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Edifício e estrutura Edifício Extração, produção e transformação Forno Forno de pão
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Descrição
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| Forno de planta semi-elipsoidal; massa simples disposta na horizontalidade; cobertura exterior a domo. Flanqueado por muro em aparelho rusticado, pano único delimitado por dois pilares embebidos almofadados com remate em empena de lanço côncavo, com cornija saliente, sobrepujado por pináculo. Porta em arco alteado, de volta única aduelada com saimel alto, abre para concavidade revestida a tijolos. Parte posterior bojuda. |
Acessos
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| Lg. da Praça Velha, R. Aires Lourenço, R. António Terceiro.WGS84: 39º52'18.42''N., 8º32'23.70''O. |
Protecção
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| Inexistente |
Enquadramento
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| Urbano; implantação harmoniosa e destacada em amplo largo calcetado; flanqueado por muro; integrado no mesmo muro do palanque dos duques de Aveiro (v.PT02101501022). |
Descrição Complementar
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| Lápide no frontespício com a inscrição incisa «PVBVM. QVEM VIDER AT / MOISÉS, INCOMBVSTV / CONSERVATA. AGNO VI / (...) VS. TVAM . LAVDA BI: / LEM. VIRGINITATEM / DEI GENITRIS INTERCE / DE PRONOBIS: AN. DE 1718». |
Utilização Inicial
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| Extração, produção e transformação: forno de pão |
Utilização Actual
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| Cultural e recreativa: marco histórico-cultural |
Propriedade
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| Pública: municipal |
Afectação
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| Sem afectação |
Época Construção
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| Séc. 16 / 18 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| Desconhecido |
Cronologia
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| 1167 - D. Diogo Pearis e sua mulher Dona Exemena outorgam o primeiro foral à vila; 1175 - o senhorio passa para a coroa; D. Afonso I faz doação da mesma vila ao mosteiro de Lorvão; 1496 - D. Manuel dá, por alvará, as rendas, direitos e a jurisdição da vila de Abiul a D. Leonor de Noronha, viúva de Lopo de Albuquerque, 1º conde de Penamacor; 1501 - D. Manuel dá o senhorio de Abiul a Gonçalo da Silva, da estirpe dos senhores de vagos; 1515 - novo foral concedido por D. Manuel; 1561 / 1562 - Deflagra grande peste, que causa inúmeras vítimas, pelo que os albiunenses fazem voto de realizar festa a Nossa Senhora das Neves no primeiro domingo de Agosto. O forno da praça acendia-se na sexta-feira antecedente, consumindo até domingo 12 ou 13 carradas de lenha, depois do que lhe metiam dentro um bolo (fogaça) de 10 ou 12 alqueires de trigo, o qual era tirado por um homem que no forno entrava, mas só depois de se haver confessado e comungado; séc. 16 - senhorio dos duques de Aveiro que herdam, juntamente com o palácio, dos Silva Coutinho; 1759 - passam para a coroa os bens confiscados aos duques de Aveiro, juntamente com o senhorio da vila, sendo comprados, na sua maior parte, pelos fidalgos Aboins ou Alvins (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira). |
Dados Técnicos
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| Estrutura mista |
Materiais
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| Estruturas de alvenaria, cantaria, tijolo; rebocos |
Bibliografia
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| Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vols. 1 e 37, Lisboa - Rio de Janeiro; SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, Vol. V, Lisboa, 1955. |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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Observações
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| A Festa da Fogaça, continuada pela Câmara da Vila, manteve-se até aos primeiros anos do século XX. |
Autor e Data
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| Lurdes Perdigão 1998 |
Actualização
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