Igreja do Carmo / Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo / Igreja Paroquial de São João Baptista

IPA.00004338
Portugal, Beja, Beja, União das freguesias de Beja (Santiago Maior e São João Baptista)
 
Arquitectura religiosa, barroca, rococó, neoclássica. Planimetria fiel ao espírito do Estilo Chão que marcou a arquitectura nacional nos sécs. 17 e 18; possui elementos de marcado carácter barroco (portal), rococó (altar-mor, púlpito) e neoclássico (altares laterais, decoração das paredes laterais da capela-mor).
Número IPA Antigo: PT040205150044
 
Registo visualizado 876 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja de Confraria / Irmandade  Ordem dos Irmãos de Nossa Senhora do Monte do Carmo - Carmelitas Terceiros

Descrição

Planta longitudinal, escalonada, composta por nave e capela-mor, mais estreita, tendo adossadas, do lado esquerdo, a sacristia e as antigas dependências da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo. Ao centro deste corpo e nele embebida, eleva-se a torre sineira, de planta quadrada. Cobertura diferenciada em telhado de duas águas na nave e capela-mor, em terraço nos anexos e em cúpula na torre. Fachada principal orientada a N., de um só pano definido por pilastras de cantaria, onde se rasga o portal de verga recta, adintelado, sobrepujado por frontão contracurvado com as armas da Ordem do Carmo; encimam-no dois janelões com moldura em cantaria, de verga recta adintelada, engradados; empena triangular com cornija, coroada por cruz em cantaria e com urnas nos acrotérios também em cantaria. Um pouco mais recuado, destaca-se o volume das dependências anexas, de um pano definido por pilastras de cantaria e encimada por balaustrada, com dois pisos, tendo no superior janela de sacada com moldura e mísula de cantaria e gradeamento de ferro forjado e no inferior janela com moldura de cantaria, engradada. Alçado O. com o volume da nave de um só pano cego, rematado superiormente por cornija e duplo beirado; volume da capela-mor ligeiramente recuado, de um só pano rematado superiormente por cornija, com pilastra em cantaria no cunhal, encimada por urna, e janelão de verga curva, em cantaria. Alçado S. com o volume da cabeceira de um só pano cego, definido por pilastras em cantaria, apresentando em relevo uma cruz latina emoldurada por arco de volta perfeita; remate em empena triangular sobrepujada por cruz de ferro e com urnas nos acrotérios; adossa-se o volume das dependências anexas, similar ao do alçado N., mas apenas com uma janela de sacada no piso superior. Alçado E., de três panos definidos por pilastras, sendo as correspondentes em cunhais em cantaria e as duas centrais em argamassa, prolongando-se pela torre sineira; remate em balaustrada, pontuada por oito gárgulas de cantaria ao nível da cornija; o primeiro pano é rasgado, no piso superior, por duas janelas de sacada com molduras e mísulas de cantaria e grade de ferro forjado; no piso inferior, por duas janelas com moldura de cantaria, engradadas; o segundo pano é rasgado por porta de acesso com moldura de verga recta em cantaria, sobrepujada por lápide e fresta em arco de volta perfeita. Torre sineira que se prolonga num pano definido por pilastras coroadas por urnas; em cada alçado rasga-se um olhal em arco de volta perfeita, rematando o conjunto uma cúpula octogonal encimda por catavento. O terceiro pano apresenta esquema idêntico, embora com quatro janelas de sacada no andar superior e três janelas e uma porta no inferior. Interior de uma só nave, com coro alto e guarda-vento em madeira. À esquerda de quem entra abre-se a porta de acesso ao coro alto e dependências anexas. Nas paredes da nave, de cada um dos lados, rasgam-se três arcos de volta perfeita, assentes em pilastras, cada um deles com uma capela lateral facial com altar e retábulo de talha dourada e policromada, de desenho idêntico. Na parede do lado do Evangelho, junto ao arco triunfal, púlpito com sanefa de talha dourada e policromada. Cobertura da nave em abóbada de berço, arrancando de cornija. Acesso à capela-mor por arco triunfal de volta perfeita assente em pilastras com capitéis jónicos. Cobertura em abóbada de berço arrancando de cornija, revestida por pinturas murais. Altar-mor e retábulo com trono eucarístico e camarim em talha dourada e policromada. Paredes laterais com idêntico esquema de porta central encimada por janelão e onamentada por medalhões ovais de estuque com pinturas; a porta do lado do Evangelho conduz à sacristia. Sacristia de planta rectangular, coberta por abóbada de berço abatida, com arcaz e lavabo em cantaria.

Acessos

Largo do Carmo

Protecção

Enquadramento

Urbano, destaque, isolado, numa praça.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja de confraria / irmandade

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Beja)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1755 / 1766 - construção, no local onde existira a ermida de Santa Catarina, fundada pela viúva de Diogo Fernandes de Beja, Isabel Borges, na primeira metade do séc. 16; na sua construção foram reaproveitados elementos provenientes da demolição do chafariz existente no local onde hoje se ergue o Chafariz de Aljustrel (v. PT040205110060).

Dados Técnicos

Estrutura mista

Materiais

Paredes de alvenaria de pedra e cal, rebocadas e caiadas, portais e elementos secundários de cantaria, retábulos de talha dourada e policromada.

Bibliografia

BORRELA, Leonel, Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Diário do Alentejo, Beja, 15 de Dezembro de 1995; BRITO, Diogo de Castro e, Mais Alguns Elementos para o Estudo da Vida e Personalidade do Grande Português e Insigne Bejense Diogo Fernandes de Beja, nas suas Relações com o Ambiente Histórico do seu Tempo, Arquivo de Beja, vol.1, Beja, 1944; ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Beja, vol.1, Lisboa, 1992.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Séc. 20, segundo quartel - diversas obras de recuperação, incluindo ampliação dos anexos e colocação de nova cobertura; finais da década de 1980 - trabalhos de conservação.

Observações

Autor e Data

José Falcão e Ricardo Pereira 1996

Actualização

 
 
 
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