Gravuras abertas numa laje situada em face de Taião a Sudoeste do Monte de Fortes

IPA.00000437
Portugal, Viana do Castelo, Valença, União das freguesias de Gandra e Taião
 
Sítio pré e proto-histórico. Arte rupestre. Gravuras rupestres da Época do Bronze, ao ar livre e obtidas por picotagem. Inscrevem-se na tipologia das gravuras rupestres do Noroeste Peninsular e, mais especificamente, no grupo I designado Antigo ou Clássico. O motivo geométrico predominante (conjuntos de círculos concêntricos insculturados), fá-la aproximar das estações da tapada de Ozão e a do Monte da Laje (ambas classificadas), não muito distantes, não deixando também de ser significativa a proximidade de alguns castros e de um conjunto megalítico. A incidência deste mesmo motivo predominante leva Eduardo Jorge Lopes da Silva a intregá-la na IV fase criada por E. Anati, correspondendo ao Bronze Médio e Final. Dada a variedade das dimensões dos conjuntos, Eduardo J. Silva admite o estabelecimento de sub-fases. As gravuras foram obtidas pela técnica da picotagem. A excepcional dimensão e elevado número de anéis dos círculos concêntricos, levaram António Martinho Baptista a considerá-los como um dos maiores até agora conhecidas na Arte do Noroeste.
Número IPA Antigo: PT011608140010
 
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Registo

 
Sítio  Sítio pré e proto-histórico  Arte rupestre      

Descrição

As gravuras desta estação distribuem-se por 3 rochas. Duas delas estão flanqueadas por rochas insculturadas e encontram-se separadas por fissuras naturais. A outra rocha, também insculturada, está situada a cerca de 1,20 m. abaixo das anteriores. Os motivos gravados são, predominantemente, círculos concêntricos, alguns de grandes dimensões. O maior deles é formado por doze anéis com diâmetro horizontal de 1,13 m e vertical de 1,15 m. e um outro é formado por onze círculos com diâmetros de 1,18 m e 1,14 m. Na laje inferior distribuem-se dois conjuntos de círculos concêntricos e vestígios de um terceiro, formado por dois anéis, com "fossete" central e com diâmetro de 25 cm.

Acessos

Taião, Estrada Valença - Taião, a cerca de 200 m. acima do caminho que passa sobranceiro a Taião. VWGS84 (graus decimais) lat.: 41,996857; long.: -8,588643 (à freguesia)

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 29/84, DR, 1.ª série, n.º 145 de 25 junho 1984

Enquadramento

Rural, isolado. Afloramento rochoso de granito alcanino de grão médio, situado num local ermo, de vegetação rasteira, à altitude de 475 m., a 45º NE, da igreja de Taião e a SO. do monte de Fortes.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Não aplicável

Utilização Actual

Não aplicável

Propriedade

Afectação

Época Construção

Idade do Bronze

Arquitecto / Construtor / Autor

Não aplicável

Cronologia

Idade do Bronze - gravação das gravuras.

Dados Técnicos

Materiais

Granito, de grão médio.

Bibliografia

BAPTISTA, António Martinho, Arte Rupestre pós-glaciária. Esquematismo e abstração in História da Arte em Portugal, vol. 1, Lisboa, 1986, p. 30 - 59; CUNHA, Ana Maria Cameirão Leite da, SILVA, Eduardo Jorge Lopes da, Gravuras Rupestres do Concelho de Valença (Monte de Fortes (Taião), Tapada de Ozão e Monte da Laje), Sep. das Actas do Semanário de Arqueologia do Noroeste Peninsular, Barcelos, 1980; MORGADO, Alexandre, Valença na Idade da Pedra in O Valenciano, Ano XXIV, nº533, valença, 16-6-1977; NEVES, Manuel Augusto A. Pinto, Valença na História e na Lenda, Braga, 1990; SOARES, P. M., Estações de Gravuras Rupestres in Boletim Municipal, nº 4, Valença, 1988, p. 10 - 11.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1978 / 1979 - Prospecções efectuadas por Vitor Oliveira Jorge, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e uma equipa do GEAP, orientada por Ana Maria Cameirão Leite da Cunha e Eduardo Jorge Lopes da Silva.

Observações

Para se visitar esta estação toma-se, em Valença, a estrada para Monção, desviando-se, a breve trecho, para a direita, em direcção ao Monte do Faro. Mais à frente, ao ponto em que a estrada começa a descer, local denominado Chã do Marco da Quebrada (onde se situa um complexo megalítico) inflecte-se, uma vez mais à direita, pelo estradão, que se deverá seguir cerca de 1500 metros.

Autor e Data

Paula Noé 1992

Actualização

 
 
 
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