Casa dos Fornos

IPA.00035918
Portugal, Portalegre, Elvas, Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso
 
Fábrica de pão para abastecimento militar, construída no início do séc. 19, posteriormente adaptado a caserna militar e a zona de arrumos do teatro municipal, instalado na vizinha Casa das Barcas, com a qual se interligava, e, em 2017, a reservas museológicas e espaço cultural, conservando, no entanto, a sua estrutura primitiva. Caracteriza-se pelo aspeto funcional e grande sobriedade das linhas, possuindo planta retangular de três naves, separadas por arcos de volta perfeita sobre pilares, cobertas por abóbadas de berço à prova. A fachada principal termina em platibanda plena, tendo gárgulas em meia cana nos cunhais e é rasgada por amplos portais ladeando janela central, de vergas abatidas, molduradas a cantaria. A nave do fundo é ocupada por três fornos, semelhantes, encimados por zonas para guarda da lenha, de modo a mantê-la seca, esquema também existente no Quartel do Assento de Elvas (v. IPA.00035919). Os fornos têm câmara de planta circular, com o lar revestido a placas refratárias e cobertura em abobadilha de tijolo, e boca em arco abatido, moldurado, encimada por óculo circular, correspondente à conduta de admissão de ar às chaminés, que se ainda se elevam sobre o espaço retangular que precede os fornos. O espaço de armazenamento da lenha, sobre os fornos é seccionado, tem pavimento cerâmico e a cobertura com a abobadilha aparente. A estrutura do imóvel é semelhante a outros armazéns militares da cidade, nomeadamente à Casa das Barcas e ao palheiro do Quartel do Assento.
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Extração, produção e transformação  Fábrica  Fábrica alimentícia  

Descrição

Planta retangular, de três naves e coberturas em telhados dente de serra, de quatro águas, conservando no topo sudeste três chaminés, de corpo cilíndrico. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, terminadas em platibanda plena, a principal, desenvolvida na fachada mais comprida, virada a noroeste, com faixa, frisos verticais nos cunhais e um horizontal a delimitar inferiormente a platibanda, em amarelo. Os cunhais integram gárgulas em meia cana para escoamento das águas pluviais das coberturas. A fachada é rasgada por três vãos de arco abatido, moldurados a cantaria, correspondendo os laterais a amplos portais e o central, mais estreito, a janela gradeada. INTERIOR com as naves separadas por arcos de volta perfeita, assentes em oito pilares de alvenaria, tendo os da nave do fundo, mais a sudeste, adossados à caixa muraria, que a ocupa completamente e onde se inserem três fornos, de iguais dimensões. Possui as paredes rebocadas e pintadas de branco, pavimento em resina epóxi, de cor vermelha, e as duas primeiras naves cobertas por abóbadas de berço, rebocadas e pintadas de branco, com a instalação elétrica formada por caminhos de cabos suspensos, onde se fixam apliques. A nave do fundo possui ao centro de cada arco estrutura de tabique recente a ocultar os fornos, com porta de verga reta, sobre a qual se desenvolve escada, igualmente recente, para aceder ao espaço para guarda da lenha, existente sobre os mesmos. A porta do tabique acede a estreito espaço retangular, que antecede os fornos, delimitado por arco abatido de tijolo, e coberto por abobadilha de berço, com tijolo de burro em cutelo, no alinhamento do qual se elevam as chaminés. Os fornos, de um lar, têm boca em arco abatido, moldurado a cantaria, e interiormente câmaras de planta circular, com 4,5m de diâmetro, com o lar revestido a placas refratárias e cobertura em abobadilha de tijolo. Sobre a fornalha existe óculo circular, de capialço revestido a cantaria, correspondente à conduta de admissão de ar da chaminé. O espaço de guarda da lenha é seccionado de acordo com o tamanho dos fornos e possui pavimento em tijoleira, sobrelevado relativamente à atual porta de acesso e precedido por quatro degraus, e cobertura em abobadilha de berço aparente, com tijolo de burro colocado em cutelo; a porta surge à esquerda da boca do forno.

Acessos

Assunção, Rua Baluarte do Príncipe, Largo de São Martinho. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,881672; long.: -7,165508

Protecção

Incluído no Núcleo urbano da cidade de Elvas / Cidade Fronteiriça e de Guarnição de Elvas (v. IPA.00001839) e na Zona de Proteção da Fortaleza de Elvas (v. IPA.00035956)

Enquadramento

Urbano, adossado, no interior da praça, a noroeste da mesma, junto à estrada militar da cortina entre o baluarte do Trem e o do Príncipe. Implanta-se adaptado ao declive suave do terreno, com a frontaria virada à antiga estrada militar, adossando-se, à esquerda, a habitações privadas, à direita, à Casa das Barcas (v. IPA.00026777), e, posteriormente, ao Quartel de São Martinho (v. IPA.00035791). Nas imediações, ergue-se o Quartel do Trem (v. IPA.00026791), a Igreja de São Martinho (v. IPA.00026775), o Edifício do Conselho de Guerra (v. IPA.00026790) e o Convento de São Paulo (v. IPA.00014243).

Descrição Complementar

Na primeira nave, junto ao vão da janela, dispõe-se a unidade AVAC, com as tubagens de admissão de ar e a de ar novo sobrepostas, a partir da qual se desenvolvem as tubagens de insuflação circular, com isolamento protegido por folha de alumínio.

Utilização Inicial

Extração, produção e transformação: fábrica

Utilização Actual

Cultural e recreativa: centro de conservação e divulgação documental

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Câmara Municipal de Elvas, auto de cessão e reafetação de 04 abril 2014

Época Construção

Séc. 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1802 - planta da Praça de Elvas com seus fortes adjacentes, delineada por Francisco D'Alincourt, representa a Casa das Barcas, mas a Casa dos Fornos ainda não está construída, visto haver um vazio e recorte entre as massas da primeira e a do Quartel de São Martinho, ala norte; 1815, maio - Relatório do Coronel Engenheiro Raimundo Valeriano da Costa Correa refere que a Casa dos Fornos é "a grande prova, tanto pelas suas grossas paredes como pelo seu considerável carrego de alvenaria, e terra"; 1819 - planta da Praça de Elvas, levantada pelo capitão de engenheiros António José da Cunha Salgado, para fazer parte do plano diretor, já representa o edifício da Casa dos Fornos, adossada à Casa das Barcas e ao Quartel de São Martinho, ala norte; 1822 - data de desenho da Casa dos Fornos, com representação do alçado principal e cortes do edifício; 1880, 04 setembro - Francisco Pereira d'Azevedo, cirurgião ajudante de Infantaria n.º 4, por ordem do coronel comandante do Batalhão de Caçadores 8, examina o quartel das três últimas companhias situadas na muralha ao lado da Casa das Barcas a fim de declarar o seu estado; relata que esta grande caserna não pode conter mais soldados do que os que tem na altura; é suposto poder aquartelar soldados sem inconveniente na estação presente, mas não acontecerá assim durante o inverno, por ser completamente exposta ao norte; construída de grossas paredes, não permite o aquecimento natural e sustenta quase indefinidamente uma humidade das águas pluviais como ainda se reconhece à vista pela infiltração nas paredes e abóbadas que não têm secado, apesar de correr seca e extremamente quente a estação; nas janelas não existem vidraças e a porta muito grande deixa esta casa muito exposta às correntes de ar, frio e húmido, o que não é muito salubre principalmente no inverno; estas condições higiénicas, pouco lisonjeiras às reuniões de muitos homens, poderá no futuro inverno provocar doenças graves (PM n.º 14/Elvas - Casa dos Fornos, Processo n.º 4); 1896, 25 março - planta de José Diogo Lopes da Costa Theriaga, tenente de engenharia, representa a Casa das Barcas interligada à Casa dos Fornos por vão central, a primeira com marcação do teatro, delimitando a plateia, espaço de orquestra, e palco, e a Casa dos Fornos com a fachada principal rasgada por duas portas laterais e janela central, interiormente tendo três fornos; 1900, 17 setembro - requerimento de José Nunes Silva Sobrinho, residente na cidade de Elvas, a solicitar, como representante de um grupo de proprietários da mesma cidade, a cedência do edifício denominado Casa das Barcas, para nele se construir um teatro; 07 outubro - em nota complementar n.º 201, a Inspeção do Serviço de Engenharia informa considerar prejudicial aos interesses do Estado e especialmente ao Ministério da Guerra a cedência da Casa das Barcas para nela ser construído um teatro, justificando que no mesmo edifício está a denominada Casa dos Fornos, parte da qual serve de arrecadação ao teatro instalado na Casa das Barcas e outra parte de caserna militar; nesta data, que todo o edifício é do Ministério da Guerra, a caserna militar pode, sendo necessária, utilizar o teatro, mas ao ceder-se a Casa das Barcas, a caserna ficaria constrangida à parte que ocupa, com a agravante de ficar ligada a um estabelecimento com alto risco de incêndio; além disso, a Casa das Barcas é composta por 3 naves com abóbadas à prova de bomba, não sendo portanto possível melhorar notavelmente as condições higiénicas e arquitetónicas do atual edifício com a facilidade que o signatário da petição julga ou mostra julgar, por serem grandes as despesas de demolição e alteração completa das condições do edifício; 10 outubro - nota n.º 110 do Ministério da Guerra autoriza o arrendamento da Casa das Barcas a José Nunes da Silva Sobrinho, pela renda anual de 300$000, ficando o arrendatário obrigado a restituir o mesmo, sem direito a indemnização alguma, quando o Governo, por motivo de defesa, assim o entender; 1916, 11 outubro - escritura de ampliação da concessão feita pelo Ministério da Guerra à Câmara Municipal de Elvas, por escritura de 11 janeiro 1912, englobando à anterior concessão gratuita da Casa das Barcas, a parte da Casa dos Fornos, que fica ao poente, utilizada para arrecadação do cenário do teatro elvense; a cedência da parte da Casa dos Fornos tinha como condição ser entregue ao governo da praça de Elvas ou à Manutenção Militar quando o Ministério da Guerra assim o determinasse por motivo de serviço, ficando a Câmara obrigada a proceder à vedação entre a Casa dos Fornos e a das Barcas, por meio de um tabique de tijolo; 1917 - data do projeto do teatro a construir na Casa das Barcas, da autoria do arquiteto José Coelho, o qual implicava a demolição quase completa do edifício e à transformação do que restasse, não permitindo voltar a ter a anterior aplicação; 1922 - até esta data a Câmara ainda não fizera nenhumas obras na Casa das Barcas, mesmo as de simples conservação; segundo parecer da Inspeção Geral das Fortificações e Obras Militares, não se deveria demolir os imóveis cedidos para a construção do teatro, o que considera ser mais custoso do que construir um teatro noutro local; assim, não são autorizadas as obras em harmonia com o projeto enviado, devendo-se avisar a Câmara para efetuar as obras de reparação indispensáveis, mas sem alterar profundamente a construção existente, e entender-se com a Câmara para que, em troca da sua desistência das concedias Casa das Barcas e dos Fornos, lhe seja dado algum terreno onde pudesse construir um teatro; é colocada a hipótese de construir o teatro nas ruínas da Igreja de São Paulo (v. IPA.00014243); 1927, 18 janeiro - em secção, a Câmara resolve anuir à proposta do Ministério da Guerra para restituir o antigo PM 15 - Casa das Barcas, ao Ministério, em troca do velho armazém da Ramada; 19 janeiro - a Comissão Camarária solicita que a compensação da restituição da Casa das Barcas seja ampliada com a autorização de uma nova abertura, através da fortificação, ligando com a Praça Fontes Pereira de Melo, e compreendendo a cedência dos PM n.º 50 - Armazém junto da Ramada, n.º 72 - Paiol do baluarte São João de Deus e n.º 76 - Tanque das Medeiras, que são todos de insignificante valor; e por motivos de abastecimento de águas à mesma cidade, a cedência de alguns terrenos (a determinar) junto da Parada do Castelo, para a construção de um grande depósito, indispensável à sua conveniente distribuição por toda a cidade; nesta data a Casa das Barcas e a dos Fornos (a parte cedida com o n.º de Prédio Militar n.º 103) são intercomunicantes; 01 março - auto de entrega da Casa dos Fornos ao Grupo de Artilharia a Cavalo n.º 1; 1928, 06 janeiro - na sequência da solicitação da Câmara, determina-se que a entrega dos prédios militares onde se acha instalado o teatro não se deve efetuar até 31 de maio do mesmo ano, altura em que já deve estar concluído o teatro em construção; na ocasião dessa entrega seria feita também a entrega dos prédios militares que estão na posse do Ministério da Guerra e que, por troca com a Casa das Barcas e a dos Fornos (parte), são cedidos à Câmara; 08 maio - auto de entrega do PM 14 - Casa dos Fornos (parte) ao Batalhão de Caçadores 8, sendo descrito como casa abobadada, com entrada pela cortina entre o baluarte do Trem e o do Príncipe e confrontando por norte com a cortina entre o baluarte do Trem e o do Príncipe, a sul com o PM 85 - Quartel de São Martinho, a nascente com prédios particulares e a poente com a parte da mesma Casa dos Fornos, que está entregue à Câmara (prédio 103); 24 setembro - escritura relativa à troca entre a Câmara Municipal de Elvas, sendo então presidente da Administração António Joaquim de Melo, e o Ministério da Guerra dos Prédios Militares n.º 15 - Casa das Barcas, n.º 14 - Casa dos Fornos e n.º 54 - Armazém da Ramada, e da cedência gratuita Do Ministério à Câmara dos Prédios Militares n.º 50 - Armazém junto da Ramada, n.º 72 - Paiol da bateria e n.º 76 - Tanque das Medeiras; 23 outubro - deliberação unânime da Comissão Administrativa da Câmara, que resolve optar por comprar os PM 15 - Casa das Barcas e PM 103 - Casa dos Fornos (parte), pedindo ao Ministério da Guerra que tome em consideração, na fixação do preço, a oferta que a Câmara faz, do fornecimento de água canalizada para os quartéis militares da guarnição da praça, oferta que considera de alto valor e crê pesar para se fazer a maior redução possível no preço; 1929, 10 janeiro - a Casa das Barcas e a dos Fornos não são nesta data necessárias ao serviço do Ministério da Guerra, mas visto constituírem bons edifícios, em muito regular estado de conservação e oferecerem condições especiais para alojamento de grande quantidade de material e número considerável de pessoal, podendo de uma maneira rápida, fácil e relativamente económica adaptar-se a armazéns, depósitos, parques, ou quaisquer outras instalações, e, atendendo a encontrarem-se numa cidade de fronteira, podendo o Ministério da Guerra vir a necessitar deles, conclui-se ser mais conveniente não os alienar; informa-se que a Casa dos Fornos é o PM 14 e não o 103, número este que foi dado apenas à parte da Casa dos Fornos que ficou livre quando se fez a cedência à Câmara de Elvas de uma parte do mesmo juntamente com o PM 15 - Casa das Barcas; na avaliação dos prédios apenas se toma em consideração a superfície do terreno ocupado por eles e o volume de alvenaria em elevação, incluindo o volume das abóbadas das coberturas; caso se determinasse arrendar, dever-se-ia fazê-lo pela renda de 1.500$00, ou seja, 18.000$00 anuais; 13 janeiro - pede-se ao Presidente da Comissão Administrativa da Câmara a entrega das chaves do PM 14 e 15; 11 julho - apesar de a Câmara pretender comprar a Casa das Barcas e a do Fornos, responde à Direção-Geral das Fortificações e Obras do Exército não poder pagar a quantia de 225 contos que o Ministério da Guerra pedia por eles, em 9 prestações anuais de 25 contos; 24 setembro - escritura pública faz voltar à posse plena do Ministério da Guerra os PM 14 e 15; 1940, 31 dezembro - Tombo da Casa dos Fornos, descrita como casa abobadada com entrada pela cortina entre o baluarte do Trem e o do Príncipe, com a área coberta de 566,58m2, confrontando a norte com a cortina entre o baluarte do Trem e o do Príncipe, a sul como o PM 85, a nascente com prédios particulares e a poente com a parte da Casa dos Fornos (PM 103), que está entregue à Câmara; tem placa, valor patrimonial de 195.000$00 e está arrendada; 1959 - o edifício está arrendado a José dos Santos Garcia para estação de serviço de automóveis, pela renda anual de 3.622$00, e cujo prazo de arrendamento termina a 31 maio 1960; 1960, 10 novembro - auto de entrega do PM 14 ao Batalhão de Caçadores n.º 8, para o usar como parque auto do Batalhão, que fica contiguo; o imóvel está então em mau estado de conservação, a necessitar de reboco e caiação das paredes e conserto dos portais, substituição da janela, cujo caixilho se encontra podre e grande parte dos vidros; 1978, 23 julho - Tombo do prédio militar, à data ocupado em 8 compartimentos por CR/RMS e em 11 compartimentos por civis, tendo a área coberta em r/c de 356.48 m2 e a área dos terrenos de 1065m2; está em mau estado; nas observações consta que parte do prédio fora cedido há anos para habitação de pobres, gente de idade muito avançada, que criam situações delicadas, que urge resolver, talvez através de um asilo de velhice; 1990, 08 agosto - informação da Casa dos Fornos ser constituída por 14 casas pequenas com exceção de uma, todas utilizadas como cavalariças (Tombo dos Prédios Militares: PM n.º 10- Quartel do Assento sucursal da MM, Processo 6); 2006, 28 junho - auto de mudança de utente entregando-se o imóvel ao delegado do Regimento de Cavalaria 3; 2007, 29 maio - ofício da Câmara Municipal de Elvas a solicitar informação sobre a disponibilidade das antigas instalações da Manutenção Militar, bem como da casa junto à Casa Barcas, e do respetivo valor de aquisição dos mesmos, tendo em vista a instalação de uma loja de cidadão; 2008, 21 junho - ofício da Câmara Municipal Elvas a notificar a extinta Região Militar Sul para que proceder à pintura do PM 14, no prazo de 30 dias, no âmbito do projeto "Elvas Cidade Branca"; 2014, 04 abril - auto de cedência e aceitação pela Câmara Municipal de Elvas de vários prédios militares, entre os quais a Casa dos Fornos, nos termos do disposto na alínea I do art.º 8 da Lei n.º 23/2008, de 8 setembro e dos artigos 53 e seguintes ex VI artigo 23º do DL n.º 280/2007, de 07 de agosto, de harmonia com o Despacho n.º 14801/2013, da Ministra de Estado e Finanças e Ministro da Defesa Nacional, de 01 de novembro de 2013, publicado no DR 2.ª série, n.º 222, de 15 de novembro de 2013, proferido ao abrigo do n.º 3 do artigo 6.ª da referida Lei n. 3/2008; os imóveis são cedidos por um período de 50 anos, sendo os prédios abatidos ao cadastro do Exército à data do referido auto.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria, rebocada e pintada; molduras dos vãos e da boca dos fornos e gárgulas em cantaria; janela e guarda-vento de vidros simples; grades de ferro; pavimento em resina epóxi e em tijoleira; lar dos fornos revestido a placas refratárias; arco e coberturas em abobadilha de tijolo, aparente ou rebocada e pintada; tabiques em gesso laminado; escadas metálicas; portas em aço inox; cobertura de telha.

Bibliografia

BUCHO, Domingos - Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações. Lisboa: Edições Colibri; Câmara Municipal de Elvas, 2013.

Documentação Gráfica

Direção de Infraestruturas do Exército: GEAEM, SIDCarta, Tombo dos Prédios Militares: PM n.º 14/Elvas - Casa dos Fornos (Processo n.º 1 e n.º 3), PM n.º 15/Elvas - Casa das Barcas (Processo n.º 2 e n.º 4); Câmara Municipal de Elvas

Documentação Fotográfica

DGPC: SIPA

Documentação Administrativa

Arquivo Histórico Militar: 3ª Divisão, 9ª Secção, cx. 67, n.º 33 (Descripção das Obras que se tem feito na Praça D'Elvas, em o mez de Mayo de 1815, relativamente as Obras de Fortificação Edificios Militares, e outros objetos", de Raimundo Valeriano da Costa Correa, Coronel Engenheiro); Direção de Infraestruturas do Exército: Tombo dos Prédios Militares: PM n.º 14/Elvas - Casa dos Fornos, PM n.º 15/Elvas - Casa das Barcas

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1957 - obras de reparação do telhado, algerozes e caiação da frontaria; CMElvas: 2016 / 2017 - obras de requalificação e adaptação do imóvel a reservas do Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), orçadas em cerca de 272 mil euros e com apoio financeiro da União Europeia /FEDER em 203.682,89 euros; as obras constam dos seguintes trabalhos: demolições diversas, escavação na abertura de fundo de caixa de pavimento e de maciços das escadas, limpeza de cobertura, execução de paredes em alvenaria; tratamento de paredes e execução de rebocos; execução de isolamentos térmicos em painéis rígidos; revestimentos de paredes e teto em azulejos e gesso laminado; execução de enrocamento, betonilhas e camada de base em tout-venante em pavimento; execução final de pavimentos em resina epóxi, tijoleira, e colocação de rodapé; fornecimento e montagens de portas exteriores e interiores, janelas e armários; fornecimento e aplicação de cantarias; execução de pinturas com tinta e execução de caiações; fornecimento e montagem de peças sanitárias e equipamentos; rede de infraestruturas elétricas, telecomunicações, Avac, deteção e extinção de segurança contra incêndios; execução de escadas; toda a instalação de ar condicionada foi transferida do anterior local de reserva do MACE, na Rua do Açougues, e montada novamente nas novas instalações.

Observações

Autor e Data

Paula Noé 2017

Actualização

 
 
 
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