Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Arraiolos

IPA.00004387
Portugal, Évora, Arraiolos, Arraiolos
 
Arquitectura religiosa, maneirista e barroca. Igreja da Misericórdia maneirista, do aro de Évora, de planta longitudinal e nave única, de massa simples, fachada principal terminada em frontão, com pilastras nos cunhais, e eixo central de fenestração, constituído por portal de verga recta entre pilastras que suportam inscrição, friso e frontão triangular, e janela encimada por cornija. Fachadas laterais terminadas em beiral, ritmadas por contrafortes quadrangulares, encimados por pináculos, e rasgada por janela e porta travessa de moldura simples na lateral direita. Interior de decoração essencialmente barroca, forrado a azulejos com representação das "Obras da Misericórdia", púlpito no lado do Evangelho, cadeiral dos Mesários no lado da Epístola, assente sobre soco, cobertura em falsa abóbada de berço, decorada com trabalhos de estuque, e retábulo-mor de talha dourada.
Número IPA Antigo: PT040702010017
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja de Confraria / Irmandade  Misericórdia

Descrição

Planta longitudinal de cruz latina, composta por nave única, transepto pouco saliente e capela-mor, volumetricamente indistintas no exterior, tendo adossado a E. anexo e a O. sacristia rectangular colocada transversalmente e torre sineira. Igreja de massa simples com cobertura em telhado de duas águas, sacristia igualmente de duas águas e anexos, mais baixos, alguns de uma. Fachadas rebocadas e pintadas de branco. Fachada principal virada a S., com embasamento pintado de azul claro, friso pétreo marcando dois registos e cunhais de cantaria que, a partir do friso, formam dupla pilastra, coroadas por pináculos sobre acrotério. Portal de verga recta ladeado por pilastras formando almofadas molduradas sobrepostas que suportam, já no segundo registo, lápide de mármore inscrita, com cáveiras sobre tíbias laterais, envolvida por moldura de cantaria, encimada por friso e frontão triangular; sobrepõem-se-lhe cartela, em estuque, arredondada, gravada com "M", envolvida por concheados e elementos fitomórficos, e janela rectangular de moldura simples, brincos em estuque, e encimada por cornija. Este eixo central é enquadrado ao nível do segundo registo por pilastras de cantaria que se prolongam rematando a fachada com friso e frontão triangular; os ângulos do frontão ligam-se aos cunhais por cornija de estuque, pintada de azul, e sobre ele, eleva-se empena, levemente recortada e decorada por elementos volutados e duas vieiras, entre socos que suportam urnas, e centrados por um outro com cruz. Fachadas laterais terminadas em beiral e ritmadas por seis contrafortes quadrangulares, terminados por cornija e coroados por pináculos cónicos sobre acrotérios. A virada a E. tem porta travessa de verga recta e moldura simples; o anexo possui no primeiro piso porta, igualmente simples, e no segundo janela gradeada. Na fachada O., a torre, em alvenaria rebocada, tem três registos, com cunhais do último e sineiras, de arco pleno, marcadas a azul claro, sendo rematada por pináculos nos cunhais e cúpula cónica. INTERIOR: paredes da nave e transepto revestidas a azulejos, tendo um rodapé composto por dois frisos de motivos fitomórficos, o inferior em roxo manganés e o superior em azul cobalto, encimado por silhar de albarradas, formadas por vasos floridos e pares de golfinhos separados dor anjos com açafates; por fim, grandes painéis representando as obras da Misericórdia, com cartela identificativa inferior, em português, rodeada de anjos. Representam: no lado esquerdo do guarda-vento "Dar Bom Conselho"; no lado do Evangelho "Dar Comer a Quem Tem Fome", "Dar beber a quem tem sede", e "Vestir os Nus"; no lado direito do guarda-vento "Enterrar os Mortos" e no lado da Epístola: "Remir os Cativos", "Dar Pousada aos Peregrinos" e "Visitar os enfermos e encarcerados"; no braço esquerdo do transepto representa-se no topo "Consolar os Tristes" ladeado, à direita, pela "Caridade" e à esquerda pela "Esperança"; no braço direito tem no topo "Ensinar os ignorantes", tendo à direita a "Justiça" e à esquerda a "Fé". Sobre o guarda-vento, unem os painéis, duas paisagens e ao centro cartela com a data de 1753; a janela é encimada por decoração, em estuque, com enrolamentos laterais e vieira central. No lado do Evangelho, púlpito semicircular, de base, em florão, e balaustrada em mármore, com acesso por porta rasgada no braço esquerdo do transepto. No lado oposto, vão da porta revestido com o rodapé de duplo friso e silhar de albarradas, seguido do cadeiral dos Mesários, sobre soco, forrado a azulejos policromos modernos, constituído por espaldar corrido, de dez lugares, em madeira de casquinha marmoreada, decorados por duas almofadas sobrepostas; no topo, sobressai a cadeira do Provedor, de espaldar mais alto, marmoreado a verde, almofada de remate curvo, rematado por cornija e cartela dourada envolvida por volutas; à sua frente, foi colocado cadeira de braços, forrada de coro. O cruzeiro, sobrelevado precedido por vários degraus, possui, de cada lado, portas de acesso ao anexo e sacristia e painéis pintados do antigo retábulo figurando "A Adoração dos Pastores" e "Circuncisão". A nave tem pavimento em mosaico cerâmico e é coberta por falsa abóbada de berço, formando caixotões, em estuque, octogonais, delimitados por torsal, em branco e interiormente marmoreados a castanho e preto, assente em cornija marmoreada em tons bege; as pilastras e arco do cruzeiro, de volta perfeita, bem como os dos braços do transepto são pintados a marmoreados e branco; a abóbada do cruzeiro, com caixotões losangulares e poligonais, é bastante elevada, quase da mesma altura da da nave, contrapondo-se à dos braços do transepto. Arco triunfal, de volta perfeita sobre pilastras, ambos marmoreados e com aplicações de talha dourada. Na capela-mor, pavimento em mosaico cerâmico, paredes com silhar de azulejos, esponjados, em azul, verde e pequeno friso roxo manganés, encimado por painéis almofadados, marmoreados, a verde e bege; ao centro, abre-se tribuna, de arco abatido encimado por frontão de madeira e com sacada sobre mísulas com guarda rendilhada, também marmoreada; no lado do Evangelho painel figurando a "Mater Omnium" e no da Epístola "Lamentação do Cristo Morto". Retábulo-mor de talha dourada, de planta recta e três eixos, separados por colunas de terço inferior decorado por festões e capitel coríntio, tendo no central tribuna, fechada por painel pintado com a "Visitação", e nos laterais imaginária em mísula, sobre as portas de acesso à tribuna; reveste o retábulo decoração com fragmentos de cornija, concheados e acantos. Tecto em falsa abóbada de berço, pintada com vasos tipo medicis, urnas com flores, enrolamentos de várias folhas e reserva central com "M" em acantos. Na sacristia, silhar de azulejos modernos de padrão, parede testeira com lavabo de mármore, de espaldar rectangular, sensivelmente côncavo com remate tronco piramidal e bacia rectangular. Bandeira com representação da Mater Omnium e no reverso Lamentação do Cristo Morto. Possui ainda painel com Cristo a caminho do Calvário. Cobertura em falsa abóbada de estuque em cruzaria, com bocete de cantaria decorado.

Acessos

Largo da Misericórdia

Protecção

Categoria: MIP - Monumento de Interesse Público / ZEP, Portaria, n.º 740-FF/2012, DR, 2.ª série, n.º 252, de 31 dezembro 2012

Enquadramento

Urbano, no centro histórico da vila, adossado por O. a algumas construções, uma avançada em relação à fachada principal, e por N., desenvolvendo-se fronteiro adro calcetado, com degraus precedendo o portal.

Descrição Complementar

Igreja com soluções pouco comuns, em termos planimétricos e de fachada principal; no primeiro aspecto, por optar por cruz latina, ainda que os braços do transepto sejam pouco salientes e sejam cobertos por abóbada muito baixa; na fachada principal, devido ao duplo remate, um em frontão triangular, em cantaria, e outro, de feitura posterior, em empena, levemente recortada, com decoração em estuque; aos cunhais com pilastras que se subdividem em duas a partir do segundo registo, sendo a de ângulo mais recuada, e às pilastras que suportam o frontão do remate surgirem apenas a partir do segundo registo. Contemporâneas da empena, devem ser os trabalhos de estuque da fachada, com o acréscimo de cartela com "M" e os brincos à janela, e o remate da mesma no interior, visto possuirem os mesmos motivos decorativos. Os azulejos que revestem a nave e transepto são tardo-barrocos, utilizando já num friso inferior e em algumas molduras o roxo manganés. Representam apenas dez obras da Misericórdia, identificadas com legenda em cartela inferior, em português, as sete corporais e três espirituais, todas dispostas nas paredes sem sequência numérica. Nos braços do transepto representam-se ainda as Virtudes Cardeais ( Fé, Esperança e Caridade ) e uma das Teologais, a Justiça, revelendo, assim, o programa decorativo da igreja influência do Tratado de Frei Luis de Melgaço. O púlpito, circular, possui moldura de enquadramento no revestimento azulejar apenas ao nível dos painéis figurativos, denotando que os silhares de albarradas não foram concebidas considerando-o. O cadeiral dos Mesários possui o espaldar decorado com almofadas delimitando apenas onze lugares, quando deveriam ser doze. A abóbada, com trabalhos de estuque, formando caixotões octogonais, circunscritos, de grande riqueza decorativa, deverá ser mais ou menos contemporânea do retábulo-mor, em talha dourada tardo-barroca, com alguns elementos decorativos já neoclássicos e frontal de altar rococó. Neoclássico é também a decoração das paredes e pintura do tecto da capela-mor. As tábuas do cruzeiro e a do retábulo, com Passos da vida de Cristo e a Mater Omnium, pertenciam ao antigo retábulo-mor quinhentista; destaque para a da Visitação, com a figura de São José acompanhando Maria, representação difundida a partir do Concílio de Trento, e ao facto de ter sido a reaproveitada para cobrir a tribuna, certamente por ser um tema fundamental das Misericórdias e cujo dia de celebração, a 2 de Julho, passou a ser o dia daquelas Irmandades. O painel da Mater Omnium apresenta a Virgem sobre o crescente de lua, ligando-se ao culto de Nossa Senhora da Imaculada. Segundo Vitor Serrão, constituem um bom exemplar da retabulística maneirista do Alto Alentejo, que chegou completo até nós, ainda que sem a estrutura de marcenaria envolvente. Atribui-os ao pintor André Peres, "artista regional de razoáveis merecimentos, solto de desenho nas suas alteadas figuras e nas distorções dos espaços, com eficácias de composição e aberturas de cromatismo" ( SERRÃO, p. 124 ). O autor faz a seguinte reconstituição do retábulo: no primeiro registo, da esquerda para a direita, o painel da Adoração dos Pastores, a Visitação e a Apresentação no Templo ( mais correcto a Circuncisão ), e no segundo Mater Omnium, o Calvário e Lamentação do Cristo Morto. Na sacristia, a cobertura em falsa abóbada de cruzaria, em estuque, é recente, mas o bocete de cantaria decorado com laçaria, poderá indiciar que aquele espaço ou outro seria inicialmente abobadado. Os degraus para a capela-mor, bem como outras zonas pontuais, têm aplicado azulejos de padrão seiscentistas, azuis, amarelo e branco. Inscrição do friso do portal axial: "DIES MEI / TRANSIE / RVNT / DEIPARAE VIRGINI / D/MISERCORDIARVM / QB. REGINAE D.". No interior, junto ao portal, dispõem-se várias lápides sepulcrais, armoriadas. Actualmente consegue-se ler apenas uma: "S(epultur)A DE DONA M(ari)A CLARA / MEXIA E DE SEOS DE / SENDENTES : ANNO . / DE 1713". Túlio Espanca, no entanto, fornece a leitura de outras: "S. DE HEITO / RIBEIRO CA / VALEIRO DA / CZA DE SVA / MAGESTADE / FALECEO A 18 / DE MARÇO / DE 1578 / ANNOS / E AS MMAe S / DE SVA MOLH / ER (Catarina Coelho )". "S.D.ANT.o D.ALM.da F.A 13 DZ.bro DA ERA / D.1608 ". "S.a DE CVSTODIO DE VILLALOBOS / DE ALMEIDA E DE SEVS DESEND / NTES FL.co A.5. DE OVTBR.o DE / 1643 ANNOS". "S.DO PADRE GASPAR / CHAINHO Q FOI VIGA / IRO E REITO EM STA / VILA FL.co A 26 DE NDo A 26 DE NDo 1596 / ANNOS". "S.e D.BRAS VIDI / GAL:E.SS.IER / DEIROS.E.D.S / MOL.INES,LOPE / Z.TELLES.A. QL.F. / AL..AD.I.D.DEZ / EMB.DE.1606.ELLE A...". "S.a DO P.e ML FRZ FRAGZo Q / DES TEM EM GLORIA Q FA / LECEO DIA DO CORPO DE / DEOS 2 DE JVNHO DA ERA / DE 616 ANOS E DO P.e LC.o FRA / GZ.o S.IRMÃO". "S.A DO L.do M.el GOMES DA SILVA.ra / FALC.co A 11 DE ABRIL DE 1681 E DE / SVA IRMAN CATERINA DA SI- / LV.ra E DE SEVS ERDÕS". "S.a DE TOME RÕIZ.e DE SEV F.o M.el RÕIZ.DE SANT-TIAGO. E DE SEVS IRDOS.". "S.a DE MANOEL DE A / RES.CAVAL.ro FIDAL / GO.DA CAZA.DEL / REI.NOSSO.S.or E / D.SVA.M.o LVIZA.DIAS / E DE SEV IRMÃO.GAS / PAR.DE ARES.E ERDOS". Actualmente, as salas que comunicavam com a capela-mor através das tribunas, e onde talvez funcionasse a Casa do Despacho, fazem parte da casa de habitação adossada por N. à igreja.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja de confraria / irmandade

Utilização Actual

Religiosa: igreja de confraria / irmandade

Propriedade

Privada: Misericórdia

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 17 / 18 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

CARPINTEIROS: António Gomes e António Barreiros. ENTALHADOR: Ascenso Fernandes, José Rosado. MESTRE PEDREIRO: Jerónimo Marques, Manuel Rodrigues. PEDREIROS: Rui Dias, Diogo Martins, Lázaro, o Coelho, e Pedro Luís. PINTOR: André Peres - atr.. ENSAMBLADOR: Sebastião de Abreu do Ó.

Cronologia

1524, 6 Abril - Instituição da Irmandade da Misericórdia, com licença do 4º Duque de Bragança e 1º Conde de Arraiolos, D. Jaime I, e da Câmara, presidida pelos juízes Fernão Luís e Fernão Martins Grangeiro, e vereadores Jorge Martins, João Franco Caracho e João Lourenço Goulão, procurador da coroa; funcionava inicialmente no Hospital do Espírito Santo, com importantes rendimentos oferecidos pelo Duque de Bragança, cujo capelão João Mendes de Vasconcelos e o ouvidor bacharel João Álvares, funcionários do Paço Ducal de Vila Viçosa, promoveram a anexação à Misericórdia recém-constituída; 1525 - sendo provedor Diogo Baião, as obras no Hospital corriam céleres com o apoio financeiro da Casa de Bragança e sob direcção do mestre pedreiro Jerónimo Marques; data de um recibo da obra da capela e seu portal; 1535 - separação das duas confrarias de assistência, continuando, no entanto, a ter sede mista até finais de quinhentos; 1575 - Visitação à igreja por D. Frei Amador Arrais, bispo de Tripoli, como visitar do Arcebispado de Évora; 1580, pouco depois - a Mesa compra umas casas ou terreno aos herdeiros de João Rodrigues Monteiro no local onde viria a construir a actual igreja e dependências administrativas; 1585 / 1586 - início da construção da igreja, dirigida pelo mestre pedreiro de Vila Viçosa Manuel Rodrigues e custeada com esmolas do Duque de Bragança e Conde de Arraiolos, D. Teodósio II; 1587 / 1588 - Manuel Rodrigues e o seu colaborador Rui Dias faziam o portal principal; 1593 / 1594 - "guarnição da igreja"; 1598 - forro de carpintaria, com madeira comprada em Borba; 1600 / 1601 - início da feitura do retábulo, por carpinteiros vindos de Évora, sendo provedor Aires de Maiorga e o tesoureiro Diogo Dordio; despendeu-se com a madeira do mesmo, seu transporte, materiais, "trave para a grade e pedras que se lavraram para o assentar", e outros, 81$810; recebimento de 4$320 de esmolas para o retábulo; um dos entalhadores era Ascenso Fernandes; pagamento de 31$800 ao dourador pelo feitio do retábulo; pagamento de onze mil e quinhentos rs de ouro, que se comprou em diferentes alturas, em Lisboa e Évora, por 38$8000; 1602, Junho - deslocação do pintor de Vila Viçosa à Misericórdia; 1602 / 1603 - pagamento de 44$000 rs pela feitura das tábuas do retábulo a um mestre pintor; 1643 - data da sepultura da capela-mor, junto à porta no lado do Evangelho; 1753 - data em cartela do revestimento azulejar interior, sobre o portal axial; despesas com Joaquim Gomes, mestre ceramista de Lisboa, na colocação dos azulejos; 1760, cerca - feitura do remate da fachada principal; 1780, década - apeamento do antigo retábulo-mor e feitura de um outro, com desenho e execução, até à cimalha, pelo mestre ensablador de Évora Sebastião de Abreu do Ó; por motivos de doença, este abandonou a obra e foi substituído por José Rosado, que o concluiu, fazendo a empena, sanefas, dossel, trono e todo o seu douramento, bem como o revestimento do arco triunfal em talha dourada e marmoreado; reaproveitamento da tábua da Visitação na boca da tribuna do retábulo, acrescentando-o superiormente; séc. 18, final - douramento dos estuques da cobertura interior por artista anónimo, de Lisboa; feitura do cadeiral dos Mesários; séc. 19, inícios - colocação do silhar de azulejos na capela-mor e execução das tribunas na mesma, pelos mestres de carpintaria de Arraiolos António Gomes e António Barreiros; séc. 20, inícios - colocação do guarda-vento, durante a provedoria de João Boto de Aguiar; 1997 - Processo de classificação do imóvel iniciado no IPPC; 1995, 17 de outubro - Proposta de classificação pelo IPPAR/DRÉvora; 1995, 14 de janeiro - Despacho de abertura do processo de classificação pelo Presidente do IPPAR; 2009, 12 de dezembro - Proposta da DRCAlentejo para a classificação como IIP e estabelecimento de ZEP; 2010, 15 de março - Nova proposta de classificação pela DRCAlentejo; 2001, 5 de dezembro - Parecer da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP e favorável à ZEP; 2012, 31 agosto - Anúncio n.º 13370/2012 publicado no DR, 2.ª série, n.º 169, de projeto de decisão de classificação como MIP e fixação de ZEP.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura de alvenaria rebocada; silharia e cantaria de granito; revestimento de azulejos nos paramentos interiores; pavimento em mosaico cerâmico e lajes no transepto; decoração de estuque; retábulo de talha dourada; púlpito, lápide sobre o portal e outros em mármore; pintura mural na cobertura da capela-mor; cobertura de telha.

Bibliografia

GOODOLPHIM, Costa, As Misericórdias, Lisboa, 1998 ( 1ª ed. 1897 ); ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Évora, vol. 8, 1975; SERRÃO, Vitor, Uma obra desconhecida do Pintor Maneirista André Peres: As Tábuas do Antigo Retábulo da Misericórdia de Arraiolos ( 1603 ), Callipole, nº 5 / 6, Vila Viçosa, 1997 / 1998, p. 123 - 140.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1957 - restauro da abóbada da igreja e dos elementos fingindo cantaria; 1994 - arranjo da cobertura.

Observações

A Misericórdia de Arraiolos possuía hospital na vila.

Autor e Data

Castro Nunes 1995 / Paula Noé 2002

Actualização

 
 
 
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