Pelourinho de Mondim de Cima

IPA.00004219
Portugal, Viseu, Tarouca, Mondim da Beira
 
Pelourinho quinhentista, de roca prismática, com soco quadrangular de três degraus, base cúbica e fuste quadrangular, de arestas chanfradas, rematado por bloco, um remate invulgar, com colunelos angulares e decoração com figuras humanas, à semelhança, neste particular, com o de Pinheiro de Ázere (v. PT021814030003), Ferreira de Aves (v. PT021817040003), Fráguas (v. PT021822020003 ) e Vila Cova à Coelheira (v. PT021822060005). Na face S. um escudo com as armas de Portugal.
Número IPA Antigo: PT011820040002
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Tipo roca

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco quadrangular de três degraus, o primeiro irregular, vencendo o desnível do solo, sobre o qual assenta pedestal em forma de cubo, donde emerge o fuste de secção quadrangular, de esquinas chanfradas, inferior e superiormente modelado pelo desfazer pouco pronunciado das cabeceiras dos chanfros. Tem 2,55 m de altura. Sobre a coluna assenta o remate, de secção quadrada que, de início de igual área, se desenvolve, em crescendo por molduragens de superfícies planas constítuidas por filetes, tendo, no lado S., o escudo de Portugal, que se alargam coroadas por lintel que sustenta o bloco quadrangular. Em cada uma das suas faces, uma carranca entre colunelos cantonais embolados. Termina o remate em calote esférica.

Acessos

EN 226 Tarouca / Moimenta a 2,9 Km, à saída de Tarouca para Mondim / São João de Tarouca; a 500 m, à esquerda para Mondim de Cima; a 400 m, à esquerda, para via pública; 100 m depois, no Largo do Pelourinho.

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano, a meia encosta, destacado, harmonizado, isolado, em pequeno largo junto à via pública.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1030 - provável fundação da povoação; 1517, 20 Agosto - concessão de foral por D. Manuel I; provável edificação do pelourinho; 1708 - a povoação tem 150 vizinhos; 1758 - nas Memórias Paroquiais é referido que a povoação, com 136 vizinhos, pertence ao rei e tem juiz ordinário, 2 escrivães, 2 vereadores e um procurador; 1760 - data inscrita no bloco prismático referente, hipoteticamente, à sua reconstrução *1; 1873, 23 Dezembro - decreto de extinção do concelho de Mondim, que fora julgado.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

CHAVES, Luis, Os Pelourinhos - Elementos para o seu Catálogo Geral, Lisboa, 1939; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. II, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1708; FERNANDES, A. de Almeida, As Dez Freguesias do Concelho de Tarouca (História e Toponímia), Braga, 1995; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; MOREIRA, Vasco, Monografia do Concelho de Tarouca, Viseu, 1924; REAL, Mário Guedes, Revista da Beira Alta, vol. XXIII, n.º 4, 1964; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito de Viseu, Viseu, 1998.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 24, n.º 175, fl. 1155-1158)

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

*1 - para Mário Guedes Real, a data é 1790.

Autor e Data

João Carvalho 1997

Actualização

 
 
 
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