Padrão de Portugal em La Couture / Monumento aos Mortos da Grande Guerra em La Couture / Monument Portugais de La Couture

IPA.00035705
França, Hauts de France, Pas-de-Calais, Pas-de-Calais
 
Monumento aos Combatentes da Grande Guerra, construído na década de 1920, em França, no local onde os portugueses combateram as forças alemãs na batalha de La Lys. Executado pelo escultor António Teixeira Lopes e pelo arquiteto António Júlio Teixeira Lopes, seu sobrinho, o monumento concilia de forma magistral e harmoniosa os elementos arquitetónicos, de nítido caráter revivalista neogótico, e as representações humanas, organizados numa estrutura piramidal, em que as figuras, executadas em bronze dourado, são retratadas com grande naturalismo, expressão dramática e sentimento. É composto por soco e plataforma de planta quadrangular, a última com remate em enxalço, sobreposta por estrutura arquitetónica, em ruína fingida, com cunhal definido por pilastra e contrafortes escalonados, rematado por pináculo com cogulhos e platibanda vazada, tendo na face frontal vão em arco apontado, de duas arquivoltas e rosácea inscrita, dispondo-se frontalmente grupo escultórico em níveis escalonados, figurando, em plano superior, uma figura feminina, representando a Pátria Portuguesa, segurando uma espada, seguido de um soldado a lutar com a morte, representada por um esqueleto envolto num manto, já num plano intermédio e inferior, respetivamente. Na face posterior surge, igualmente escalonado, a imagem do Crucificado, sobre um altar, ornado de arcos trilobados e apontados, drapeados fingidos, e troféus de guerra, simbolizando o espólio de guerra, e elementos da profanação do templo. A conciliação destes elementos iconográficos revela a união entre o "culto" religioso e o patriótico, próprio da época.
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Comemorativo  Monumento comemorativo  Monumento aos Combatentes da Grande Guerra  

Descrição

Sobre soco de planta quadrangular em lioz, com cerca de setenta centímetros de altura, desenvolve-se plataforma, de planta igualmente quadrangular, com zona superior em enxalço, a partir do qual se elevam estruturas arquitetónicas, tipo ruína fingida de um templo. A estrutura apresenta o cunhal direito em ruína fingida e o esquerdo definido por pilastra e dois contrafortes escalonados, dispostos de ângulo, rematada em cornija e platibanda vazada por motivos quadrilobados, coroada por pináculo piramidal ornado de cogulhos vegetalistas e pináculos vegetalistas. Na face principal, virada a sul, possui superiormente vão em arco apontado, de duas arquivoltas sobre colunas de capitéis vegetalistas, no qual se insere rosácea. Em frente do vão, sobre um degrau da estrutura, surge uma figura feminina, em bronze dourado, ligeiramente inclinada para o grupo escultórico existente em plano inferior, envergando vestes longas, moldadas ao corpo e à perna esquerda que avança, de ombros nus, cabeça inclinada para baixo, rosto com fortes expressões faciais e cabelo ondulado esvoaçante, empunhando uma espada na mão direita, enquanto a outra surge fechada. Sobre um degrau inferior e a plataforma dispõem-se um soldado português a lutar com a morte, ambos em bronze dourado *1. O soldado, fardado, com capacete e rosto retratando horror, empunha a sua espingarda e tenta, com a coronha, afastar um esqueleto, envolto num manto que, com a mão esquerda agarra o braço do soldado e na direita empunha uma longa foice. Junto a este grupo escultórico, dispõe-se no enxalço da plataforma, palma em bronze, com filactera inscrita e lápide também em bronze. Na face posterior, sobre um alto degrau da estrutura, existe altar paralelepipédico, decorado por edículas, de arco apontado com arcos trilobados inscritos, sobre colunas de capitéis vegetalistas; do altar caem drapeados de tecido, com algumas zonas esfarrapadas. Encima o altar, sobrepondo-se à rosácea, uma cruz com a imagem de Cristo crucificado, em lioz, de pés dispostos paralelamente, perizónium, mãos fechadas, cabeça inclinada com coroa de espinhos, e de olhos fechados; atrás da cabeça do Cristo, no encontro dos braços da cruz, sobrepõe-se círculo em bronze dourado, que serve de resplendor. Na plataforma, sobre drapeados, dispõem-se vários troféus de guerra, compostos por um tambor de guerra com a pele rasgada, duas espingardas e dois capacetes, e da profanação do templo, com um castiçal caído e quebrado, uma mitra de bispo, um cálice quebrado e um livro aberto inscrito.

Acessos

La Couture, Rue du Rietz; Rue de la Clinche; Place de l'Eglise

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, isolado e destacado, implantado na praça onde se ergue a Igreja de La Couture, a noroeste desta, e junto a um cruzamento de arruamentos. A praça, pavimentada a cantaria, tem várias placas arrelvadas e o monumento é envolvido por faixa ajardinada, delimitada por gradeamento em ferro forjado, de baixa altura, decorada com a Cruz de Cristo ao centro, pintada de vermelho.

Descrição Complementar

Na face frontal da plataforma do monumento lê-se a inscrição original: "L'Hommage du Portugal à la France Immortelle / Reduit de La Couture / 9 Avril 1918". A palma de bronze junto ao grupo escultórico tem na filactera a inscrição "CHAMBRE DE COMMERCE / FRANCO-PORTUGAISE". A plataforma e estrutura arquitetónica apresentam ainda numerosas placas, em mármore e bronze, evocativas de diversas visitas, romagens e respetivas homenagens: "L'ASSOCIATION / DES ANCIENS / COMBATTANTS POLONAIS / EN FRANCE / ALEURS FRÉRES D'ARMES"; "ROMAGEM / DE SAUDADE / OS IMIGRANTES / PORTUGUESES / 11 AVRIL 1976"; "1918 - 1979 / 60 ANOS DE SAUDADE / OS EMIGRANTES / DE PORTUGAL"; "60º ANIVERSÁRIO DA BATALHA DE LA LYS _/ 9-4-1918 - 9-4-1978 / ROMAGEM / DOS / COMBATENTES / PORTUGUESES / 9 DE - ABRIL - DE 1978"; uma placa de bronze junto ao grupo escultórico tem a inscrição "HOMENAGEM / DOS / COMBATENTES PORTUGUESES / DE / 1914-1918 / 9 DE ABRIL DE 1951". No cunhal posterior direito da plataforma estão gravados os nomes do escultor e do construtor. Na face posterior, o livro aberto, junto aos troféus de guerra, tem a inscrição "OS LVSIADAS / CANTO I / X" e "OS LVSIADAS / CANTO I / XI".

Utilização Inicial

Comemorativa: monumento aos Combatentes da Grande Guerra

Utilização Actual

Comemorativa: monumento aos Combatentes da Grande Guerra

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETO: António Júlio Teixeira Lopes (1925-1928). CONSTRUTOR: A. Ribeiro da Silva (1927-1928). ESCULTOR: António Teixeira Lopes (1925-1928). FIRMA: SERVILOC (2010).

Cronologia

1914, 28 julho - invasão austro-húngara da Sérvia, dando início ao conflito armado que viria a ser conhecido por Grande Guerra ou Primeira Guerra Mundial; 03 agosto - a Alemanha declara guerra a França e invade o Luxemburgo e a Bélgica; a Inglaterra reafirma a aliança com Portugal e pede a Lisboa que não proclame a neutralidade; 04 agosto - a Grã-Bretanha declara a guerra à Alemanha, devido à violação do Tratado de 1831, que declarava a Bélgica território neutral perpetuamente; 24 agosto - forças militares alemãs originárias da África Oriental Alemã, atual Tanzânia, atacam um posto fronteiriço do norte de Moçambique, Maziua, dando início a uma campanha militar naquela colónia que só termina com o fim da Grande Guerra; 19 outubro - incidente de Naulila no sul de Angola, com forças alemãs; 31 outubro - forças militares alemãs provenientes do Sudoeste Africano, atual Namíbia, atacam o posto de Cuangar no sul de Angola; 23 novembro - o parlamento aprova a participação de Portugal na guerra ao lado de Inglaterra; 12 a 18 dezembro - combates com forças militares alemãs no sul de Angola; 1915 - diversos incidentes agravam as relações entre Portugal e a Alemanha; 1916, 09 março - a Alemanha declara guerra a Portugal; 15 junho - a Inglaterra convida Portugal a participar no esforço de guerra; 22 julho - concluída em Tancos a instrução do Corpo Expedicionário Português (CEP), parte de uma força militar que chegará a contar com cerca de 56000 homens, destinada ao teatro de operações europeu; 07 agosto - o parlamento vota a favor da participação de Portugal na guerra na Europa; 1917, 30 janeiro - embarca para França a primeira brigada do CEP; 02 fevereiro - desembarca em Brest a primeira brigada do CEP; fevereiro - os efetivos do CEP concentram-se em Aire-sur-la-Lys e Saint-Omer; maio - forças portuguesas começam a assumir a responsabilidade de subsetores nas trincheiras; 04 junho - primeiro combate entre forças portuguesas e alemãs em França; 10 julho - com a entrada ao serviço de trincheiras da 3.ª brigada de infantaria, a 1.ª divisão do CEP assume a responsabilidade por um setor da frente; 23 setembro - inicia-se a entrada da 2.ª divisão no serviço de trincheiras; outubro - chega a França o primeiro contingente do Comando de Artilharia Pesada Independente (CAPI) organizado a pedido da França; 05 novembro - o Comando do CEP assume a responsabilidade da defesa do Setor Português inicialmente com cerca de 15 km de frente, reduzida posteriormente para cerca de 12 km, sensivelmente entre Lavantie, a norte e Violaines, a sul; 26 novembro - a 2.ª Divisão do CEP assume a responsabilidade da sua parte do Setor Português na frente; 1918, 09 abril - no dia definido para a rendição da força portuguesa na frente, dá-se o ataque alemão sobre o setor português, na que ficou conhecida por Batalha de La Lys onde as tropas portuguesas sofrem pesadas baixas entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros; 11 novembro - assinatura do armistício de Rethondes que põe fim à Grande Guerra onde morreram perto de 8000 militares portugueses, cerca de 2000 em França, 800 em Angola, 4800 em Moçambique e mais de 230 na Alemanha enquanto prisioneiros de guerra; 1921, 03 dezembro - constituída em Lisboa da Comissão dos Padrões da Grande Guerra (CPGG); 1923 - para construção do Padrão de Portugal em França é escolhido o local onde existira o reduto de La Couture no qual um grupo de militares portugueses, dos regimentos de Tomar e de Vila Real, combateram as forças alemãs durante 31 horas consecutivas, em 9 e 10 de abril de 1918, durante a batalha de La Lys; 09 abril - inauguração, pelos delegados da CPGG, General Roberto Baptista e Comandante Afonso Cerqueira, e com a presença do Marechal Joffre, e do maire de La Couture Mr. Sarrazin, dos sete padrões que constituíram donativo de Portugal ao Touring Club de France, e que, no antigo setor do CEP, marcaram o avanço máximo das forças militares alemãs em 1918; nesta data foi entregue à Mairie de La Couture a pedra que marcaria o local do Padrão de Portugal e que ostentava uma Cruz de Guerra de 1.ª Classe concedida pelo governo português à comuna de La Couture, cerimónia em que estiveram presentes o Marechal Joffre e o Encarregado de Negócios de Portugal em Paris, Dr. Cisneiros Ferreira; nesta ocasião terá ficado decidido que da conceção do monumento fosse incumbido o Mestre Teixeira Lopes, escultor laureado pela Escola de Belas Artes de Paris onde fora aluno; posteriormente Teixeira Lopes aceita o convite e associa ao projeto o seu sobrinho, o arquiteto António Júlio Teixeira Lopes; de igual forma terá sido prometida pela Mairie de La Couture a formalização da cedência do terreno necessário; 24 julho - o ministro da França em Lisboa comunica a autorização do governo francês para levantamento do monumento; 1923 - criação da Liga dos Combatentes da Grande Guerra e reunião geral para eleição dos primeiros corpos diretivos; 1924, 29 janeiro - Portaria n.º 3888 oficializa a Liga com o nome Liga dos Combatentes da Grande Guerra, instituição de utilidade pública, patriótica, de assistência e de beneficência, de caráter perpétuo, com personalidade jurídica e utilidade administrativa; 1925, 03 julho - publicação da Lei n.º 1.797, de 30 de junho do mesmo ano, em Diário do Governo, 146, 1ª série, a autorizar a utilização do bronze necessário à execução dos trabalhos de fundição, para os monumentos de França (La Couture), Angola (Luanda) e Moçambique (Lourenço Marques); julho - em sessão da CPGG, o Mestre Teixeira Lopes apresenta a primeira maqueta do Padrão de Portugal a construir em La Couture; 14 julho - apresentação da primeira maqueta do monumento nas instalações da embaixada da França em Lisboa (jardins do Palácio da Legação), durante o dia nacional da França; alguns dias mais tarde, expõe-se a segunda maqueta, que seria a do trabalho final, no Ateneu Comercial do Porto; 10 novembro - decisão municipal de ceder gratuita e perpetuamente 25 metros quadrados de terreno ao governo português para construção do monumento em La Couture *2; 1926, 16 julho - assinatura de contrato com o escultor Teixeira Lopes e o arquiteto António Júlio Teixeira Lopes, contrato cuja celebração estaria a ser adiada devido à falta de aprovação do projeto e autorização de construção pelo governo francês; 23 dezembro - publicação no Journel Officiel de la Rèpublique Française n.º 298, o decreto de 16 de dezembro pelo qual "é autorizado o levantamento no território da comuna de La Couture de um monumento em memória dos soldados portugueses mortos em França durante a guerra"; 31 dezembro - após várias vicissitudes, recebe-se em Lisboa a comunicação da aprovação do projeto do monumento pelo governo francês; 1927, janeiro - tem início a construção, do monumento por operários portugueses que se encontravam na região do Norte da França, alguns antigos soldados do CEP; 1928, 10 novembro - inauguração do Padrão de Portugal, como então é designado, em La Couture, erguido com materiais e por trabalhadores portugueses, estando presentes o maire e habitantes de La Couture, delegações de antigos combatentes incluindo a delegação portuguesa da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, chefiada pelo General Craveiro Lopes, os representantes da CPGG, Comandante Afonso Cerqueira e Tenente-Coronel de Engenharia Vasco Lopes de Mendonça, do Exército Português, coronéis Mardel Pereira e Cristóvão Ayres, da Cruz Vermelha Portuguesa, Dona Maria Antónia Ferreira Pinto (Enfermeira-Chefe no hospital português de Ambleteuse durante a Grande Guerra), o Adido Militar português em França, bem como o ministro de Portugal em Paris, Gama Ochôa, que na ocasião pronuncia discurso enaltecendo o heroísmo dos soldados portugueses na Grande Guerra *3; na ocasião da inauguração os representantes da CPGG fazem a entrega do monumento ao município de La Couture; a construção do monumento, a cargo da construtora A. Ribeiro da Silva, orçara no total de 574.551$78 (quinhentos e setenta e quatro mil, quinhentos e cinquenta e um escudos e setenta e oito centavos) *4.

Dados Técnicos

Estrutura autoportante.

Materiais

Estrutura em calcário de lioz; estátuas em bronze dourado; lápides em mármore e bronze.

Bibliografia

AFONSO, Aniceto, GOMES, Carlos Matos - Portugal e a Grande Guerra. Vila do Conde: Editora Verso da História, 2014; CORREIA, Sílvia - Políticas da memória da I Guerra Mundial em Portugal 1918-1933: entre a experiência e o mito. Dissertação de Doutoramento apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, texto policopiado, 2010; Comissão dos Padrões da Grande Guerra. Relatórios da Comissão Executiva, gerências de 1922 e 1923 (manuscritos); Comissão dos Padrões da Grande Guerra. Relatório da Comissão Executiva, Gerência de 1924. Porto: Litografia Nacional, 1925; Comissão dos Padrões da Grande Guerra. Relatórios da Comissão Executiva, Gerência de 1925. Porto: Litografia Nacional, 1926; Comissão dos Padrões da Grande Guerra. Padrões da Grande Guerra, Consagração do Esforço Militar de Portugal, 1914 - 1918. (Relatório Geral da Comissão) 1921-1936. Lisboa: 1936; Relatórios de Gerências da Liga dos Combatentes da Grande Guerra; Relatórios da Junta Patriótica do Norte; «Cronologia da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial». In (http://www.arqnet.pt/portal/portugal/grandeguerra/pgm1910.html), [consultado em janeiro 2017]; «Monumento aos Mortos da Grande Guerra em La Couture». In (http://www.portugal1914.org/portal/pt/historia/espacos-e-patrimonio/item/3297-monumento-aos-mortos-da-grande-guerra-em-la-couture), [consultado em janeiro 2017]; «Monumentos aos Combatentes da Grande Guerra. França. La Couture» In (http://www.momentosdehistoria.com/MH_06_04_01_01_Patriotismo.htm), [consultado em janeiro 2017]; «La Couture. Monument national Portugais». In (http://memoiresdepierre.pagesperso-orange.fr/alphabetnew/c/couturelaportugal.html), [consultado em janeiro 2017]; «Monument aux morts de 14-18, ou L'Hommage aux Portugais - La Couture. In (https://e-monumen.net/patrimoine-monumental/monument-aux-morts-de-14-18-ou-lhommage-aux-portugais-la-couture/), [consultado em janeiro 2017].

Documentação Gráfica

Comissão dos Padrões da Grande Guerra. Relatórios da Comissão Executiva de 1922 a 1936

Documentação Fotográfica

DGPC: SIPA

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

2010 - Intervenção de limpeza, reparação e beneficiação do monumento pela empresa francesa de reabilitação SERVILOC.

Observações

*1 - Na primeira maqueta do monumento é visível, e em descrições do mesmo é referido, que a imagem feminina, a Pátria Portuguesa, empunhava na mão esquerda a bandeira nacional o que, no monumento não veio a realizar-se. *2 - Esta cedência foi feita como reconhecimento dos serviços que a Nação Portuguesa prestou ao combater valentemente ao lado da França e em memória dos soldados mortos no Campo de Honra. *3 - A data de inauguração do monumento nas referências portuguesas (CPGG, 1936 e CORREIA, 2010) é 11 de novembro de 1928, aniversário do Armistício. Contudo, indica-se a data de 10 de novembro de 1928 porque corresponde à da notícia do jornal "le Réveil du Nord" de 11 de novembro de 1928, transcrito em http://memoiresdepierre.pagesperso-orange.fr/alphabetnew/c/couturelaportugal.html onde se lê: "L'inauguration du monument aux héros portugais à La Couture. Une foule nombreuse a assisté hier, samedi, à la cérémonie aux côtés des personnalités françaises et alliées" e, na verdade, sábado foi o dia 10 de novembro de 1928. Também, um artigo sobre a inauguração do monumento, foi publicada no jornal Le Figaro em 10 de novembro de 1928. *4 - Os custos repartiram-se da seguinte forma: material, trabalho e construção, com exceção de fundações, 475.000$00; fundações e assentamento, 79.000$00; transportes, 18.394$00; vistorias e diversos, 2.157$09. As despesas de representação, entre 1923 e 1928, e de viagem de mutilados e inválidos da Grande Guerra a La Couture aquando da inauguração do monumento, custaram 19.583$36 e 20.689$45, respetivamente. Os materiais utilizados para a edificação do Padrão de Portugal, foram transportados via marítima Lisboa-Havre, de forma gratuita, pela empresa "Carregadores Açorianos" a bordo do vapor "Gonçalo Velho". De Havre até Béthune o transporte dos materiais foi assegurado, via caminho-de-ferro, pelo cônsul português, Pedro Cid, e de La Béthune até La Couture pelo vice-cônsul português em Arras, Louis Lantoine. A estatuária, de bronze dourado, a pedido do escultor, foi fundida em Paris e de lá transportadas para La Couture, por caminho-de-ferro.

Autor e Data

João Almeida e Nuno Quaresma (Contribuintes externos) 2017

Actualização

 
 
 
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