Pelourinho de Sernancelhe

IPA.00004982
Portugal, Viseu, Sernancelhe, União das freguesias de Sernancelhe e Sarzeda
 
Pelourinho quinhentista, de gaiola octogonal, com soco octogonal de quatro degraus, fuste octogonal e remate em gaiola suportada por colunelos e remate em pirâmide encimada por bola. A cinta de ferro que cinge o fuste é susceptível de ser aberta e mudada de altura.
Número IPA Antigo: PT011818160003
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Tipo gaiola

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco octogonal de quatro degraus e fuste de igual secção, que nasce de pequena base quadrada por retraimento das suas faces pouco proeminentes. O remate é de tríplice moldadura e assenta-lhe uma moldadura tronco-piramidal onde está inscrita a data de 1554 e alguns lavores. Sobre esta o ábaco igualmente octogonal. Da mesa deste emerge uma coluna central que sustenta a cúpula pela base. A gaiola possui oito colunelos de corpo cilíndrico, correspondentes às faces das colunas, decorados por dois anéis equidistantes sobre o segundo dos quais se eleva o pináculo espiralado apontando acima do arranque da cúpula. Os colunelos têm a extremidade inferior boleada descendo um pouco abaixo da gaiola. Sobre a cúpula de forte declive, assenta o pináculo constituído por gola de dois frisos onde assenta o pomo lavrado em gomos. Cravada neste, uma pequena cruz metálica. Sensivelmente no primeiro terço do fuste, uma cinta de ferro cinge a coluna.

Acessos

Praça da República. WGS84 (graus decimais) lat.: 40.900062; long.: -7.494253

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Ergue-se em frente da antiga cadeia, destacado, em praça fronteira à Igreja Matriz (v. PT011818160005), composta por arquitectura tradicional, por antiga Casa Fidalga dos Condes da Lapa (em ruínas) e, dissonante, o actual dormitório dos Bombeiros Voluntários de Sernancelhe.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16

Arquitecto / Construtor / Autor

MESTRE DE OBRAS: Manuel Diogo Chaves (1952).

Cronologia

1124 - Sernancelhe foi mandada povoar por Egas Gozendes e João Viegas que lhe deram o seu foral, durante o governo de D. Teresa; 1220, Fevereiro - D. Afonso Henriques confirma, em Pinhel, este documento; 1514, 10 Fevereiro - D. Manuel I concedeu-lhe foral novo; 1554 - erecção do pelourinho; 1708 - a povoação tem 172 vizinhos; tem 2 juízes ordinários, 2 vereadores, procurador do concelho, escrivão da câmara, juiz dos órfãos com o seu escrivão e 3 tabeliães; 1758, 01 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinada por Luís Coelho do Amaral, é referido que a povoação, com 46 moradores, é do rei; tem juiz ordinário e depende do ouvidor da Comarca.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza, vol. II, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1708; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; MOREIRA, Vasco, Terras da Beira, Cernancelhe e o seu Alfoz, Porto, 1929; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito de Viseu, Viseu, 1998; VALE, A. de Lucena, Revista da Beira Alta, vol. XX, 1961.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID

Intervenção Realizada

1952 - construção de colunelos igual ao existente; limpeza geral, por Manuel Domingos Chaves.

Observações

Autor e Data

João Carvalho 1996

Actualização

 
 
 
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