Núcleo urbano da Vila Velha e Serra de Sintra
| IPA.00000037 |
| Portugal, Lisboa, Sintra, União das freguesias de Sintra (Santa Maria e São Miguel, São Martinho e São Pedro de Penaferrim) |
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| Núcleo urbano sede municipal. Vila inserida em zona de paisagem protegida, apresentando uma malha orgânica e sendo marcada por numerosos monumentos singulares da arquitectura militar medieval, da arquitectura religiosa renascentista e maneirista, da arquitectura civil residencial tardo-gótica, renascentista, romântica, ecléctica e revivalista, e da arquitectura civil e pública ecléctica e revivalista. |
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| Número IPA Antigo: PT031111110081 |
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| Registo visualizado 2359 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Conjunto urbano Aglomerado urbano Vila Vila medieval Vila medieval Régia (D. Afonso Henriques)
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Descrição
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| As características inusitadas de uma natureza feliz e da orografia da própria serra, com os seus cumes agudos coroados de fragas, os seus fundos abruptos entelhados de generosa vegetação, sustentada por frescas e salutíferas águas e temperada por húmido frescor que se alonga às férteis várzeas circundantes, têm, desde tempos imemoriais, exorado a presença humana, tendo-se identificado vestígios do Neolítico, Calcolítico, Idade do Bronze e Idade do Ferro. Durante a romanidade, a região de Sintra integrou o territorium da civitas de Olisipo, à qual foi concedido o estatuto de Municipium Civium Romanorum, circunscrição onde a romanização foi profunda e venturosa nos seus aspectos mais diferenciados. Na própria Vila de Sintra, encontraram-se testemunhos que atestam a ocupação romana e tardo-romana do sítio, com especial incidência para o trecho de uma via (sob as actuais Rua da Ferraria, Calçada dos Clérigos e Calçada da Trindade) que faria a ligação do habitat romano aos agri e provável necrópole. Os indicadores arqueológicos, no entanto, parecem corroborar que o povoado sintrão terá sido preterido, na conjuntura visigótica, pelos agri e vicus de Chretina (actual Faião). A definição dos contornos da Vila - a Xintara árabe - torna-se mais clara com as primeiras referências documentais explícitas, datando já da época muçulmana, que nos legou, também, altivo albacar que coroa o pico rochoso e agreste, sobranceiro à própria povoação. Sintra foi durante a época islâmica - e à semelhança do sucedido em tempos anteriores - um dos principais pólos abastecedores de Lisboa, tendo sido igualmente estratégico apoio defensivo da cidade e assim se compreende que, no prenúncio cristão, tenha sofrido ataques e efémeras conquistas, mas a integração definitiva do território no então emergente reino de Portugal só ocorreu após a conquista de Lisboa. D. Afonso Henriques terá, no interior da cerca amuralhada, fundado a paroquial devotada a São Pedro de Canaferrim, por alturas da outorga de carta de foral à Vila de Sintra, abrangendo vasto termo *2. O monarca doou à Ordem do Templo, através de Gualdim Pais, umas casas no Chão de Oliva e umas fazendas "apud Sintram" que sintomaticamente nos revelam os tempos conturbados que sucederam à tomada de Sintra, época em que também a população era constituída por gentes das mais diversificadas proveniências, miscigenando-se com as antigas populações autóctones e os sefardins que habitavam bairro próprio, o mellah, ou seja, a judiaria que, então, se localizava à saída da vila e possuía sinagoga. O continuado avanço para S. ditou o empobrecimento estratégico de Sintra e os cristãos depressa abandonaram a protecção do Castelo altaneiro e ter-se-ão fixado no Arrabalde, onde edificaram duas novas igrejas, a de São Miguel e a de Santa Maria e, nas proximidades do Chão de Oliva, o templo dedicado a São Martinho, delineando-se as quatro freguesias do concelho. Foi também no século 13 que o progresso dos tempos acabou por inaugurar, uma nova etapa coincidente, aliás, com o reinado de D. Dinis. De facto, o monarca sujeitou os "mouros forros" daquela vila à obrigação de zelarem pela conservação dos "mea palacia de Oliva", das almedinas velhas do Castelo de Sintra e dos eirados da torre. E, na verdade, foi, por essa altura, que D. Dinis promoveu a realização de trabalhos de beneficiação e ampliação da alcáçova moura - a qual, por sua vez, assentava já sobre povoado proto-histórico romanizado -, dando início ao debuxo que veio a determinar a magnífica e extravagante arquitectura do Palácio real. Sintra assentou-se e cresceu, então, sob amparo do Palácio que, aos poucos, se foi tornando num dos superiores centros de vilegiatura da realeza. D. João I, enamorado pelo sítio, patrocinou a construção nos arredores da vila do Convento da Santíssima Trindade e promoveu também longas obras de ampliação do Paço real, acrescentando, sob orientação de mestre João Garcia de Toledo, o mudejarizante corpo central. Foi igualmente naquela época que se erigiu o par de chaminés cónicas que, ao contrário do que têm afirmado as correntes historiográficas tradicionais, não radicam numa origem muçulmana, mas, antes pelo contrário, filiam-se em modelos medievais europeus. Estadeando aqui largas temporadas, D. João fundiu os destinos de Sintra com os da gesta nacional *3. Foi igualmente por esta altura e por todo o século 15 adentro que a corte, cada vez mais rica, foi perdendo o cariz bélico que a caracterizara e assumiu uma essência cortesã que refulgiu, com todo o seu esplendor, em Sintra. D. Duarte reteve o enamoramento de seu pai pela região e beneficou o paço, cujas obras se prolongaram século adentro, culminando apenas no grandiloquente aparato manuelino. Cada vez mais à sombra do Palácio, a Vila aperaltou-se, como seja por volta de 1460, com a construção em frente ao alpendre do mercado, nas imediações da Igreja de São Martinho, de imponente relógio de torre. Sintra conhecia uma crescente importância nos itinerários régios e a dinâmica do tecido social sintrense era, por isso e pela abundância da produtividade do seu termo, animada e, deste modo, se entenderá que, nos finais do século 15 e inícios do seguinte, a antiga paroquial de Canaferrim estivesse completamente abandonada. Facto que poderá, de algum modo, ter sido coincidente com o ermamento do Castelo, cuja população se fora fixando nas faldas da Serra, constituindo o bairro sintrão de São Pedro de Penaferrim. E, em finais de Quatrocentos, D. Leonor reformou a Gafaria do Espírito Santo, associada à medieva instituição de assistência hospitalar, mandando construir uma ermida dos gafos dedicada a São Lázaro. Também neste contexto, o antigo Arrabalde foi-se esmorecendo, transmudando-se em fácil e privilegiado meio - seguindo o percurso da antiga estrada romana, ainda hoje fossilizado na planimetria urbana de Sintra - de galgar a encosta do Paço/centro da Vila até ao seu bairro periférico de São Pedro de Penaferrim. Na transição do século, reinando já D. Manuel que se empenhou na sua ampliação, o Paço ganhou um prospecto muito próximo do actual, conforme se pode ver nos desenhos de Duarte de Armas. O rei empenhou-se igualmente em enfeitar a Vila - e o seu termo - com inusitado fausto, promovendo a realização de outras obras magnânimas, como a construção no alto da Serra de novel mosteiro, que substituiu a pequenina ermida que assinalava o local do aparecimento da Virgem da Pena, bem como procedeu à renovação do medievo Mosteiro da Penha Longa, construído em ameno vale na aba sul da serra. E, possivelmente no âmbito da outorga de novo foral, erigiu-se no centro da Vila pelourinho. Ter-se-á ainda construído, à entrada do burgo, a desaparecida ermida dedicada a São Sebastião, enquanto que a Igreja de São Martinho foi alvo de ostensiva remodelação arquitectónica. E, no seguimento do hábito régio de conceder benefícios a esta Vila, D. Catarina fundou, a Misericórdia. Sintra era já, por esta altura, uma vila opulenta, não só pela amiudada presença do rei, mas também pela fixação de toda uma aristocracia que orbitava na corte. Poder-se-á integrar nesse contexto a edificação do Paço dos Ribafrias; ou, já à saída do burgo, a Quinta dos Pisões que conserva ainda imponente loggia renascentista. Outros nobres preferiram construir as suas villas nos arredores de Sintra, como a Torre dos Ribafrias (Cabriz), no sopé da Serra, a construção de palácio renascentista de que subsistem vetustas ruínas. Mas, a Quinta da Penha Verde constitui, sem dúvida, emblema maior do renascimento sintrão - inaugurando o áulico povoamento da falda norte da Serra que se assumiu, já no século 19, como paradigma romântico -, acentuando-se, o gosto humanista pelas artes, pelas letras e pelas ciências, tornando-se Sintra verdadeiro pólo cultural e mundano *4. Durante o período filipino, pela ausência da corte que se desenfadava em Sintra, a Vila conheceu longo e desencantado torpor, apenas quebrado por um ou outro retiro fidalgo que sem brilho animava pequenas cortes de aldeia, o que se acentuou após a Restauração. Grande parte da Vila de Sintra desmoronou-se com o terramoto de 1755. A magia de Sintra, no entanto, só seria redescoberta no terceiro quartel do século 18, quando readquiriu os pergaminhos de outrora. O clima e o exotismo das suas paisagens garantiram-lhe destacado lugar no Tour pré-romântico. Renovaram-se, pois, os apelos da mística Serra e para este sucesso terão contribuído Gerard Devisme - que construiu, em Monserrate, singular palacete neogótico, cujo projecto foi atribuído a Elsden -, o cônsul da Holanda, Daniel Gildemeester - que constituiu a Quinta da Alegria -, e a abertura do Hotel Lawrence, uma das primeiras hospedarias da Europa. Ao longo de oitocentos, foram-se instalando novos hotéis na Vila com destaque para o Netto, o Costa e o Victor, este magistralmente descrito nas páginas queirosianas. Refira-se, por outro lado, que William Beckford estadeou em Sintra, acomodando-se, primeiro, na casa do marquês de Marialva e, depois, na Quinta do Ramalhão que redecorou a seu gosto, criando ambientes exóticos, enquanto que, na segunda visita, arrendou a propriedade de Monserrate, onde realizou avultadas obras, sobretudo nos jardins. Também, em finais do séc. 18, Gildemeester inaugurou o Palácio de Seteais, em magnificente festa descrita por Beckford. O movimento romântico que então se esboçava foi preponderante e Carlota Joaquina comprou, a Quinta do Ramalhão ensaiando, assim, tímido retorno cortesão a Sintra e à sua serra. Retorno que apenas se tornou efectivo após a vitória liberal. Assim, o marechal-duque de Saldanha realizou trabalhos de folgo na sua propriedade sintrã, transmudando a casa ali existente em edifício neomedieval. Depois D. Fernando II adquiriu o abandonado e semi-derruído Mosteiro de Nossa Senhora da Pena, incluindo a cerca, as terras de semeadura e a mata. O rei-consorte entregou o projecto do edifício a construir no alto da Serra ao barão Eschewege e o novo edifício assumiu-se como a verdadeira jóia da arquitectura do Romantismo ("o castelo do Santo Graal" visionado por Strauss). Quando D. Fernando II casou com a condessa d'Edla, erigiu-se, em pleno Parque da Pena, um chalé. Desenhado pela própria condessa, o singular edifício inaugurou a "moda" dos chalés, de que o tardo-oitocentista Chalé Biester, projectado por Luigi Manini, constitui um bom exemplo. A circunstância histórica e arquitectónica ditou para a Sintra e para a sua Serra uma individualidade única que não se esgotou no régio Palácio da Pena. Mas que, antes pelo contrário, terá oscilado entre a teoria e a assunção da paisagem romântica, formalizando-se em arquétipos que desembocaram no vasto conjunto da arquitectura revivalista e que, aqui, entrou bem pelo século 20 adentro. Assim se justificará a unicidade do pavilhão da Quinta do Relógio ao assumir-se como primeiro edifício inteiramente neo-árabe. Foi igualmente por esta época que Carlos Sasseti erigiu, na Quinta da Amizade, cenográfica mansão que evoca o estilo florentino quatrocentista, onde estadearam alguns dos maiores vultos das letras nacionais. Entretanto, sir Francis Cook, que adquirira a Quinta de Monserrate, encarregou Knowles de desenhar o novo edifício, conservando-se, todavia, a planimetria do arruinado castelinho neogótico de Devisme. Enquanto isso António Augusto de Carvalho Monteiro, o célebre "Monteiro dos Milhões", comprou a quinta dos barões da Regaleira, onde, procedeu à construção do neomanuelino palacete da Regaleira, segundo esquiço de Luigi Manini, tendo o cenógrafo italiano projectado também, como cenário fantasioso, o parque, com os seus pavilhões, lagos, grutas e "poços iniciáticos", ombreados de generosa e exótica floresta. Entretanto, na vila sintrense, o espaço esgotou-se no devir histórico e ditou o seu alargamento para fora do perímetro tradicional. Na verdade, foi com a construção da linha de caminho de ferro, no terceiro quartel oitocentista, que se começou a esboçar - com a edificação das casas dos engenheiros ferroviários, na "Correnteza" - o novo bairro da Estefânea, assim baptizado em homenagem à rainha casada com D. Pedro V. com a inauguração do combóio que substituiu o pesado e pouco fiável larmanjat na ligação a Lisboa, foi possível, no contexto regenerador de fin de siècle, propulsionar o crescimento de Sintra num novo espaço. A moderna Estefânea com as ruas largas e a pitoresca estação que depressa se transformou num pólo burguês e progressista, contrastando com a silenciosa pacatez do antigo burgo que, aos poucos, foi ganhando foros de Vila Velha. Será, pois, neste contexto de mudança onde se gerou novo centro vivencial que a viragem do século trouxe com a ligação de eléctrico à Praia das Maçãs, e a electrificação de Sintra que o próprio poder local sentiu necessidade em acompanhar o ritmo dos tempos. Assim, a Câmara deliberou abandonar a casa da vereação que ocupava desde finais de Setecentos, à entrada da Vila (actual Museu do Brinquedo), e instalar-se em local mais esperançoso. O novo edifício dos Paços do Concelho, projectado por Adães Bermudes, foi construído a meio caminho entre a Vila Velha e a Vila Nova. A despedida do fausto cortesão deu-se em plena revolução republicana, mandando-se então demolir os anexos do antigo Paço Real, rasgando aquele espaço, outrora fechado, em amplo terreiro delimitado por possante balaustrada, de molde a visionar-se a frontaria do edifício, trabalho do Arq.º Rosendo Carvalheira. Esta modificação radical do prospecto da velha Sintra foi, ao longo do século 20, acompanhada por outras iniciativas que contribuíram para a moldagem da Vila actual, nomeadamente, a demolição da nave da Igreja da Misericórdia, de forma a abrir-se o Largo Gregório de Almeida, algures na década de 1920, e, já nos anos 60, o alargamento da Volta do Duche que redimensionou o acesso ao centro histórico. Foi, igualmente, nas primeiras décadas do século 20 que se assistiu a profícua intervenção arquitectónica na Vila, ao projectar-se, no seu âmago, uma série de construções de cariz revivalista da autoria de Raul Lino. Entretanto, na Estefânea, um outro arquitecto, ainda, revelava no traçado do Casino influências da escola francesa. Trata-se de Norte Júnior, que também residiu em Sintra, onde deixou, aliás, profícua e ecléctica obra que oscilou entre o revivalismo do prédio neo-renascentista do Largo Gregório de Almeida em pleno coração da Vila Velha e o modernista Cine -Teatro Carlos Manuel (actual Centro Cultural Olga de Cadaval). Altura em que se começou a delinear um outro núcleo urbano, o da Portela, que se espraiou ao longo da via férrea e, inicialmente, constituiu o dormitório de Sintra, com as suas vivendas e prédios de três ou quatro andares, mas onde, hoje, se localizam alguns dos mais importantes serviços públicos. O centro histórico - protegido desde 1949 pelo Plano de Urbanização de Sintra, da autoria do urbanista Étienne de Gröer, que abrange também parte dos bairros de São Pedro de Penaferrim, da Estefânea e da Portela - tem-se aninhado numa falda ensombreada protegida pela serra altaneira. As suas tortuosas e estreitas vielas espontam no monumental Palácio Nacional e os seus becos, pequenos largos ou praças impõem ritmos que surpreendem pela sua clarividência vernacular atlântico-mediterrânica, aristocrática ou erudita. Esta projecção do tecido urbano da Sintra histórica extravasa o âmbito da própria Vila e dispersa-se pela verdejante serra, quer seja num belo palacete, num modesto cenóbio, numa rude ermida, quer seja ainda num pequeno belveder, num simples fontanário ou cruzeiro, constituindo assim a magia do lugar, pois, em Sintra, o diálogo ente o Homem e a Natureza é uma constante. |
Acessos
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| EN247, IC19 |
Protecção
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| Incluído na Paisagem Cultural de Sintra *1 e Área Protegida de Sintra - Cascais (v. PT031111050264) |
Enquadramento
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| A Vila Velha de Sintra, e a área envolvente, desenvolve-se na aba norte da serra homónima, maciço roqueiro que termina, de forma abrupta, nas imponentes arribas do focinho da Roca, o ponto mais ocidental do continente europeu. A Serra de Sintra caracteriza-se, mercê a sua privilegiada situação geográfica, por um microclima específico que alimenta o exotismo romântico da paisagem, ao concentrar, neste cadinho, frondoso arvoredo das mais distintas proveniências *1. |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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| Não aplicável |
Utilização Actual
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| Não aplicável |
Propriedade
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| Não aplicável |
Afectação
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| Não aplicável |
Época Construção
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| Neolítica / Idade do Bronze / Época romana / Séc. 12 / 13 / 15 / 16 / 19 / 20 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| João Garcia de Toledo / Pêro Pexão/ Guilherme Elsden (atr.) / José da Costa e Silva / Barão de Eschewege / Knowles / Luigi Manini / José Cinatti / José Luís Monteiro / Francisco Carlos Parente / António Tomás da Fonseca / Assunção Santos / Marques da Silva / Possidónio da Silva / Rosendo Carvalheira / Adães Bermudes / Raul Lino / José da Fonseca / Manuel Norte Júnior / Etienne de Gröer |
Cronologia
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| 6º - 5º milénios BP - ocupação neolítica no sítio de São Pedro de Canaferrim, na vertente SE. do Castelo dos Mouros; 4º - 3º milénios BP - ocupação do Neolítico Final / Calcolítico da vila de Sintra. Sítio Epipaleolítico / Calcolítico Médio / Calcolítico Final / Idade do Bronze (1450 a.c.) da Penha Verde; 2º - 1º milénio BP - ocupação datável do período da Idade do Bronze Atlântico do Parque das Merendas; séculos 10 - 8 a.c. - ocupação da Idade do Bronze Final do Castelo dos Mouros. Depósitos da Idade do Bronze do Monte do Sereno; séc.s 2 a.c.- 6 d.c. - ocupação romana e tardo-romana da vila de Sintra; 713 - os islamitas, chefiados por Tarik bem Ziad, conquistam a região de Sintra; 844 - a região de Lisboa e Sintra é assaltada pelos normandos; 870 - Fernando Magno toma Sintra, mas depressa a perde; 949 - Ordonho III possui Sintra por algum tempo; 1093 - Motawakkil, rei de Badajoz, entrega Sintra a Afonso VI, rei de Leão, em troca de protecção contra os almorávidas; 1108 - o castelo de Sintra é saqueado pelo príncipe norueguês, Sigurd; 1109 - o conde D. Henrique possui o castelo de Sintra; 1147 - tomada de Sintra aos mouros; 1154 - D. Afonso Henriques concede foral aos trinta povoadores do Castelo de Sintra. Construção no aro do castelo da primeira paroquial sintrense, devotada a São Pedro de Canaferrim; 1156 / 1157 - D. Afonso Henriques doa à Ordem do Templo umas casas em Sintra e propriedades na região; 1191 - D. Sancho I doa a Pero Pais a ermida de São Saturnino e a Cella de Colares (Milides); 1253 - o "Treslado do Lemite, e demarcação das Igrejas da Villa de Cintra", demarca no vasto território sintrão os limites das quatro freguesias: São Pedro, São Martinho, Santa Maria e São Miguel; 1255 - D. Afonso III concede carta de foro do reguengo de Colares a Pedro Miguel e à sua mulher; 1261-1325 - D. Dinis promove trabalhos de beneficiação e ampliação na alcáçova de Sintra (os "mea palacia Oliua"). Construção da capela gótica; 1281 - "Carta per que El Rey mandou aos seus mouros forros de Colares que lhy dessem o quarto", bem como estabeleceu a obrigação de os mesmos zelarem, também, pela conservação dos palácios reais da Oliva, das almedinas velhas do Castelo e dos eirados das torres; 1287 - D. Dinis faz doação de Sintra à rainha D. Isabel, passando a Vila a integrar o senhorio das rainhas; 1348 - Sintra é assolada pelo surto de peste negra que causa grande morticínio; 1374 - fixa-se no Arrabalde uma comunidade anacoreta proveniente do Convento da Trindade de Lisboa; 1385 - o Palácio é doado ao conde de Seia, Henrique Manuel, que, no contexto da revolução de 1383-1385, toma o partido de D. Leonor Teles, pelo que Sintra se entrega sem luta; 1386 - Sintra regressa à posse da coroa. D. João I inicia uma importante série de obras no Palácio Real, que se notabilizam (sob a orientação de mestre João Garcia de Toledo) pela construção da hoje denominada "ala joanina"; 1400 - D. João I faz erigir o Convento da Santíssima Trindade, no Arrabalde de Sintra, sob protecção do seu confessor, frei Sebastião de Meneses; 1429 - casamento de Isabel de Portugal, filha de D. João, com Filipe o Bom de Bolonha, ocorrido em Sintra; Van Eyck pinta o retrato da princesa e a comitiva bolonhesa ofereceu, entre muitos outros presentes, dois cisnes brancos que inspiraram a pintura do tecto da Sala dos Cisnes; 1432 - D. Afonso V nasce no Paço Real de Sintra; 1470 - D. Afonso V afora ao almoxarife de Sintra, Diogo Gomes, umas terras que vieram constituir a génese da actual Quinta do Ramalhão; 1481 - D. Afonso V morre no Palácio Real. D. João II é aclamado rei de Portugal, em Sintra; 1489 - campanha de obras no Paço Real onde são colocados os primeiros azulejos mudéjares, provenientes da Andaluzia; 1493 - a igreja paroquial de São Pedro de Canaferrim, no Castelo, está abandonada; 1499 - D. Manuel recebe a notícia da chegada à Índia, em Sintra; 1500, cerca de - D. Manuel reforma o Convento da Santíssima Trindade; 1501 - D. Manuel recebe, em Sintra, a notícia da descoberta do Brasil; 1503 - D. Manuel acrescenta à antiga ermidinha de Nossa Senhora da Pena um pequeno edifício conventual, construído em madeira, que entrega aos frades da Ordem Jerónima;1503- A Judiaria encontra-se documentada; 1505-1520 - construção da chamada "ala manuelina" no Paço Real; 1507 / 1510 - trabalhos nas obras do Paço Real (rol de André Gonçalves); 1511 - D. Manuel promove a construção em cantaria do novo convento ieronimita da Pena; 1512 - o prédio do Ramalhão é domínio directo do Hospital do Santo Espírito e Gafaria de Sintra;. 1514 - D. Manuel renova o foral de Sintra. Neste âmbito ter-se-á procedido à construção do pelourinho, da ermida de São Sebastião (já desaparecida) e a grandes obras de remodelação da igreja paroquial de São Martinho; 1516 - D. Manuel concede, ou renova, o foral de Colares; 1521-1555 - no reinado de D. João III acrescenta-se, ao Palácio Real, nova ala; 1527 - contava "198 vizinhos no corpo da Vila"; 1529-1532 - Nicolau de Chanterenne esculpe em jaspe e alabastro o retábulo-mor da igreja do mosteiro da Pena; 1534 - Gaspar Gonçalves, porteiro-mor da câmara real, constrói o chamado Paço dos Ribafrias, em cuja obra trabalha o mestre Pêro Pexão; 1540 - Frei Gaspar Preto edifica na serra uma ermida dedicada a Nossa Senhora de Monserrate, no sítio onde, séculos depois, se virá a constituir a quinta homónima; 1542 - D. João de Castro estabelece-se na quinta da Penha Verde, mandando construir umas casas térreas e fundando a ermida de Nossa Senhora do Monte; 1545 - a rainha D. Catarina funda a Confraria da Santa Casa da Misericórdia; 1546 - a poetisa Luísa Sigeia compõe, em honra da infanta Maria, o poema Syntra que, depois, é enviado ao papa Paulo III; 1560 - D. Álvaro de Castro manda edificar o Convento de Santa Cruz dos Capuchos; 1578 - D. Sebastião concede a sua última audiência no Paço de Sintra, no depois chamado Pátio da Audiência, antes de partir para Alcácer-Quibir; 1581 - D. Filipe II de Espanha estadeia em Sintra, tendo visitado vários locais; 1585 - a Santa Casa da Misericórdia de Sintra renova o emprazamento do casal do Ramalhão; séc. 17 - reforma do Convento da Santíssima Trindade, no Arrabalde, e do Convento do Carmo, em Colares; 1619 - Filipe IV visita Sintra; 1652 - D. Luísa de Gusmão estadia em Sintra, juntamente com o príncipe D. Teodósio; 1654 - D. João IV visita a Vila de Sintra; 1658 - Maria Craveira vende a Jorge Dias Brandão a propriedade do Ramalhão; 1674 / 1683 - D. Afonso VI permanece, cativo, no Paço de Sintra; 1680 - António de Sousa adquire a Quinta do Ramalhão; 1709 - Luís Garcia Bivar compra a Quinta do Ramalhão e inicia obras na casa; 1712 / 1740 - o filho de Luís Bivar alarga o domínio do Ramalhão comprando terras em redor; 1743 - a queda de um raio danifica a torre, a capela e a sacristia do Mosteiro de Nossa Senhora da Pena; 1744 - construção do Aqueduto do Ramalhão; 1748 - conclusão das obras de ampliação do Palácio do Ramalhão; séc. 18 (meados) - D. Diogo José Vito de Meneses de Noronha Coutinho, 5.º marquês de Marialva, manda erigir no bairro de São Pedro de Penaferrim a sua casa de vilegiatura, a actual Quinta do Espingardeiro; 1757 - reforma da fachada da igreja Paroquial de Santa Maria de Sintra. Reabilitação da Fonte da Sabuga; 1762 - conclusão das obras de reconstrução da Igreja da Misericórdia de Sintra; 1768 - a Quinta do Ramalhão é vendida, em hasta pública, a Maria da Encarnação Correia; 1773 - conclusão das obras de (re)construção da igreja paroquial de São Martinho; 1780 (cerca de) - construção em Monserrate, propriedade de Devisme, do neogótico palacete projectado por Elsden; 1783 - Daniel Gildemeester, cônsul da Holanda, constitui a Quinta da Alegria; 1787 - William Beckford estadia em Sintra, primeiro na casa do marquês de Marialva e, depois, na Quinta do Ramalhão. Inauguração da mansão de Seteais; 1787 (c.) - conclusão das obras de construção do palacete da Quinta de São Sebastião; 1788 - a Quinta do Ramalhão é cedida a William Beckford que redecora o palácio; 1794 - a rainha D. Carlota Joaquina adquire a Quinta do Ramalhão que transforma em residência real; 1795 - Robert Southey visita Sintra; 1800 - o 5º marquês de Marialva adquire a casa de Seteais e acrescenta-lhe novo corpo residencial; 1800 / 1801 - Southey permanece em Sintra, onde escreve parte da sua obra; 1802 - construção do arco de Seteais, comemorativo da visita do príncipe regente D. João, segundo projecto do arq. Costa e Silva; 1809 - Byron visita Sintra e inspira-se para escrever a Peregrinação de Childe Harold, onde lhe chama o "Glorioso Eden"; 1834 - a extinção das ordens religiosas no país leva ao abandono e alienação dos cenóbios sintrenses. O duque de Saldanha promove as primeiras obras de renovação do seu palacete em Sintra; 1838 - D. Fernando II adquire o Mosteiro da Pena. O visconde de Juromenha publica a "Cintra Pinturesca, ou Memoria Descriptiva da Villa de Cintra, Collares e Seus Arredores" e que constitui a primeira monografia histórica de Sintra; 1839 - projecto do barão Eschewege para o novel Palácio da Pena a edificar, a mando de D. Fernando II, sobre o abandonado mosteiro da Pena; 1840 / 1849 - construção do Palácio da Pena e do respectivo parque botânico (concebido pelo monarca em 1846), tendo-se para o efeito plantado milhares de árvores e plantas oriundas das quatro partidas do mundo; 1850 - ergue-se o pavilhão neomourisco da Quinta do relógio, segundo projecto do arq. António Tomás da Fonseca; 1855 (Outubro, 24) - publicação do decreto que extingue os concelhos de Colares e Belas, cujos territórios integram o termo de Sintra; 1855 (c.) - construção da Villa Roma; 1856 - Francis Cook compra a Quinta de Monserrate; 1858 - construção, segundo traço de Knowles e a mando de Francis Cook, de novo palacete em Monserrate. Plantação do exótico parque, sob orientação de Burt (e, depois de 1887, de Oates); 1860 - a freguesia de São Miguel é extinta e a sua área anexada à paróquia vizinha que toma, então, a designação de Freguesia de Santa Maria e de São Miguel; 1860 - construção do Palácio Valenças, segundo projecto de José Cinatti; 1869 - início da construção, no Parque da Pena, do Chalé da Condessa d'Edla, desenhado pela própria condessa; 1870 - o marechal-duque de Saldanha faz erigir na sua quinta o Monumento à Fé, desenhado pelo arq. Possidónio da Silva; 1873 - inauguração da linha de Larmanjat, ligando Lisboa a Sintra; 1877 - fundação da Sociedade União Sintrense; 1885 - a condessa d'Edla herda, por morte de D. Fernando II, o Palácio da Pena, o Chalé e o Parque; 1886 - D. Carlos e D. Amélia de Orleáns (reis de Portugal a partir de 1889) passam a lua-de-mel na Quinta do Relógio; 1886 / 1890 (c.) - construção do Chalé Biester, segundo projecto de José Luís Monteiro; 1887 - inauguração do combóio, ligando Sintra a Lisboa; 1889 - o Estado adquire o Palácio da Pena, mantendo a condessa d'Edla a propriedade do Chalé e do Parque;1890 - fundação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Sintra; 1892 - António Augusto de Carvalho Monteiro compra aos barões da Regaleira a quinta homónima; 1894 - inauguração do Mercado da Vila; 1896 - primeiro projecto para o palacete da Quinta da Regaleira apresentado por Henri Lusseau; 1900 / 1910 - construção do neomanuelino palacete da Quinta de Regaleira, segundo projecto de Luigi Manini; 1901 - início da construção da linha do eléctrico de Sintra à Praia das Maçãs; 1904 - inauguração da linha do eléctrico de Sintra à Praia das Maçãs. O Estado compra o Chalé, mantendo a condessa d'Edla usufruto do mesmo, e do Parque da Pena; 1905 - início dos trabalhos de construção do novo edifício dos Paços do Concelho, segundo projecto revivalista da autoria do arq. Adães Bermudes, tal como a Cadeia Comarcã; 1906 / 1908 (cerca) - construção do palacete da Quinta dos Lagos, segundo projecto do arq. Francisco Carlos Parente; 1911 - fundação do Sport União Sintrense. Construção do edifício dos Correios aproveitando a antiga cadeia, segundo projecto do arq. Marques da Silva; 1912 - fundação da Tuna Operária de Sintra. Construção da Casa do Cipreste, de Raul Lino. Início da demolição dos edifícios secundários do Palácio Nacional de Sintra; 1920 - inauguração da Fonte Mourisca, que substituiu o antigo Chafariz da Câmara, projectada por José da Fonseca; 1921 - construção da Casa dos Penedos, do arq. Raul Lino; 1922 - fundação da Sociedade Filarmónica "Os Aliados"; 1922 / 1924 - construção do Casino (actual Sintra Museu de Arte Moderna / Colecção Berardo), segundo projecto de Norte Júnior; 1924 - construção da Casa do Outão, segundo esquiço de Raul Lino. Demolição da nave da Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia; 1925 - aprovação dos estatutos da Associação de Caridade de Sintra; 1928 - descerramento do busto do Dr. Gregório de Almeida da autoria de mestre José da Fonseca; 1929 - inauguração da Fonte de São Pedro, desenhada pelo arq. Raul Lino; 1936 - a Câmara Municipal de Sintra adquire o Palácio Valenças e respectivo jardim; 1940 - fundação do Hockey Clube de Sintra. Inauguração da Biblioteca Municipal de Sintra e Arquivo Histórico, instalados no Palácio Valenças. Implantação da réplica do pelourinho manuelino, esculpido por José da Fonseca, no Largo Dr. Gregório de Almeida. Construção, no mesmo largo, do edifício neo-renascentista projectado por Norte Júnior; 1941 - é descerrado o monumento ao Soldado Desconhecido, da autoria de mestre José da Fonseca; 1941 - as Irmãs Terceiras Dominicanas adquirem a Quinta do Ramalhão e instalam o Colégio de São José; 1945 - início da construção do Cine-Teatro Carlos Manuel, da autoria do arq. Norte Júnior; 1946 - o Estado torna-se proprietário do Palácio de Seteais; 1949 - a Fazenda Nacional adquire o Palácio e mata de Monserrate. Plano de Urbanização de Sintra, da autoria do urbanista Étienne de Gröer; 1951 - inauguração do Mercado da Estefânea, projectado pelo arq. Assunção Santos; 1953 / 1954 - obras de adaptação do Palácio de Seteais a hotel; 1957 - electrificação da Linha de Sintra; 1965 - é descerrado no Parque da Liberdade um busto do escultor Artur Gaspar dos Anjos Teixeira, da autoria de Anjos Teixeira (filho); 1973 - extinta a Associação de Caridade de Sintra, os seus bens são integrados na Misericórdia local; 1981 - criação da Área de Paisagem Protegida de Sintra-Cascais (Decreto n.º 292/81, 15 Outubro); 1985 - inauguração do Museu Regional de Sintra; 1993 - reclassificação da Área Protegida de Sintra-Cascais como Parque Natural de Sintra-Cascais (Decreto Regulamentar n.º 8/94, 11 Março). Regulamento do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais (Decreto Regulamentar n.º 9/94); 1997 - inauguração do Sintra Museu de Arte Moderna; 1998 - abertura da Quinta da Regaleira ao público; inauguração do Museu do Brinquedo; 1999 - inauguração da Casa Dorita Castel-Branco. |
Dados Técnicos
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| Estrutura mista. Paredes exteriores em pedra, ligada com argamassa de cal e revestimento final feito com argamassas de cal com acabamento afagado. Paredes interiores em tabique. Cobertura com telha marselha ou de canudo. Beirado simples ou duplo, executado com telha de canudo. Caixilharias em madeira com janelas do tipo "varrer" ou de guilhotina. |
Materiais
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| Calcário, granito, cal e areia, madeira, telha cerâmica, ferro, vidro. |
Bibliografia
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| COSTA, A. Carvalho da, Corografia Portuguesa, e Descriçam Topografica do Famoso Reyno de Portugal (...), Lisboa, 1712; JUROMENHA, Visconde de, Cintra Pinturesca, ou memoria descriptiva da Villa de Cintra, Collares e seus Arredores, Lisboa, 1838; JORDÃO, A., Relação do castelo e Serra de Sintra e do que há que ver em Toda Ella, 2.ª ed., Coimbra, 1874; SABUGOSA, Conde de, O Paço de Cintra, Lisboa, 1903; INCHBOLD, A.C., Lisbon and Cintra, London, Chatto & Windus; KOEBEL, W.H. 1827 - Portugal its Land and People, London, Archibald Constable and Co. Ltd., 1909; PEIXOTTO, Ernest, Through Spain and Portugal, New York, Charles Scriner's Sons, 1832; PROENÇA, Raul, Guia de Portugal, Lisboa, 1924, vol. I; SANTOS, Reinaldo dos, A escultura em Portugal (séculos XVI a XVIII), Lisboa, 1950, vol. II; SOUSA, T. M., Mosteiro, Palácio e Parque da Pena na Serra de Sintra, Sintra, 1951; GOMES, M. de A., Monografia do Parque da Pena na Serra de Sintra, Sintra, 1960; ARAÚJO, I. Alves de, Arte paisagista e arte dos jardins em Portugal, Lisboa, 1962; FRANÇA, J.-A., A Arte em Portugal no Século XIX, Lisboa, 1966; SIMÕES, J. M. dos Santos, Azulejaria em Portugal no Século XVII, Lisboa, 1971, Tomo I; IDEM, Azulejaria em Portugal no Século XVIII, 2.ª ed., Lisboa, 1971; IDEM, Azulejaria em Portugal nos Séculos XV e XVI, 2.ª ed., Lisboa, 1971; FRANÇA, J.-A., A Arte em Portugal no Século XX, Lisboa, 1974; PEREIRA, F. A., Sintra do Pretérito, 2.ª ed., Sintra, 1975; AZEVEDO, José Alfredo da Costa - A Vila Velha - Ronda Pelo Passado, Sintra - 1978 ; AAVV, Sintria, Sintra, 1982 - 1983, I vol., tomo 1-2; BOLÉO, J. O., Sintra e o seu termo (estudo geográfico), 2.ª ed., Sintra, 1985; MECO, José, O Azulejo em Portugal, Lisboa, 1986; STOOP, Anne de - Quintas e Palácios dos Arredores de Lisboa, Barcelos, 1986; RIBEIRO, J. Cardim, "Vestígios arqueológicos pré-medievais na área urbana da Vila de Sintra", in Jornal de Sintra, 1987, nº 2721 a 2724; AAVV, Actas do I Congresso Internacional de Sintra Sobre o Romantismo. Sintra, 1988; AZEVEDO, Carlos de, Solares portugueses, Lisboa, 1988; AAVV, Elucidário arquitectónico-construtivo para o Centro Histórico de Sintra, Sintra, 1989; COELHO, A. Borges, Portugal na Espanha Árabe, 2.ª ed., Lisboa, 1989; SERRÃO, Vítor, Sintra, Lisboa, 1989; SILVA, C. da e LUCKHURST, G., Sintra. A paisagem e as suas quintas, Lisboa, 1989; CORREIA, J. E. Horta, Arquitectura Portuguesa. Renascimento, Maneirismo, Estilo Chão, Lisboa, 1991; ANACLETO, Regina, Arquitectura neomedieval portuguesa, 1780-1924, (dissertação de doutoramento), Coimbra, 1992; CARVALHO, Sérgio L. de, História de Sintra, Sintra, 1992; ANACLETO, Regina, O Neomanuelino ou a reinvenção da arquitectura dos descobrimentos. Catálogo da Exposição, Lisboa, 1994; AAVV, Sintra. Património da Humanidade, Sintra, 1996; AZEVEDO, J. A. C., Obras de José Alfredo da Costa Azevedo, Sintra, 1997 - 1998, 6 vols; AAVV, Actas do II Congresso Internacional de Sintra Sobre o Romantismo, Sintra, 1998; CAETANO, Maria Teresa, Colares, Sintra, 2000; COSTA, F., Estudos sintrenses, Sintra, 2000, 3 vols.; CHORÃO, M. J. M. Bigotte e GONÇALVES, J. M., Forais de Sintra, Sintra, 2001; RIBEIRO,José Cardim (coord.). Património Mundial - Sintra; C.M.Sintra, 1995. |
Documentação Gráfica
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| CMS: Projecto de Recuperação dos Centros Históricos da Câmara Municipal de Sintra; planta in MARQUES, A. H. de Oliveira, GONÇALVES, Iria, ANDRADE, Amélia Aguiar, Atlas das Cidades Medievais Portuguesas (Séculos XII-XV), Lisboa, Centros de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa, 1990, vol. I, p. 70 |
Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Administrativa
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| DGOTDU: Arquivo Histórico (Plano de Urbanização de Sintra, Arq. Urb. Etienne de Groër, 1949); CMS: Projecto de Recuperação dos Centros Históricos da Câmara Municipal de Sintra, Arquivo Municipal - Arquivo Histórico de Sintra |
Intervenção Realizada
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| CMS: 1983 - levantamento e recuperação da Casa do Parque da Liberdade; 1988 - levantamento do edifício municipal das Escadinhas do Hospital (n.º 4); 1989 - aprovação do restauro exterior da igreja paroquial de São Martinho (participação no Programa Municipal "Coresintra"); 1990 - reabilitação da fonte e lavadouro do Rio do Porto; projecto de recuperação do edifício dos Paços do Concelho; 1992 - recuperação da Fonte Longa; 1995 - Concurso Público de Ideias para a Elaboração do Plano de Salvaguarda e Valorização do Centro Histórico; 1995 / 1999 - projecto do Parque dos Castanheiros; 1995 - restauro do antigo edifício dos Paços do Concelho antigo quartel dos Bombeiros de Sintra e adaptação a Museu do Brinquedo; 1996 - arranjos exteriores do Museu Anjos Teixeira; 1997 - ordenamento da circulação do trânsito em Sintra; alteração do estacionamento dos autocarros da Vila Velha para a Quinta do Anjinho (Ramalhão); 1998 - proposta de área de ocupação para os feirantes na Rua Dr. Félix Alves Pereira (Mercado do Levante); Plano de Reorganização e Ordenamento do Mercado de São Pedro; aprovação do projecto e acompanhamento da obra do Centro de Dia de São Martinho (Santa Casa da Misericórdia de Sintra); 1998 / 2000 - Projecto de Requalificação Urbana do Espaço Público entre o Largo Dr. Vergílio Horta / Largo D. Manuel I /Largo D. José de Almeida; 1999 - arranjo da Rua 1º de Dezembro; interface de São Pedro de Penaferrim; remodelação do antigo picadeiro e zona envolvente em Parque de Estacionamento Provisório; empreitada de construção do Pavilhão do Japão, no Parque da Liberdade; recuperação da Torre do Relógio; 1999 / 2002 - acompanhamento das obras de conservação da Quinta da Regaleira; nova Biblioteca Municipal de Sintra / Casa Mantero; 2000 - reabilitação da Fonte dos Ladrões; 2000 - adaptação do edifício da Rua das Murtas (n.º 6-8) para instalação do Centro de Atendimento de Toxicodependentes (CAT); 2001 - remodelação do edifício dos Paços do Concelho; Regulamento de Publicidade, Ocupação da Via Pública e do Mobiliário Urbano do Município de Sintra; 2001 / 2002 - reabilitação da Fonte de Mata-Alva, incluindo o restauro, pela Escola de Recuperação de Património de Sintra, do painel de frescos oitocentistas e limpeza da pedraria; 2002 - projecto de iluminação e ensaio da Torre do Relógio; 2002 - reabilitação da Fonte da Penha Verde ou d'El Rei, incluindo a limpeza da pedraria pela Escola de Recuperação de Património de Sintra; projecto de remodelação do Edifício do Turismo (antigo Hotel Costa); projecto de recuperação de casa pombalina (adquirida pela Câmara Municipal de Sintra); projecto de reabilitação da Casa do Parque da Liberdade; arranjos exteriores do Museu Anjos Teixeira; Museu de História Natural. |
Observações
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| *1 A área classificada como Património Mundial (UNESCO, 1995, MN - Monumento Nacional / ZEP, Aviso nº 15169/2010, DR, 2.ª série, nº 147, de 30 Julho 2010) abrange a União das freguesias de Santa Maria e São Miguel, São Martinho e São Pedro de Penaferrim e a freguesia de Colares. O território classificado como Património Mundial, na categoria de Paisagem Cultural, detém ainda na sua envolvência dois tipos de protecção. Primeiro, a Zona Tampão que se subjaz à própria área classificada, contornando todo o seu perímetro e os seus limites passam, grosso modo, pela ribeira de Colares (a N.), o fim do concelho de Sintra (a S.), o termo do bairro de São Pedro de Penaferrim e o espaço de Santa Eufémia da Serra (a E.) e o Oceano Atlântico (a O.). Depois, desenvolve-se a Área de Transição que é coincidente com o território do Parque Natural de Sintra-Cascais. *2 Aos trinta povoadores foram concedidas terras fora do território sintrão, factoi, revelador da manutenção de uma ordem já anteriormente estabelecida, onde predominava o moçárabe, herdeiro de remota cultura, e cuja face visível poderá radicar em anciano substracto. Em Sintra, tal revelar-se-á na própria definição do topónimo cuja forma mais antiga conhecida - Suntria -, já medieval, aponta para o radical Indo-Europeu Sun, "astro luminoso", "sol" e lembra-nos, entre outros, os vestígios de gravura rupestre que existiu no Magoito, onde figura antropormófica glorificava o sol poente. *3 D. Afonso V nasceu no Palácio sintrense, em 1432, onde muitas vezes se fixou a corte e lançou o destino da conquista e descoberta africanas. Na epopeia participaram alguns sintrenses, nomeadamente, Gonçalo de Sintra, que explorou o Rio do Ouro e Soeiro da Costa e Pedro de Sintra que exploraram a costa ocidental de África, do Rio Grande ao Cabo Mesurado. E, ainda outro navegador, que desconhecendo-se a sua naturalidade, se manteve arreigado a Sintra, onde adquiriu umas terras que constituíram a génese da Quinta do Ramalhão. * 4 Na Quinta da Penha Verde D. João de Castro foi singular na sua obra e, em 1543, criou "um conjunto único onde a paisagem domina a arquitectura (...) e onde jardins, percursos e parques formam um percurso cheio de descobertas e de vistas sobre o Atlântico", pejado de objectos exóticos que o vice-rei trouxe de outras paragens. E, dando cumprimento aos desejos do infante D. Luís que o exortou a "encher estes picos da Serra de Sintra de ermidas e de vossas vitórias, e que os visiteis e logreis com muito descanso", edificou vitruviana capela dedicada a Nossa Senhora do Monte, tendo-se mais tarde acrescido outras ermidinhas, uma devotada a São João e outra a Santa Catarina, padroeira dos Castro. Ainda na segunda metade de Quinhentos e, mais além, os Castro ergueram uma capela dedicada a Nossa Senhora da Piedade que, em data indeterminada, integrou os bens da Casa de Cadaval. Em Sintra durante três longos e trabalhosos anos (1529-1532), Nicolau de Chanterenne esculpiu o alabastrino retábulo da igreja do Mosteiro da Pena, em cumprimento de sentida promessa de D. João III e de D. Catarina pelo nascimento do príncipe. Enquanto que na corte iam estadeando Gil Vicente, Pedro Nunes, Pedro Sanches, Ayres Barbosa, João de Barros, Damião de Góis e, da "academia" da infanta D. Maria, Paula Vicente, Joana Vaz, Leonor Coutinho, Leonor de Noronha e a toletana Luísa Sigeia, autora do poema Syntra. Frequentaram também este cenáculo Francisco de Holanda e Luís de Camões que, segundo a tradição, evocou as grandezas pátrias ao ler ao jovem rei Sebastião Os Lusíadas, no Paço de Sintra. |
Autor e Data
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| Teresa Caetano (CMS) 2002 |
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