Convento de São Gonçalo de Amarante / Câmara Municipal de Amarante / Museu Municipal Amadeo de Souza Cardoso

IPA.00004820
Portugal, Porto, Amarante, União das freguesias de Amarante (São Gonçalo), Madalena, Cepelos e Gatão
 
Arquitetura religiosa, renascentista, maneirista, barroca, oitocentista. Convento composto por igreja de planta longitudinal, nave única, com capelas laterais profundas, intercomunicantes, transepto inscrito, cabeceira tripartida, com capela-mor profunda, torre sineira quadrangular, e dependências conventuais adossadas lateralmente à igreja, em eixo, de dois claustros, estando o segundo dividido em duas alas por corpo de construção recente. Igreja com fachada principal sóbria, de gosto filipino, com exonártex. A fachada lateral, virada ao rio, é a mais exuberante com portal-retábulo, a toda a altura da fachada, de três registos, o primeiro de influência renascentista, o segundo maneirista e o último barroco. O portal apresenta nítidas semelhanças com os portais da Igreja de São Domingos, em Viana do Castelo (v. PT011609190002), Igreja da São Martinho Pinário, em Santiago de Compostela e a Colegiada de Santiago, em Cangas, Pontevedra. A ladear o portal, loggia com estátuas régias. Sobre o cruzeiro, zimbório telhado coroado por lanternim com azulejos seiscentistas. Torre sineira com cobertura idêntica às coberturas das torres da Sé de Braga. Interior com coro-alto com cadeiral, nave com cobertura em abóbada de berço com pinturas em trompe l'oeil, e capelas laterais cobertas também por abóbada de berço, com retábulos barrocos. Transepto com retábulos maneiristas e neoclássico (Santíssimo Sacramento). Capela-mor com cobertura em abóbada de berço com caixotões, e retábulo barroco joanino, sobre duas capelas, uma funerária e outra de oferendas. Claustro Velho maneirista, de dois registos, arcaria de volta perfeita entre contrafortes, no primeiro, e colunata jónica, no segundo. Mateus Lopes, ao riscar este claustro, ter-se-á inspirado no de São João de Poio, em Pontevedra, na Galiza, feito uns anos antes por ele. Fonte central, com taças sobrepostas. Claustro maior dividido por corpo recente, resultante da adaptação a museu, com fachadas depuradas de decoração e superfícies envidraçadas. Na extremidade do claustro, ala dos Paços do Concelho, com fachada marcadamente oitocentista, de risco inspirado na arquitetura solarenga nortenha. Fachada O. das dependências conventuais, com fonte de espaldar maneirista, embebida na caixa muraria. O convento apresenta uma riqueza e conjugação de diversos elementos arquitetónicos que representam o que melhor se fazia ao nível do gosto artístico da época, contrastando com as restantes edificações mais depuradas daquela região. A fachada principal da igreja, a mais simples, virada à encosta, contrasta com a lateral, mais exuberante, ornamentada com um magnífico portal-retábulo e uma loggia com arcaria de volta perfeita intercalada com as estátuas dos reis patrocinadores da construção do convento. O portal lateral, devido à sua demorada construção apresenta uma conjugação de vários estilos, resultando numa composição equilibrada e sumptuosa, talvez até um dos exemplos mais relevantes de um portal-retábulo, no norte do país. Para além do Claustro Velho, o projeto inicial previa ainda a construção de outros dois, que não chegaram, no entanto, a ser concluídos. Nos anos 80 do séc. 20 foi construído um corpo recente no claustro maior, dividindo-o em dois, procurando não chocar com o existente, através de uma linguagem depurada e um envolvimento mais ao nível do interior do edifício. O interior da igreja apresenta diversas pinturas de composição vegetalista sobre a cantaria de granito. A ladear o arco triunfal encontram-se duas possantes colunas de granito policromado, encimadas por estatuária. Existem diversas inscrições epigrafadas alusivas à construção e história do convento. A fachada exuberante dos Paços do Concelho, virada ao interior do claustro, apresenta uma linguagem arquitetónica típica das fachadas de solares nortenhos, contrastando assim com o restante edifício conventual.
Número IPA Antigo: PT011301330001
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Convento / Mosteiro  Convento masculino  Ordem de São Domingos - Dominicanos

Descrição

Planta composta por igreja longitudinal, com exonártex, de nave única dividida em três tramos, com capelas laterais profundas, intercomunicantes, transepto inscrito, cabeceira tripartida e capela-mor profunda. Entre a portaria conventual, junto à fachada principal da igreja, e o edifício da Igreja de São Domingos, adossa-se a torre sineira, de planta quadrangular. Dependências conventuais adossadas lateralmente à igreja, a N., compostas pela justaposição, em eixo, de dois claustros retangulares, um mais pequeno, designado por "Claustro Velho" e outro alongado, dividido por corpo de construção recente, correspondendo às dependências do Museu Amadeo-Souza Cardoso, rematado a N. pelo corpo onde estão instalados os Paços do Concelho. Volumes escalonados, de dominante horizontal, quebrada pelo verticalismo da torre sineira. Coberturas efetuadas em telhados diferenciados de duas águas, em domo sobre o cruzeiro, e em laçaria cruzada, coroada por pináculo piramidal, de recorte oriental, na torre. O zimbório, dividido em dois setores, cobertos de telha e de diferente inclinação, é coroado por lanternim, forrado a azulejos de padrão seiscentistas, encimado por esfera armilar com cata-vento de ferro. IGREJA com fachadas em cantaria de granito aparelhada, rematadas por cornija sob beiral. Fachada principal orientada, com corpo do exonártex, ocupando quase toda a totalidade da fachada, em empena corada por cruz, de dois registos, tendo no primeiro a galilé, de arcos de volta perfeita, assentes em largas pilastras toscanas, com cobertura interior em abóbada de pedraria, portal principal em arco de perfil chanfrado, e no segundo, rosácea ladeada por dois janelões retangulares. Pano lateral S. do corpo do exonártex, com janela quadrangular em capialço, ao nível do registo superior. Torre sineira de fachadas rebocadas e pintadas de branco, com cunhais de cantaria apilastrados, rematadas por cornija, com pequenas gárgulas de canhão e encimada por balaustrada, com pináculos nos ângulos, idênticos ao que coroa a laçaria. Três registos, a S. e E., e dois a N. e O., devido à sua localização na encosta, separados por cornija de cantaria. Apresenta, nas faces S. e E., nos dois primeiros registos, estreitas janelas molduradas e gradeadas, com relógio na face S., ao nível do segundo registo, e no último, sineira com ventanas em arcos de volta perfeita. Fachada lateral S. da igreja, de composição e decoração mais imponente, de três panos. No primeiro, encontra-se uma loggia, designada por "Varanda dos Reis", ao nível do registo superior, em arcaria de volta perfeita, assente em pilastras toscanas, com mísulas onde se inserem as estátuas dos quatro monarcas que patrocinaram a construção do edifício (D. João III, D. Sebastião I, Cardeal-Rei D. Henrique e Filipe I). Interiormente, é rasgada por óculos moldurados quadrilobados, entre contrafortes, que marcam as capelas laterais, repetindo-se o mesmo esquema na fachada oposta. Acima da cornija de remate, a ritmar a arcaria, pináculos piramidais com bola. Pano central com portal monumental, de três registos, possuindo no primeiro, porta moldurada em arco de volta perfeita, com pedra de armas dos Dominicanos, no fecho, ladeada superiormente por medalhões dos reis Salomão e David, enquadrada por par de colunas coríntias, demarcadas no terço inferior, assentes em pedestais paralelepipédicos, com nichos em arco de volta perfeita, com imagens de São Francisco de Assis e São Domingos de Gusmão, entre as mesmas. Na base e a encimar os nichos, cartelas decoradas. Registo intermédio constituído por uma fiada de seis colunas coríntias estriadas, entablamento decorado, com imagens em nichos nos intercolúnios, de São Pedro Mártir, São Gonçalo, com a representação da ponte na base, e São Tomás de Aquino. Último registo, tendo ao centro, espaldar reto com imagem em nicho de Nossa Senhora do Rosário, ladeada por quarteirões, e nos extremos colunas pseudosalomónicas coríntias, rematado por frontão ondulado, coroado pela pedra de armas real e no tímpano, motivo com volutas. A ladear o espaldar, composição vegetalista e volutada e pináculos de grandes dimensões. Pano da esquerda, correspondendo a um dos braços do transepto, rasgado por janelão moldurado, rematado por cornija ondulante e decorado no topo superior e inferior por motivo volutado e concheado. Fachada posterior, com o corpo da capela-mor em empena, coroada por imagem do padroeiro, enquadrada por cunhais apilastrados encimados por pináculos. Ao centro, balcão fechado suportado por largas mísulas, rasgado por janelão retangular gradeado e remate em frontão, coroado por cruz. Panos laterais da capela-mor rasgados por janelões em capialço, tendo o pano virado a S., óculo circular, também em capialço, com moldura decorada quadrangular. No ângulo do braço do transepto, com a capela-mor, encontra-se volume em chanfro, rasgado por duas pequenas janelas em capialço, possuindo a do primeiro registo, imagem trecentista de pedra de Nossa Senhora da Piedade, também conhecida como "Nossa Senhora da Ponte". INTERIOR com paredes rebocadas e pintadas de branco, com coro-alto, sobre o exonártex, prolongando-se para o primeiro tramo da nave, suportado por arco abatido, com inscrição, apresentando cadeiral. Nave coberta por abóbada de berço, com pintura em trompe l'oeil de caixotões, assente em cornija decorada por modilhões. Pavimento em soalho. As paredes da nave são rasgadas por arcos de volta perfeita, assentes em pilastras jónicas, de acesso às cinco capelas laterais e à entrada lateral, do lado da Epístola, protegida por guarda-vento. Entre estes, superiormente, medalhões de pedra, alusivos aos Dominicanos, e um deles, em particular, à Ponte de São Gonçalo. A encimar os arcos, óculos moldurados, encimados por pintura em trompe l'oeil de abóbada de lunetas. O arco da capela central, do lado do Evangelho encontra-se pintado de motivos vegetalistas. As capelas são cobertas por abóbada de berço de caixotões, de pedra, alguns com pintura mural, e nas paredes testeiras retábulos de talha dourada. Do lado do Evangelho, o Batistério, a capela de Santo António, Nossa Senhora do Rosário e Santiago. Entre as capelas de Santo António e Nossa Senhora do Rosário, localiza-se o órgão em talha dourada. Do lado da Epístola, as capelas de Nossa Senhora do Pópulo ou da Guia, e São Jacinto. Nos extremos da nave, junto ao transepto, púlpitos confrontantes, de talha dourada, com base de pedra escalonada, assente em modilhão, guarda plena, porta decorada por cortina de talha e protegida por baldaquino encimado por estatuária alusiva à Paz. Cobertura do cruzeiro em cúpula de caixotões de pedra. Transepto com capelas retabulares de arco de volta perfeita. Braço do transepto, do lado do Evangelho, com porta de acesso ao Claustro Velho, e retábulo colateral do Santíssimo Sacramento. Braço do lado da Epístola, com retábulo de Santa Luzia ou de Santa Rosa e retábulo colateral do Senhor Jesus. Arco triunfal de volta perfeita, assente sobre pilastras sobrepostas jónicas, pintado com motivos florais. A ladeá-lo duas grandes colunas com inscrição na base, pintadas com motivos vegetalistas, coroadas pelas estátuas de pedra de São Pedro e São Paulo. A encimar o fecho do arco a pedra de armas real, ladeada por lápides com inscrições. Capela-mor, coberta por abóbada de berço de caixotões de pedra, com retábulo-mor, sobre cripta, formando, inferiormente, duas capelas, com escadaria ao centro de acesso ao nível superior. Capela do lado do Evangelho, com silhar de azulejos de padrão seiscentista e restante parede e teto forrados com apainelados de talha. Parede fundeira com altar. Ao centro da capela, fica o túmulo de São Gonçalo, em calcário policromado, com imagem jacente do santo, com a representação de ponte ameada aos seus pés. Do lado contrário, a capela das Oferendas, com imagem do santo. retábulo-mor em talha dourada, precedido por patamar protegido por balaustrada, apresentando planta reta, de três eixos, rematado por cornija ondulante, suportada por anjos inscritos em modilhões, encimada por volutas, formando falso frontão interrompido por composição vegetalista. Eixo central com camarim em arco abatido, com trono abaulado. Eixos laterais com mísulas e baldaquinos, com imagem de São Domingos de Gusmão, do lado do Evangelho, e São Francisco de Assis, do lado da Epístola. As imagens são enquadradas por par de colunas salomónicas, demarcadas no terço inferior, de ordem coríntia, suportando entablamento. Sotabanco profusamente decorado, com sacrário sobre a banqueta e altar reto, separado do retábulo. Acesso à ante sacristia pela capela-mor, do lado do Evangelho, com corredor coberto por teto de talha dourada e policromada seiscentista. Ante sacristia coberta por teto de caixotões de madeira, com florões ao centro. Parede E. com portal de verga reta, ladeado por pilastras molduradas e rematado por cornija reta. Parede S. com grande lavabo, composto por nicho de verga reta, tendo inferiormente, bica carranca, ladeada por querubins, enquadrado por colunas coríntias, sobrepostas sobre pilastras da mesma ordem, que suportam entablamento rematado por cornija reta. Tanque retangular. Acesso à sacristia por portal tardo-renascença de seis almofadas. Possui um teto de caixotões de madeira, com brasão ao centro e pinturas de grotescos. Paredes com silhar de azulejos de padrão seiscentistas. Sobre o arcaz, pintura de Cristo atado à coluna, moldurado por colunas de talha dourada espiraladas. DEPENDÊNCIAS CONVENTUAIS, mais baixas do que a igreja, com fachadas rebocadas e pintadas de branco, rematadas por cornija de pedra sob beiral. Fachada lateral E. de um e dois registos, devido ao declive do terreno, rasgada por portas e janelas de verga reta, de diferentes tamanhos, algumas molduradas, de forma simples ou mais decoradas, e outras em capialço. Embebida na caixa muraria, fonte de espaldar, conhecida como "Fonte de São Gonçalo" *2. A ladear uma das portas, nichos enquadrados por colunas e rematados por cornija semicircular coroada por cruz celta. No topo N. da fachada destaca-se volume em empena coroada por pináculo, enquadrada por cunhais apilastrados encimados por pináculos abaulados. Este volume é ladeado por outro, pela direita, com arcaria de volta perfeita no primeiro e no segundo registo, estando a do último fechada por janelas de sacada à face. Fachada posterior, a N. com panos murários escalonados, de um e dois registos, rasgada por vãos de diferentes tamanhos, com pequeno corpo quadrangular coroado por coruchéu com pináculo no topo. Junto à igreja desenvolve-se o CLAUSTRO VELHO, de dois registos, constituído, no primeiro por alas, com arcaria plena, reforçada no exterior por pilares quadrangulares jónicos, encimados por entablamento toscano com vasos. Registo superior, com colunata jónica, suportando entablamento sob duplo beiral. Paredes interiores em cantaria aparelhada, no primeiro registo e rebocada e pintada de branco, no segundo. Pavimento de laje de cantaria e cobertura interior do primeiro registo, em abóbada de nervuras, com medalhões relevados nos ângulos, com as figuras de São Gonçalo, São Tomás, São Domingos e São Pedro Mártir. Cobertura do segundo registo em teto de masseira de madeira. Pátio com pavimento em laje de cantaria com fonte central. CLAUSTRO MAIOR *3 com fachadas rebocadas e pintadas de branco, de dois registos, rematadas por cornija sob duplo beiral. Ao centro, a dividir o claustro em duas alas, corpo retangular, de construção recente, com fachadas depuradas de decoração, em betão pintado de branco e larga superfície envidraçada. Ala S. tendo no primeiro registo, arcaria de volta perfeita, com capitéis decorados, sendo os da fachada S. diferentes dos restantes. Segundo registo dessa mesma fachada, com galeria com colunata, suportando entablamento, e das restantes fachadas rasgadas por janelas molduradas de verga reta, de diferentes tamanhos e decoração. A ala N., apresenta as fachadas E. e O., com arcaria de volta perfeita, no primeiro registo, e janelas de verga reta, de diferentes tamanhos e decoração, no segundo. A fachada do topo N., apresenta no primeiro registo, ao centro, portal em arco abatido, tendo no lado direito outro, de arco de volta perfeita. Segundo registo, com grande portal em arco abatido, precedido por patamar, com acesso por dois lanços de escada curvos, em lados opostos. A encimar o portal, lápides epigrafadas, com pedra de armas de Portugal, e a ladeá-lo janelas de sacada. Ao nível do remate, ao centro, a fachada eleva-se por espaldar recortado, coroado com bola e ladeado por pináculos.

Acessos

São Gonçalo, Praça da República; AlamedaTeixeira de Pascoais

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910 *1

Enquadramento

Urbano, isolado, implantado em pleno centro histórico de Amarante (v. PT011301220011), junto à Ponte de São Gonçalo (v. PT011301100002), sobre o rio Tâmega, em terreno de declive acentuado, no sentido E. / O.. A fachada principal da igreja confronta com rua estreita, sem saída, tendo em quota mais elevada a Igreja de São Domingos (v. PT011301330018), a que se adossa ao edifício que lhe está anexo, a torre sineira do mosteiro. A fachada lateral S., a mais imponente, encontra-se voltada a amplo terreiro e ao rio. A igreja é rodeada por amplo adro lajeado de granito. A N., incorporado no mosteiro, o edifício dos Paços do Concelho. Para E., desenvolve-se parque arborizado, onde se realiza a feira de São Gonçalo, com estátua de Teixeira de Pascoais.

Descrição Complementar

Fonte de São Gonçalo, em cantaria, pontuada a policromia vermelha, com espaldar reto, enquadrado por pilastras toscanas, entablamento com inscrição epigrafada, com pedra de armas dos Dominicano, ao centro, e remate em frontão interrompido pela pedra de armas real. Bica circular, encimada pela data de "1545", sob nicho com baldaquino. Tanque retangular; Fonte central do Claustro Velho sobre base quadrangular de dois degraus, tanque de quatro faces iguais, côncavas ao centro, com coluna bojuda e duas taças sobrepostas, com bicas carrancas e coramento por pinha; INSCRIÇÕES: (Fonte de São Gonçalo) "GONSALIS O SANCTISSIME QUOS / PASCIS HIC AMPLISSIME / NOS TERGE APIACULIS HOC FONTE ET MIRACULIS"; (coro-alto) "LAUDATE EUM IN TYMPANO E CHORO / 1762"; (arco triunfal) "ESTA CAPELA SE ACABOU NO ANNO DE 1586"; (fachada dos Paços do Concelho, virada ao claustro) "PAÇOS DO CONCELHO"; "ANNO 1867"; ÓRGÃO: Planta trapezoidal, de três castelos, sendo o central mais elevado, rematados por cornija, com mascarão, no central, e anjos músicos nos laterais. Nichos nas ilhargas, sendo os intermédios sobrepostos. Os nichos e os castelos são decorados por gelosias. Consola em janela dividida em apainelados, ritmados por pilastras. Apresenta 43 registos. Tribuna de planta côncava, formando um semicírculo ao centro, suportada por numa enorme mísula com atlantes e protegida por balaustrada. TALHA: Retábulos laterais enquadrados em estrutura de cantaria de granito pintada com motivos vegetalistas, composta por pilastras toscanas que suportam entablamento e frontão simples; retábulo de Nossa Senhora do Rosário, em talha dourada, planta reta, um só eixo, com remate em arquivolta simples. Tribuna profunda em arco de volta perfeita, com trono com imagem do orago, enquadrada por par de colunas coríntias. Altar em forma de urna; retábulo de Santiago de talha dourada, planta reta, um só eixo e remate em arquivolta, decorada com acantos e pâmpanos. Pequeno nicho central com imagem do orago, ladeado por par de colunas salomónicas, de ordem coríntia, com pâmpanos, que suportam entablamento. Altar reto. Sobre o frontão da estrutura de cantaria que enquadra o retábulo, pedra de armas de talha policroma, esquartelada, com as armas dos Cerqueira, Monizes, Magalhães e Coelhos; retábulo de São Jacinto em talha dourada, de planta reta, de um eixo, com remate em arquivolta, decorada por composições volutadas. Ao centro pintura do orago, protegida por cortina e baldaquino de talha. É ladeado por par de colunas coríntias, que suportam entablamento, de fuste decorado, com medalhão entre elas. Sobre a banqueta, medalhão da Virgem, com moldura vazada. Altar em forma de urna; retábulo do braço S. do transepto, de Santa Luzia, em talha dourada, planta côncava, de três eixos, dois registos e ático com pequeno painel pintado enquadrado por quarteirões, ladeado por composição vegetalista. Primeiro registo, com eixos divididos por colunas coríntias demarcadas no terço inferior, tendo ao centro sobre peanha, imagem do orago e lateralmente painéis pintados, de Santa Margarida e Santa Úrsula. Segundo registo, com eixos demarcados por quarteirões, com painéis pintados, o central com a representação da descida da cruz e os laterais com Santo António e São Marcos; retábulo colateral do Senhor Jesus, em talha dourada, planta reta, um só eixo, dois registos separados por entablamento decorado e ático com painel pintado, ladeado por quarteirões e aletas. Primeiro registo com nicho com imagem da Virgem, enquadrado por colunas coríntias demarcadas no terço inferior. Segundo registo com painel pintado, com representação de Cristo, enquadrado por colunas de morfologia idêntica às do primeiro. Altar reto; retábulo colateral do Santíssimo Sacramento, de talha dourada e pintada de branco, de planta reta, um só eixo e remate em frontão interrompido, tendo nos extremos anjos e urnas, sendo encimado por pequena cúpula coroada por cruz. Nicho central, com grande sacrário sobreposto, ricamente decorado por anjos, aletas, acantos e coroado por pelicano a alimentar as crias. É enquadrado por par de colunas estriadas, de ordem coríntia, que suportam entablamento. Altar em forma de urna, ladeado por aletas.

Utilização Inicial

Religiosa: convento masculino

Utilização Actual

Religiosa: igreja / Politica e administrativa: câmara municipal / Cultural e recreativa: museu

Propriedade

Pública: Estatal

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 16 / 17 / 18 / 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETURA: Frei Julião Romero, Alcino Soutinho (projeto recuperação e adaptação do espaço do Museu); MESTRE ORGANEIRO: Francisco António Solha; MESTRE PEDREIRO: Mateus Lopes (igreja e Claustro Velho), Gonçalo Lopes, Pedro Afonso de Amorim, João Lopes de Amorim (fonte do Claustro Velho), Manuel do Couto (Varanda dos Reis e conclusão do portal lateral), Domingos de Freitas (zimbório), António Gomes (ampliação da capela-mor e janelões do transepto). PINTOR - DOURADOR: João da Silva Braga (1735); João de Freitas (1701).

Cronologia

1260, 10 janeiro (cerca de) - São Gonçalo, morre em Amarante *4; 1343 - já existia no local, uma ermida em honra de São Gonçalo, sendo referida como local de juramento de inquiridos; 1540 - o convento é fundado por D. João III e sua mulher D. Catarina; 1543, 2 maio - lançamento da primeira pedra por Frei João de Ledesma, sendo o primeiro responsável da obra o Mestre biscainho, Frei Julião Romero; 1544 - doação da Igreja de São Gonçalo para convento Dominicano, pelo Cardeal D. Henrique; 1545 - data inscrita na fonte de São Gonçalo, considerada milagrosa; 1551, 24 abril - o culto a São Gonçalo é permitido pelo Papa Júlio III; 1554 - data do lavabo da ante-sacristia e da escada de acesso ao dormitório; 1561 - São Gonçalo é beatificado pelo Papa Pio IV; 1563, 20 fevereiro - carta do Arcebispo de Braga, Frei Bartolomeu dos Mártires, ao vigário Frei Jerónimo Borges, referindo a sumptuosidade do Convento de São Gonçalo; 1564 - compra da capela de Santiago por Francisco Cerqueira, Cavaleiro da Ordem de Santiago; 1569 - a capela do Senhor Jesus é contratada e instituída pelo Dr. Amador Queirós, vindo a pertencer ao Morgado de Fontelas; 1580 - as obras decorriam "cada vez melhor", salientando-se a ação de Frei António dos Santos; c. 1581 - Início da construção da nova igreja; 1585, finais - os religiosos escrevem a Filipe I de Portugal solicitando licença para se pedir esmola para as obras; 1586, 19 abril - Filipe I pede ao Arcebispo de Braga, D. João Afonso de Meneses, informações sobre o andamento das obras e verbas gastas. O Mestre de Pedraria Gonçalo Lopes, irmão do Mestre Pedreiro Mateus Lopes, que trabalhavam em conjunto no convento, apresenta um relatório do estado das obras, na vez do seu irmão; 28 de maio - Gonçalo Lopes é indicado para uma nova vistoria; 5 de junho - Gonçalo Lopes apresenta relatório conjunto com Pedro Afonso de Amorim, informando que do convento estavam concluídos os dois lanços do dormitório que ocupam o eixo E. e N., com dependências anexas que desembocam na ante-sacristia; o Claustro Velho estava alicerçado ao nível do arranque da abóbada; o segundo claustro ainda não tinha passado do projeto; toda a parte O. do convento ainda não tinha sido construída; a capela-mor estava a ser ultimada *5; estava concluído o arco triunfal; na igreja, estavam edificadas as três capelas laterais do lado do Evangelho; a parede da nave estava ao nível da arcaria, faltando edificar a fachada principal, o coro-alto e a torre sineira; o portal lateral estava ainda ao nível do primeiro registo; a obra feita é avaliada em mais de 50 mil cruzados, prevendo-se um gasto de mais 30 mil cruzados até ao fim da obra; 1595 - Filipe I declarou São Gonçalo como padroeiro do convento, não podendo mais ninguém ser enterrado na capela-mor; 1597 - data do portal de acesso à sacristia; 1606, 26 Outubro - João Lopes de Amorim celebra contrato para construir escada sobre o Claustro Velho, já concluído, e fonte *6 para o mesmo. Essas obras foram arrematadas em 340 mil réis, havendo o compromisso de terminarem até ao dia 10 de março de 1607; 1608, 27 março - conclusão dessa mesma obra; 1617 - compra da capela de Nossa Senhora do Rosário, por João Teixeira Pinto, para ser "seo jazigo e de seus herdeiros e de fazer retabolo e por nella o brazão das suas armas dos Teixeiras"; 1619 - construção da fachada principal; 1626, 17 maio - instituição da Confraria de Nossa Senhora do Rosário; séc. 17, 1.ª metade - construção do segundo claustro; 1641, 17 de março - o Mestre Arquiteto de Pedraria Domingos de Freitas é contratado para construção das abóbadas do transepto e do zimbório. Compromete-se a dar a obra como terminada dentro de um ano e meio, recebendo pela obra cerca de 950 mil réis; 1671 - o Papa Clemente X estende o ofício e a missa dedicada a São Gonçalo, a toda a Ordem Dominicana; 1681 - colocação do corpo de São Gonçalo numa urna de prata, na capela-mor; 1683, 5 Fevereiro - o Mestre pedreiro e Arquiteto Manuel do Couto, é contratado para acabar definitivamente o portal lateral da igreja, recebendo pela obra 750 mil réis; 12 Outubro - compromete-se a abrir a Varanda dos Reis, assim que o portal estiver terminado, recebendo a quantia de 200 mil réis; 1686 - conclusão da obra de Manuel do Couto; 1691, 19 março - contrato com Domingos Moreira, João Moreira e Pascoal Fernandes para construção da torre sineira, comprometendo-se estes a concluí-la num prazo de três anos e meio, pela quantia de 4 mil cruzados e 150 mil réis; 1701, 08 agosto - douramento e pintura do retábulo e castiçais de Nossa Senhora do Rosário por João de Freitas, por 130$000; 1709 - instituição da capela de Santo António pelas irmãs do Desembargador Francisco da Puga Pinto e Antas, Corregedor do Crime da cidade do Porto, natural de Amarante e que "em sua vida tinha praticado [...] haver de dar a este Convento pella dita capella de Santo António 1000.000 reis" e nela se fazendo "novo retabolo com o brazão de suas armas nelle gravada"; 1723 - obtenção do padroado da capela de São Jacinto por João Mendes de Vasconcelos; 1725 - a imagem do Senhor dos Aflitos, é mudada da capela de Nossa Senhora do Pópulo para a capela da Venerável Ordem Terceira; 1726 - estava por fechar o terceiro claustro; era senhor da capela do Santíssimo Sacramento, Alexandre Luís Pinto de Sousa Coutinho, senhor do Morgado de Balsemão *7; 1733, 7 Junho - contratação do Mestre António Gomes para ampliar a capela-mor a fim de incluir nova tribuna no retábulo e para riscar o janelão do braço S. do transepto; 1735, 13 setembro - douramento e pintura do retábulo da Capela de São Jacinto por João da Silva Braga, por 105$600; 1758 - era administrador da capela de de Santa Luzia, também designada como a do Descimento da Cruz, Francisco Xavier Ferreira Gavião. Esta capela foi originalmente instituída por Domingos Ferreira e sua mulher Guiomar de Queirós; 22 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco Silvestre Cerqueira Ribeiro, é referido que no sub-coro, no lado esquerdo, surge um retábulo pintado de Nossa Senhora da Guia; a primeira capela da nave é de Nossa Senhora do Pópulo, com a imagem de São Pedro, que pertence aos religiosos; a segunda é dedicada a São Jacinto, com retábulo de talha e um painel pintado a representar o orago, sendo o seu padroeiro João Inácio Teixeira de Vasconcelos Queirós e Magalhães, morador na Quinta de Pascoais; junto ao cruzeiro, a Capela do Senhor Jesus, com imagem muito antiga e retábulo de talha dourada, sempre iluminado por uma lâmpada de prata, administrada pelo morgado da Casa de Fontelas; no lado direito do sub-coro, o batistério da freguesia, a que se segue a Capela de Santo António, dotada por Francisco de Puga Pinto e Gonçalo Borges Pinto, sendo administrador o Prior do Convento; na segunda capela, Nossa Senhora do Rosário, com retábulo de talha e três lâmpadas de prata, com confraria; sucede-se a Capela de São Tiago, com retábulo dourado e a imagem de vulto do Santo, administrada por Francisco Cerqueira Mendes de Magalhães e Vasconcelos; segue-se a porta de ligação ao claustro e a Capela do Santíssimo, administrado por Alexandre Luís, morgado de Balsemão e onde o pároco administra os sacramentos aos fregueses; o pároco é clérigo, nomeado anualmente pelo Prior com 6$000 de Côngrua e o pé de altar, dando cerca de 60$000; o Convento tem uma varanda com acesso pelo coro e junto à porta de acesso surge a Capela de Santa Rosa, administrada por Francisco Xavier Correia Gavião; na cerca, um moinho; 1762 - data inscrita no coro-alto; 1766 - execução do órgão por Francisco António Solha; 1833 - secularização do convento e todos os seus bens; 1834 - extinção das Ordens Religiosas; 1837 - a Câmara ordena que se arrendem os "baixos e as lojas" do convento; 1838 - transferência das sessões camarárias para parte do convento; 1840, cerca de - é mandada fazer a cadeia, na parte do convento virada ao rio, sob o Tribunal, obtendo-se algum terreno, entre a Fonte de São Gonçalo e a Varanda do Sol, cedido pelo Comendador José Henriques Soares, arrematante de parte dos bens conventuais; é estabelecida no convento a roda dos expostos, transferida da cadeia de Gouveia; 1852 - o edifício é cedido à Câmara Municipal de Amarante, em termo lato e sem prazo; 1857 - a Câmara pôs em arrematação uma porção de pedra fina da parede que dificultava o trânsito no centro do segundo claustro, na medida em que a feira se realizava no seu interior; 1858 - o sacristão da igreja paroquial arrenda lojas do convento e o antecoro, onde vivia; 1860, cerca de - algumas das salas do convento são destinadas ao Juiz e Delegado do Ministério Público e à Estação Telegráfica; diversos talhos instalam-se no edifício; ocupação de parte do convento por um quartel; 1867 - ali se instalam definitivamente os Paços do Concelho, na ala N., do claustro grande, que havia sido remodelada para tal; 1870 - funcionava na Sala do Capítulo um teatro; Séc. 20, início - encontrava-se instalado no edifício um liceu, uma escola primária e mais tarde um cinema; 1914 - são iniciadas as obras de arranjo da Alameda Teixeira de Pascoais; Séc. 20, anos 30 - deslocação para a fachada lateral S. do convento, da Fonte de são Gonçalo; 1927 - o Arquiteto Baltazar da Silva Castro conduz diversas obras de reparação do convento, nomeadamente da cobertura, tendo esta custado cerca de 9850$00; 1938 - incêndio na zona conventual; 1941 - um ciclone causa diversos estragos no convento; 1947 - instala-se no andar superior do Claustro Velho a Biblioteca-Museu; 1974 - intenção de ampliar e remodelar a zona conventual do claustro grande, para ampliação da Biblioteca-Museu; 1977 - início da remodelação da parte conventual do claustro grande; 1988 - construção de um corpo que dividiu em duas alas o claustro maior; 1980, década - recuperação e adaptação de parte dos espaços conventuais para instalação do Museu Municipal Amadeo Souza Cardoso, sendo o arquiteto Alcino Soutinho o autor do projeto; 2003, novembro - a Biblioteca Municipal Albano Sardoeiro muda-se para um edifício próprio, reconstruído nos espaços do antigo Convento de Santa Clara, cujo projeto foi da autoria dos arquitetos António Portugal e Manuel Maria Reis; o espaço deixado pela biblioteca é ocupado pelo museu.

Dados Técnicos

Estrutura mista.

Materiais

Granito na estrutura de cantaria e alvenaria, elementos decorativos, cobertura da torre sineira, molduras dos vãos, cunhais, estatuária, fontes, abóbada da capela-mor e primeiro piso do Claustro Velho, pavimento dos claustros e escadarias; túmulo de São Gonçalo em calcário policromado; betão armado no corpo de construção recente; azulejos seiscentistas no lanternim, capela funerária de São Gonçalo, sacristia e Claustro Velho; madeira nas portas e janelas, pavimento da nave e coro-alto, cadeiral, retábulos e púlpito de talha, e tetos de masseira no segundo piso do Claustro Velho; janelas envidraçadas; coberturas e zimbório forrado a telha de canudo.

Bibliografia

A.A. Arquitectura do Século XX - Portugal, Lisboa, 1997; ALMEIDA, José António Ferreira de, dir. - Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1980; Biblioteca - Museu Municipal, 1980 in Monumentos, nº 3, Lisboa, 1995, p. 42 - 45; BRANDÃO, Domingos de Pinho, Obra de talha dourada, ensamblagem e pintura na cidade e na Diocese do Porto - Documentação, Porto, Diocese do Porto, 1985-1986, vols. II e III; CAPELA, José Viriato, MATOS, Henrique, BORRALHEIRO, Rogério - As freguesias do Distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758 - Memórias, História e Património, Universidade do Minho, Braga, 2000; CARDOSO, António - O Convento de São Gonçalo de Amarante, Utilização e Reutilizações in Monumentos, nº 3, Lisboa, 1995, p. 8 - 15; COSTA, António - Convento de São Gonçalo de Amarante - Intervenções in Monumentos, nº 3, Lisboa, 1995, p. 30 - 35; COSTA, Jorge da - Acerca da Inserção Urbana do Convento de São Gonçalo de Amarante in Monumentos, nº 3, Lisboa, 1995, p. 46 - 49; CRAVO, Maria do Rosário T. - Alteração da Pedra da Igreja de São Gonçalo de Amarante: A acção dos pombos in Monumentos, nº 3, Lisboa, 1995, p. 36 - 41; GIL, Júlio e CABRITA, Augusto - As Mais Belas Igrejas de Portugal, Lisboa, 1988; GOY, Ana - La Fachada de la Iglesia de San Gonzalo de Amarante y su influencia en la Arquitectura Galaico - Portuguesa in Monumentos, nº 3, Lisboa, 1995, p. 16 - 21; IN SITU - Estudo sobre o estado de conservação da pedra da Igreja e claustro de São Gonçalo, São Gonçalo de Amarante, Porto, s.l., s.d..; Ministério das Obras Públicas - Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1952, Lisboa, 1953; RUÃO, Carlos - O Convento de São Gonçalo de Amarante: o Microcosmos da Arquitectura Maneirista no Noroeste de Portugal in Monumentos, nº 3, Lisboa, 1995, p. 22 - 29; RUÃO, Carlos - Arquitectura Maneirista no Noroeste de Portugal. Italianismo e Flamenguismo, Coimbra, 1996; SOUTINHO, Alcino - Recuperação e adaptação do Convento de São Gonçalo de Amarante. Paços do Concelho, 1973. www.ecclesia.pt, 19 de Novembro de 2003.

Documentação Gráfica

DGPC: DGEMN:DSID, DGEMN:DREMN

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN:DSID, DGEMN:DREMN, Arquivo Pessoal de Maria João Laginha

Documentação Administrativa

DGPC: DGEMN:DREMN, Carta de Risco

Intervenção Realizada

1927 - Diversas obras de reparação e conservação, nomeadamente das coberturas e das cantarias; 1929 - colocação de relógio na torre sineira; DGEMN: 1935 - obras de reparação conservação e restauro; 1936 - trabalhos diversos; 1939 - substituição de todo o madeiramento da armação dos telhados e respetiva telha, da igreja e Claustro Velho; 1943 - conclusão do teto em madeira de castanho da ala N. do Claustro Velho; 1946 - consolidação dos tetos policromos da sacristia e refazamento do pavimento do andar superior; 1959 - reparação geral dos telhados; 1960 - trabalhos de conservação na torre; 1965 - pintura da porta principal; 1966 - limpeza e reparação ligeira das coberturas e vedações; 1971 - consolidação do chafariz do claustro; 1974 - pintura da porta principal; 1975 - conservação da torre incluindo a revisão do telhado e sua estrutura; 1976 - trabalhos de beneficiação da antecâmara de acesso ao coro; 1977 - trabalhos de conservação e remodelação da parte conventual; 1978 - reparação de vitrais; diversos trabalhos de reparação; 1979 - reparação de vitrais; 1980 - diversos trabalhos de conservação; 1981 - reparação de rebocos exteriores e limpeza de telhados; 1982 / 1986 - Reparação das coberturas; Reparação da instalação elétrica; 1987 - Trabalhos no zimbório; 1988 - Conclusão dos trabalhos no zimbório e restauro do guarda-vento da porta lateral S.; obras de recuperação e adaptação dos espaços para instalação do Museu Municipal Amadeo Souza Cardoso; 1989 - obras de conservação interiores, paredes e instalação elétrica; 1993 - beneficiação geral do sistema de iluminação da igreja e claustro; 1994 - renovação da cobertura e teto da sala anexa ao coro, recuperação deste, rebocos, pinturas e carpintarias; 1997 - obras na sala adjacente à sacristia: recuperação de pavimentos, paredes, caixilharias, instalação elétrica e tetos; recuperação de caleiras e tubos de queda de águas pluviais no corpo da igreja; sondagem da drenagem existente no claustro; 2000 - conservação e restauro do património azulejar, na sacristia, no espaço do túmulo de São Gonçalo, altar-mor, nave e Claustro Velho, sendo que, nesta última, como se apresentava em padrões misturados, com grandes lacunas e muito deteriorados, se procedeu à sua remoção, tratamento e armazenamento; obras de conservação interior dos espaços adjacentes à torre; renovação da cobertura e teto da sala anexa ao coro; 2003 - conservação e salvaguarda do cruzeiro de dupla face encostado no vão da janela, a E. do corpo da igreja; conservação e restauro do teto da sacristia; 2003 / 2004 - arranjos urbanísticos da Praça da República; 2004 - drenagem do espaço adjacente à torre; obras de conservação dos confessionários do claustro; construção da capela do Santíssimo; conservação e restauro do teto da ante-sacristia; conservação e arranjo dos paramentos e instalação elétrica da sacristia; 2005 - conservação e restauro da Capela de São Gonçalo; 2006 - obras de conservação das coberturas do claustro e corpos anexos - conservação e beneficiação das coberturas das capelas laterais - N. e do claustro velho e dos corpos anexos; reparação do reboco dos paramentos N. da igreja; reparação e impermeabilização dos vãos exteriores da fachada N. da igreja; tratamento do teto de madeira do claustro e revisão da instalação elétrica do claustro (em curso).

Observações

As pinturas existentes na sacristia relativas a cenas da vida e da morte de São Gonçalo e outras, são obras do Padre Manuel Correia e Sousa; *1 - DOF: "Igreja e Claustro de São Gonçalo"; *2 - a Fonte de São Gonçalo estaria inicialmente colocada num plano inferior, num pátio da escada que desce para o rio Tâmega, sendo no séc. 20 deslocada para a fachada do convento, devido ao aterro para normalização do terreno a E. da igreja; *3 - inicialmente este claustro era dividido em dois, só que o corpo antigo que os separava foi demolido, dando lugar a uma praça fechada, a chamada "Parada", onde se realizava a feira de Amarante. Nos anos 90 do séc. 20, foi construído um corpo, que voltou a dividir o claustro; *4 - segundo a tradição São Gonçalo foi um frade Dominicano, mas segundo alguns autores não há registos de nenhum frade com esse nome, mas sim um nobre chamado D. Gonçalo Mendes de Sousa; *5 - houve inicialmente diversos problemas para construir a capela-mor naquele local, com problemas de alicerces e socalcos "muy custosa por ser fumdada ao holivel do rio", insistindo naquele local "pera estar o corpo do santo nella por não estar em houtra parte he elrei Dom João ho terceiro mandar que senão bullice donde estava"; *6 - no contrato realizado com João Lopes de Amorim determina-se que deveria ser como o que ele fizera em Travanca e que deveria ter duas taças e a rematar um menino de chapéu na cabeça. No entanto, optou-se por outro tipo de remate; *7 - esta capela foi fundada pelo Abade João de Castro e seus sobrinhos João de Queirós da Foncaçã e sua mulher D. Clara de Castro.

Autor e Data

Isabel Sereno / João Santos 1994 / Joaquim Gonçalves 2003

Actualização

Ana Filipe 2013
 
 
 
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