Paço Episcopal de Castelo Branco / Museu Francisco Tavares Proença Júnior

IPA.00003917
Portugal, Castelo Branco, Castelo Branco, Castelo Branco
 
Paço episcopal quinhentista, com elementos barrocos e rococós, arquitetonicamente bastante simples, que possuía uma ala, demolida durante as adaptações novecentistas, construído ao longo de várias fases, resultando numa diferente composição das fachadas, a principal com dois tipos de janelas, umas simples e com falsos brincos, rematando em pequeno frontão angular, ornado por rosetão, e por janelas de sacada com molduras recortadas, encimadas por cornijas interrompidas, revelando épocas distintas de construção. É de planta retangular com ressalto formado por galeria porticada, evoluindo em dois pisos. Fachadas circunscritas por cunhais apilastrados da ordem colossal, rasgadas por janelas rectilíneas, na forma de janelas de peitoril, de sacada, na fachada principal, ou de varandim, na posterior. Possui "loggia" maneirista com três arcos plenos e colunas toscanas, que abre para os jardins e, na fachada oposta, galeria porticada rococó, com portal de lintel recto ladeado por estípides e com remate curvilíneo, tendo o alpendre definido por colunas jónicas. Salas no primeiro piso com abóbadas de aresta sustentadas ou não por colunas toscanas ou de capitel cúbico. Salas do segundo piso com tectos de masseira pintados ou não e tecto de caixotões.
Número IPA Antigo: PT020502050002
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Residencial senhorial  Paço eclesiástico  Paço episcopal  Tipo planta retangular

Descrição

Planta rectangular com ressalto no ângulo N., criando um pequeno L invertido, com disposição horizontalista das massas e coberturas diferenciadas em telhados de duas e cinco águas. Fachadas de dois pisos, rebocadas e pintadas de branco, percorridas por embasamento saliente, flanqueadas por cunhais apilastrados de origem toscanas, alguns firmados por fogaréus, rematando em friso e cornija ou em beiral. Fachada principal voltada a NO., tendo o corpo mais longo dividido em dois panos por elemento em cantaria, com os dois pisos divididos por friso, sendo o pano da esquerda rasgado por dez vãos em cada piso, de perfis rectilíneos, o inferior correspondendo a janelas de peitoril com molduras simples de cantaria e o superior a janelas de sacada com moldura recortada, criando falso frontão rematado por cornija interrompida; as sacadas de perfil recto, assentam em mísulas de cantaria e têm guardas de ferro vazadas. No lado direito, o anexo. O corpo saliente do lado esquerdo, mais elevado, é marcado por varanda alpendrada, com acesso por escadaria antecedida por portal de lintel recto, ladeado por estípites e com remate curvilíneo decorado por concheados, palmetas e volutas; o alpendre é sustentado por sete colunas com capitel jónico, assentes em duas ordens de plintos almofadados e unidas pela balaustrada que forma a guarda; para o alpendre, abrem duas janelas de peitoril com molduras a prolongarem-se inferiormente, criando falsos brincos e alteadas na zona central, criando falso frontão angular, ornado por pequena roseta, e, na face SO., portal em arco abatido com moldura recortada e frontão. Na base da escadaria, abre-se vão de volta perfeita, que acede ao interior a partir de duas portas de verga recta. O pano da esquerda é cego no primeiro piso, tendo janela semelhante às anteriores no superior. Fachada lateral esquerda virada a NE., tem, no primeiro registo, seis janelas de peitoril, rectangulares e com friso saliente, e seis janelas de sacada semelhantes às da fachada posterior. Fachada lateral direita, virada a SO., com dois panos, compostos por um registo correspondente ao segundo piso do edifício, adaptando-se ao desnível do terreno, com três portas rectilíneas e uma janela com o mesmo perfil. A fachada posterior tem, no primeiro registo, onze janelas e três portas de lintel recto e moldura simples, surgindo, no segundo, "loggia" envidraçada composta por três arcos plenos apoiados em quatro colunas toscanas, onze janelas de varandim, de lintel recto e moldura simples e duas janelas jacentes de lintel recto. INTERIOR de dois pisos, tendo, no primeiro, acesso através do corpo saliente, que integra um vestíbulo que conduz a dois compartimentos cobertos com abobadilha e a uma ampla sala que, conjuntamente com o corredor, tem um papel distributivo dos restantes espaços. No piso superior, os compartimentos apresentam lambril de azulejos de padrão geométrico, coberturas com tectos de masseira ou estucados e ornamentados com quadraturas.

Acessos

Rua Bartolomeu Costa e Largo Dr. José Lopes Dias. WGS84: 39º49'41.70''N., 7º29'39.04''O.

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto 16 junho 1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910 *1

Enquadramento

Urbano, isolado, implantado em terreno plano, delimitado por gradeamento em ferro, sendo o acesso efectuado por portal de verga recta e moldura simples, ladeado por colunas dóricas, assentes em altos plintos almofadados, e aletas, rematado por frontão curvo interrompido e encimado por pináculos, enquadrando as armas episcopais. No lado esquerdo, desenvolvem-se os jardins do Paço (v. PT020502050082) e um passadiço escalonado assente sobre três arcos e protegido por rótulas, lançado sobre a R. Bartolomeu da Costa, que ligava os jardins do Paço ao actual Parque da Cidade. Nas imediações, situa-se o Antigo convento da Graça, actual Igreja da Misericórdia (v. PT020502050045) e o Largo de São João, onde se implanta o Cruzeiro (v. PT020502050001).

Descrição Complementar

Sobre o portão principal, junto das armas episcopais, a inscrição: "Dom Nuno de Noronha, Filho de Dom Sancho de Noronha, conde de O/demira, bispo que foi de Vizeu, sendo o da / Gvarda, mandou fazer estes passos / que se comesarão em Maio /de 96 e se acabarão anno de 1598". No pedestal da estátua de São João Baptista, a inscrição: "Das mulheres não nasceu maior Homem do que S. João Baptista ao qual pregador do deserto João entre todos os mais humilde dedicou este retiro no ano do Senhor de 1725 e 13º do seu episcopado". No portão à entrada do olival, a data "1786".

Utilização Inicial

Residencial: paço eclesiástico

Utilização Actual

Cultural e recreativa: museu

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

DRCCentro, Decreto-Lei n.º 114/2012, DR, 1.ª série, n.º 102 de 25 maio 2012

Época Construção

Séc. 16 / 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTO: Pêro Sanches (atr., 1596-98), Florindo Belo Marques (1985-86). ELECTRICISTA: Mário da Fonseca (1966). EMPREITEIRO: José da Costa (1715-1725); Camilo de Amorim (1964), Manuel Lourenço Gonçalves (1985-86). EMPRESAS: Siemens (1984-85). ENGENHEIRO: Valentim da Costa Castelo Branco (1715). PINTOR: António Costa (1967).

Cronologia

1596 - 1598 - edificação do paço, destinado a residência de Inverno dos Bispos da Guarda, por iniciativa de D. Nuno de Noronha, segundo inscrição *2; foi implatado numa área de produção agrícola, tendo o prelado adquirido, para o efeito, várias hortas, vinhas, olivais e algumas casas; subsistirá, desta época, a "loggia" e algumas estruturas internas, o pátio de acesso ao paço, o pórtico e janelas; é possível que o projecto fosse da autoria de Pêro Sanches; 1608 - morte do prelado e colocação em hasta pública de certos bens pelo endividamento causado pelas obras, num total de 425$000; o processo foi empreendido pela sua cunhada e herdeira, D. Violante de Castro e visava a horta que ficava fronteira ao paço, três casas adjacentes à mesma e uma tapada com olival, junto ao Convento da Graça; para satisfazer a dívida de 120$000 deixada pelo mesmo enquanto fora prelado em Viseu, foram vendidos, o olival basto e vinha contígua; 1614, Abril - compra do olival basto e vinha em hasta pública pelo novo Bispo da Guarda, D. Afonso Furtado de Mendonça, pela quantia de 124$000; 21 Maio - compra dos restantes bens, vendidos por D. Violante de Castro, a Gaspar Correia Barreto, por 437$000, recuperando a totalidade das propriedade que tinham sido vendidas; o bispo adquiriu, ainda, a Sebastião Coelho, quatro casas destinadas a palheiro; séc. 18, inícios - execução de algumas pinturas decorativas, por ordem do bispo D. Frei Luís de Sousa; 1713 - pintura de uma tela representando o bispo D. João de Mendonça, por pintor de origem portuguesa; 1715 - 1725 - reedificação do Paço e execução dos jardins por iniciativa do Bispo da Guarda, D. João de Mendonça, segundo desenho de Valentim da Costa Castelo Branco; a cerca integrava os jardins, uma quinta de recreio que incluia horta ajardinada, coelheira, parque de caça, bosque, olival, casa de chá e o passadiço sobre o caminho público; as esculturas são feitas em granito proeveniente de Alcains; feitura de várias tapeçarias de Arras; 1715, 13 Maio - contrato com o empreiteiro José da Costa, natural de Caresende, em Torres Novas; 1717 - o bispo visita Roma, o que terá influenciado os retoques finais do projecto do paço e jardins; 1725 - execução das estátuas de São João Baptista e Maria Madalena; 1726 - execução da Cascata de Moisés; 1736 - pintura de uma tela do bispo D. João de Mendonça, por pintor de origem portuguesa, 1771 - criação da Diocese de Castelo Branco, tornando-se o Paço a residência oficial e permanente dos bispos; o primeiro bispo, D. José de Jesus Maria Caetano compra mobiliário para o Paço, alfaias de prata, estanho e vidro, porcelana chinesa, paramentos e passamenaria, tapeçarias da Flandres, quadros, estampas e livros; mandou colocar uma estátua do rei D. José e colocação da estatuária dos reis no varandim; 1782 - inventário dos bens do bispo D. Frei José de Jesus Maria Caetano, primeiro bispo de Castelo Branco,após a sua morte, avaliando o paço e os jardins em 40:000$000, revelando a existência de peças de prata, ouro, cobre, lata e estanho, anéis, salvas, faqueiros, loiça, vidros, roupas, colchas, toalhas, hábitos pontificáis, mobiliário, panos de Arras, alcatifas, reposteiros e quadros, comoos de D. José e D. Mariana Vitória, de D. Maria I e D. Pedro III, Marquês de Pombal, Cardeal Saldanha, Cardeal da Cunha e o do bispo defunto; 1782 / 1786 - remodelação do Paço, construção do denominado peristilo, da ala N. que integra o salão nobre, da capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário, por iniciativa do Bispo D. Vicente Ferrer da Rocha, segundo o risco do dominicano Frei Daniel da Sagrada Família; revestimento dos paramentos interiores com estuque polícromo, colocação de duas conversadeiras no patamar superior; mandou estucar as coberturas e efectuar a galilé; reforma das janelas da fachada norte; 1807 - hospedagem das tropas francesas; 1814 - inventário dos bens do palácio por D. Frei Vicente Ferrer da Rocha, onde consta a existência de uma maquineta com a representação de São João no deserto, na Sala Grande; 1831 - morte do último Bispo de Castelo Branco D. Joaquim José de Miranda Coutinho e início da degradação do edifício; no inventário deste, a maquineta de São João encontrava-se na Sala de Arrás; 1835 - instalação do Governo Civil de Castelo Branco no edifício; 1881 - extinção da Diocese de Castelo Branco; 1886 - o Governo Civil e Junta Geral do Distrito, instaladas no edifício, são intimadas a sair, pois o bispo pretende instalar-se no local durante as obras a decorrer no Paço Episcopal de Portalegre; 1910 - aquisição do edifício pelo Estado; venda dos anexos rústicos ao município; ocorre a criação do Museu Municipal por iniciativa de Francisco Tavares Proença Júnior, inicialmente instalado no Convento de Santo António, dotado de um acervo essencialmente arqueológico, incorporando posteriormente peças provenientes do antigo Paço Episcopal; 1911 - instalação da Escola Normal do Magistério Primário, do Liceu Nuno Álvares; 1934 / 1936 - instalação da Escola Industrial e Comercial; 1936 - demolição pela Câmara Municipal de uma varanda que permitia vista sobre a quinta, para a feitura do actual acesso; 1949 - saída do Liceu Nacional do edifício; 1955, 1 Agosto - despacho do Ministro, para que se fizesse a adaptação do piso inferior do edifício a Escola Técnica; 1958 - apeamento de uma ala que ameaçava ruína; 1964 - as instituições sediadas no edifício abandonaram-no, sendo aí instalado o Museu Regional; o jardim foi desanexado do paço, que sofreu obras de adaptação, pela DGEMN, adjudicadas pelo empreiteiro Camilo de Amorim; 1971 - inauguração do Museu Francisco Tavares Proença Júnior; 1985 / 1986 - obras de ampliação, com a construção de um anexo de piso único a O. destinado a oficina de lavores, sendo autor do projecto Florindo Belo Marques, sendo empreiteiro Manuel Lourenço Gonçalves; 1991, 09 agosto - o museu é afeto ao Instituto Português de Museus, Decreto-Lei n.º 278/91, DR, 1.ª série-A; 2005, 18 abril - proposta da DRCastelo Branco para abertura de um processo de classificação que abrangesse os jardins, a horta e o Bosque dos Loureiros, atual Parque da Cidade; 2006, 01 junho - Despacho de abertura do processo de classificação dos jardins do vice-presidente do IPPAR; 2007, 29 março - o imóvel é afeto ao Instituto dos Museus e Conservação, I.P. pelo Decreto-Lei n.º 97/2007, DR, 1.ª série, n.º 63; 2012, 11 janeiro - parecer do Conselho Nacional de Cultura a ampliar a classificação como Monumento Nacional; 2013, 05 junho - arquivamento do processo de ampliação da classificação do edifício, de forma a abranger os jardins, a horta e o bosque dos loureiros, por este se encontrar muito descaracterizado, em Anúncio n.º 200/2013, DR, 2.ª série, n.º 108; 2013, 29 outubro - publicação da abertura do procedimento de ampliação da classificação de modo a incluir o Jardim Episcopal e o passadiço, em Anúncio n.º 334/2013, DR, 2.ª série, n.º 209; 2016, 26 dezembro - anúncio de abertura do procedimento concursal para a beneficiação e conservação dos edifício, em Anúncio de procedimento n.º 8463/2016, DR, 2.ª série, n.º 246; 2017, 10 outubro - publicação do Projeto de Decisão relativo à ampliação da classificação como Monumento Nacional do Paço Episcopal de Castelo Branco, de modo a incluir o Jardim Episcopal e o passadiço, em Anúncio n.º 176/2017, DR, 2.ª série, n.º 195/2017; 2018, 18 maio - publicação da ampliação da área classificada do Paço Episcopal de Castelo Branco, passando a incluir o jardim, em Decreto n.º 15/2018, DR, 1.ª série, n.º 96/2018.

Dados Técnicos

Estrutura mista.

Materiais

Estrutura em alvenaria de granito rebocada; modinaturas, colunas e cornijas em granito de Alcains; modinaturas em calcário de Porto de Mós; pavimento em granito e em mármore de Estremoz; coberturas de madeira e estuque decorativo; guardas e grades de ferro; estruturas em betão; coberturas exteriores em telha de aba e canudo.

Bibliografia

ALMEIDA, Fernando de, Museu e Diocese de Castelo Branco, in Estudos de Castelo Branco, n.º 44, Castelo Branco, 1973; ALMEIDA, José António Ferreira de, dir., Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1980; BARBOSA, Inácio de Vilhena, As Cidades e Vilas da Monarchia Portugueza, Lisboa, 1860; BRÁSIO, António, Diocese de Castelo Branco, in Estudos de Castelo Branco, n.º 36, Castelo Branco, 1971; CARDOSO, Eloy, Apontamentos para a História de Castelo Branco, in Estudos de Castelo Branco, n.ºs 8 e 9, Castelo Branco, 1963; CARITA, Helder e CARDOSO, Homem, Tratado da Grandeza dos Jardins em Portugal, ou da originalidade e desaires desta arte, Lisboa, 1990; CASTELO BRANCO, Manuel da Silva, A Heráldica dos Bispos de Castelo Branco, in Comemorações do Bicentenário: 1771 - 1971, Castelo Branco, 1971; CASTRO, José Osório da Gama e, Diocese e Distrito da Guarda, Porto, 1902; DIAS, Jaime Lopes, Lembranças para a História do Bispado de Castelo Branco, in Estudos de Castelo Branco, n.º 36, Castelo Branco, 1971; DIONÍSIO, Sant'Ana, Guia de Portugal, Lisboa, 1984; GARCIA, Luís Pinto, D. João de Mendonça, o estudioso e o coleccionador, Castelo Branco, 1978; GIL, Júlio, Os mais belos palácios de Portugal, Lisboa, 1992; GONÇALVES, Andreia, Obras contam hisória do edifício, in Povo da Beira, 14 Março 2006; HORMIGO, José Joaquim M., A Beira Baixa vista por Artistas Estrangeiros ( séc.s XVIII-XIX ), Castelo Branco, 1983; LANDEIRO, José Manuel, Diocese da Guarda, Vila Nova de Famalicão, 1940; LEAL, Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1873; LEITE, Cristina, Castelo Branco, Lisboa, 1991; LOBO, Ernesto Pinto, Castelo Branco Antiga, Castelo Branco, 1995; Mapa de Arquitectura de Castelo Branco, Castelo Branco, 2003; MARTINS, Anacleto Pires, Esboço Histórico da Cidade de Castelo Branco, Castelo Branco, 1979; Paço Episcopal de Castelo Branco, Lisboa, DGEMN, 1966; ROXO, António, Monographia de Castello Branco, Elvas, 1891; SALVADO, António, Elementos para um Inventário Artístico do Distrito de Castelo Branco, Castelo Branco, 1976; SANTOS, Manuel Tavares dos, Paço Episcopal, in Beira Baixa, n.º 764, Castelo Branco, 1952; SANTOS, Manuel Tavares dos, Castelo Branco na História e na Arte, Castelo Branco, 1958; SILVA, Joaquim Augusto Porfírio da, Memorial Chronologico e Descriptivo da Cidade de Castelo Branco, Lisboa, 1853; SILVA, Pedro Rego da, Jardim do Paço - novos contributos para o estudo dos recreios episcopais de Castelo Branco, Castelo Branco, 2001; SILVEIRA, António, AZEVEDO, Leonel e D'OLIVEIRA, Pedro Quintela, O Programa POLIS em Castelo Branco - álbum histórico, Castelo Branco, 2003; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70390 [consultado em 14 outubro 2016].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID; DGAN/TT: Desembargo do Paço (Beira, mç. 213 e ms. 153), Chancelaria de D. Maria I (Lv. 70, fl. 112), Ordem de Cristo (Tombo das Comendas, Castelo Branco, lv. 144 e 146), Câmara Eclesiástica de Castelo Branco (ms. 2047); A. Distrital de Castelo Branco: Cartório Nacional de Castelo Branco (M. 1, L. 4 )

Intervenção Realizada

DGEMN: 1955 - levantamento do telhado e feitura de nova estrutura; instalação eléctrica; limpeza e caiação de paredes; assentamento de novos caixilhos e de vidraças; desobstrução dos esgotos; 1958 - adaptação do edifício a Escola Técnica, com obras no interior do primeiro piso, construindo-se uma divisória na arrecadação da oficina de trabalhos manuais, pavimentação do espaço em betonilha e em madeira, construção de instalações sanitárias; DGET (Direcção-Geral do Ensino Técnico): 1958 - instalação eléctrica da oficina de trabalhos manuais; DGEMN: 1963 - obras de reparação e adaptação a museu, com demolição de algumas paredes, reparação das salas dos dois pisos e restauro dos azulejos e tectos de estuque e madeira; reconstrução da cobertura; 1964 - primeira fase de toscos; reconstrução total da cobertura; demolição de anexo adossado a E.; picagem de rebocos na galeria; construção de portas almofadadas e de caixilharias de madeira; limpezas nas armações dos telhados e consolidações; regularização de paredes; 1965 - demolição de tabiques e paredes para arranjo das circulações do Museu; demolição de pavimentos em madeira e sua substituição por placas de betão para pavimentos, à excepção das salas abobadadas; demolição de anexos adossados na zona O.; picagem de rebocos interiores e exteriores; reconstrução total da escadaria interior; aplicação de rebocos em paredes interiores; restauro do tecto de madeira e reconstrução de tectos de estuque moldurados; instalação eléctrica; ampliação do patamar das escadas que ligam o Museu ao jardim; demolição da vedação do imóvel, com a montagem do portão de pedra em local distinto e feitura do gradeamento; colocação de cantarias de granito em falta, nomeadamente nas molduras das portas; 1966 - arranjos exteriores; arranjos de pormenor numa sala com tecto engamelado; arranjo de caixilhos em ferro na galeria alpendrada; instalação eléctrica adjudicado ao industrial Mário da Fonseca; conclusão dos toscos na zona pública do museu; aplicação de novos rebocos; construção de divisões interiores em alvenaria de tijolo; reparação de diversos vãos; demolição de abóbadas em tijolo na galeria; consolidação de paredes e muros; limpeza de cantarias; assentamento de lajeado em pavimentos e escadas; restauro do fogão de sala; restauro de uma fonte em cantaria adossada a uma parede; obras de acabamento, com excepção da zona ainda não intervencionada no topo E.; arranjo e consolidação de diversas cantarias; execução de escadaria interior; forro do alpendre; colocação de vidraças; assentamento de azulejo branco e tipo séc. 17 na Sala de Conferências; colocação de calçada à portuguesa na fachada posterior; transformação de portas em janelas de peitoril; 1967 - obras de acabamentos da segunda fase; limpeza e arranjo de terrenos adjacentes; construção de cornija em cantaria e arranjo de frisos nas fachadas; restauro e repregamento de tectos em madeira; continuação da instalação eléctrica; obras de toscos na zona do topo E.; desaterros; restauro de pinturas artísticas no tecto da capela executado pelo pintor António Costa; 1969 - conclusão das obras de adaptação; colocação de rotulados de madeira na passagem sobre a via pública, feitura e arranjo de vitrinas; colocação de estores e alguns caixilhos em falta; instalação eléctrica e iluminação exterior; pinturas das paredes e muros; 1971 - pequenas obras de beneficiação, com limpeza dos logradouros e limpeza do interior; pintura das paredes exteriores; 1981 - limpeza das coberturas e substituição de telhas partidas; substituição dos rebocos e pinturas exteriores; feitura de canalização para escoamento das águas pluviais; 1982 - pequenas obras de beneficiação, com pintura das grades de ferro e portão; correcção do beirado do alpendre; picagem de rebocos exteriores e reconstrução; substituição de peitoris, de caixilharias e aplicação de vidraças 1984 - início da instalação de sistema de detecção de incêndios e anti-intrusão; 1985 / 1986 - continuação da instalação de sistema de detecção de incêndios e anti-intrusão, pela Siemens; construção de um anexo, com abertura de fundações, construção, instalação de sistema de fornecimento de água e electricidade e rede de esgotos, construção de instalações sanitárias; 1987 - trabalhos complementares na envolvência e anexo; IPPAR: 1992 / 1994 - obras de remodelação do Museu: renovação interna e intervenção nos rebocos externos; 1998 - obras de intervenção.

Observações

*1 - DOF: Paço Episcopal de Castelo Branco, incluindo o Jardim Episcopal e o passadiço. *2 - deve-se igualmente a este prelado a construção do Paço e Seminário Episcopal da Guarda, no início do séc. 17.

Autor e Data

Margarida Conceição 1994

Actualização

 
 
 
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