Pelourinho de Beja

IPA.00035831
Portugal, Beja, Beja, União das freguesias de Beja (Salvador e Santa Maria da Feira)
 
Pelourinho de construção quinhentista, de tipo bloco prismático, conforme elementos iconográficos anteriores ao seu apeamento, mas de que subsiste apenas parte da coluna, com o fuste helicoidal, decorado de rosetas e, a meio, por anel em cordão.
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Tipo bloco

Descrição

Estrutura em cantaria de calcário formado por troço da antiga coluna, de fuste helicoidal marcado por finos toros lisos que intercalam faixas decoradas com séries de rosetas, interrompido a meia altura por anel, em cordão.

Acessos

Santiago Maior, Largo do Lidador. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,017185; long.: -7,865191

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano, isolado, no interior do Castelo de Beja (v. IPA.00000906), com o troço do fuste apoiado em estrutura metálica, de modo a mante-lo na vertical. Junto ao fuste existem vários outros elementos esculpidos ,pertencentes a diversas estruturas.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1254, 16 fevereiro - D. Afonso III concede foral a Beja; 1291, 29 maio - confirmação do foral de Beja por D. Dinis; 1308, 22 abril - confirmação do foral de Beja por D. Dinis; 1335, 15 abril - confirmação dos forais anteriores por D. Afonso IV; 1453 - criação do título de Duque de Beja, criado a favor de D. Fernando, infante de Portugal, outorgado por D. Afonso V; 1512 - D. Manuel eleva Beja a cidade e manda construir o Terreiro dos Paços do Concelho (atualmente com o nome de D. Manuel),não havendo contudo concessão de foral novo, apenas se conhecendo o processo aberto para o mesmo existente na Torre do Tombo; data provável da construção do primitivo pelourinho, do qual existe um desenho no Museu da Cidade; 1758, 09 junho - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco António Guerreiro de Aboim, é referido que a povoação é cabeça do estado do Infantado: tem câmara com vereadores e procurador, um juiz de fora e um dos órfãos, todos providos pela Junta do Infantado; séc. 19 - apeamento do pelourinho, que se encontrava então no topo da Praça, defronte da casa dos Godins Palma, recolhendo-se alguns elementos, como o capitel, o remate e parte do fuste no Museu da Cidade; 1938 - reconstrução do Pelourinho na Praça da República, com base em elementos iconográficos, mas não reutilizando qualquer dos elementos originais (v. IPA.00000316).

Dados Técnicos

Estrutura autoportante.

Materiais

Estrutura em cantaria de calcário; estrutura de apoio em ferro.

Bibliografia

COSTA, António Carvalho da (Padre) - Corografia Portugueza. Lisboa: Valentim da Costa Deslandes, 1706, vol. I; ESPANCA, Túlio - Inventário Artístico de Beja. Lisboa: 1993; LEAL, Augusto Soares A. B. Pinho - Portugal Antigo e Moderno. Lisboa: 1873, vol. I, p. 358; LEAL, José da Silva Mendes - «Os Pelourionhos». In A Nossa Pátria. 1906, p. 33; MALAFAIA, E. B. de Ataíde - Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997, p. 120.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT, Gavetas da Torre do Tombo, Gav. 20, Maço 11, nº 16 (processo para elaboração do novo foral de Beja), Memórias Paroquiais (vol. 6, n.º 74, fl. 521-540

Intervenção Realizada

Observações

Autor e Data

Paula Noé 2017

Actualização

 
 
 
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