Igreja Paroquial de Fronteira / Igreja de Nossa Senhora da Atalaia

IPA.00003722
Portugal, Portalegre, Fronteira, Fronteira
 
Arquitectura religiosa, maneiristas. Igreja paroquial de arquitectura renancentista de transição para o maneirismo e com intromissões ao nível decorativo do barroco: altares, frontão da fachada.
Número IPA Antigo: PT041208020004
 
Registo visualizado 384 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planimetria longitudinal de 3 naves de 5 tramos cada, volumes articulados da capela-mor rectangular de 2 tramos, flanqueada por 2 corpos iguais das sacristias; massas dispostas na vertical. Fachada principal de 3 registos e três panos, sendo o inferior rasgado ao centro por uma galilé com portal em arco de volta perfeita assente em pilares quadrados; superiormente um janelão rectangular disposto na horizontal sobrepujado de uma lápide, com inscrição alusiva à fundação do templo, e um brasão esquartelado dos Vimioso, Gama, Vilhena e Ataíde. Ao nível do remate um frontão triangular, em plano recuado. Nos panos laterais os corpos das torres quadradas rasgadas ao nível do 1º e 2º registo por pequenas janelas quadradas. No 3º registo são coroadas por campanários com cobertura em cúpulas e ligadas entre si por um eirado. Fachadas laterais de 3 panos definidos por contrafortes e rasgados ao nível superior por janelas quadradas. Interior: cobertura da nave central em abóbada de canhão assente em 5 arcos por banda de volta perfeita e pilares quadrangulares. Naves laterais à mesma altura rasgadas por altares laterais em arco de volta perfeita que se repetem na zona do transepto. Capela-mor com cobertura em abóbada de canhão e retábulo de mármore branco e negro *1.

Acessos

A O. da vila, junta a EN 245. WGS84 (graus decimais) lat.: 39,056770, long.: -7,649188

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 35 532, DG, 1.ª série, n.º 55 de 15 março 1946

Enquadramento

Urbano. Abrindo para adro ajardinado.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Évora)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1531 - era prior João Magro, professo da Ordem de Avis, com o rendimento de 8.000 reais, 2 moios de trigo, 1,5 de cevada, pé do altar, gastando com a tesouraria 30 alqueires de trigo, 12 almudes de vinho branco e 2 carregas de tinto, bem como 200 reais; tinha um coadjutor, Fernão Lopes, professo da Ordem, com o rendimento de 6.000 reais; 1571 - Alvará de D. Sebastião a ordenar a sua edificação; 1577 - início da obra, D. Francisco de Portugal; 1599 - a obra estava terminada, no tempo de D. Lucas de Portugal, comendador de Fronteira; séc. 17 - 18 - foi bastante alterada, com a reforma do altar-mor; 1733 - instituição da capela do lado direito, por Luís Mantica.

Dados Técnicos

Materiais

Alvenaria rebocada nos paramentos de muros; cantaria aparelhada em cunhais, pílastras, pilares, arcos, molduras, etc.

Bibliografia

KEIL, Luís, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Portalegre, vol. I, Lisboa, 1940; Monumentos, n.º 22, Lisboa, DGEMN, 2005; PIMENTA, Maria Cristina Gomes, As Ordens de Avis e de Santiago na Baixa Idade Média - o Governo de D. Jorge, Palmela, Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago, 2002.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMS

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

DGEMN: 1944 / 1948 - obras de consolidação e reparação: construção de pilares de alvenaria e cantaria em cunhais para consolidação de paredes e abóbadas, reparação de arcos interiores e refechamento de fendas, construção de abóbadas de tijolo 2º as existentes, com construção de gigantes de alvenaria adossados aos muros laterais de modo a aguentarem o impulso das abóbadas. Cintagem de betão armado para consolidação da armação do telhado. Reconstrução balaustrada do coro, do corredor e telhado da sacristia; rebaixamento altares laterais; instalação eléctrica; arranjo do adro; 1956 / 1963 - conclusão arranjo do adro, reparação telhados e reconstrução de rebocos e do pavimento de tijoleira da cobertura do coro e das torres sineiras incluindo isolamento; 1967 - reconstrução tecto da sacristia abatido em parte em 1964; 1969 - obras de reparação devidas aos danos provocados por sismo nesse ano: refechamento de fendas em paredes e abóbadas, reconstrução rebocos e caiação de paredes e abóbodas, substituição de caixilhos e pintura de portas; 1973 / 1976 - reparação coberturas com substituição de madeiramento; 1978 - reparação telhado sacristia; 1980 - reparação do pavimento e caiações; 1988 - reparações de coberturas e pinturas de paredes, tectos e portas; 2004 / 2005 - restauro das coberturas, com beneficiação dos telhados e terraços; reparação de rebocos e caiações; conservação do tecto da sacristia.

Observações

*1 Recheio: várias lápides sepulcrais, altares de talha policromada dos séc. 17 / 18, púlpito de balaústres, 2 pias de água benta, várias casulas e dalmáticas dos séc. 16 / 17, e vários paineis de pintura sobre tábua.

Autor e Data

Rosário Gordalina 1992

Actualização

 
 
 
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