Pelourinho de Abrunhosa-a-Velha

IPA.00003678
Portugal, Viseu, Mangualde, Abrunhosa-a-Velha
 
Pelourinho setecentista, de pinha piramidal composto por soco de quatro degraus octogonais, de onde evolui um fuste liso com a mesma secção, rematado por elemento em pinha piramidal. O remate aparenta ter sido reconstruído, pela diferença e novidade do material e talhe.
Número IPA Antigo: PT021806010002
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição eclesiástica  

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco de quatro degraus octogonais escalonados, com o bordo ligeiramente boleado, sendo o primeiro provido de oito prumos de ferro ligados por uma corrente, que protege o imóvel. O fuste é prismático, octogonal, liso, e evolui directamente do degrau superior. Termina em moldura oitavada saliente onde assenta o remate do pelourinho, constituído por dois registos, de diferente material do fuste. O primeiro é um poliedro de oito faces convexas, reentrante em relação à secção do fuste, produzindo um estrangulamento, e o segundo uma pinha em pirâmide de oito faces, de estreita superfície direita inferiormente, tudo desprovido de decoração.

Acessos

Rua Francisco Lopes Pais de Sousa (antigo Largo do Pelourinho). WGS84 (graus decimais) lat.: 40,579196, long.: -7,642732

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interese Público, Decreto n.º 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano, isolado, num pequeno largo ligeiramente inclinado para SE., flanqueado por edifícios de dois pisos, um dos quais o da Junta de Freguesia de Abrunhosa a Velha e Casa do Povo, dissonantes e próximos do monumento.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 18 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1758, 14 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco, é referido que a povoação tem 165 vizinhos; está sujeita ao juíz do concelho de Tavares; 1762 - até este ano Abrunhosa-a-Velha pertence ao concelho de Tavares de que é simples freguesia e abrangida pelo foral deste; posteriormente àquela data, constitui-se o Concelho de Vila Nova de Abrunhosa-a-Velha, dotada então de Casa da Câmara, Cadeia e Tribunal (hoje Junta da Freguesia), edificando-se o pelourinho; 1836 - supressão do Concelho de Abrunhosa-a-Velha, voltando a integrar o de Tavares; 1853 - desaparece o Concelho de Tavares, que é anexado a Mangualde.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura de granito, diverso no fuste e no capitel; prumos e correntes de ferro.

Bibliografia

MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; REAL, Mário Guedes, Pelourinhos da Beira Alta, vol. XIV, nº4, Viseu, 1955, pp. 335-342; SILVA, Valentim da, Concelho de Mangualde ( Antigo Concelho de Azurara da Beira ), Porto, 1945; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito de Viseu, Viseu, 1998.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 1, n.º 22, fl. 195-204)

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: séc. 20, final - colocação de prumos e correntes em ferro para protecção da estrutura.

Observações

Autor e Data

Madeira Portugal 1991 / Lina Marques 1995

Actualização

 
 
 
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