Apeadeiro Ferroviário de Tourencinho

IPA.00036099
Portugal, Vila Real, Vila Pouca de Aguiar, Telões
 
Apeadeiro ferroviário da Linha do Corgo, construído no séc. 20, conservando o edifício de passageiros (EP), de planta retangular e as fachadas de um piso, com faixa, cunhais e remate em friso de massa, a principal rasgada por três portais e a posterior por portal entre janelas, em arco abatido e verga de cantaria com chave relevada, sendo o central, de acesso à área pública. A ligação ferroviária era feita em via estreita.
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Transportes  Apeadeiro / Estação  Apeadeiro ferroviário  

Descrição

Edifício de passageiros (EP) e um outro de construção mais recente, sem outros vestígios complementares da antiga paisagem ferroviária. O EDIFÍCIO DE PASSAGEIROS tem planta retangular, com cobertura homogénea em telhado de duas águas, rematadas beirada simples. Fachadas de um piso, rebocadas e pintadas de branco, com faixa, cunhais e friso no remate de massa, pintadas de cinzento e cornija de betão. A fachada principal surge virada a sudeste; a posterior, que inicialmente se virava à linha, é rasgada por portal entre janelas de peitoril, todos de arco abatido, com verga de cantaria e fecho relevado, surgindo sobre o portal toponímia em relevo. As fachadas laterais terminam em empena, apresentando ao centro toponímia relevada. No INTERIOR, o espaço estava dividido entre áreas de habitação e de serviço.

Acessos

Telões, Tourencinho, Rua do Noval, n.º 2; EN 2; Linha do Corgo - Ponto quilométrico 45,134 (PK). WGS84 (graus decimais): lat.: 41,424746, long.: -7,674831

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, adossado, no interior da povoação de Tourencinho, junto a via pública, rasgada sobre a antiga via férrea, possuindo passeio separador. Nas imediações, ergue-se o Centro Social de Nossa Senhora do Extremo.

Descrição Complementar

Nas fachadas laterais e na posterior, existe a toponímica da estação relevada, pintadas a cor cinzenta: "TOURENCINHO". Na fachada posterior existe ainda um painel de azulejos, com moldura de cantaria, possuindo a seguinte inscrição: "ASSOCIAÇÃO CULTURAL / E RECREATIVA / TOURENCINHO / TOURENCIUS / DOS / XUDREIROS".

Utilização Inicial

Transportes: apeadeiro ferroviário

Utilização Actual

Cultural e recreativa: associação cultural e recreativa

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Infraestruturas de Portugal (conforme do artigo 6º, nº 2 e 5, e artigo 11º, n.º 1, ambos do DL 91/2015, e com a regras definidas pelo regime jurídico do Domínio Público Ferroviário que constam do DL 276/2003)

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1905, 14 setembro - portaria aprova o projeto para o troço entre o Ribeiro de Varges e a Estação de Pedras Salgadas, onde se planeava a construção de uma estação na localidade de Tourencinho; 1907, 15 julho - inauguração do troço entre Vila Real e Pedras Salgadas, com 36,200 km, onde se integra o apeadeiro de Tourencinho, pertencente à linha do Vale do Corgo, desenvolvida entre Régua e Chaves, no vale profundo do rio Corgo, afluente do rio Douro e seguindo a sua margem direita, com via estreita (bitola métrica) e uma extensão total de 96 quilómetros; 1990, 01 janeiro - encerramento do troço da linha férrea entre Vila Real e Chaves; posteriormente instala-se no edifício de passageiros a sede da Associação Cultural e Recreativa Tourencius dos Xudreiros.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes autónomas.

Materiais

Estrutura rebocada e pintada; faixa, cunhais e remate em massa; cornija de betão; algerozes metálicos; peitoril e verga dos vãos em cantaria de granito aparente; portas e caixilharia de alumínio; vidros simples nas janelas; painel de azulejos; cobertura de telha.

Bibliografia

TORRES, Carlos Manitto - «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário». In Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 fevereiro 1958, n.º 70, p. 94; TORRES, Carlos Manitto - «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário». In Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 Março 1958, n.º 71, p. 134; «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão». In Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 Outubro 1956, n.º 69, p. 529.

Documentação Gráfica

Arquivo Técnico da IP-Infraestruturas de Portugal (solicitação através do site www.infraestruturasdeportugal.pt)

Documentação Fotográfica

DGPC: SIPA; Arquivo Técnico da IP-Infraestruturas de Portugal (solicitação através do site www.infraestruturasdeportugal.pt)

Documentação Administrativa

Arquivo Técnico da IP-Infraestruturas de Portugal (solicitação através do site www.infraestruturasdeportugal.pt); Câmara Municipal de Lisboa: Hemeroteca Digital

Intervenção Realizada

Observações

EM ESTUDO

Autor e Data

Armando Oliveira 2019 (no âmbito do Protocolo de colaboração DGPC / Infraestruturas de Portugal)

Actualização

 
 
 
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