Igreja Paroquial de Oliveira do Conde / Igreja de São Pedro

IPA.00003689
Portugal, Viseu, Carregal do Sal, Oliveira do Conde
 
Igreja paroquial contendo túmulo com jacente, desprovido de dossel, e arca com as 4 faces historiadas. Correndo pelo rebordo do tampo encontram-se inscrições com a indicação do nome do cavaleiro, seus títulos e feitos; semelhanças com a estatuária funerária do Séc. 14 em Coimbra.
Número IPA Antigo: PT021802040001
 
Registo visualizado 379 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Igreja de planta longitudinal composta por nave e capela-mor mais estreita, com sacristia adossada à fachada lateral esquerda, de volumes articulados e coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na igreja e de três na sacristia. Túmulo com 2 m. de4 comprimento, com estátua jacente, ricamente decorado, assente sobre quatro leões de juba cerrada e penteada. O jacente é uma figura masculina, vestida de cota de armas, com a cabeça apoiada numa almofada, com a espada na mão direita que segura nos copos e a mão esquerda na bainha. Ao lado direito da estátua uma figura feminina de criança. Aos pés um mastim. Junto ao ombro direito um anjo e junto ao esquerdo restos de outro. Na frontaria do túmulo dez nichos de arco apontado, com um santo em cada um. O topo, do lado da cabeceira, é armoriado com 2 escudos com as armas da família dos Góis. Sob eles cinco nichos. Um central, de maiores dimensões, com a imagem do Salvador, ladeado por dois de cada lado representando os 4 evangelistas. A face do túmulo do lado dos pés, é decorado com a cena da Anunciação *1.

Acessos

EN 234, Km 78, para Oliveira do Conde a 1 Km, na Rua da Igreja

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG, 1.ª série, n.º 136 de 23 junho 1910 (túmulo de Fernando Gomes de Góis)

Enquadramento

Rural, isolado.

Descrição Complementar

No túmulo, a inscrição: "Arui ias Fernam Gomes de Gooes camareiro moor foy do mui nobre rey dom Joham de Portugal o qual o diro senhor rey fez cavaleiro o dia que filhou ceita aos mouros".

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Viseu)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 15

Arquitecto / Construtor / Autor

ENTALHADOR: Francisco de Almeida (1727). FUNDIDOR: João Afonso. PINTOR: Manuel Pinto Temudo (1750). PINTOR - DOURADOR: Manuel de Miranda Pereira (1731-45)

Cronologia

1439 - início da construção, sendo a capela-mor encomendada por D. Nuno Martins da Silveira ou pelo seu filho, D. Luís da Silveira; 1440 - final da obra; 1574 - a igreja pertence ao padroado real e integra o território da Diocese de Viseu; séc. 17 - execução da imagem de Nossa Senhora da Conceição; 1675 - já existiam os retábulos de São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário; 1727, 22 Fevereiro - contrato com Francisco de Almeida para a execução do retábulo da Capela do Santo Cristo, feito segundo o risco dado pelos encomendantes, a que se acrescentaria a imagem de São João e um frontal semelhante ao da Senhora do Rosário da vila; a obra seria de 105$000 réis; 1731 - 1745 - douramento do retábulo-mor por Manuel de Miranda Pereira; 1750, 24 Outubro - contrato com o pintor Manuel Pinto Temudo para a pintura da capela-mor por 45$000 *2; 1754 - 1755 - reedificação das estruturas retabulares; 1876 - empréstimo de 1:200$000 para consertar a igreja.

Dados Técnicos

Estrutura autónoma.

Materiais

Pedra de Ançã.

Bibliografia

VALE, A. de Lucena do, Beira Alta - Terra e Gente - Uma Trindade Artística, Viseu, 1958; CORREIA, Virgílio, Três Túmulos, Portugália Editora; PROENÇA, Raúl, (dir. de), Guia de Portugal, III Vol. Beira - II Beira Baixa e Beira Alta, Lisboa, 1985; MARQUES, Hermínio da Cunha, Carregal do Sal no Coração da Beira, Carregal do Sal, 1995; ALVES, Alexandre, Artistas e Artífices nas Dioceses de Lamego e Viseu, 3 vols., Viseu, 2001; CD Portugal Séc. XXI - Distrito de Viseu, CD 1, Matosinhos, 2001; SERRÃO, Joaquim Veríssimo - Livro das Igrejas e Capelas do Padroado dos Reis de Portugal - 1574. Paris: Fundação Calouste Gulbenkian Centro Cultural Português, 1971.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID; DGA/TT: Ministério do Reino, 1ª Direcção, 2ª Repartição

Intervenção Realizada

DGEMN: 1952 - remoção dos retábulos de São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário.

Observações

*1 - o túmulo encontra-se mutilado em diversos locais. Em 1819 o Vigário Manuel António de Aranda mandou fazer uma memória descritiva do mausoléu, anotando toda a epigrafia. Dela destaca-se a que existia em baixo a toda a volta e que dizia: "Ioham Afonso mestre dos sinos lavrou este moimento e começou o na era do nascimento de noso senhor ihu xpo de MCDXXXIX as e acabou o na era do nascimento de noso senhor ihu xpo de MCDXL comecado tres dias andados do mez de maio e poz doze mezes em lavrallo per". Em 1934, quando Virgílio Correia o estudou, muitas das estátua já estavam mutiladas, bem como o 1º. nome do escultor já estava desaparecido. *2 - a obra consistia: "Primeiramente, a dita capela-mor e meio arco aparelhados de alvaiade e óleo e serão os lisos da abóbada de ornatos à bacarela, tudo em perspectiva, onde levará suas tarjas, e no meio delas levará seus emblemas ou a melhor ideia que o artífice souber; as pinhas das flores da abóbada serão douradas e todos os cordões e frisos serão fingidos de pedra, e as portadas e frestas da mesma capela, e se fingirá em correspondência um portado e uma fresta, no fundo das frestas para baixo será fingido de azulejos de países e figuras dedicados aos Passos de São Pedro, e levará por baixo dos azulejos um banco fingido de pedra, e será tudo feito com tintas finas (...)" (ALVES, 2001, vol. III, pp. 244-245).

Autor e Data

Madeira Portugal 1991 / João Carvalho 1997

Actualização

 
 
 
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