Fábrica dos Pentes / Edifício na Travessa da Fábrica das Sedas, n.º 37 a 49

IPA.00004307
Portugal, Lisboa, Lisboa, Santo António
 
Arquitetura industrial, setecentista. O edifício, possivelmente destinado a residência de operários, fazia parte de um conjunto que se caracterizava por uma implantação rectangular, desenvolvendo-se paralelamente aos arruamentos, com 2 pisos e preocupações em termos de arejamento e iluminação. Este edifício ainda ostenta, por cima das suas portas, em azulejo, a numeração pombalina (por cima do n.º de polícia actual).
Número IPA Antigo: PT031106460165
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Extração, produção e transformação  Fábrica    

Descrição

Planta rectangular. Massa simples de acentuada horizontalidade, 2 pisos e cobertura em telhado de 4 águas. Fachada principal ladeada por cunhais em cantaria, de proporções equilibradas, bastante simples, desenha-se num único plano com numerosos vãos alinhados horizontal e verticalmente. Fenestração: 1º piso: 8 janelas de guilhotina que alternam com 8 portas. 2º piso: 16 janelas, na sua maior parte, também de guilhotina. Todos os vãos são emoldurados em cantaria simples.

Acessos

Travessa da Fábrica das Sedas, n.º 37 a 49; Travessa da Légua da Póvoa; Travessa da Fábrica dos Pentes

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 45/93, DR, 1.ª série-B, n.º 280 de 30 novembro 1993 / ZEP, Portaria n.º 1099/95, DR, 1.ª série-B, n.º 207 de 07 setembro 1995

Enquadramento

Urbano. Fachada principal aberta para a Pç. das Amoreiras, torneja para a Tv. da Fábrica dos Pentes e Tv. da Légua da Póvoa. Destaca-se dos edifícios envolventes.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Extração, produção e transformação: fábrica

Utilização Actual

Residencial: casa

Propriedade

Privada

Afectação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETO: Carlos Mardel (séc. 18).

Cronologia

1759, 04 abril - o Marquês de Pombal assina o plano da edificação do Bairro das Águas Livres, para o estabelecimento dos "fabricantes", inserida na política do proteccionismo industrial; criaram-se nesta zona várias unidades modulares e aos particulares foi dada liberdade para edificarem de acordo com o plano e plantas existentes.

Dados Técnicos

Sistemas estruturais - paredes autoportantes.

Materiais

Alvenaria, cantaria, madeira, vidro, telha.

Bibliografia

ALMEIDA, Fernando de, Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, 2º Tomo, Lisboa, 1975; Recordações de Jacome Ratton, Londres, 1813; Direcção dos Serviços Centrais e Culturais, 5ª Repartição (Arquivo de Obras). Câmara Municipal de Lisboa.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID

Intervenção Realizada

1919 - abertura de uma janela de peito; 1931 - obras de beneficiação periódica; ampliação de uma chaminé; pinturas interiores e exteriores; 1939 - limpezas exteriores com pinturas de caixilhos, portas, aros, chaminés e limpeza de cantarias e socos. 1952 - obras de beneficiação geral.

Observações

Autor e Data

João Silva 1992

Actualização

 
 
 
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