Capela de São Mateus

IPA.00004925
Portugal, Leiria, Batalha, Reguengo do Fetal
 
Arquitectura religiosa, vernacular. Capela de planta rectangular com cobertura diferenciada em telhados de 2águas e aba corrida; capela-mor mais baixa. Interior de nave única com paramentos rebocados e pintados de branco e pavimento em madeira. Arco triunfal pleno com acesso à capela-mor com retábulo em pedra; sacristia com lavabo.
Número IPA Antigo: PT021004020020
 
Registo visualizado 248 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Capela / Ermida  

Descrição

Planta longitudinal composta por nave, capela-mor e sacristia; massa simples disposta na horizontalidade; cobertura exterior em telhado diferenciado de 2 águas, prolongando-se em aba corrida sobre a sacristia; frontespício orientado a S. de pano único em empena amgular rematado por cruz latina, aberto por porta recta ladeada por 2 janelas e encimada por janelão da mesma feição; sineira em arco alteado sobrepujado por cruz (lado direito). Fachada E. de pano único, acompanhando o declíve da rua, reasgada por janela (capela-mor), remate em empena recta. Fachada N. de pano único, cega, com embasamento escalonado, de remate em empena angular encimada por cruz latina. Fachada O. de pano único, aberta por porta ladeada por janela e fresta (sacristia), com remate em empena recta. Articulação exterior / interior desnivelada. INTERIOR de nave única, púlpito em pedra de base quadrangular (envangelho); côro-alto com escada de acesso de um lanço; arco triunfal pleno abre para capela-mor com altar em pedra com nicho ao centro e flanqueado por duas peanhas; iluminação feita por 3 janelas da fachada principal e 1 da capela-mor. Sacristia de planta rectangular com cobertura em betão e pavimento em madeira; lavabo em pedra na parede.

Acessos

Alcanadas. Rua de São Mateus

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, isolado, ergue-se num dos lados do amplo adro e numa cota mais elevada, destacando-se da Igreja de Nossa Senhora do Ó, construída dentro do adro mas em cota inferior. O adro, a E. e S., é circundado por muro de sustentação de terras, em alvenaria, rebocado e pintado de branco, separando a capela da via pública; a N. e O., onde a cota é mais elevada, um muro em aparelho rusticado, separa a capela do adro, apresentando pavimento em calçada à portuguesa, onde está implantada a igreja e o coreto. A capela tem frente à fachada principal e na posterior uma zona ajardinada.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: capela

Utilização Actual

Religiosa: capela

Propriedade

Privada: Igreja Católica

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1567 - construção da Capela de São Mateus no local onde se encontrava uma ermida de invocação a Santo Hilário; 1887 e 1948 - ampliações diversas foram executadas na capela; 1990 - construção, dentro do adro da capela, da igreja de Nossa Senhora do Ó; 1995, 15 outubro - proposta de classificação elaborada pela Câmara Municipal da Batalha; 2003, 7 maio - parecer do Conselho Consultivo do IPPAR propõe a classificação como Imóvel de Interesse Municipal; 2008, 18 fevereiro - despacho de encerramento do processo de classificação da Subdirectora do IGESPAR, I.P., por o imóvel não ter valor nacional; 2011, 1 setembro - despacho de encerramento camarário do processo de classificação.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes

Materiais

Estruturas de alvenaria e cantaria, tijolo, telha de canudo, cimento (revestimento exterior)

Bibliografia

LEAL, Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1878; ESPÍRITO-SANTO, Moisés, PEREIRA, Severino, O Concelho da Batalha, Batalha, 1987

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DREMC

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DREMC; IPPAR

Intervenção Realizada

1997 - construção de um muro de suporte e reforço devido ao facto das obras de construção da nova igreja terem provocado aluimentos de terra no adro da capela; obras de reconstrução: remoção de pavimentos para futura colocação de lajes semelhantes às existentes, de coberturas interiores e exteriores e colocação de telha de canudo; colocação de um vigamento em ferro assente em imposta de tijolos para suporte da cobertura; consolidação estrutural; revestimento exterior em cimento; infraestruturas; colocação de molduras e caixilharias das janelas e da sineira e cruzes cimeiras que se encontravam retiradas; tratamento da envolvência, criando um adro relvado sobressaindo do adro comum aos dois templos e substituição do alcatrão por pedras de calçada; DGEMN: 1998 - intervenções diversas nos pavimentos, tectos, rebocos interiores e iluminação interior; 1999 / 2000 - Construção do coro.

Observações

Dentro dos planos do restauro a decorrer pretende-se retirar o cabo e respectivo fio de electricidade preso a uma das paredes da capela, colocar ar-condicionado, reconstruir o coro-alto, restaurar os objectos de decoração e trazer novamente ao culto da capela as imagens que actualmente se encontram na Igreja de Nossa Senhora do Ó. A lenda da origem das Alcanadas refere vir este lugar já dos tempos do Dilúvio. O patriarca Noé, ao passar com a sua arca por estas paragens, perguntou à arca: "Arca, nadas ainda ou já estamos em terra firme?" daí veio o nome deste lugar. Antigamente o padroeiro de Alcanadas era Santo Hilário e desde 1567 é São Mateus. A festa do orago anda associada ao fim das colheitas e à organização de grandes feiras, tal como sucede em toda a beira: Viseu, Cantanhede, Soure. Apesar de ser São Mateus o padroeiro de Alcanadas as maiores atenções da sua gente vão para a Senhora do Ó, tendo a sua representação na imagem gótica em pedra da Senhora das Alcanadas.

Autor e Data

Lurdes Perdigão 1998 / Cecília Matias 2008

Actualização

 
 
 
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