Igreja Paroquial de Ponte da Barca / Igreja de São João Baptista

IPA.00004137
Portugal, Viana do Castelo, Ponte da Barca, União das freguesias de Ponte da Barca, Vila Nova de Muía e Paço Vedro de Magalhães
 
Arquitectura religiosa, maneirista e barroca. Igreja matriz de planta longitudinal composta por nave única, flanqueada por duas torres sineiras e capelas laterais profundas, e capela-mor, mais baixa e estreita, interiormente iluminadas axial e lateralmente e coberta por falsa abóbada de aresta, de madeira, flanqueada por sacristias. Fachadas rebocadas e pintadas com pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos, e terminadas em friso e cornija. Fachada principal terminada em cornija e tabela rectangular, com decoração alusiva ao orago, encimado por frontão, e rasgada por portal de verga recta entre pilastras que suportam frontão interrompido por nicho com imagem do orago, entre duas janelas laterais. Torres sineiras com registos separados por friso e cornija. Fachadas laterais rasgadas por janelas rectangulares jacentes de capialço, sobre as capelas laterais, terminadas em empena, e fachada posterior da capela-mor cega e terminada em empena. Interior com coro-alto, sobre arco abatido, com guarda em balaústres planos decorados, baptistério em arco de volta perfeita no lado do Evangelho, sob uma das torres, e tendo lateralmente capelas com arco de volta perfeita sobre pilastras almofadadas, com capelas contendo retábulos de talha, um neoclássico um barroco muito reformado e dois de feitura novecentista; a meio da nave possui tribuna e no lado oposto púlpito barroco, com guarda plena de talha e porta de acesso encimada por baldaquino também de talha. Retábulos colaterais de talha dourada, de planta recta, corpo côncavo e um eixo, de estilo nacional. Retábulo-mor de planta côncava e três eixos, barroco, de estilo nacional. Retábulo da Senhora das Dores joanino. Igreja de planimetria e estrutura maneirista, com fachada principal seguindo o esquema de Vignola, ainda que com a tabela enriquecida com elementos volutados e nicho sobre o portal, com um dos frisos convexo. A reforma setecentista sob traço do Engº militar Manuel Pinto Villalobos deu-lhe uma ampla espacialidade barroca a gosto da época, acentuada pelas profundas capelas anexas, e ampla iluminação, devido aos vãos rectangulares jacentes sobre as mesmas capelas. No interior, o tipo de cobertura da nave e capela-mor, em falsa abóbada de aresta, de madeira, com nervuras e mísulas ornadas e pintadas, denota a persistência na zona dos estilos medievais, sendo semelhante ao da Misericórdia de Ponte de Lima (v. PT011607350008), Igreja dos Terceiros de São Francisco, na mesma vila (v. PT011607350045), da de Nossa Senhora da Boa Morte, na Correlhã (v. PT011607160032) e vários outros do Alto Minho. A balaustrada achatada e recortada do coro possui balaústres de géneros diferentes entre a zona central e as laterais, o que poderá ter resultado de um acréscimo da estrutura, talvez devido à existência de dois órgãos laterais. Os retábulos colaterais são de transição, com estrutura nacional, mas com elementos joaninos, nomeadamente, os quarteirões, anjos de vulto e o remate. O púlpito é já joanino, com baldaquino em estrutura piramidal e com porta de acesso revestida a talha formando drapeado a abrir em boca de cena. O retábulo da capela das Almas é rococó, mas foi muito reformada, possivelmente no séc. 20, e o da segunda capela do lado do Evangelho reaproveita elementos do séc. 18 nas consolas e colunas; o retábulo da terceira capela do lado do Evangelho é joanino, mas tem reforma também do séc. 20. O retábulo-mor denota intervenção no séc. 19, nomeadamante no trono, neoclássico, e nos enrolamentos sobre as arquivoltas torsas; no sotobanco apresenta figuras híbridas, anjos vestidos à romana e putti de muito bom talhe. Os anjos tocheiros seguem o esquema típico dos anjos tocheiros na Região Norte. Os arcazes das sacristias são barrocos, decorados com florões e acantos enrolados.
Número IPA Antigo: PT011606160002
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal composta por nave única, com seis capelas laterais salientes e respectivas sacristias, e capela-mor rectangular, mais baixa e estreita, flanqueada por duas sacristias rectangulares adossadas e duas torres sineiras quadrangulares à fachada principal. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas, as das capelas dispostas perpendicularmente, e de quatro águas na torre S.. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com pilastras toscanas nos cunhais, sobrepujados por pináculos piramidais terminados em bola, assentes em plintos paralelepipédicos, percorridas por embasamento de cantaria e terminadas em friso e cornija moldurada, sobreposta por beirada simples. Fachada principal orientada, flanqueada por duas torres sineiras, de cunhais apilastrados, criando três panos, a do lado S. incompleta; a igreja termina em dupla cornija, a superior mais recuada e convexa, e tabela rectangular, disposta na vertical, ornada por baixo-relevo com representação do Baptismo de Cristo, envolto em enrolamentos de acantos, definida por pilastras toscanas que suportam frontão triangular coroado por pináculo e volutas; a tabela é ladeada por pano rebocado, terminado em cornija, tendo nos extremos dois pináculos piramidais sobre plintos decorados com elementos curvos relevados, e sendo encimado por volutas. É rasgada por portal de verga recta ladeado por duas pilastras toscanas que suportam entablamento, com um dos frisos convexo, e frontão de volutas interrompido por nicho, com arco de volta perfeita ornado de cabo, albergando imagem pétrea de São João Baptista sobre mísula, enquadrada por pilastras de fuste ornado de pontas de diamante, assente em plintos com os mesmos motivos, suportando friso igual e frontão semicircular; o nicho é ladeado por duas janelas rectangulares de molduras simples, gradeadas. Torre N. de três registos separados por friso e cornija, tendo no segundo relógio circular e no terceiro, em cada uma das faces, sineira em arco de volta perfeita, com chave saliente, e terminada em cornija integrando nos cunhais gárgulas de canhão, encimada por balaustrada, com acrotério e pináculos piramidais nos cunhais, e cobertura cónica de cantaria, coroada por bola e cruz de ferro. A torre S. possui apenas registo e meio. Fachadas laterais com a nave rasgada por quatro janelas rectangulares jacentes, com molduras de capialço, sobre as capelas salientes, intercaladas por estreitas sacristias, tendo igualmente pilastras nos cunhais terminadas em pináculos piramidais, remates em friso e cornija e cada uma das empenas coroadas por cruz latina de cantaria sobre plintos; quase todas as capelas são rasgadas por um ou dois vãos rectangulares, por vezes jacente, com molduras de capialço, ou em óculo recortado, e têm gárgulas de canhão; algumas têm ainda brasões de família. Fachada posterior da capela-mor cega e terminada em empena, coroada por cruz sobre plinto côncavo, a sacristia N. de dois pisos, rasgada por porta de verga recta moldurada e duas janelas, uma delas de capialço, e a sacristia S. com porta de verga recta também moldurada. INTERIOR com paredes rebocadas e pintados de branco, a nave com embasamento de granito e pavimento de cantaria no sub-coro e capelas laterais e com taburnos de madeira e guias e granito no restante. Coro-alto assente em arco abatido, sobre pilastras toscanas, com guarda em talha policroma, de balaústres planos, decorados por acantos e flores na face virada à nave e lisos na face interna, intercalados por três acrotérios igualmente decorados de acantos; é acedido de ambos os lados por porta de verga recta moldurada e, ao centro, possui grande órgão. No sub-coro, ladeiam o portal duas pias de água benta cilíndricas gomadas; tecto do sub-coro com caixotões de talha, pintados com motivos fitomórficos formando cercadura, com florões nos encontros, e assente lateralmente em quatro amplas mísulas pintadas com marmoreados fingidos; guarda-vento de madeira, com portas envidraçadas, contendo vidros policromos a imitar vitral. No lado do Evangelho, abre-se baptistério, em arco de volta perfeita, interiormente com abóbada de berço e albergando pia baptismal cilíndrica, gomada, sobre pé decorado na base por acantos bastante relevados; no lado oposto tem vão simétrico em arco de volta perfeita fechado parcialmente, e onde se abre porta de verga recta. Lateralmente abrem-se quatro capelas profundas, duas de cada lado, em arco de volta perfeita assentes em pilastras toscanas, molduradas, encimadas por janelas rectangulares jacentes, colocadas nos interstícios dos arcos; interiormente têm cobertura em abóbada de berço e albergam retábulos de talha. Sensivelmente a meio da nave, entre as capelas, dispõe-se, do lado do Evangelho, tribuna sobrelevada, inserida num arco semelhante aos das capelas, com guarda em balaustrada de madeira, tendo inferiormente porta de verga recta, conduzindo a corredor de acesso à tribuna, com pavimento integrando várias lápides inscritas; no lado oposto e inserido num vão igual, mas parcialmente entaipado, surge púlpito de bacia rectangular, sobre consolas com acantos, guarda plena de talha dourada decorada por acantos, aves e anjos, que ao centro seguram cartela com querubim, acedido por porta de verga recta a partir da porta sob o mesmo, sobreposta por estrutura de talha formando drapeado a abrir em boca de cena, encimada por baldaquino de talha dourada, com branbrequim de borlas, coroado por dois anjos músicos de vulto e estrutura de talha piramidal encimada por São João Baptista menino. Arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras toscanas almofadadas, ladeado por dois dois retábulos colaterais, colocados de ângulo, em talha dourada, de planta côncava e um eixo. Cobertura em falsa abóbada de arestas, de madeira, de cinco tramos, de nervuras decoradas e pintadas, e assente em mísulas decorados por acantos e querubins, igualmente pintadas. Capela-mor com azulejos de padrão policromo formando silhar, pavimento de granito e cobertura igual à da nave, de três tramos, assente em mísulas com querubins e fénices; sobre o supedâneo, de três degraus centrais, surge o retábulo de talha dourada, de planta côncava e três eixos, definidos por quatro colunas torsas, decoradas com pâmpanos, aves e anjos, assentes em consolas ornadas de anjos atlantes e acantos, e de capitéis coríntios, duas pilastras interiores, ornadas com acantos, aves e um anjo, e duas meias pilastras exteriores, que se prolongam no ático em igual número de arquivoltas, as torsas decoradas com pâmpanos e sobrepostas por elementos volutados em talha, e duas outras planas, uma delas côncava, com acantos e cartelas, e a interior com querubins, unidas no sentido do raio, com anjos atlantes e cartelas com querubins; no fecho possui cartela recortada, pintada com bandeira do Agnus Dei, com dois anjos segurando coroa; ao centro, abre-se tribuna, em arco de volta perfeita, interiormente decorado com apainelados de acantos, cobertura em falsa abóbada de cruzaria, em talha, com florão central, albergando trono expositivo, de seis degraus facetados, de talha bege e dourada, decorada com estrelas e festão; os eixos laterais são côncavos, decorados de acantos, sobrepostos por mísulas com três anjos atlantes, suportando imaginária encimada por baldaquino circular com anjos num esquema piramidal; banco com apaineladeos de acantos, integrando ao centro sacrário com Cristo relevado na porta, envolta de acantos enrolados, anjos, querubins e, no topo, dois anjos segurando uma coroa; sotobanco com apainelados de acantos e cartelas, com putti, anjos vestidos à romana e figuras hibridas. Altar paralelepipédico com frontal de corado de apainelado de acantos, anjos, aves e, ao centro, dois anjos segurando cartela com Agnus Dei. Nas paredes laterais, abrem-se dois arcos de volta perfeita para as capelas, sendo a do lado do Evangelho dedicada a Santo António e a da Epístola a Nossa Senhora Dores. Sacristia do lado da Epístola com pavimento policromo de padrão geométrico, tecto de madeira plano, dois armários embutidos e amplo arcaz com gavetas entalhadas decoradas com acantos enrolados e cartela central; tem ainda lavabo de espaldar rectangular, terminado em friso e cornija, e decorado com bica carranca zoomórfica, envolta em elementos fitomórficos, encimada por reservatório em abóbada gomada; bacia ovalada, de bordo curvo. A sacristia do lado do Evangelho tem as mesmas características, mas é mais pequena; o lavabo tem espaldar rectangular, percorrido por sulco, terminado em cornija e decorado com bica florão, encimado por reservatório gomado e a bacia ovalada e gomada.

Acessos

EN. 101, Largo da Alameda

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910

Enquadramento

Urbano, isolado. Implanta-se numa plataforma sobranceira ao casario da vila, inserida num adro adaptado ao declive do terreno, com escada lateral e frontal, esta com guarda plena de cantaria, terminada em friso e capeada a cantaria, ritmada por plintos paralelepipédicos coroados por elementos galbados. Junto à fachada lateral esquerda erguem-se os Paços do Concelho (v. PT011606160046), e junto a essa e à fachada posterior existe parque de estacionamento automóvel. Nas imediações, erguem-se a casa nobre do Correio-Mor (v. PT011606160048), a Casa de Farias (v. PT011606160084) e a Casa na Rua Diogo Bernardes nº 9 - 21 (v. PT011606160115).

Descrição Complementar

A CAPELA DE SÃO BENTO, a primeira do lado do Evangelho, apresenta supedâneo, acedido por três degraus, com frontal almofadado inscrito; na do lado do Evangelho reza A COSTA HOC TVMVLATVR COREIA, ASPICE, BVSTO GONDICAIVVS AVIS, CONDITVS IPSE PROBIS OBITAN DOM 1680; na inscrição do lado da Epístola: HOC IACETA CASTRO ET COSTA ELLISABETHA SEPVLCHRO SANCVINSTVA EVLGENS REGIBVS ORTA RVI.. ODITA ..DOM L66... Retábulo em talha policroma a marmoreados fingidos, verde, bege, rosa e dourado, de planta recta e um eixo definido por duas pilastras de fuste liso e duas colunas de terço inferior canelado e capitéis coríntios, estas coroadas por urnas sobre plintos; ao centro possui nicho em arco de volta perfeita, moldurado, interiormente pintado com flores e albergando imagem; ático em espaldar curvo, decorado com almofada geométrica e sobreposto por festões fitomórficos, terminando em cornija denticulada, de fecho saliente, e acantos vazados; banco de apainelados decorados com elementos fitomórficos e altar tipo urna com frontal decorado de cartela central e motivos vegetalistas. Ladeiam o retábulo duas lápides com brasão de família, policromo, envoltos em paquife e com a inscrição ARCAE, HOC STEMA GENVS RIMAEVVM NOBILE PANLIT DELICET COSTAS OMNIBVS OMNE DE CVS (Evangelho) e ADICATEI CASTROS HINCIND.. EST INCLITA PROLES SIC MAIORATVS SIT RIBAE TVVS 1657. Na parede do lado da Epístola, abre-se nicho de alfaias, interiormente com arco de volta perfeita. A segunda capela deste lado, possui retábulo de talha policroma a branco, azul e dourado, de planta recta e um eixo, definido por duas colunas de fuste decorado com anel fitomórfico inferior, assente em mísulas com anjos atlantes, e de capitel coríntio, dispostas à frente de pilastras, que se prolongam pelo ático numa arquivolta, sobreposta por fragmento de cornija com voluta e tendo cartela recortada na chave; lateralmente duas pilastras sustentam espaldar, terminado em cornija contracurvada interrompida com voluta, lambrequim e cartela central; ao centro apresenta nicho pouco profundo pintado com firmamento, e imagem sobre ampla mísula. Altar paralelepipédico com frontal seccionado em painéis. A CAPELA DO ESPÍRITO SANTO (1ª Epístola) possui sobre o supedâneo, acedido por três degraus, retábulo em talha policroma a branco e dourado, de planta recta e três eixos, definidos por quatro pilastras exteriores, decoradas com motivos fitomórficos e concheados, assentes em altos plintos com os mesmos motivos, e duas colunas de fuste decorado com conheados assentes em plintos com volutados e concheados e de capitéis de inspiração coríntia; ao centro, abre-se tribuna de perfil recortado, com a moldura e chave sobreposta por concheados, sendo interiormente pintada com representação das Almas e, superiormente, São Miguel, segurando a balança, ladeado pela inscrição CAPELA DO ESPÍRITO SANTO INSTITUÍDA POR D. ISABEL GONÇALVES DA COSTA 1598; nos eixos laterais surgem apainelados, delimitados por friso, inferiormente com mísulas volumosas com concheados, sustentando imaginária, e superiormente com concheados; ático adaptado ao perfil da cobertura em espaldar decorado com fragmentos de cornija, consolas laterais, concheados e cartela central; banco e sotobanco com apainelados ornados de concheados, tal como o frontal do altar, tipo urna. No pavimento existe capela com a inscrição SEPULTURA DE F_______ 1546. A segunda capela do lado da Epístola, actualmente dedicada a São José, possui retábulo de talha policroma a branco e dourado, de planta recta e um eixo definido por duas pilastras decoradas por motivos lanceolados, que se prolongam no ático numa arquivolta, sendo interiormente pintado com flores e glória de querubim e albergando imagem sobre mísula; banco com apainelados geométricos. Altar paralelepipédico com frontal possuindo monograma AM central coroado. Retábulos colaterais de talha dourada, de planta côncava e um eixo definido por duas finas pilastras decoradas por acantos enrolados, assentes em plintos com a mesma decoração, e duas colunas torsas, ornadas de anjos, aves e pâmpanos, assentes em mísulas com acantos e anjos atlantes, e de capitéis coríntios, as quais se prolongam no ático, em duas arquivoltas, com a mesma decoração e cartela central no fecho, pintadas com o monograma IHS (Evangelho) e AM (Epístola); estas são enquadradas por duas consolas que suportam arquitrave e o remate em espaldar recortado, ornado de acantos, coroado por anjo músico, ladeado por dois outros anjos músicos assentes em globos pintados com o firmamento; ao centro, abre-se nicho em arco de volta perfeita interiormente com apainelados de acantos enrolados, cobertura em cúpula semelhante e albergando imaginária; banco de apainelados de acantos integrando ao centro sacrário igulamente decorado de acantos e anjos. Altar paralelepipédico de frontal ornado de acantos e cartela central, marcando sanefa e sebastos, com acantos e anjos. CAPELA DE SANTO ANTÓNIO (3ª Evangelho) interiormente com faixa pintada a cinzento, cobertura em falsa abóbada de berço, pintada com cartela circular central contendo livro, cruz e rosário; sobre o supedâneo, com frontal almofadado, possui pequeno retábulo de talha policroma a branco, azul e dourado, de planta recta e um eixo, definido por duas pilastras almofadadas que se prolongam em arco de volta perfeita, sendo interiormente pintado a azul celeste e albergando imaginária; banco com apainelado contendo cartelas rectangulares; altar paralelepipédico com frontal pintado com motivos lanceolados. CAPELA DE NOSSA SENHORA DAS DORES (3ª Epístola) com paredes revestidas a azulejo de padrão de massaroca de pintinhas, e coberta por falsa abóbada de berço, pintada ao centro por florão fitomórfico; sobre supedâneo de quatro degraus, dispõe-se o retábulo de talha policroma a bege, azul e dourado, de planta recta recta e um eixo definido por quatro pilastras, as exteriores decoradas com cartelas, motivos fitomórficos e concheados, assentes em altos plintos com os mesmos motivos, e as interiores com apainelado terminado em falso frontão recortado com elementos vegetalistas e festão, tendo fronteiro, sobre mísula, imaginária, e duas colunas de fuste decorado com concheados, assentes em plintos galbados, igualmente com concheados e elementos fitomórficos, e de capitéis coríntios; ao centro, abre-se tribuna de perfil curvo com moldura decorada com concheados, cerrada por tela com pintura da Última Ceia; ático adaptado ao perfil da cobertura, com fragmentos de frontão, tabela rectangular definida por pilastras com concheados, tendo sobre a tribuna baldaquino com chave relevada e sendo encimada por dois anjos, apainelados de concheados, e cartela central recortada; banco de apainelados de concheados, integrando ao centro sacrário tipo templete, decorado com anjos e elementos volutados. Altar paralelepipédico com frontal envidraçado, contendo imagem de Cristo Morto.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

CARPINTEIROS: Bento Brandão (1718); Francisco Costa (1718). EMPRESA DE RESTAURO: Conservar e Inovar, Ldª ( 2005). ENGENHEIRO: Manuel Pinto Villalobos (1714). ENTALHADOR: Miguel Coelho (1723). MESTRES: João Taveira (1700); Miguel Jorge (1700); Pascoal de Araújo (1700). ORGANEIROS: E.F. Walcker (1907); Pedro Guimarães (2002). PEDREIROS: Domingos Alvares (1746); Domingos Francisco de Carvalho (1746); Domingos Martins (1745); Domingos Rodrigues Torres (1738); Estêvão Moreira (1728); João Alvares (1701); José da Silva Matos (1742); Manuel da Costa (1728, 1742); Manuel Luís (1728); Manuel Rebelo (1718); Pascoal Fernandes de Lima (1731). PINTOR: Domingos José Pereira (1786). RELOJOEIRO: Caetano Almeida de Castro (1746).

Cronologia

1443, 21 Dezembro - primeira referência à Igreja nas "Matriculas de Ordens"; 1446, 12 Setembro - D. Afonso V faz apresentação do seu capelão Vasco Gil para reitor da Igreja de S. João de Ponte da Barca; séc. 16 - início das obras, para as quais concorreram as principais famílias do concelho; construção da capela dos Donatários; 1544 - data da lápide dos fundadores da capela dos Barretos; 1546 - data de uma das sepulturas no pavimento da Capela do Espírito Santo (a 1ª da Epístola); 1566, princípios - conclusão da capela de Santa Catarina (Epístola); 1592 - conclusão da capela do Espírito Santo, erigida pela viúva D. Isabel Gonçalves da Costa; 1598 - data inscrita no painel do retábulo da capela do Espírito Santo, assinalando a sua instituição;1626, antes - conclusão da capela de São Gonçalo; 1651- obrigação e licença para se rezar missa na capela de Santa Catarina, a favor de Gonçalo da Costa e sua mulher Isabel de Castro da Costa; 1656 - Gonçalo da Costa Correia e mulher doaram um campo à recém fabricada capela de Santa Catarina de Sena; 1657 - data de uma das lápides na capela de São Bento (1ª do Evangelho); 1663 - sepultamento do Cónego João Gomes Taveira na capela que mandara erguer; séc. 17, 2ª metade - confraria do Santíssimo Sacramento erigiu capela graças à herança do cónego João Gomes Taveira; invasão do exército espanhol deixa a matriz em tal estado que o culto foi transferido para a Misericórdia; 1680 - data de uma das lápides da primeira capela do Evangelho; 1690, 20 Julho - D. Pedro II concede, pelo prazo de 5 anos, autorização para o lançamento de tributo de cinco reis em cada alqueire de sal, vendido na vila e concelho, para a reconstrução da igreja; 1695 - licença renovada por mais 5 anos; 1696 - falecimento do Arcebispo de Braga, D. José de Meneses, irmão do Donatário de Ponte da Barca, deixando 850$000 para as obras; 1698 - confraria de Nossa Senhora do Rosário manda fazer pendão de damasco branco (12$600), o painel da Senhora para o pendão (de feitio em madeira e estofo 3$600) e 6 estampas de prata para os oficiais que serviam anualmente (7$260); 1700, 3 Dezembro - contratação de Pascoal de Araújo, Miguel Jorge e João Taveira, moradores na freguesia de Nogueira, para cortarem pedra do monte dos Lírios, para as obras da igreja, recebendo 53$000 ($070 por cada carro de pedra); 1701, 9 Agosto - João Alvares, pedreiro da obra da igreja, morador na freguesia do Sopo, recebeu de João Rodrigues da Cunha 12$000, por ordem do mestre-de-obras e dos deputados da obra da igreja; 1702 - obrigação à fábrica da capela de São Francisco Xavier a favor de João de Araújo da Costa, da vila da Barca, que pede licença para a fazer; 1703 - as obras decorriam muito lentamente; 1709, 3 Julho - referência ao altar privilégiado de São João Baptista; a confraria do Senhor tinha obrigação de dizer anualmente 3 ofícios; 1710 - obrigação à confraria de Nossa Senhora da Conceição a favor dos oficiais e Irmãos que pediam licença para fazerem capela para venerarem a Santa; 1713 - Inventário da Fábrica da Confraria de Nossa Senhora do Rosário; 1714, Junho - projecto da nova igreja pelo engenheiro Manuel Pinto Vilalobos (19:200$000); 1715, 29 Outubro - Mestre de campo Rui Gomes de Abreu e esposa, D. Berta de Castro Correia, doaram bens à capela de São Gonçalo; 1717, 9 Março - a comissão encarregada das obras contrai empréstimo de 200:000$000 com a Misericórdia para as obras; 1718, 11 Janeiro - ajuste da obra de carpintaria da igreja, nomeadamente, do forro, que deveria ser feito em castanho, com o carpinteiro Bento Brandão, morador na freguesia de São Martinho de Castro, e com Francisco Costa, da freguesia de Vila Nova de Muía (150$000), devendo a obra finalizar no prazo de 5 meses; 7 Novembro - ajuste da reforma da capela-mor entre o abade da vila, Bento Aranha de Oliveira, e o pedreiro Manuel Rebelo, de São Salvador de Moreira, asssistente em Ponte da Barca, para condizer com o corpo da igreja que se executava (60$000); 1719 - a confraria de Nossa Senhora do Rosário mandou forrar o seu altar ($240), assentar o retábulo da Senhora por um ensamblador e 2 ajudantes, fazer novo altar por pedreiro e um frontal entalhado em madeira (12$000); entregou ao dourador do retábulo 6$593; 8 Agosto - na visitação, referem-se as capelas de Santo Amaro, Santo António, São Bartolomeu e Nossa Senhora da Conceição, as quais deviam ser concluídas; 1720 - douramento do frontal da confraria de Nossa Senhora do Rosário (16$800); construção da sacristia do Santíssimo; 1721, 20 Novembro - era necessário pintar por fora uma das capelas de Santo António e São Bartolomeu, que estavam "indecentes" e mandar empedrar ou assoalhar o presbitério; 1723, 6 Agosto - o visitador, Arcebispo de Braga D. Rodrigo de Moura Teles, constatou o estado de ruína da igreja, não tendo havido evolução desde 1717; assim, recomenda o reinício das obras da igreja e capelas e execução do retábulo-mor de acordo com planta do entalhador Miguel Coelho; determinou que se devia levantar o forro da capela-mor, para maior expedição das águas e fazer novo madeiramento, conforme a planta; na capela de São Bartolomeu devia ser feita uma nova imagem do santo, de vulto, enterrar-se a antiga, e reformar a pintura do frontal; manda pôr em execução um tributo para as obras; 10 Agosto - ajuste da obra do retábulo-mor, tribuna e sacrário com Miguel Coelho, residente em Braga (390$000), devendo a obra ser concluída em Maio de 1724; 1724, 24 Novembro - imposto sobre os bens comestíveis para as obras do altar-mor e do corpo da igreja, a ser pago pela nobreza e povo; 1725, 2 Novembro - a igreja estava em "ruína", chovendo no seu interior; 1726, 21 Novembro - determina-se em Visitação as obras das paredes, forros, vidros e a necessidade de dar continuidade às obras da capela-mor, mandando executar o retábulo; 1727 - feitura do forro da capela-mor; 1728, 23 Maio - encarregam-se os pedreiros Manuel Luís, Manuel da Costa e Estêvão Moreira da construção da torre N. (700$000); 1729, 23 Julho - determina-se na Visitação que fosse dada posse ao administrador da Capela de Nossa Senhora da Piedade para dar cumprimento às obras da mesma; o administrador do Espírito Santo devia mandar fazer a sua capela e o da capela de São Gonçalo devia mandar colocar um novo missal e fazer as galhetas; 1730, 5 Setembro - o administrador do Espírito Santo ainda não tinha dado início às obras da capela; 1731, 29 Junho - ajuste da obra da capela do Espírito Santo e Santa Rita, por iniciativa da confraria do Espírito Santo de Vila Nova de Muía, com o pedreiro Pascoal Fernandes de Lima, morador na freguesia de Moreira de Lima (540$000); 27 Agosto – as obras da capela do Espírito Santo ainda não tinham começado, e as das capelas de São Sebastião e Senhora da Piedade haviam sido iniciadas pelos seus administradores; 1732 - data na peanha do nicho da fachada principal; 1734, 3 Fevereiro - visitador refere a grandiosidade da Matriz e estar bem paramentada; 1735, 21 Julho - os administradores das capelas não haviam dado cumprimento às obras das mesmas, pelo que se lhe atribuiu o prazo de um ano para as concluir, sob pena de sequestro dos bens dos administradores; 1736, 17 Outubro - o visitador regista o asseio e limpeza da igreja, proíbe empréstimos de paramentos da confraria do Santíssimo e recomenda o douramento da tribuna; 1738, 24 Agosto - ajuste da obra da empena da fachada com o pedreiro Domingos Rodrigues Torres, natural da freguesia de Balugães, Barcelos (160$000), devendo aproveitar o antigo painel de pedraria representando o orago e colocar imagem no nicho, concluindo a obra em 7 meses; 1743, 30 Junho - os oficiais da confraria do Espírito Santo e Santa Rita, da Igreja de Vila Nova de Muía, pretendiam colocar no sacrário da capela de Santa Rita, uma relíquia autenticada da dita santa, doada pelo reverendo Gonçalo Leitão; 2 Setembro - o administrador da capela do Espírito Santo recebe ultimato do visitador para terminar as obras da capela até à próxima visita, sob pena de sequestro dos seus bens; recomendação ao donatário da vila para que as obras das capelas da Matriz fossem concluídas, num um ano, por prejudicar o cumprimento dos compromissos religiosos, tal como as missas rezadas e cantadas; 1744, 13 Abril - o provedor da Misericórdia propôs à confraria do Santíssimo Sacramento da Matriz a execução de um sino para colocar na torre da matriz, concorrendo a Misericórdia com 100$000; o sino pesaria 50 arrobas e tocaria todas as funções da Misericórdia; 19 Novembro - visitador proíbe empréstimo do pálio da confraria do Santíssimo, manda fechar uma porta de acesso da Capela de Nossa Senhora da Conceição a uma casa particular e dava o prazo de 3 meses para a conclusão das obras das capelas da igreja; 1745 - douramento do altar da Confraria de Nossa Senhora do Rosário, cujo total orçou em 60$000 ou 70$000; 15 Março - ajuste da obra de reedificação da capela do Senhor com o pedreiro Domingos Martins, da freguesia de Santiago de Poiares, Barcelos (130$000), determinando-se a sua conclusão para Setembro; 26 Outubro - visitador refere a Matriz em bom estado de conservação, 2 capelas não cumpriram o que havia sido capitulado, pelo que recomenda o sequestro das rendas dos seus administradores, até 200$000 a ser aplicados nas obras; mandou o administrador da capela do Espírito Santo executar as obras das paredes da capela e retábulo adequado ao templo, sob pena de sequestro dos bens; considerou que o arco entre a capela do Santíssimo e a de São Gonçalo, administrada por António José Pimenta, necessitava de altas grades de ferro para impedir a passagem entre as capelas; 1746 - remissão de 11$000 para a obra do altar de Nossa Senhora do Rosário; 5 Março - contrato entre o procurador do Senado da Câmara e o relojoeiro Caetano Almeida de Castro, morador na R. de Santo André, em Braga, para a execução do relógio da igreja (57$600), devendo ser assente no prazo de 3 meses; 24 Setembro - ajuste da obra da capela de Manuel Vicente da Costa Pereira Calheiros e sua mulher com os pedreiros Domingos Francisco de Carvalho e Domingos Alvares, naturais de Balugães, (148$000), devendo a obra iniciar em Outubro e terminar em Maio do ano seguinte; 1749, 8 Junho - visitador refere a Confraria do Sagrado Coração de Jesus, instituída pelos padres missionários; 1751, 9 Setembro - o visitador descreva a capela-mor ricamente pintada e dourada, polida, luzidia e asseada e a sacristia com os paramentos necessários; mandou que os oficiais da Confraria do Santíssimo fizessem dois anjos tocheiros, de boa estatura, bem pintados e estofados no prazo de um ano; mandou os fregueses executarem dois confessionários novos e colocá-los no corpo da igreja, devendo-se concluí-los no prazo de 6 meses; mandou reformar e fazer obras de fundo na capela de Nossa Senhora dos Prazeres, administrada por António José Pimenta; na capela de São Bartolomeu deviam ser feitas as obras da base para sustentar a imagem do Santo; na de Santo Amaro, administrada por António Faria Borges, devia-se pintar exterior e interiormente, pintar o retábulo, reformar o supedâneo, forro e telhados, no prazo de um ano; 1754, 10 Julho - os oficiais da Confraria do Santíssimo não executaram os anjos tocheiros, tendo o prazo de 8 meses para o fazerem; 1761, 23 Setembro - segundo o visitador, a capela administrada por Manuel Vicente da Costa Pereira tinha apenas paredes e tecto, sem retábulos e restantes alfaias necessárias às missas, sendo ordenado ao administrador que regularizasse a situação em 4 meses; na capela de Santa Cataria, o administrador Leonel de Abreu Lima, devia cobrir a pedra do cerco com pano de linho e fazer outra porta de entrada no prazo de 3 meses, sob pena de 3$000 de multa; o administrador da capela de São Gonçalo, o mesmo da capela de Nossa Senhora da Ponte, deveria mandar reformar a pintura do retábulo e pintar o tecto da capela e frisos, também em 3 meses, sob multa de 3$000; 1763, 2 Julho - não tendo sido feitas as obras na capela do Espírito Santo, o visitador determina o sequestro dos bens do administrador; 1765, 20 Outubro - manda-se retelhar a igreja, rebocar a torre, reformar o forro da igreja e colocar em todos os altares uma imagem de Cristo crucificado; 1768 - Manuel Rodrigues Lima oferece os anjos da capela-mor; 1776 - feitura de uma imagem de Cristo para o altar da confraria de Nossa Senhora do Rosário ($360) com cravos, colocados por um ourives ($100); talvez devido a um raio, a torre ficou muito fendida; 1777 - Confraria de Nossa Senhora do Rosário mandou pintar duas imagens da Senhora e o painel da bandeira da confraria (2$800) e comprou dois resplendores de prata e coroa nova (1$440); 2 Julho - visitador manda reformar a torre, degradada; 1786, 29 Março - os inspectores da obra da igreja, o mestre de campo Francisco Pereira de Castro e Melo, o reverendo André Pinto da Cunha e António Luís da Costa Barbosa ajustaram a pintura da igreja com o pintor Domingos José Pereira, morador na R. de Santo André, em Braga (590$000); incluía o douramento dos rompantes e quartelas, a ouro brunido ou a óleo, na capela-mor os altos seriam dourados e os baixos pintados a tinta fina; a pintura deveria incidir no arco triunfal e frestas; deveria ser concluída no prazo de um ano; 1793, 20 Maio - visitador refere a necessidade de reformar a imagem de São Bento e São Bernardo do altar de São Gonçalo, reformar a imagem de Santa Luzia e reparar a de Santo Amaro na capela de São Bartolomeu; 1799, 5 Julho - o visitador determinou a reforma das portas da capela de Santo Amaro, das frestas e conserto do retábulo; 1802, 12 Novembro - visitador refere o estado de degradação das capelas particulares da igreja, impondo-se o prazo de 6 meses para executarem as obras necessárias, para evitar que as chuvas continuassem a degradar o interior da igreja; 1806, 7 Novembro - o visitador ordena aplicação de pena de 1$000 ao administrador da capela de São Bartolomeu por não ter feito as obras ordenadas e aplicar aos administradores das outras capelas a multa de $500 por não terem feito as obras; manda reparar com urgência a torre S. da igreja por ameaçar ruína; 1812, 29 Agosto - o visitador recomenda a colocação de grades na entrada do arco da capela do Santíssimo; as obras nas capelas capituladas em 1802 e 1806 ainda estavam por cumprir; o visitador volta a recomendar que na capela do Espírito Santo se colocasse uma porta do lado da Epístola para maior segurança da igreja, que se reparasse o telhado da capela de Nossa Senhora da Piedade, na de São Sebastião se colocasse um novo retábulo e na de Santa Cataria se colocasse igualmente um novo retábulo, vidros nas frestas, conserto dos taburnos do pavimento, caiação do interior da capela e pintura das grades de ferro; 1816, 1 Setembro - visitador determina o novo madeiramento da capela-mor e reparação do soalho da sacristia; ordena a demolição da capela de Santo Amaro; 24 Setembro - construção de cruzeiro no local onde se implantava a capela de Santo Amaro; 1822, 29 Agosto - muitas capelas ainda não tinham concluído as obras recomendadas; visitador recomenda fazerem-se grades de ferro para a capela do Santíssimo; 1832, 7 Setembro - legado de 12$800 à confraria do Santíssimo, para aquisição de castiçais; 1837, 24 Agosto - ofício da Junta da Paróquia pedindo que as confrarias erectas na freguesia contribuissem para as despesas da paróquia; o conselho deliberou que a Junta da Paróquia remetesse os orçamentos na forma legal, não incluindo no mesmo a despesa do pároco; 1842, Junho - Misericórdia comparticipa com 35$000 para as obras da matriz; 1843, 6 Maio - requerimento da confraria do Santíssimo solicitando autorização para várias obras, propondo para as mesmas o capital de 84$000 dado a juro do seu rendimento no ano de 1841; 1901, 20 Dezembro - recomendação à comissão fabriqueira da Matriz para essa se esforçar a concluir as obras na igreja; 1908 - compra de órgão por meio de subscrição; 2000 - estabelecimento de Protocolo entre o Departamento de Engenharia Civil, Secção Estruturas, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e a DREMN no âmbito do qual se desenvolveram diversos estudos sobre o estado estrutural de monumentos e edifícios classificados; estudo de consolidação de três arcos de coro-alto no âmbito deste protocolo e onde se integrava o do Ponte da Barca; 2005 - elaboração da Carta de Risco do imóvel.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes.

Materiais

Estrutura de cantaria de granito, rebocada e pintada; elementos estruturais, pilastras, frisos, cornijas, pináculos, cruzes das empenas, molduras dos vãos, pia de água benta, pias baptismais, lavabos, e outros elementos em cantaria de granito; retábulos de talha dourada e policroma; guarda-vento, portas e caixilharia de madeira; silhares de azulejos; pinturas murais; pavimento em lajes de granito, em taburnos de madeira e guias de granito na nave e cerâmico nas sacristias; tecto em apainelados de talha, pintados, e madeira; cobertura de telha; grades de ferro; caleiras de zinco.

Bibliografia

LEAL, Augusto Soares d'Azevedo de Barbosa Pinho, Portugal Antigo e Moderno, vol. 7, Lisboa, 1876; COSTA, P. Avelino de Jesus da, Igreja Matriz in O Povo da Barca, 45 Ano, nº 31, 24 Ag. 1944, p. 7 - 8; AURORA, Conde d', Roteiro da Ribeira Lima, Porto, 1959; s.a. Guia de Portugal, vol. 4, Lisboa, 1965; Comissão de Planeamento da Região Norte, Inventário Artístico da Região Norte-II, série Estudos Regionais, nº 3, Ponte da Barca, 1973; ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, Alto Minho, Lisboa, 1987; ALMEIDA, José António Ferreira de, Tesouros Artísticos de Portugal, Porto, 1988; SOROMENHO, Miguel, Manuel Pinto de Vilalobos da Engenharia Militar à Arquitectura, Dissertação de Mestrado em História da Arte Moderna, vol. 1, U.N.L., 1991; BONSOFÍCIOS, Intervenção nos Tectos da Capela-mor, Nave e Balaustrada do Coro-alto da Igreja Matriz de Ponte da Barca, Lisboa, 2002; COSTA, Anibal, ARÊDE, António, MATOS, Domingos Silva, COSTA, Cristina, PAUPÉRIO, Esmeralda, Intervenção nos arcos do coro-alto da Igreja Matriz de Ponte da Barca e Igreja do Pópulo, Braga, in Monumentos, nº 17, Lisboa, 2002, p. 18 - 123; Relatório dos Trabalhos de Acompanhamento Realizados pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, ao Abrigo dos Protocolos com a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (1997 - 1999) (2001 - 2002), (Universidade do Minho), Braga, 2002; CARDONA, Paula Cristina Machado, A actividade mecenática das confrarias nas Matrizes do Vale do Lima nos séc. XVII a XIX, vol. 3, Porto (Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Departamento de Ciências e Técnicas do Património), 2004.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN, Carta de Risco

Intervenção Realizada

1732 / 1733 - restauro da capela do Santíssimo Sacramento; 1742, 25 Agosto - remate da obra do pátio da igreja, feita pelo Senado da vila e conserto do arco do coro-alto pelos pedreiros Manuel da Costa e José da Silva Matos, morador na R. dos Remédios, em Braga (510$000); 1808, 21 Novembro - obras na torre sineira S.; DGEMN: 1969 - Trabalhos de conservação em consequência do abalo sísmico que abalou a igreja, já muito degradada; 1971 - Limpeza dos telhados; 1972 - Reconstrução dos telhados; 1974 - Reconstrução total das coberturas da nave central e colaterais; 1978 - Consolidação do parapeito; 1985 - Trabalhos de conservação; 1986 - trabalhos diversos de conservação; 1987 - Reparações diversas; 1989 - Trabalhos de beneficiação na sacristia; 1991 - trabalhos de beneficiação na sacristia; 1996 - obras de beneficiação das coberturas das construções anexas ao corpo principal da igreja, incluindo tratamento de juntas dos coroamentos e limpeza de granitos dos paramentos exteriores; revisão de coberturas de rufos e caleiras da nave e capela-mor; tratamento das gárgulas; 1997 - obras de conservação geral: tratamento dos tectos, sancas e pinturas nas paredes das capelas laterais, colaterais e mor, assim como o arranjo dos tectos dos espaços laterais entre as capelas colaterais; arranjo dos muros de suporte da escadaria; consolidação, reboco e pintura dos muros; na fachada principal colocação de vidraça num dos vãos, limpeza de cantaria; arranjo de rebocos e pintura das paredes exteriores da igreja; reparação das portas exteriores em madeira; limpeza de cantarias, reparação de rebocos e pinturas no exterior das torres; deslocação e consolidação do pedestal e cruz em pedra situada na fachada nascente da sacristia; 1999 - obras de conservação acompanhadas pelo arqueólogo Luís Fontes e desenhados por José Alfredo Barbosa; tratamento dos pavimentos; levantamento do soalho da nave, observando-se a conservação de grande parte das guias de granito e respectivos pilares de apoio, também de granitos, do pavimento original de guias e taburnos; reposição da pavimentação de guias e taburnos originais, após levantamento planimétrico; execução de novos pavimentos em soalho na capela-mor e coro, púlpitos, e em granito em dois acessos às capelas laterais; limpeza e tratamento das juntas dos pavimentos em granito; reparação das duas portas do coro e duas portas das capelas laterais; limpeza, tratamento e pintura dos rebocos das paredes do coro; 2000 - restauro da cobertura da nave: conservação do tecto policromo e dourado; limpeza e consolidação do intradorso e estrutura; fixação da polícula cromática; emassamento com massa acrílica das lacunas e físsuras e os panos com enxertos de madeira; integração cromática, com repinte dos panos e integração pontual das nervuras e mísulas; douramento pontual dos óvulos e filetes das nervuras; cobertura da capela-mor: fixação da camada cromática; emassamento com massa acrílica das físsuras; integração cromática; pintura das nervuras, filetes das mesmas, mísula; douramento das nervuras; consolidação do arco de sustentação do coro; balaustrada do coro: limpeza a seco e química; pintura das partes em madeira crua e sua posterior cobertura com base cromática idêntica à de todos os balaustres; emassamento das lacunas; pintura com as cores dos que já estavam pintados; integração das lacunas nas partes do pedestal onde existia folha de ouro, com tinta de cor semelhante; pintura da base da balaustrada com marmoreado idêntico aos das molduras dos balaustres rectangulares; na parte traseira, utilização de terra de sena, igual à existente; restauro do guarda-vento; conservação do retábulo-mor; 2001 - projecto de amarrações da fachada principal às paredes laterais da igreja, tratamento da cobertura da nave e das capelas laterais; revisão da estrutura com substituição de madeiras apodrecidas, tratamento das madeiras, execução do guarda-pó em subtelha do tipo onduline e colocação de novo material cerâmico aramado; execução de novos rufos e caleiros e beirados; revisão geral das restantes coberturas; 2002 - conservação de caixilharias dos vãos exteriores; restauro do órgão por Pedro Guimarães (Opus n.º 38); 2003 - conservação dos paramentos interiores e instalação eléctrica (em projecto); 2003 / 2004 - início da conservação dos elementos decorativos; 2004 - restauro do primeiro retábulo da nave do lado do Evangelho; 2004 / 2005 - restauro do primeiro retábulo da nave do lado da Epístola; 2005 - conservação e restauro do retábulo-mor; 2006 - conclusão da conservação do s paramentos exteriores e interiores, trabalhos de conservação das coberturas; conservação e restauro dos retábulos do Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora das Graças, e Santa Teresinha, Nossa Senhora de Fátima, Santo António e Santo Sepulcro, púlpito e arco triunfal.

Observações

Autor e Data

Paula Noé 1992 / 2008

Actualização

Agostinho Lemos e Artur Duarte 2006
 
 
 
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