Palacete Belmarço / Palácio Belmarço

IPA.00004551
Portugal, Faro, Faro, União das freguesias de Faro (Sé e São Pedro)
 
Palacete revivalista, de planta rectangular, com dois pisos, de características burguesas e ecléticas, ressaltando a exuberância das fachadas, a principal parcialmente revestida de cantaria e a diversidade das molduras dos vãos, apresentando semelhanças com outros edifício do Arquitecto Norte Júnior, nomeadamente nas Avenidas Novas em Lisboa, como por exemplo o edifício José Maria Marques, na Avenida da República em Lisboa, ou o imóvel na Avenida Defensores de Chaves, n.º 26 (v. PT031106440273). No interior, apurada decoração conjugando motivos revivalistas com elementos Arte Nova. Notável e interessante exemplar de arquitectura revivalista farense, constituindo o seu mais imponente testemunho, destacando-se igualmente pelo excelente enquadramento urbanístico.
Número IPA Antigo: PT050805050092
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Residencial unifamiliar  Casa  Palacete  

Descrição

Planta rectangular, massas dispostas na horizontal em dois pisos, com torreão no gaveto O., cobertura diferenciada com telhado de quatro águas, clarabóia e telhado tronco-piramidal no terreão. Fachada principal voltada a N., piso térreo delimitado por soco, cunhais com rebaixamentos nas juntas e rematado por friso, com seis vãos, uma porta com ombreiras salientes e dupla verga, cinco janelas com parapeito gradeado; 2º piso com cinco vãos de verga curva, quatro janelas com parapeito gradeado e uma janela de sacada com guarda de ferro forjado no balcão, este último assente em dois modilhões e delimitado por cunhais com rebaixamento nas juntas, as três janelas do lado E. são rematadas por cornija pontuada por modilhões e acrotérios, a janela de sacada rematada por nove modilhões, que suportam o balcão com guardas de ferro do torreão, sendo este delimitado por cunhais com rebaixamento nas juntas, duas janelas de sacada com guardas de ferro no balcão, remate em cornija com uma mansarda. Fachadas O. e E. delimitadas por soco, friso divisório dos pisos e cornija no 2º piso; com uma porta e sete janelas de verga curva no piso térreo, oito janelas de volta perfeita no andar nobre. Interior: em cada fachada há um portal de acesso; piso térreo com dois fogos gémeos, cada um com três quartos, uma sala, uma sala de jantar, uma cozinha e um quintal; o andar com acesso pela fachada principal através do vestíbulo com escadaria, tem um só fogo com três quartos, três salas, uma sala de jantar, uma cozinha e dois terraços.

Acessos

Largo Dom Marcelino Franco, n.º 1, Rua José Maria Brandeiro, n.º 12 a 14; Rua de São Francisco, n.º 13 a 15

Protecção

Categoria: MIP - Monumento de Interesse Público, Portaria n.º 230/2013, DR, 2.ª série, n.º 72 de 12 abril 2013 / Incluído na Zona de Proteção da Fortaleza de Faro (v. PT050805050013)

Enquadramento

Urbano, adossado. Ergue-se no Centro Histórico, no gaveto de um quarteirão fronteiro às muralhas medievais, com três fachadas dando para a via pública, em excelente enquadramento urbanístico, com ampla zona de estacionamento vizinha no Largo de São Francisco.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Residencial: casa

Utilização Actual

Judicial: tribunal da relação

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTO: Manuel Joaquim Norte Júnior

Cronologia

1912 - o abastado comerciante Manuel de Jesus Belmarço manda construir este edifício para sua habitação, sob projecto de Manuel Joaquim Norte Júnior; 1916 - colocação de painéis de azulejos assinados por Pinto no interior; 1995 - aquisição pela edilidade farense; 1997 - funciona no edifício o Tribunal do Trabalho de Faro; 2000, 14 julho - Proposta de classificação pela CM de Faro; 2001, 02 de Maio - concurso público empreitada obras de recuperação, pelo Ministério da Justiça, publicado em Diário da República, 3ª série, nº 101; 2001, 09 julho - Proposta de abertura do processo de classificação pelo IPPAR/DRFaro; 2001, 04 Setembro - concurso público empreitada obras de recuperação, pelo Ministério da Justiça, publicado em Diário da República, 3ª série, nº 205; 2002, 15 maio - Despacho de abertura do processo de classificação pelo Vice-Presidente do IPPAR; 2004, 29 janeiro - Proposta do IIPAR/DRFaro para a classificação como IIP - Imóvel de Interesse Público; 2005, 13 janeiro - Parecer do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como MIP - Monumento de Interesse Municipal; 2007, 05 dezembro - Proposta da DRCAlgarve propondo ZEP conjunta ao Núcleo Histórico de Faro, abrangendo este imóvel; 2008, 23 maio - Parecer do Conselho Consultivo do IGESPAR relativo à ZEP; 2012, 16 outubro - Anúncio n.º 13570/2012 publicado no DR, 2.ª série, n.º 200, de projeto de decisão de classificação como MIP.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes

Materiais

Estrutura em alvenaria; cantaria calcária em molduras, cunhais, ornatos, etc; ferro forjado nas guardas e na claraboia; azulejaria no interior; telhas marselhesas na cobertura.

Bibliografia

LAMEIRA, Francisco Ildefonso C., Faro-Edificações Notáveis, Faro, 1995.

Documentação Gráfica

CMF

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

CME: 2000 - obras de recuperação a nível de exteriores e de adaptação e valorização interior para Tribunal da Relação.

Observações

Autor e Data

Francisco Lameira 1996

Actualização

 
 
 
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