Pelourinho de Podentes

IPA.00004221
Portugal, Coimbra, Penela, Podentes
 
Pelourinho quinhentista, de bloco prismático, com soco octogonal e fuste cilíndrico, encimado por paralelepípedo com elementos heráldicos - as armas nacionais e do senhorio dos Sousa, bem como a Cruz de Cristo. Pequeno remate em florão.
Número IPA Antigo: PT020614030003
 
Registo visualizado 256 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição senhorial  Tipo bloco

Descrição

Estrutura formada por coluna marmórea assente num soco oitavado de três degraus oitavados e uma mó. Coroa o fuste um capitel estilizado, cúbico, de remate em gola, apresentando em cada face uma emblemática diferente: a Cruz da Ordem Militar de Cristo, a Esfera Armilar, Brasão sobre escudo português, cuja leitura não se pode fazer devido à erosão da pedra e um outro escudo esquartelado tendo em um e quatro as armas dos Sousas, com cadernas crescentes.

Acessos

Podentes, EM entre as EN 347 e 110, na Rua Dr. Jerónimo de Vasconcelos. WGS84 (graus decimais) lat.: 40.059164; long.: -8.393406

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1ª série 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano, destacado, em largo, envolvido por habitações características da região.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 15 / 16

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1397 - Família Sousa donatária da povoação por doação de D. João I; 1514, 17 Fevereiro - concessão de foral a Podentes por D. Manuel I; a povoação pertence aos Sousa; atendendo à emblemática que apresenta tanto régia como individual é provável que o Pelourinho seja eregido em data próxima; 1674, 27 Abril - concessão à família Sousa, na pessoa de Henrique de Sousa Tavares da Silva, o título de Marquês de Arronches; 1708 - a povoação, com 200 vizinhos, pertence ao Marquês de Arronches; tem 2 juízes ordinários, vereadores, um procurador do concelho, escrivão da câmara, um juiz dos órfãos com o seu escrivão e um tabelião; 1758 - nas Memórias Paroquiais, é referido que a povoação, com 191 fogos, pertence à comarca de coimbra; tem câmara, juízes ordinários e vereadores.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Mármore sacarino (fuste); calcáreo (capitel).

Bibliografia

CHAVES, Luis, Pelourinhos Portugueses, Lisboa, 1938; CORREIA, Vergílio, Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Coimbra, vol. IV, Lisboa, 1953; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza, vol. II, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1708; MAGALHÃES, F. Perfeito de, Pelourinhos Portugueses, Lisboa, 1991; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74883 [consultado em 23 agosto 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 42, n.º 325, fl. 155)

Intervenção Realizada

1996 - obras de recuperação.

Observações

Autor e Data

Margarida Alçada 1984 / João Cravo 1994 / Maria João Grilo e Fernando Grilo 1996

Actualização

 
 
 
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