Mosteiro de Santa Cruz

IPA.00004234
Portugal, Coimbra, Coimbra, União das freguesias de Coimbra (Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu)
 
Conjunto monacal, dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, de que subsistem alguns vestígios medievais de raiz românica e gótica *4. A predominância estilística é manuelina presente na igreja de planta retangular, de nave única, coberta com abóbada polinervada estrelada, com combados no sub-coro, apoiada em mísulas, na Casa do Capítulo onde igualmente está presente a polinervura e a conjunção de arcos policêntricos na porta que abre para o Claustro quadrangular com abóbadas polinervadas e aplicação de arcos polilobados e rebaixados, no portal principal de organização retabular com estatuária e em que predominam arquivoltas plenas preenchidas com decoração vegetalista (videira, acantos, troncos podados, rosetas) e zoomórfica. Sacristia maneirista revestida de azulejos enxaquetados e coberta com abóbada de caixotões. Arco triunfal barroco com grande frontão de volutas. Implantação de um arco triunfal defronte da fachada principal. Nas paredes do sub-coro e nave e nas capelas situadas a O. há um conjunto de vestígios de estruturas pré-existentes e/ou fruto de modificações e acrescentos: arcos completos e truncados (pleno, quebrado e polilobado), janelas entaipadas, coberturas readaptadas.
Número IPA Antigo: PT020603170004
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Convento / Mosteiro  Mosteiro masculino  Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho

Descrição

Planta irregular, composta por Igreja de planta longitudinal de 2 rectângulos justapostos: nave ladeada por capelas rectangulares e cabeceira; a E. Claustro quadrangular e Refeitório rectangular; a S. Casa do Capítulo e Capelas de S. Miguel e de Jesus, rectangulares; a O. Sacristia, Lavabo e Museu de Arte Sacra, rectangulares. Volumes articulados de massa horizontalista. Coberturas de telhados a 2 águas na Igreja e Sacristia, a 1 água no Claustro e Lavabo e coruchéus piramidais sobre as torres. Fachada principal a N. flanqueada por 2 torres sineiras; ao centro pano saliente com portal enquadrado por pilastras facetadas, com nichos em 2 registos, rematadas por pináculos com cogulhos; porta em arco recto tangente a óculo elíptico, tudo envolvido por arco pleno com preenchimento vegetalista e zoomórfico encimado por 3 nichos com imagens e janelão em arco pleno de 3 arquivoltas vegetalistas e zoomórficas, terminando em pentágono curvilíneo; lateralmente, em panos reentrantes, 2 pares de estátuas separadas por colunas de capitéis vegetalistas apoiadas em troncos podados; remate em cornija encimada por platibanda rendilhada com parapeito de onde se elevam cruzes pétreas; nas torres 5 registos marcados por frisos: 3 de secção quadrangular e os superiores octogonais, com pedras de armas; remate em cornija com gárgulas, sobre a qual corre platibanda encimada por cruzes vegetalistas; defronte da fachada arco triunfal pleno sobre pilastras jónicas postas em oblíquo com remate idêntico na frente e no tardoz de frontão interrompido de volutas convergentes que sustentam 2 pares de anjos tocando trombeta que servem de tenentes ao escudo real, na frente, e a pedra de armas dos crúzios, volvida para o portal. Fachada O.: pano da Igreja com 1º registo adossado a edifício, visualizando-se superiormente 3 janelas em arco polilobado e o remate em platibanda rendilhada sobre cornija com rosetas; corpo da Sacristia, saliente, com pano lateral cego rematado em cornija e fachada posterior adossada no 1º registo ao Lavabo e vazada no 2º por janela tripla formando arco pleno encimada por óculo, remate em empena com campanário; pano reentrante da Casa do Capítulo e Capela de S. Miguel com 3 registos: no 1º 2 portas e 2 frestas rectangulares, no 2º 3 janelas rectangulares transversais e no 3º 2 janelas em arco pleno. Fachada E.: no pano da Igreja apenas visível 1 tramo contrafortado, 1 das 3 janelas polilobadas que vazam o 2º registo e o remate em platibanda rendilhada; o pano correspondente ao antigo Refeitório é contrafortado, rasgado por 4 janelões e rematado em cornija. INTERIOR: igreja de nave única revestida de silhar de azulejos figurativos recortados, azuis e brancos, ilustrando a Descoberta da Verdadeira Cruz, a E., e a vida de Santo Agostinho, a O.; superiormente, de cada lado, 4 arcos plenos embebidos na caixa murária; a N. coro-alto com monumental cadeiral de talha e balaustrada sobre arco pleno com medalhões nas enjuntas, apoiado em mísulas e pilares acantonados com colunelos de candelabro que sustentam a abóbada polinervada com combados do sub-coro; a O. arcossólio com frontão interrompido enquadrando 3 lápides tumulares epigrafadas, com heráldica dos Cogominhos, e a NE. pia-baptismal de taça estriada e rebordo octogonal, decorada com grinaldas pendentes de cabeças de anjo, sob friso de volutas estilizadas; na parede E., entre 2 arcos plenos que abrem para capelas laterais comunicantes de Santo António e Senhor dos Passos cobertas por cruzaria de ogivas, salienta-se o púlpito de pedra de guarda poligonal esculpido com nichos decorados com grutescos que abrigam imagens dos Doutores da Igreja, sobre mísula profusamente decorada; sobre o 1º arco um monumental órgão; na parede O. 2 arcos plenos abrem para 2 capelas igualmente comunicantes por meio de arco quebrado, a de Nossa Senhora do Rosário, com abóbada de cruzaria com lanternim, e a dos Mártires de Marrocos, com abóbada de cruzaria de ogivas com cadeia; a iluminação é feita pelo óculo de topo e lateralmente por 3 janelas altas emolduradas por arcos festonados e cairelados sobre colunelos; cobertura de abóbada polinervada estrelada de 4 tramos, suportada por segmentos de meias colunas torsas sobre mísulas; a S. arco triunfal pleno encimado por conopial e orlado de cogulhos, entre 2 retábulos pétreos rematados por frontões curvilíneos; na capela-mor 2 arcos festonados, o da esq. entaipado, com painel de azulejos de padrão, servindo de fundo a estátua de S. João Baptista, e o da dir. dando acesso à Sacristia; túmulos de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I, com jacentes sobre arcas epigrafadas, envolvidos por grandes retábulos com estatuária de santos e flanqueados por pilastras facetadas decoradas com medalhões, nichos e estátuas, dos Apóstolos no de Afonso Henriques, e Virtudes no de D. Sancho; de cada lado 2 janelas em arco pleno, as da dir. cegas; na parede de fundo retábulo pictórico flanqueado por pares de colunas lisas marmoreadas que sustentam frontão interrompido; cobertura em abóbada polinervada estrelada com bocetes vegetalistas e heráldicos. SACRISTIA: revestida com azulejos enxaquetados entre pilastras de fuste apainelado, com mísulas providas de estatuária sacra; a S. e N. portas de arco pleno encimadas por frontões semi-circulares interrompidos, com volutas nos tímpanos, sob molduras quadrangulares; a S. janela tripla compondo semi-círculo; cobertura em abóbada de berço com caixotões octogonais sobre entablamento; a N. Museu de Arte Sacra revestido de azulejos enxaquetados, com retábulo pétreo e cobertura em abóbada de berço de caixotões rectangulares; a S. Lavabo, com azulejos enxaquetados e lavatório de mármore, e porta para a CASA DO CAPÍTULO: revestida de azulejos enxaquetados verdes e brancos, tendo em redor cadeiral de madeira; a S. porta de acesso à Capela de São Miguel e a E. porta do Claustro em arco conopial com rosetas envolvido por arco polilobado e emoldurado por arco recto, encimado por janelão em arco festonado sobre colunelos; cobertura de abóbada polinervada estrelada de 2 tramos, com bocetes vegetalistas e heráldicos sobre segmentos de meias colunas torsas rematadas por mísulas; justaposta a S. Capela de São Teotónio com tumulária do fundador e do 1º prior do mosteiro, abobadada com polinervuras. CLAUSTRO: no 1º registo os 5 tramos das 4 alas são marcados por contrafortes com gárgulas, sendo os vãos preenchidos por arcos quebrados subdivididos em 2 rebaixados, mainelados, de onde se elevam 2 segmentos que se unem formando mandorla; galerias com portas polilobadas e abobadadas com polinervuras estreladas, com combados nos cantos onde se localizam baixos-relevos com temática cristológica; na ala O. Capela de Jesus, revestida de azulejos e contendo os túmulos dos priores-mores D. Pedro Vaz Gavião e D. João de Noronha e Meneses; no 2º piso os tramos são definidos por arcadas triplas rebaixadas; remate em cornija; no terreiro ajardinado 2 fontes, 1 ao centro e outra no canto SO.. REFEITÓRIO coberto por abóbada polinervada estrelada de 4 tramos.

Acessos

Rua Olímpio Fernandes, Rua Martins de Carvalho, Jardim da Manga, Praça 8 de Maio

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910 / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 44 de 21 fevereiro 1958 *1

Enquadramento

Urbano. Frontaria volvida para amplo lg. trapezoidal, lajeado, com lago central e 2 plataformas laterais sobrelevadas providas de rampas, para o qual confluem arruamentos; circundado por edifícios antigos de comércio, serviços e habitação, de 3 e 4 pisos. Adossado a E. à C.M.C.; a SE. à D.R.E.M.C., a SO.a edifício do I.C.E.R.R. da Direcção de Estradas de Coimbra e a O. à antiga Igreja de São João das Donas (v. 0603170021), actualmente um Café. A S. localiza-se o Jardim da Manga (v. 0603170025).

Descrição Complementar

Portal principal flanqueado por 2 pilastras de base estrelada sobre plintos diminutos circulares, tendo fuste de secção quadrangular no 1º registo, com as 3 faces visíveis preenchidas com nichos de baldaquinos rendilhados, os 2 da dir. com estatuária de Apóstolos; a meia altura anel circular, passando o fuste a ter secção em losângo com 2 nichos sobre mísulas de entrelaços vegetalistas, os periféricos com estátuas de Apóstolos; remate em pináculo decorado com cogulhos; ao centro porta em arco recto com flores nas enjuntas, encimada por óculo elíptico, ambos envoltos por arco pleno de arquivolta única com vestígios de decoração: cestos de onde sobe tronco serpenteante de videira, folhado e frutado, pequenas aves e parte de quadrúpede (talvez leão); do arco elevam-se 2 pilastras estriadas rematadas em agulhas com entrelaços e pequenos enrolamentos de folhagem, a ladear 3 nichos com baldaquinos de concha com esculturas do rei David, Nossa Senhora e um Profeta, entre pilastras; acima janelão em arco pleno de 3 arquivoltas separadas por colunelos com capitéis vegetalistas (parras, cachos de uvas, folhas enroladas): a periférica com rosetas, a intremédia com folhagem de acanto que nasce de cesto entrançado de troncos e cordas e por entre a qual surgem animais fantásticos: grifo, unicórnio e cavalos alados, e a interna com tronco podado enastrado; remata o janelão um pentágono curvilíneo ladeado por 2 cogulhos; lateralmente os Doutores da Igreja: São Gregório e Santo Ambrósio, à esq., e São Jerónimo e Santo Agostinho, à dir., separados por coluna capitelizada colocada a eixo sobre tronco podado que nasce em curva do arco superior do portal, continuando-se em segmento vertical cingido por laço que segura lateralmente 2 cornucópias onde assentam as mísulas vegetalistas que sustentam as imagens; os grupos escultóricos são encimados por pseudo-arcobotantes de dupla curvatura e decoração cairelada inferior. Sob o coroamento do pano central e das torres 3 pedras de armas de D. Pedro Vaz Gavião e 4 gárgulas zoomórficas (animais fantásticos) encimadas por cornija decorada com rosetas, friso torso e platibanda que alterna 2 motivos: feixe de caules unidos por anel com as hastes laterais prolongadas, em asa serpentiforme, e 2 golfinhos semi-vegetalistas unidos a meio por cordão, sobre os quais corre parapeito inferiormente decorado com filete com sequência de novelos e discos sobrepostos cingidos por cordão. Púlpito: de secção poligonal, totalmente esculpido, sobre mísula de andares onde avultam grutescos e cabeças de anjo, elementos vegetalistas e um dragão alado; as 4 faces da guarda são preenchidas por nichos em arco pleno ladeados por pilastras com grutescos e encimados por heráldica manuelina entre putti-tenentes, com baldaquinos concheados onde, sobre peanhas de tambor poliginal, se abrigam as estátuas sentadas dos 4 Doutores da Igreja, flanqueadas por pequenas imagens de Sibilas e Profetas que ocupam as arestas em 2 registos. Cadeiral do coro-alto: 2 filas de assentos rematados superiormente por rendilhados de expressão flamenga em talha dourada e relevos com cenas paisagísticas de cidades norte-europeias mas com representações subordinadas ao contexto português: caravelas e heráldica manuelina; nas ilhargas de acesso à fila superior há relevos de símbolos da Paixão; a dividir os assentos inferiores esculturas zoomórficas e a encimar as espaldas série de figuras de vulto curvadas, de carácter caricatural.

Utilização Inicial

Religiosa: mosteiro masculino

Utilização Actual

Religiosa: igreja / Cultural e recreativa: associação cultural e recreativa

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

DGPC, Decreto-Lei n.º 114/2012, DR, 1.ª série, n.º 102 de 25 maio 2012 (túmulo de D. Afonso Henriques)

Época Construção

Séc. 12 / 15 / 16 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETO: Pedro Nunes Tinoco. MESTRE-DE-OBRAS: Diogo Boitaca (1513); Diogo de Castilho (1518, 1531); Diogo Pires-o-Moço (1521-1522); Gaspar Ferreira (séc. 18); Manuel do Couto dos Santos Leal; Marcos Pires (1517): Mestre Roberto (1132). CANTEIRO: João de Ruão (séc. 16); Nicolau de Chanterene (atr., séc. 16 *2); Tomé Velho. ENTALHADOR: Fernão Trosilhos (séc. 16); Francisco Lorete (1531); Mestre Machim ou João Alemão (séc. 16). ORGANEIRO: Heitor Lobo (1559); Manuel Guerra (acrescento do órgão); (arco triunfal da fachada); Manuel Benito Gomes de Herrera (1719-1724); Miguel Hensberg (organeiro).

Cronologia

1131, 28 junho - fundação por D. Telo, Cónego Regrante de Santo Agostinho, com 12 companheiros, a quem o rei doou o lugar dos Banhos Reais; o fundador juntou hortas e o padroado da igreja de Santa Cruz cedido pelo Bispo e obteve posteriormente do Papa Inocêncio II a dependência direta da Santa Sé; 1132 - início da construção, tendo a primitiva igreja românica 1 nave e 3 capelas laterais comunicantes (ou 3 naves) e cabeceira tripla, conforme plano de Mestre Roberto; 1165 - D. Maria, filha de D. Martinho, do Tombo dos Serpas, doa-lhe as terras de Papízios e Almaça; séc. 15, 1ª metade - D. Frei Gomes realiza várias obras: transformação de duas capelas laterais para as relíquias dos Mártires de Marrocos, reformulação de abóbadas, Claustro, Sacristia e portal; 1506 - falecendo o prior-mor D. João de Noronha, o Papa Júlio II dá o priorado e suas rendas ao Cardeal Nepote, seu sobrinho, e os cónegos podiam eleger trienalmente um prior claustral, o que D. Manuel desaprovou por as rendas serem avultadas; 1507 - os crúzios elegem Fr. Brás Lopes e o rei ordena-lhe que arrase a Igreja, Claustro e Capítulo por serem antigas e degradadas, usando as rendas na reconstrução; em consequência o Papa declara num Breve a desistência do priorado-mor e rendas e concede a D. Manuel faculdade de apresentar prior-mor, sendo nomeado o seu capelão-mor e Bispo da Guarda D. Pedro Vaz Gavião que se encarregou da reconstrução, reutilizando pedraria do templo românico: igreja nova de 1 nave abobadada, Claustro principal, Casa do Capítulo e Capela de Jesus; 1512 - Execução do cadeiral; 1513 - Boitaca assina um contrato para fazer várias obras de pedraria: reparos no que subsistia do templo românico (muros), levantamento de novos muros, cobertura da capela-mor, cruzeiro e Sacristia, por 400.000 reais e toda a pedraria, alvenaria e entulhos do que até então se fizera, mas não o cumpriu na íntegra; 1516 - morre D. Pedro Vaz Gavião e as obras continuam sob a supervisão sucessiva de D. Diogo Nunes, prior crasteiro, e D. João Galvão, eleito em 1519; 1517 - Marcos Pires é nomeado mestre das obras reais de Coimbra; 1518 - carta do vedor Gregório Lourenço sobre as obras do dormitório e outras: Marcos Pires trazia 50 oficiais e 20 criados, estavam concluídas 12 capelas (tramos) e todos os arcos de 3 alas do Claustro e existia pedra lavrada suficiente para a sua conclusão, lavrava-se pedra para cobrir a fonte de Paio Guterres; feitos um sobrado sobre a Sacristia, para o aposento do Sacristão, e a escada do Dormitório e ladrilhado a maior parte deste; uma das paredes rachou quando lhe meteram os "formalotes" da abóbada do Claustro; o retábulo grande estava a ser acabado e havia madeira lavrada para o mesmo, preparava-se a colocação dos retábulos nos altares das relíquias dos Mártires; 1518, junho - Gregório Lourenço informa o rei que a torre do meio, sobre o portal, e a da dir. estavam acabadas, com as suas cruzes, faltando acabar a da esquerda; no Claustro faltava fechar a abóbada num canto e estavam a ser entulhadas as restantes e a levantar os peitoris em redor; metade da guirlanda de remate da igreja estava colocada; Marcos Pires tinha oficiais suficientes (alguns oriundos da fábrica de Belém) e lavrava pedra para as outras capelas (tramos) da empreitada da Livraria e Cartório; o mestre do retábulo acabara o sacrário e as cadeiras e lavrava nos retábulos dos altares de fora; o mestre dos túmulos reais lavrava na obra e tinha muita pedraria lavrada; 1518 - Diogo de Castilho é mestre de pedraria; 1521 - 1522 - o rei manda fazer "o portal da porta principal" conforme projetado, o que ainda não se concretizara, por Diogo Pires-o-Moço; 1522, março - relação de obras pelo vedor Gregório Lourenço: feita guirlanda de pedra que circunda a igreja e torres, o Claustro com 4 lanços abobadados, 2 rematados com varanda, o chão lajeado da Igreja, Capela de São João e terreiro do Claustro, Capela abobadada de São Teotónio e de São Miguel, Dormitório, ampliação do Refeitório, lajedo e telhado de todas as capelas, sepulturas dos reis, grades de ferro da igreja e das sepulturas, retábulos da capela-mor, laterais e dos altares junto às sepulturas, fonte do Claustro; por concluir estava o pórtico principal, reconstrução do cruzeiro, janela grande do refeitório, púlpito, pintura dos retábulos, madeiramento e telhado da torre grande e aposento dos priores, retábulos da Capela de São João, Capítulo e Enfermaria, relicário dos Mártires de Marrocos, relógio e órgãos; 1522 - 1523 (?) - mandado do rei ordenando a Nicolau Leitão, recebedor das rendas do Priorado, que desse a Diogo de Castilho e a Mestre Nicolau, pedreiros e empreiteiros do portal, 100 cruzados de ouro para fazerem as imagens do mesmo, além do que já receberam da sua empreitada; 1527 - Frei Brás de Braga, da Ordem de São Jerónimo, inicia a reforma dos crúzios de Coimbra, até 1554, prosseguindo a reconstrução com base na relação feita pelo vedor, sobre a qual envia relatórios ao rei e solicita pareceres, efetuando remodelações e acrescentos: Claustros da Manga e da Portaria, varanda e templete sobre esta; 1530 - execução do órgão; 1531 - Diogo de Castilho é de novo instituído no cargo de mestre pedreiro (até 1547); pagamento com uma casa efetuado a João de Ruão, por obras feitas no Mosteiro de Santa Cruz; 12 maio - referência à encomenda das caixas dos órgãos a Francisco Lorete; 1532, 26 outubro - contrato para a execução da caixa do órgão com o marceneiro francês Francisco Loreto, por 80$000 *3; 1541 - afinação do órgão pelo executante; 1556 - formação da Congregação de Santa Cruz de Coimbra a que aderiram as comunidades de cónegos regrantes após a reforma de Fr. Brás de Braga; 1559 - execução do órgão pequeno, do realejo e reforma do grande órgão por Heitor Lobo; 1561 - contrato para afinação anual do órgão; 1567 - reparação do órgão por organeiro desconhecido; 1582, 3 março - decisão tomada em Capítulo de mandar erigir a Capela de São Teotónio e revestir com sillhar de azulejos enxaquetados a Sala do Capítulo; 1588 - data provável da conclusão da Capela de São Teotónio; 1593 - inicio da edificação do Colégio Novo ou da Sapiência; 1615 - ao órgão, então com 40 teclas, acrescentou-se um registo de corneta; 1662 - construção de nova Sacristia; 1694 - conserto e reforma do órgão por Miguel Hensberg por 600$000, que fez o principal e o positivo de peito; 1719 - 1724 - reforma do órgão por Manuel Benito Gomes de Herrera, que lhe acrescenta a 3.ª secção, o Eco; 1731 - trabalha em Santa Cruz o arquiteto, construtor e entalhador Gaspar Ferreira; séc. 18, 2ª metade - remodelação do portal: arco recto encimado por óculo e colocação de arco triunfal defronte da fachada; 1834 - extinção das Ordens Religiosas e instalação no Claustro de uma Biblioteca; 1842 - o Colégio Novo é entregue à Misericórdia; séc. 20, 1ª metade - no Refeitório instala-se a Associação dos Artistas; 1870 / 1880 - restauro do órgão por Luís António Carvalho; 2001 - concurso público para adjudicação da empreitada "Igreja de Santa Cruz - Coimbra, Conservação e Restauro do Claustro, coberturas e fachadas laterais" (DR nº 93, IIISérie, 20 Abril 2001); 2002 - concurso público para "Conservação e Restauro do Arcaz e Amituário da Igreja de Santa Cruz - Coimbra" (DR nº 43, IIISérie, 20 Fev.); 2003, 22 agosto - publicação da lei nº 35/2003 definindo a atribuição de honras de Panteão à Igreja de Santa Cruz; 2006, 6 julho - está prevista a abertura do túmulo de D. Afonso Henriques para exumação dos restos mortais ali existentes, foi cancelada por falhas de comunicação entre as entidades competentes, ficando adiado por tempo indeterminado; 2007, 29 março - o túmulo de D. Afonso Henriques é afeto ao IGESPAR, pelo Decreto-lei nº 96/2007, DR, 1.ª série, n.º 63.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes e estruturas mistas

Materiais

Calcário amarelo ou dolomia, designado por pedra de Coimbra ou pedra de Bordalo (caixas murárias); calcário branco ou pedra de Ançã (portal, arco triunfal, túmulos reais).

Bibliografia

AA. VV., Igreja de Santa Cruz de Coimbra, História, Conservação e Restauro da Fachada e Arco Triunfal, Lisboa, 2001; AIRES-BARROS, Luís, As Rochas dos Monumentos Portugueses: Tipologias e Patologias, vol. II, Lisboa, Abril 2001; ALMEIDA, Fortunato de, História da Igreja em Portugal, vol. II, Porto, 1968; BRANDÃO, Domingos de Pinho, Obra de talha dourada, ensamblagem e pintura na cidade e na Diocese do Porto - Documentação, vol. I (séculos XV a XVI), Porto, Diocese do Porto, 1984; BRANDÃO, Mário, Cartas de Frei Brás de Braga para os Priores do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, in Estudos Vários, vol. I, Coimbra, 1972; CAMPOS, C. Aires de, Cartas dos Reis e dos Infantes sobre vários Assuntos Tocantes ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (...) desde 1518 a 1571, in OInstituto, vols. XXXXVI-XXXVII, 2ª série, Coimbra, 1889 - 1890; CASTRO, A. M. S. de, Os túmulos de D. Afonso Henriques e D. Sancho I, Coimbra, 1985; CORREIA, Vergílio, Uma descrição quinhentista do Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra, 1930; CORREIA, Vergílio, GONÇALVES, A. Nogueira, Inventário Artístico de Portugal - Cidade de Coimbra, vol. II, Lisboa, 1947; DIAS, Pedro, A Arquitectura de Coimbra na Transição do Gótico para a Renascença, 1490-1540, Coimbra, 1982; Idem, Coimbra, Arte e História, Porto, 1983; DIAS, Pedro, "A construção da capela de São Teotónio em Santa Cruz de Coimbra", in Actas do VI Simpósio Luso-Espanhol da História da Arte, Viseu, 1991, pp.31-32; GARCIA, Prudêncio Quintino, João de Ruão MD... - MDLXXX. Documentos para a Biographia de um artista, Coimbra, 1913; GIL, Júlio, As Mais Belas Igrejas de Portugal, vol. I, Lisboa, 1988; GONÇALVES, A. Nogueira, A Igreja de Santa Cruz de Coimbra, Coimbra, 1940; MARTINS, Armando Alberto, O Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Séc. XII - XV. História e Instituição, 2 vols., (texto policopiado), Lisboa, 1996; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1956, Lisboa, 1957; SANTA MARIA, Frei Nicolau de, Crónica da Ordem dos Cónegos Regrantes do Patriarca S. Agostinho, Lisboa, 1668; SOUSA VITERBO, F. M. de, O Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Anotações e Documentos, Coimbra, 1914; VALENÇA, Pe. Manuel, O Órgão na História e na Arte, vols. I e II, Braga, 1990; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/69813 [consultado em 11 agosto 2016].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID; IHRU/DREMC

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID; DGEMN/DREMC

Documentação Administrativa

DGEMN: DSID; DREMC; IAN/TT: Corpo Cronológico, Parte I, maço 22, doc. 21; maço 23, doc. 10, Maço 26, doc. 58; maço 27, doc. 121; maço 70, doc. 42; maço 71, docs. 20 e 33; Parte II, maço 31, doc. 78; Cartas Missivas, maço 1, doc. 395; Cabido da Sé de Coimbra, maço 6, doc. 1497; A.U.C.: Livro de Notas de Santa Cruz; B. G. U. C., Ms. 632.

Intervenção Realizada

1926 - Demolição de parede a N. da torre O.; limpeza e arranque de ervas na frontaria; 1927 - Reparação do telhado do Claustro com telhas provenientes da Sé Velha; execução de parede de tijolo rebocada e caiada, com 2 pilares, do lado dos Paços do Concelho; colocação de estrutura de madeira de pinho e tecto ao longo da mesma; 1928 - Pintura do tecto do Claustro; reparação do telhado da Igreja, refazendo parte do beiral; 1929 - Colocação de caixilhos de ferro com janelas e vitrais nas arcadas do 2º piso do Claustro; limpeza da fachada principal; 1934 - Limpeza da frontaria: remoção de ervas, lavagem e tomada de juntas; 1935 - Apeamento e reconstrução do telhado da Igreja com rebaixamento da armação e demolição da empena para desafrontar a grilhagem circundante; restauro e acabamento da grilhagem com 5 cruzes, 4 bases, parapeitos, grades, cimalha e 2 goteiras; 1936/1938 - Desaterro de uma capela antiga; rebaixamento do pavimento do Claustro e ajardinamento; lageamento entre contrafortes e em redor do chafariz; lavagem e tomada de juntas das cantarias das abóbadas e paramentos e reparação de rebocos; restauro completo da arcaria E., superior e coroamento, renovando cantarias mutiladas; placa de betão em substituição de telhados a demolir e no corredor do retro-coro; reconstrução de armações em madeira e de telhados da Casa do Santuário, capela-mor, Sacristia e Claustro; 1939/1940 - Degraus e lages no piso térreo do Claustro; consolidação de paredes com anéis de betão armado; armação em madeira de castanho; cobertura com telha nacional e romana; pavimento de tijolo prensado; limpeza, caiação e reboco de paredes; grades de ferro para janelas; 1941/1942 - Picagem do pavimento e lageamento do Claustro; betão armado em frechais; armação de telhado e portas almofadadas em castanho; cobertura de telha romana; rebocos de paredes; cantaria moldurada em frisos, capitéis e colunas; vigamento de ferro para consolidar a armação dos telhados; 1943 - Reboco e guarnecimento de paredes; guarda-mão de escada e cornija de cantaria moldurada; portas e caixilhos de castanho; canalização da fonte do Claustro; demolição e reconstrução de armação e assentamento de telhado; degraus de cantaria; pavimentos de tijolo; aplicação de óleo de linhaça para "estabilização" da pedra de Ançã degradada dos retábulos do Claustro; protecção do portal com estrutura de madeira e sacos de areia, por razões de ordem bélica; 1945 - Roços, emboço, reboco, e guarnecimentos a branco com massa de areia em paredes; cantaria moldurada em frisos e cornijas; pavimento em tijoleira, pedra serrada e betão hidráulico no Claustro superior; portas de madeira; 1946/1947 - Limpeza, reparação e afinação do órgão com colocação de tubos em falta; arranque de azulejos na parede O. do Claustro; reboco com argamassa de cal hidráulica; guarnecimento áspero com cal branca de Penacova; picagem de rebocos para assentamento dos azulejos arrancados; levantamento de lagedo e assentamento de cantaria de Portunhos (pedra serrada); limpeza do Claustro e jardim; vitrais de vidro catedral armados em chumbo e assentes em arcos de ferro; reparação e construção de taipais e portas de castanho; remoção da grade e portões de ferro do murete do adro e apeamento deste; levantamento de degraus e do pavimento da calçada; escavação e abertura de caixa para o passeio; 1948 - Novos degraus e murete em cantaria de Bordalo e lagedo de Portunhos; pavimentos de cantaria de Outil; reparação dos portões e grades do adro; 1951 - Limpeza e beneficiação da fachada N. do Refeitório: picagem e novo reboco, reconstrução da cimalha e beirada, limpeza da cobertura, assentamento de guarnições de cantaria nos vãos das celas, assentamento de caixilhos de castanho e vidraças, limpeza à escova de paramentos de cantaria; 1954 - Picagem, limpeza, ceresitamento e novo reboco com guarnecimento da fachada principal; reconstrução do beiral; restauro e guarnecimento dos vãos de cantaria com substituição de pedras; assentamento de caixilhos de madeira com vidraça; reparação da armação do telhado; 1955/1956 - Restauro da capela de S. Teotónio: limpeza de 5 telas, reparação de portas, limpeza das 2 faces do portal e de cantarias ornamentadas e protecção com "polypreme", reparação do lagedo e do cadeiral, colocação de 2 vitrais e grade de ferro na porta, limpeza e refechamento da abóbada; iluminação; 1957 - Reconstrução da armação e telhados sobre a ala do Refeitório, com cintagem de betão armado; 1958 - Reparação de rebocos, limpeza e caiação das paredes da nave; limpeza de gárgulas; reparação de telhados na Igreja e Claustro; ajardinamento, limpeza de arruamentos e fonte do Claustro; reconstrução da armação dos sinos, com suporte em ferro; 1959 - Continuação da reconstrução da cobertura da ala do Refeitório; 1960 - Conclusão da armação e cobertura sobre o Refeitório e do lageamento do Claustro superior; picagem do reboco e limpeza de paredes e abóbadas nas galerias e de paramentos com novo reboco nas arcadas; restauro nas capelas: pavimento de cantaria, arranjo de paredes, reparação de portas, limpeza de pinturas 1961 - Reconstrução do pavimento do coro-alto; limpeza global de telhados; limpeza e isolamento das cantarias dos retábulos do Claustro; restauro da capela mortuária; 1963/1964 - Limpeza geral, refechamento e consolidação de paramentos de cantaria, com substituição de pedras em mau estado; obras no Refeitório: consolidação e refechamento de juntas das nervuras e gateamento; picagem e novo reboco em paredes e tectos; 1965 - Picagem do guarnecimento de paredes, limpeza e consolidação de paramentos e abóbada da capela-mor, túmulos e retábulos: levantamento de tinta, limpeza de pó com escova, recolagem de peças soltas e consolidação de frescos, pilastras e motivos decorativos e isolamento com Pluviol (sílica); 1966 - Vitrais armados em chumbo na capela-mor; refechamento de juntas e limpeza; arranjo da base do altar e do pavimento de madeira; consolidação da teia; reparação parcial da cobertura do Claustro superior; limpeza e arranque de ervas; 1967 - Restauro do cadeiral da Capela de São Teotónio; limpeza de telhados da Igreja; 1968 - Recuperação de 2 capelas (Confissões), com reconstrução de pavimentos de tijoleira, picagem e novo reboco; arranjos nos sanitários; 1969 - Reparações na capela mortuária; vitrais na janela do coro; restauro de bancos e degraus de cantaria; picagem e limpeza de paramentos rebocados e restauro de pavimentos no Claustro, limpeza da fonte; restauro do cadeiral do coro, lado dir.; colocação de grade em ferro nas escadas do Claustro; 1970 - Reparações do órgão; levantamento de divisória e tijoleira, picagem e reconstrução de rebocos com argamassa de cimento, cal e areia, assentamento de tijoleira, lintel em betão em sala anexa ao piso superior do Claustro, abertura de vão de porta para o mesmo, macisso em betão para degraus de cantaria bujardada, portas e caixilhos de madeira, grade de ferro na parede voltada ao pátio e vitrais voltados ao Claustro; restauro do arcaz; reparações na Igreja: arranque de caixilhos, reparação de cantarias, assentamento de vitral, arranjo do pavimento, reparações de portas, janelas e coberturas; reconstrução dos vitrais da Sacristia; 1971 - Reconstrução de caixilhos na Sacristia; colocação de vitrais nas janelas da nave; demolição de falsa abóbada de estuque na capela lateral dir., que cobria abóbada polinervada; restauro de pavimentos na entrada; limpeza e protecção do púlpito e dos túmulos reais por banho de sílica; demolição de telheiro no terraço junto aos jardins da Sacristia; reparações no órgão; 1972 - Demolição de parede divisória numa capela, arranque de lajedo e faixa de tijoleira, assento de tijoleira e de faixa e roda-pé de cantaria, retirar e armazenar altar de madeira, retirar e fixar em novo local silhar de azulejos figurados, picagem e novo reboco, instalação eléctrica; colocação de vitral na janela do coro-alto; limpeza de cantarias do Claustro e consolidação de pedras fendidas; reparação de portas; reparações no órgão; 1973 - Reparações no órgão; restauro do arcaz da Sacristia; sondagens no pavimento do nartex românico; reparação do reboco interior na nave, capelas laterais, capela-mor, Claustro, Sacristia e Sala do Tesouro, cintagem de paredes e reconstrução da cobertura desta; limpeza do cadeiral; restauro de reboco, reparação de lajedo, limpeza de cantarias, construção de vitrais e de escada de serviço na Capela dos Santos Arcanjos; remodelação da sala da catequese, habitação do pároco e do guarda; substituição da cobertura da Igreja, Sacristia e anexo da capela-mor; substituição do guarda-vento; instalações eléctricas; picagem e reconstrução de rebocos e colocação de vitral armado em chumbo no coro alto; substituição de degraus na capela de São João Baptista; reparação do lavabo e porta da Sacristia; limpeza de ervas daninhas, picagem de rebocos em capela do 2º piso, levantamento de grade em capelas laterais; reparação do cadeiral da Sala do Capítulo e do tecto da escada de acesso ao Claustro superior; 1974 - Iluminação do Claustro; desmontagem do retábulo da Capela do Coração de Jesus, picagem de rebocos para estudo arqueológico e em abóbada românica e escovagem, desmonte de alvenarias de pedra em paredes para sondagens; consolidação de arco gótico descoberto na separação das capelas dos Mártires de Marrocos e do Coração de Jesus, escoramento de mísula quinhentista com prumo de ferro, limpeza das cantarias descobertas, reconstrução de rebocos deixando à vista os elementos de cantaria; execução de viga em betão embebida na alvenaria, desmontagem de painéis de azulejos, beneficiação do vão de iluminação com corte de alvenarias, abertura de alçapões; restauro de pavimento com pedra serrada, marcando a configuração da capela antes das obras; reparação de degraus e do arcaz da Sacristia; ligação da R. Manuel de Carvalho à sala do 2º piso do Claustro, por porta, escadas e patamares com grade de ferro; limpeza do telhado sobre o Lavabo; picagem e reconstrução de rebocos e ilumionação na Capela de São Miguel; 1975 - Reparação de coberturas no Lavabo e limpeza do telhado da Igreja e anexos; limpeza, reparação e afinação do órgão; escoramento do lanternim da Capela do Coração de Jesus, consolidação do arco de separação desta com a anexa, colocação de teias provenientes da capela-mor; restauro do arcaz; 1976 - Limpeza e recuperação de telhados; remoção de ervas da frontaria; instalação de sistema de escoamento de água; pintura dos suportes dos sinos do pátio; limpeza de tectos e paredes a seco, levantamento e reassentamento de lajedo e colocação de portão de ferro na Sala do Tesouro; iluminação desta, da Sacristia e anexo; levantamento de lajedo e rodapé da Sacristia para impermeabilização; execução de porta para vedar nicho na Capela do Coração de Jesus; reparação do telhado do Lavabo; apeamento de estátua da fachada e colocação de reprodução desta *5; 1977 - Arranque de ervas da frontaria, limpeza de telhados, consolidação de fragmentos de pedra e colocação de trombetas nos anjos do arco triunfal; recuperação do arcaz; apeamento de estátuas da frontaria e colocação de reproduções; restauro do órgão térreo; 1978 - Apeamento de estátua da fachada e colocação de reprodução; melhoramento no escoamento de água sob o arcaz; levantamento de lagedo no Claustro para tubo ligando a gárgula; obras nas instalações sanitárias; retirada de ervas da fachada principal; 1980 - Substituição de 6 imagens da frontaria e reparação da cobertura; 1982 - Beneficiação em anexos da Igreja; 1983 - Beneficiação da cobertura da capela-mor; 1985 / 1986 - Obras de remodelação e restauro; IPPAR: 1990 / 1997 - Conservação, recuperação e restauro da fachada principal, com projecto e estudos prévios histórico-artísticos, técnicos e científicos elaborados por equipa multidisciplinar do L.N.E.C., I.S.T., Instituto de História da Arte da F.L.C., U.N., Instituto Botânico da U. C., e testes sobre as patologias e tratamentos: pré-consolidação, limpeza, remoção da vegetação infestante com herbicida e mecanicamente, tratamento de juntas, remoção de materiais estranhos e não funcionais, consolidação e tratamento da pedra, impermeabilização das coberturas, usando consolidantes com hidro-repelentes, argamassas para preenchimento de vazios, refechamento de juntas e micro estucagens; correcções cromáticas nas argamassas; desvio de águas pluviais e criação de bacias de drenagem; ventilação da zona de encosto do portal à caixa murária; reforço da balaustrada e cruz central; instalação de sistema electrostático para afastar aves; restauro do vitral do janelão pelo Centro de Restauro de Vitrais da Batalha; 2002 /2003 /2004 - Conservação e restauro do claustro, das fontes Paio Guterres e central; arranjo das coberturas e fachadas laterais da igreja; 2005 - decorre o restauro do órgão, pela Oficina e Escola de Esmoriz.

Observações

*1 - a protecção inclui especificamente os túmulos de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I; *2 - o púlpito é datado de 1521, segundo inscrição encontrada por Monsenhor Nunes Pereira, num dos baldaquinos dos nichos dos Doutores da Igreja; *3 - tinha seis pilares, castelos, frisos e cornijas, com cerca de 40 palmos, tendo face lavrada para o lado do coro, *4 - românico é o sistema de contrafortagem do antigo Refeitório e as arcadas plenas embebidas na caixa murária da nave; da campanha gótica é visível um arco quebrado a dividir as capelas laterais a O., cobertas com abóbadas de cruzaria de ogivas com cadeia; *5 - as reproduções das estátuas da fachada foram executadas numa amálgama de cimentos, areia, armação metálica e patine, imitando o original, em oficina de Afife.

Autor e Data

Horácio Bonifácio 1991 / Lina Oliveira 2002

Actualização

Margarida Silva 2006
 
 
 
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