Apeadeiro Ferroviário de Castelãos

IPA.00035969
Portugal, Bragança, Macedo de Cavaleiros, União das freguesias de Castelãos e Vilar do Monte
 
Apeadeiro ferroviário da Linha do Tua, construído no séc. 20, composto pela casa do guarda da passagem de nível, que, simultaneamente, tem alpendre para proteção dos passageiros. A casa do guarda da passagem de nível tem planta retangular, interiormente seccionada em cozinha e quarto, com fachadas de um piso, a principal e posterior terminada em empena, rasgadas por portas de verga abatida, com molduras retilíneas de cantaria, a principal com toponímica relevada, e as fachadas laterais cegas e terminadas em aba corrida de madeira. A este corpo foi acrescentado, no início da década de 1930, alpendre em L invertido, de madeira, para abrigo dos passageiros. Sob o alpendre, conserva-se banco de pedra. A ligação ferroviária era feita em via estreita (bitola métrica) entre a estação do Tua (Linha do Douro) e a estação de Bragança, numa extensão total de 134 quilómetros.
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Transportes  Apeadeiro / Estação  Apeadeiro ferroviário  

Descrição

Conjunto composto apenas por casa de habitação da guarda de passagem de nível e pela plataforma de embarque. A CASA DE PASSAGEM DE NÍVEL tem planta retangular, composta por pequeno corpo e alpendre, circundado a fachada principal e a lateral direita, de volumes escalonados e coberturas diferenciadas, em telhados de duas e três águas, respetivamente. Fachadas de um piso, rebocadas e pintadas de branco, com soco de cantaria. A fachada principal surge virada a norte, com corpo principal terminado em empena, e rasgado por portal de arco abatido e moldura retilínea, formando ligeiro recorte lateral e com chave relevada, atualmente entaipada por tijolo e reboco; sobre o alpendre possui toponímia em relevo, pintada de preto. O alpendre, contornando para a fachada lateral direita, avança sobre a plataforma de embarque, para proteger os passageiros, e tem estrutura de madeira, com finos pilares do mesmo material. As fachadas laterais terminam em aba corrida de madeira, dispondo-se sobre a cobertura, do lado poente, chaminé. A fachada posterior termina igualmente em empena e tem portal semelhante, também entaipado. No INTERIOR, o edifício estava dividido em duas áreas, que constituíam a habitação da guarda de passagem de nível, composta pela cozinha e pelo quarto.

Acessos

Castelãos, ER 216; Rua Manuel Cardoso; IP 2; A4; Linha do Tua - Ponto quilométrico 85,300 (PK). WGS84 (graus decimais) lat.: 41,525808; long.: -6,929744

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Peri-urbano, adossado, no exterior da povoação de Castelãos, mas possuindo nas imediações várias casas de habitação. À fachada lateral esquerda, adossa-se pequeno anexo.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Transportes: apeadeiro ferroviário

Utilização Actual

Devoluto

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Infraestruturas de Portugal (conforme do artigo 6º, nº 2 e 5, e artigo 11º, n.º 1, ambos do DL 91/2015, e com a regras definidas pelo regime jurídico do Domínio Público Ferroviário que constam do DL 276/2003)

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1905, 18 dezembro - entra ao serviço o troço da linha ferroviária entre Macedo de Cavaleiros e Sendas, onde se integra o apeadeiro; 1932, 25 janeiro - os comboios correios e mistos começam a parar na passagem de nível de Castelãos, apenas para embarque e desembarque de passageiros; 1933 - a Companhia Nacional de Caminhos de Ferro estabelece em Castelãos uma paragem e constrói uma gare e um alpendre junto à casa do guarda da passagem de nível, para abrigar os passageiros; 1946 - assinatura da escritura da transferência da concessão da Companhia Nacional para a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses; 1947, 01 janeiro - a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses inicia a exploração da Linha do Tua; 1992, 15 outubro - encerramento do troço da linha pelos Caminhos de Ferro Portugueses.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura rebocada e pintada; soco e molduras dos vãos em cantaria de granito; reboco aparente; estrutura do alpendre em madeira; cobertura de telha.

Bibliografia

«Linhas Portuguezas». In Gazeta dos Caminhos de Ferro. 01 agosto 1905, ano n.º 18, pp. 234-235; «O que se fez em caminhos de Ferro no ano de 1933». In Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 janeiro 1934. Ano n.º 47, p. 51; «Parte Official». In Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 junho 1902, Ano n.º 15, p. 182; «Parte Official». In Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 julho 1903, Ano n.º 16, pp. 238; «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão». In Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 outubro 1956, n.º 69, p. 529.

Documentação Gráfica

Arquivo Técnico da IP-Infraestruturas de Portugal (solicitação através do site www.infraestruturasdeportugal.pt)

Documentação Fotográfica

DGPC: SIPA; Arquivo Técnico da IP-Infraestruturas de Portugal (solicitação através do site www.infraestruturasdeportugal.pt)

Documentação Administrativa

Arquivo Técnico da IP-Infraestruturas de Portugal (solicitação através do site www.infraestruturasdeportugal.pt); CMLisboa: Hemeroteca Digital

Intervenção Realizada

Observações

EM ESTUDO

Autor e Data

Armando Oliveira 2018 (no âmbito do Acordo de colaboração DGPC / Infraestruturas de Portugal)

Actualização

 
 
 
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