Pelourinho de Nespereira

IPA.00004223
Portugal, Viseu, Cinfães, Nespereira
 
Pelourinho quinhentista, de pinha fusiforme, com soco octogonal de quatro degraus, de onde evolui fuste cilíndrico e remate em pináculo cónico. Apresenta afinidades com o Pelourinho do Castelo no Concelho de Moimenta da Beira (v. PT021807080002). Distingue-se a coluna afusada e com a base de secção quadrangular.
Número IPA Antigo: PT011804090002
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Tipo pinha

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, com cerca de 3 m de altura, composta por soco quadrangular de quatro degraus, o primeiro parcialmente encoberto pelo empedrado, a compensar o desnível do terreno. Base da coluna de secção quadrada e fuste monolítico cilíndrico de perfil ligeiramente afusado, terminando por arredondamento, formando uma gola. Directamente sobre o fuste, desenvolve-se o remate alto e boleado, sobressaindo-lhe, no topo, peça tronco-cónica.

Acessos

Em Cinfães, junto à Câmara Municipal, por EM a 17,2 Km. no Largo do Pelourinho. WGS84 (graus decimais) lat.: 41.002820; long.: -8.159861 (à freguesia)

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano, a meia encosta, isolado, destacado, harmonizado, em zona de interesse paisagístico.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Época medieval - Nespereira pertence ao extinto Concelho de Sanfins e, mais tarde, a sede de concelho foi transferida para Gasconhe, de onde transitou para Souto e, mais tarde, é elevada a vila; 1514, 15 Abril - concessão de foral por D. Manuel I; provável edificação do pelourinho; 1758, 10 Abril - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco Manuel Monteiro de Carvalho, é referido que a povoação, com 110 fogos, é do rei e está sujeita à Correição de Lamego; tem 2 juízes, um que era de Sanfins e outro de Nespereira, os quais iam às audiências alternadamente, às Quartas-feiras; tem 4 escrivães, distribuidor, inquiridor, juiz dos órfãos; o pelourinho está em Nespereira e a câmara em Santiago de Piano; 1855 - extinção do concelho e integração no de Cinfães; 1942 - o pelourinho encontrava-se integrado num muro junto à estrada; 1944, 04 Setembro - nesta data já se encontrava colocado onde actualmente se encontra, mas, segundo uma notícia no Primeiro de Janeiro, encontrava-se em estado deplorável, pelo que após essa data foi recuperado.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

BRAVO, Manuel de Castro Pinto, Monografia do Extinto Concelho de Sanfins da Beira, Cinfães, 1997; CHAVES, Luís, Os Pelourinhos - Elementos para o seu Catálogo Geral, Lisboa, 1939; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; MONTEREY, Guido de, Terras ao Léu - Cinfães, Porto, 1985; REAL, Mário Guedes, Revista da Beira Alta, vol. XXXVI, n.º 4, 1976; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito de Viseu, Viseu, 1998.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 25, n.º 18, fl. 105-114)

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

Autor e Data

João Carvalho 1997

Actualização

 
 
 
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