Pelourinho de Torre de Moncorvo

IPA.00000381
Portugal, Bragança, Torre de Moncorvo, Torre de Moncorvo
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Pelourinho de pinha piramidal, ostentando elementos heráldicos. Pelourinho de que apenas subsistem dois fragmentos, um deles com as armas e coroa de Portugal e outro com a esfera armilar.
Número IPA Antigo: PT010409160002
 
Registo visualizado 159 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Tipo pinha

Descrição

Existem dois fragmentos do antigo pelourinho, um com a esfera armilar esculpida enquanto que o outro mostra as armas de Portugal. O fragmento da esfera armilar parece pertencer ao fuste enquanto que o outro pertence ao remate.

Acessos

Na sede concelhia. WGS84 (graus decimais) lat.: 41.175347; long.: -7.052119

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Em depósito na Câmara Municipal onde se encontra também o chamado Chafariz Filipino.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16

Arquitecto / Construtor / Autor

Manuel Cavaleiro.

Cronologia

1285 - D. Dinis concede foral a Torre de Moncorvo; 1512, 04 Maio - o pelourinho surgiu possivelmente na sequência do foral dado por D. Manuel I; 1704 - reconstrução com mudança de implantação "por acharem que o pelourinho que está na praça desta villa junto às grades da cadeia, está em mau sítio e sem feitio"; no auto de arrematação da mudança de local, o novo espaço descrito situa-se junto à câmara, encostado a um paredão; segundo a descrição e desenho do auto, a base teria seis degraus de aspecto rectangular; o fuste seria estriado, como uma coluna jónica, era encimado por cruz de braços iguais de provável feição zoomórfica; o remate teria (tem) as armas de Portugal e talvez a esfera armilar; obra executada por Manuel Cavaleiro, que ganhou concurso público, por 40$000; 1758, 13 Março - segundo o Manuel António de Vasconcelos nas Memórias Paroquiais, a freguesia era do rei, tinha provedor, corregedor, juiz de fora e câmara do 3 vereadores e procurador, tudo nomeado pelo rei; tinha 399 fogos e 1174 pessoas e 87 menores; séc. 20, década 30 - o pelourinho já é referido como sendo um fragmento no inventário da Academia Nacional de Belas-Artes elaborado na década de 30 (Nuno Cardoso, Pelourinhos Demolidos, 1935, p. 5 e Pelourinhos, 1935, p. 7) *1.

Dados Técnicos

Fragmentos.

Materiais

Fragmentos em cantaria de granito

Bibliografia

ANDRADE, António Júlio, Torre de Moncorvo - Notas Toponímicas, Torre de Moncorvo, 1991; CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2007; CARDOSO, Nuno Catarino, Pelourinhos Demolidos, Lisboa, 1935; Livro da Receita e da Despesa da Câmara de Torre de Moncorvo de 1704; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

*1 - este pelourinho parece ter como objectivo final a exposição em núcleo museológico.

Autor e Data

Ernesto Jana 1993

Actualização

 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login