Santuário de Nossa Senhora dos Remédios

IPA.00003737
Portugal, Viseu, Lamego, Lamego (Almacave e Sé)
 
Monte Santo, de influência italiana, filiado no Santuário do Bom Jesus de Braga (v. PT010303580024) e dedicado à Virgem, barroco, rococó e neoclássico com escadório monumental, de grande efeito panorâmico, com lanços convergentes e divergentes, animado de jarras decorativas, estátuas e fontes simbólicas, dos tipos nicho e de espaldar, com alusões sucessivas à sua iconografia nas fontes e estatuária que adornam o escadório. Apesar de planeadas várias capelas, numa aproximação ao Santuário de Bom Jesus, apenas foi construída uma, dedicada à Sagrada Família. Igreja de planta em cruz latina, com fachada principal harmónica, flanqueada por torres sineiras com coberturas bolbosas, e decoração interior rococó e neoclássica. Estrutura da nave semelhante à da Igreja de São Filipe de Nery, com os ângulos que ladeiam o arco triunfal, abaulados, o que pressupõe a presença do mesmo mestre. Fachada principal, com frontão construído posteriormente, com o objectivo de esconder a passagem de uma para outra torre, que adultera significativamente a leitura do imóvel. Nave, capela-mor, galeria dos beneméritos (antiga sacristia) e sacristia, no mesmo enfiamento, criando uma linha exterior longitudinal. Corpo da capela-mor de maior altura que o resto do conjunto, exceptuando as torres, para comportar a cúpula, não visível no exterior. Retábulo-mor de talha dourada rococó, filiado no do Mosteiro de Tibães, se bem que adaptado a um espaço mais diminuto. Parque com espécies seleccionadas enquadrada por caminhos e circundada por Estrada Nacional.
Número IPA Antigo: PT011805210019
 
Registo visualizado 1651 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Santuário  

Descrição

Santuário composto por grande escadório, disposto na encosta de um monte, frente à cidade de Lamego, contendo nove lanços com quinhentos degraus e largos patamares, intercalados entre cada lanço de escadas, em X. Escadas e patamares são guarnecidos com parapeitos de balaustradas, ostentando pirâmides e estátuas, onde se destacam o Pátio dos Reis, oito fontanários, uma Capela e a Igreja, no cimo do monte. IGREJA de planta longitudinal composta por nave, capela-mor mais alta e ligeiramente mais estreita, e sacristias adossadas ao alçado posterior. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com cunhais apilastrados, embasamentos e remates em friso e cornija, em cantaria aparente. Corpo da capela-mor encimado por pináculos e, nas sacristias, fogaréus. Fachada principal voltada a NE., harmónica, com corpo central ladeado por duas torres. O corpo central, dividido por pilastras coríntias em três panos, tem, ao centro, o portal principal de volta perfeita, ladeado por dois óculos, profusamente decorados com elementos fitomórficos e concheados, e encimado por edícula polilobada, com a imagem da padroeira. Janelões no mesmo plano e iguais aos das torres, decorados com molduras e aventais, recortados, donde pendem borlas e grinaldas. Sobre o entablamento, rasgado por óculo, empena recortada, coroado por estatuária, sobre as pilastras divisórias ( anjo com coroa, Fé, Esperança, anjo com filactera - "Stella Matutina" ) e encimado por cruz latina. No pano central da empena, o escudo real ladeado por dois anjos e, nos laterais, festões e conchas. Torres com portas de arco a pleno centro, encimadas por janelões com tímpanos triangulares curvos. Entablamento e, sobre um outro nível, sobre o qual se implantam as sineiras, sobrepostas por registo rasgado por óculos quadrilobados, ambos protegidos por platibandas balaustradas. Remate em coruchéu bolboso e fogaréus. Alçado SE. rasgado por três portas, na nave, na galeria ( antiga sacristia ) e na sacristia nova. Seis janelões de arco abatido, os da nave e capela-mor encimados por cornija. Óculo circular na capela-mor e óculo quadrilobado, no corpo da sacristia. Alçado NO. semelhante ao anterior, à excepção das portas que aqui não existem. Alçado SO. poligonal, de três faces, sendo a do topo, cega, com remate em empena contracurvada, com emblema ostentando a data de "1876". As outras duas faces rasgam-se em dois janelões de arco em asa de cesto, sobrepostos. Uma pequena galilé, com dois óculos decorados com elementos fitomórficos e concheados, tendo duas portas, uma para arrumos e outra de acesso ao coro-alto. O portal axial é de perfil polilobado, com moldura decorada com elementos vegetalistas. INTERIOR rebocado e pintado de branco com silhares de azulejo, com painéis historiados a azul e branco e molduras policromas, com cobertura em falsa abóbada de berço, assente em cornija, decorada com apainelados de estuque, representando, nos cantos, símbolos eucarísticos e medalhões com a Anunciação, Natividade e Virgem em glória, central. Coro-alto apoiado em arco em asa de cesto, protegido por guarda, balaustrada, convexa na zona central, comportando grande órgão. Do lado do Evangelho, porta lateral e porta de acesso ao púlpito, quadrangular, assente em mísula de cantaria e protegido por guarda de talha dourada. Dois janelões de tímpano curvo em plano superior, com vitrais. O lado da Epístola é semelhante, à excepção da porta, que aqui foi transformada em pequeno altar, protegido por vidro, contendo presépio. Retábulos colaterais de talha, insertos em vão de cantaria, adaptam-se ao espaço encurvado, dedicados a Santa Ana ( Evangelho ) e São José ( Epístola ). Arco triunfal de arco subido a pleno centro acede à capela-mor de planta octogonal e cobertura em cúpula de doze gomos apoiados em anel horizontal, firmado em quatro arcos, que por sua vez se apoiam em pilastras. Em duas faces, janelões com tímpano encimados por óculo e, noutras duas portas de confessionários. Nas restantes duas faces, portas de acesso, por corredores encurvados, revestidos a azulejo tipo tapete, que dão acesso à Galeria dos Beneméritos. Retábulo-mor de talha dourada, de planta convexa, com trono de cinco degraus, com baldaquino protegendo a imagem do orago, ladeada por colunas com falsa espira, assentes em plintos intensamente decorados. Remate em frontão interrompido, com espaldar decorado com elementos fitomórficos. Na base do trono, o sacrário e, sob este, altar em forma de urna. NAs paredes, surgem dois painéis de azulejo, representação, no lado do Evangelho, "Anunciação aos Pastores e Adoração", tendo, no oposto, "Adoração dos Magos". A SALA dos BENEMÉRITOS tem planta quadrangular e porta para o exterior, iluminada por dois janelões quadrangulares fronteiros entre si e tecto de estuque. Através de gradeamento de ferro faz-se a passagem para a SACRISTIA, a qual é rasgada por porta lateral para o exterior e porta para o piso superior, com tecto de estuques, paramenteiro e pequeno altar. ESCADARIA: partindo do adro, dois lanços simétricos de escadas, comportam no seu patamar a FONTE da CEBOLA, que fecha uma mina, saindo a água de uma bica em forma bolbosa. Outros dois lanços, com painel azulejar, conduzem ao Pátio dos Reis, no centro do qual, surge a FONTE dos GIGANTES, de vinte e dois metros de altura, constituída por uma taça com quatro atlantes, sobre golfinhos, a sustentar obelisco, com símbolos marianos, rematado com estrela. De um e outro lado do patamar, dois pórticos monumentais, com meias colunas adossadas a paramentos murais, coroados por estatuária, alusiva à genealogia mariana. De seguida, o Pátio denominado da Sereia, com CAPELA lateral octogonal, dedicada a Jesus, Maria e José, com panos divididos por pilastras, com cúpula de granito e rasgada por janelas e porta com molduras ornadas com motivos fitomórficos e remates em friso e cornija. Fronteira a ela, FONTE das SEREIAS, decorada com pilastras, arquitrave, urnas e conchas de onde cai a água para tanque semicircular, com um tritão de mármore. Diversos lanços de escadas, formando patamares conduzem à cidade, com as FONTE PURA, no oitavo patamar, com espaldar de granito, pilastras toscanas e frontão truncado superiormente, decorado com losango, bica com rosácea para taça adossada ao espaldar e bancos de pedra corridas de cada lado; e FONTE do PELICANO, com três taças que correm para tanque semicircular, inserta em nicho com arco de volta perfeita. Escadaria com corrimões de balaústres e coruchéus piramidais. No adro da Igreja, a FONTE DOS REMÉDIOS *2, com espaldar profusamente recortado, decorado por frontão interrompido, com aletas laterais coroadas de urnas e, no topo do frontão, elemento cruciforme. Na parte central do espaldar, uma oval envolvida por folhagem e grinaldas laterais, rematadas em florões, constituindo as bicas e possui cartela com a data de "1738". O tanque é recortado. CRUZEIRO monolítico, assente em alto plinto, coluna coríntia e, sobre uma esfera, a cruz latina. de vinte e dois metros de altura, composta de variadas espécies ibéricas, mediterrânicas e exóticas, envolve o Santuário, estendendo-se monte abaixo até à Estrada Nacional. Como espécies mais significativas, apontam-se castanheiros, carvalhos, tílias, choupos, faias, olmos, pinheiros de diferentes variedades, acácias, eucaliptos e cedros. Dela constam igualmente um lago, as Grutas de São João, com escultura em granito, e a do Fundo, decorada com um baixo-relevo, bem como uma ponte, algumas fontes e uma vasta alameda que atravessa o escadório ao meio no patamar do Terreiro dos Reis.

Acessos

EN 2, junto a cidade, por estrada de acesso própria, com placas de sinalização

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 129/77, DR, 1.ª série, n.º 226 de 29 setembro 1977 (Chafariz dos Remédios) / Decreto n.º 29/84, DR, 1.ª série, n.º 145 de 25 junho 1984 (Santuário *1)

Enquadramento

Sobranceiro à cidade de Lamego, em cume de montanha, assente em plataforma artificial, isolado, destacado, harmonizado, a Igreja rodeada por amplo adro. No adro, cruz monolítica, deslocado da primitiva capela.

Descrição Complementar

Retábulos colaterais semelhantes, com tribunas, ladeadas por pilastras, decoradas por volutas e acantos, com remate em cornija borromínica. Ara do altar ostenta concheados. Órgão de planta trapezoidal com consola apainelada e pintada. Castelo central e nichos laterais, que se repetem nas ilhargas, com leque pouco proeminente. Pilastras dividem o corpo do órgão, encimadas por urnas. Possui 33 tubos, 16 registos e 54 teclas, tendo, no interior, a inscrição: "Ano de 1820, construido pelo organista Manuel de Sá Couto, residente em Ponte de Lagoncinha, na Trofa". Azulejos da nave representam cenas da vida da Virgem, sucedendo-se do Evangelho par aa Epístola: "Nascimento da Virgem", "Esponsais da Virgem", "Sonho de São José", "São José e Nossa Senhora", "Anunciação", "Visitação"; no lado da Epístola - "Apresentação no templo", "Natividade", "Fuga para o Egipto", "Menino entre os Doutores", "Descanso na Fuga para o Egipto", "Passamento da Virgem". Os vitrais representam Nossa Senhora da Conceição ( Evangelho ) e Anunciação ( Epístola ). Na cobertura, junto ao arco triunfal, a inscrição "Cheia de Graça . Mão pia / Defende-nos do inimigo / E na última agonia / Achamos em ti abrigo". Segue-se a data de 1857 e troféus instrumentais. Junto à entrada, sepultura com inscrição: "AQUI JAZ / REV CONEGO / JOSÉ PINTO TEIXEIRA / FUNDADOR DESTE / SANTUARIO / FALECEU A / 25 DE ABRIL DE 1784". No Pátio dos Reis, erguem-se as esculturas de Joatam, Achaz, Ezequias, MAnases, Amon, Josias, Jeconias, Salatiel, Zorobabel, Abiu, Eliacim, Azon, Achim, Eliud, Eleázor, Natan e Jacob. Na Fonte dos Gigantes, surgem as inscrições: "Ave Maria" e "Cheia de Graça". Na última fonte a ser construída, as inscrições: "Devota homenagem, Bendita seja Nossa Senhora dos Remédios Excelsa e Querida Padroeira da Cidade" e "Esta obra foi concluida em 1969 / com a participação do Estado / sendo Ministro das Obras Públicas / o engenheiro Eduardo Arantes e Oliveira / a cidade agradecida."

Utilização Inicial

Religiosa: santuário

Utilização Actual

Religiosa: santuário

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Lamego)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18 / 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTOS: Nicolau Nasoni (1739); António Mendes Coutinho (atr., 1750); Domingos Francisco Rente (1750); Augusto de Matos Cid (1880); Francisco Oliveira Ferreira (1922-29). CARPINTEIRO: João Amaral (séc. 19); Inácio Duarte Peixoto, Luís Oliveira Chaves (1869). DESENHADOR: Horácio de Moura (1956). ENTALHADOR: Luís Manuel da Silva (1766); Manuel José da Silva (1871-72). ESCULTORES: António de Sousa e Manuel de Liz (1812-13); Teixeira Lopes (1910); Gustavo Bastos (1956). ESTUCADOR: Bártolo Pires Zineu (1857); Raimundo Fernandes de Andrade, António Pires Lopes e Eduardo Pinto Ribeiro (1869); Manuel Lopes Pires (1870). FUNDIDOR DE SINOS: José Francisco Gonçalves (1909). IMAGINÁRIO: Frei José de Santo António Ferreira Vilaça (1764-66); Giuseppe Luigi Cinatti (1869); João Amaral (1922-29). MESTRE de OBRAS: Manuel Faustino Loureiro (1782). ORGANEIROS: Manuel de Sá Couto (1820); António Simões (séc. 20). PEDREIROS: João Álvares (1769); João de Castro Nunes (1781-1783); Manuel Faustino dos Reis (1782); José Roiz Tinoco (1819-42); João Correia de Lacerda (1842); Manuel Domingues da Costa Barreira (1848-80); António Pinto (1869); José Luís Perpétua (1885-1905); José António Mesquita (1917). PINTOR de AZULEJO: Miguel da Costa (1911-13). PINTOR - DOURADOR: Manuel Sampaio (1901).

Cronologia

Séc. 14 - O Bispo D. Durando contruíu no cimo do monte que fica em frente a Lamego uma capela dedicada a Santo Estêvão; séc. 16 - execução da escultura do orago; feitura do cruzeiro, actualmente no adro da Igreja; 1564, 6 Novembro - início da construção da Capela de Nossa Senhora dos Remédios, por ordem do bispo D. Manuel de Noronha, no Monte de Santo Estêvão, onde existia uma capela, em ruínas, dedicada a este santo; embora tranferisse para a nova capela a antiga imagem de Santo Estêvão, este bispo colocou a nova capela sob a invocação da Virgem Mãe de Deus, mandando vir de Roma, para lá colocar uma imagem de Nossa Senhora dos Remédios *3; 1713 - construção de uma casa para o capelão; 1730 - uma descrição diz-nos que a capela tinha alpendre assente em duas colunas, porta axial ladeada por janelas gradeadas, porta travessa, retábulos de talha dourada, os colaterais dedicados a São Joaquim e Santa Ana e capela-mor revestida a azulejo; séc. 18, último quartel - início da construção da escadaria; 1738 - 1739 - execução do Chafariz dos Remédios por Nicolau Nasoni, para o Pátio dos Reis; 1750, Janeiro - intervenção de Domingos Francisco Rente; 14 Fevereiro - lançamento da primeira pedra, sendo o edifício plausivelmente, do risco de António Mendes Coutinho, ligado à Confraria; 1761, 22 Julho - benção do Santuário, pelo cónego José Pinto Teixeira; 25 Julho - a imagem do orago foi tresladada da capela velha;1764-1766 - risco do retábulo-mor e dois retábulos laterais por Frei José de Santo António Ferreira Vilaça; execução do retábulo-mor pelo entalhador Luís Manuel da Silva, a expensas de Pedro da Silva Oliveira; 1766 - cónego Teixeira encomendou a imagem de São José a Braga, benzida a 30 de Dezembro; 1769, Dezembro - execução do nicho sobre o portal axial, por João Álvares; benção da imagem de granito do frontispício; 3 Agosto - 27 Setembro - obras na sacrista por 256$410; 1773 - douramento do retábulo-mor; 1773, 21 Abril - colocação da cruz no frontispício da Igreja; 1777, 19 Junho - contrato com Manuel Faustino Loureiro, para a feitura de riscos e plantas para o novo escadório; 1781, 21 Dezembro - contrato com João de Castro Nunes para o início da obra do escadório; 1782 - contrato com Manuel Faustino Loureiro, para a feitura dos remates da igreja, adro, canalização da água para o Pátio dos Reis; 1783 - contrato com o pedreiro João de Castro Nunes, de Casal Naboa, para a execução de um pátio com galerias e escadas, seis pirâmides, varanda e fonte, pela quantia de 1950$000 réis; encomenda de uma capela oitavada pela Irmandade ( que não se chegou a construir ), pela quantia de 370$000; 1783, 15 Junho - D. Manuel Vasconcelos Pereira contrata João de Castro Nunes para a execução de uma capela oitavada, pela quantia de 470$000, rubricada por um arquitecto de apelido Cunha; séc. 19 - execução do guarda-vento por João Amaral; 1812 - 1814 - execução das esculturas do Pátio dos Reis, por António de Sousa, de Braga, e Manuel de Liz, baseadas nas gravuras dos irmãos Klauber; 1819, Maio - ajuste com José Roiz Tinoco, de São Martinho de Mouros, para a execução do escadório a partir da base, com paredões e parapeitos; 1820 - execução de duas rampas no pátio da Fonte do Pelicano; feitura do órgão por Manuel de Sá Couto; 1842 - conclusão da Fonte Pura; João Correia de Lacerda conclui a Fonte da Cascata, iniciada por José Roiz Tinoco; 1848 - Manuel Domingues da Costa Barreira executa os paredões que ladeiam a Igreja; 1849 - aprovada a construção das torres; 1857 - decoração da abóbada pelo estucador do Porto Bártolo Pires Zineu; 1859 - o mesmo executa quatro varandas, por 130$000; 1866 - o mesmo faz o último patim das escadas; 1868, 17 Dezembro - incêndio na sacristia, destruiu o acervo documental; 1869 - conclusão da montagem da Fonte da Sereia, executada em Lisboa por Cinatti, com montagem de Manuel Domingues da Costa Barreira, com o custo total de 2.507$500; restauro da sacristia velha, por Manuel Domingues da Costa Barreira, por 400$000, para elevar as paredes 2 metros, fazer janelas, portas, uma parede divisória para a arrecadação e ladrilhar; execução de dois confessionários na capela-mor, pelo carpinteiro Inácio Duarte Peixoto, pela quantia de 60$000; execução do lavabo da sacristia velha por António Pinto; 1869, 1 Agosto - primeiro risco para a sacristia nova, por Manuel Domingues da Costa Barreira, com o orçamento de 2.360$000; feitura do paramenteiro, consolas e altar da sacristia nova, por Luís Oliveira Chaves; feitura do estuque do tecto da mesma, por Raimundo Fernandes de Andrade, António Pires Lopes e Eduardo Pinto Ribeiro; execução da imagem para a procissão de Nossa Senhora dos Remédios, na Casa Estrela, no Porto; 1870 - execução do estuque do tecto da sacristia velha, por Manuel Lopes Pires, de Afife, por 42$360; 1871 - limpeza das esculturas do Pátio dos Reis, chafariz e obelisco; 1871 - 1872 - douramento e restauro do retábulo-mor por Manuel José da Silva, por 127$500; 1872 - execução de novas banquetas pelo entalhador Manuel José da Silva, do Porto; 1874, 17 Abril - feitura de um segundo risco, executado, pelo mesmo mestre, orçando as obras em 3.100$000; 1878 - licença para compra de terrenos à volta do santuário para "aformosear este"; 1879, Novembro - a construção das torres torna-se prioritária, decidindo-se o alteamento do frontispício; 1880 - projecto para a fachada, do Eng. Augusto de Matos Cid, executado por Manuel Barreira, pela quantia de 4.350$000; 1884 - 1885 - contrato para a execução da segunda torre, relógio e frontão, por 7.700$000, onde trabalhou o pedreiro José Luís Perpétua; 1886 - conclusão da torre S.; 1890 - construção do frontão superior que liga as duas torres; 1898, 7 Fevereiro - feitura da planta do parque, pela Real Companhia Hortícola - Agrícola Portuense, por 10.000$000; 1900 - execução do lago; 4 Março - contrato para remodelação e douramento do trono, por Manuel Sampaio, por 1.100$000; séc. 20, 1.ª metade - restauro do órgão por António Simões; 1901 - douramento dos retábulos colaterais e púlpito, por Manuel Sampaio, por 90$000; 1905 - as rampas de acesso ao pátio da Fonte do Pelicano ruíram; 1905, Junho - conclusão da torre N., pelo pedreiro José Luís Perpétua; 1907 - construção das grutas; 1909, Outubro - execução do carrilhão de 18 sinos pelo fundidor de sinos José Francisco Gonçalves, por 3:190$000; 1910 - feitura do baixo-relevo para a Gruta do Fundo, por Teixeira Lopes; 1911 - 1913 - execução dos azulejos, na oficina de Miguel da Costa, em Coimbra; 1917, 12 Novembro - execução de 37 pirâmides, por José António Mesquita; 1922 - 1929 - execução de mais dez pirâmides, segundo desenho de João Amaral; plano para a conclusão do escadório por Francisco Oliveira Ferreira; 1956 - simplificação do plano anterior para o escadório, com desenho de Horácio de Moura; execução do nicho com a escultura da Virgem, por Gustavo Bastos; 1969 - conclusão do escadório novo e da última fonte.

Dados Técnicos

Granito, madeiras estuques e azulejos.

Materiais

Razoável

Bibliografia

ALVES, Alexandre - «Subsídios para a História do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios - O Pátio dos Reis e o Pátio de Jesus Maria e José» Separata da Revista da Beira Alta. Viseu: 1971; ALVES, Alexandre - Artistas e Artífices nas Dioceses de Lamego e Viseu. Viseu: Governo Civil do Distrito de Viseu, 2001, vols. I e III; ALVES, Natália Marinho Ferreira - «De arquitecto a entalhador. Itinerário de um artista nos séculos XVII e XVIII» in Actas do I Congresso Internacional do Barroco. Porto: Universidade do Porto / Governo Civil do Porto, 1991, vol. I, pp. 355-369; ARAÚJO, Ilídio - Arte Paisagista e Arte dos Jardins em Portugal. Lisboa: Ministério das Obras Públicas, 1962, vol. I; AZEVEDO, D. Joaquim de - História Eclesiástica da Cidade e Bispado de Lamego. Porto: Typographia do Jornal do Porto, 1877; BORGES, Nelson Correia - História da Arte em Portugal. Lisboa: Edições Alfa, S.A., 1986, vol. 9; BRANDÃO, D. Domingos P. - «Nicolau Nasoni e a reconstrução da Catedral de Lamego». Revista Beira Alta. Viseu: 1977, vol. XXXVI; COSTA, M. Gonçalves da - História do Bispado e Cidade de Lamego. Lamego: Oficina Gráfica Barbosa & Xavier, 1986, vol. V; Guia de Portugal. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1988, vol. V - II; LARANJO, F. J. Cordeiro - Cidade de Lamego - Santuário dos Remédios. Lamego: Câmara Municipal de Lamego, 1993; MARRANA, Cónego José António - História do Culto de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego. Porto: s.n., 1957; OLIVEIRA, Eduardo Pires - Arte Religiosa e Artistas em Braga e sua região (1870 - 1920). Braga: APPACDM, 1999; PINTO, Lucinda Barros - O Santuário de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego - contributo para o estudo da sua construção 1750-1905/69. Lamego: Câmara Municipal de Lamego, 2001; VALENÇA, Manuel - A Arte Organística em Portugal. Braga: Editorial Franciscana, 1990, vol. II; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73818 [consultado em 28 dezembro 2016]; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73815 [consultado em 28 dezembro 2016].

Documentação Gráfica

Arquivo Irmandade Nossa Senhora Remédios: Plantas e projectos

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID; Associação de Reitores dos Santuários de Portugal / Paulinas

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID; Arquivo Irmandade Nossa Senhora Remédios: Escrituras, Livros de Termos e Actas, Contas, Estatutos, Copiador de Correspondência; AHCML; ADViseu: Governo Civil, Fundo Notarial; ADBraga: Fundo Notarial; DGA/TT: Ministério do Reino, 1ª Direcção, 2ª Repartição

Intervenção Realizada

1990 / 1991 - restauro do órgão por António Simões.

Observações

*1 - DOF: Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, incluindo a escadaria e respectivo parque. *2 - era conhecida como Fonte do Registo das Águas ou das Letras Douradas, provavelmente porque na oval existiria legenda epigrafada com letras douradas. *3 - esta imagem depressa alcançou grande devoção por parte do povo.

Autor e Data

João Carvalho 1998 / Paula Figueiredo 2002 / Teresa Camara 2006

Actualização

 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login