaleza de S. Lourenço", planta in "Descrição" de António Pedro de Azevedo, GEAEM, Lisboa; 1842 - "Sketch os Government House / Funchal from under Ste. Lázaro / June 9, 1842" aguarela de Emily Genieve Smith, no Museu da Quinta das Cruzes, Funchal; 1856 - "The Governor's House", litografia colorida in "Sckeches in the island of Madeira", por Frank Dillon, litografado por T. Picken, ed. Londres; 1863 - "Planta / do / Palácio de São Lourenço / e da fortaleza que o circunda / em GEAEM, Lisboa; 1870 - fotografias no acervo da "Photographia-Museu "VICENTES""; 1915 - Projecto de renovação da cidade do Funchal. Arquitectos Ventura Terra, Lisboa e Stubbs, Berlim, na Câmara Municipal do Funchal; 1915 - Corte do Baluarte do Castanheiro, processo de Obras Públicas da Junta Geral do Distrito do Funchal, Funchal, 6 Mar. 1915, DSOFE, Funchal

Documentação Fotográfica

Museu Vicentes Photographos, Funchal; IHRU: DGEMN/DSID; Gabinete do Ministro da República para a Região Autónoma da Madeira; Comando Militar; DRAC

Documentação Administrativa

GEAEM (Arma de Engenharia), Lisboa; IHRU: DGEMN/DSID Lisboa; ZMM (Arquivo Morto), Funchal; GR (Sec. Eq. Social e DRAC), Funchal; Gabinete do Ministro da República para a Região Autónoma da Madeira; Comando Militar;

Intervenção Realizada

1850 - Consolidação das estruturas e pintura das paredes sob ordem do governador José Silvestre Ribeiro; DGEMN: 1940 - revisão das estruturas e da cobertura; 1955 - arranjo da cobertura; 1956 - obras de conservação; 1957 - arranjo da cobertura da zona residencial; 1959 - obras de conservação, pelos Serviços dos Monumentos Nacionais; 1961 - beneficiação do palácio, pintura das fachadas, limpeza exterior; obras no torreão circular; 1965 - obras no ângulo N. da muralha; 1966 - obras no pavilhão N., substituição do pavimento e cobertura; 1967 - substituição das coberturas na zona das Secretarias do Distrito de Recrutamento e Mobilização do Comando Militar; início da remodelação da zona ocupada pelo Governo Civil para adaptação a Residência do Governador Civil; 1970 - conclusão das obras no 3º piso; 1972 - arranjos no tecto e paredes da sala de jantar; 1973 - conservação na zona do Governo Civil; remodelação e beneficiação da antiga zona do almoxarifado; 1974 - conclusão das obras na residência; 1976 - reconstrução da cobertura do torreão voltado ao mar; 1977 - remodelação e benificiação da secretaria e gabinetes da zona do Governo Civil; limpeza e conservação das fachadas do palácio e consolidação e limpeza dos panos das muralhas; 1978 - montagem de sistema de incêncio e de ar-condicionado; 1979 - arranjo do tecto e pintura das paredes da sala dourada; remodelação das instalações da Residência e Gabinete do Ministro da República; limpeza e substituição de cantarias; limpeza das fachadas exteriores dos pátios; arranjos no salão do hall de entrada e na sala de estar; 1980 - conclusão da 1ª fase das obras: nova escadaria no Gabinete do Senhor Ministro da República (GSMR); construção de 3 suites no 1º piso e salão para visitas, ar-condicionado e dispositivo de incêncios; 1983 - reconstrução do tecto da sala de estar da residência, que havia caído; GSMR: obras no andar da parada baixa, com abertura de novas portas, entaipamento dos antigos túneis e da antiga muralha do séc. 16; ZMM: 1982 - reabilitação das casernas militares na parada baixa; 1987 / 1989: restauro das pinturas e mobiliário; 1990 - desentulhamento do baluarte SO. e parada baixa cavada para construção de sala de reunião e nova garagem, com abertura de novas portas para dentro da fortaleza e de porta de garagem para fora (lg. das Fontes); 1992 - instalação da sala polivalente e da garagem; ZMM: 1992 - recolocação do brasão apeado em 1910 na porta de São Lourenço; inauguração da exposição permanente em São Lourenço; GSMR para a R.A.M. e Intitutos Português de Museus e José de Figueiredo: 1992 / 1993 / 1994 / 1995 / 1996 / 1997 - conservação e restauro dos núcleos de mobiliário; 1994 / 1995 - conservação e restauro do núcleo de pintura; 1996 / 1997 / 1998 - conservação e restauro do núcleo de cerâmica e vidro; 1993 - recolocação do brasão no Baluarte do Castanheiro apeado em 1915; DGEMN: 1996 - picagem das paredes dos edifícios do pátio com colocação a descoberto na parte militar de vários elementos, depois novamente escondidos; ZMM: 1997 / 1998 - reabilitação do piso do edifício frente ao mar da parte militar ao nível do pátio com prolongamento do corredor e colocação de piso em mármore e azulejos; revisão do piso térreo do baluarte joanino com prospecção nas paredes; DGEMN: 1998 - obras de reabilitação do jardim interior da residência do Ministro da República; recuperação da base do torreão do séc. 16; intervenção na zona militar; 1999 - recuperação interior do antigo torreão do séc. 16; GSMR: 1999 - remoção de painel de azuelejos no corredor de passagem do andar nobre para os jardins; alterações no jardim do pátio interior e no jardim do baluarte NO.; remoção de canteiros no pátio de acesso ao baluarte N.; substituição do revestimento em tijoleira por cantaria na varanda da residência privada; DGEMN: 2000 - acompanhamento técnico de desinfestação; reparação da cobertura do corpo S. e baluarte SO.: reparação, desinfestação, pintura infuga da estrutura; abertura de claraboias; recuperação da guarita N.: pintura mural, rebocos, pavimento e caixilharia; 2002 - recuperação da sala ogival do torreão manuelino e salas adjacentes. DGEMN: 2003 - restauro do painel azulejar de São Lourenço, incluindo impermeabilização da zona do jardim sobrejacente; restauro dos azulejos da casa de fresco; GSMR: consulta e relatório sobre a infestação de térmita de madeira seca (revestimentos e estrutura) do palácio.DGEMN: 2004 - renovação do sistema de detecção de incêndios do piso nobre; DGEMN: 2005 - adaptação de instalação sanitária do jardim privado para pessoas com mobilidade reduzida; abertura de passagem directa do corredor para o jardim privado.

Observações

Nascida de um baluarte joanino, foi ampliado entre os finais do séc. 16 e os inícios do séc. 17; como residência dos governadores, a partir dos finais do séc. 17 passa mais a ser designada como "palácio" do que "fortaleza", embora sempre coincidam as duas designações. Na área afecta à Residência Oficial do Ministro da República para a R.A.M. funciona uma estrutura museológica que enquadra as visitas aos salões do andar nobre, jardim interior e baluartes noroeste e norte, registando-se uma afluência anual aproximada de 5000 visitantes nacionais e estrangeiros. Na área afecta ao Comando da Zona Militar da Madeira foi remontada e encontra-se aberta ao público a exposição alusiva à história do imóvel, com museu militar anexo.

Autor e Data

Rui Carita 1998

Actualização

Ângelo Silveira 2006
 
 
 
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