Cemitério Militar Português de Richebourg l'Avoué / Cimetière Militaire Portugais de Richebourg
| IPA.00035703 |
| França, Hauts de France, Pas-de-Calais, Pas-de-Calais |
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| Cemitério militar português, construído na década de 20 do séc. 20, em França, para militares portugueses mortos na I Guerra Mundial, integrado na tipologia de cemitério-jardim. Representa uma rutura com a tradicional cultura cemiterial, tendo por base o conceito de cemitério anglo-saxónico, refletido na predominância de extensas áreas relvadas, constituindo, simultaneamente, um excelente exemplo de um novo tipo de cemitério militar, secularizado, projetado à semelhança dos cemitérios militares europeus, sobretudo dos britânicos, de maior simplicidade, grande regularidade e uniformização das lápides. Construído na proximidade de antiga zona de combate, a cerca de 200 m do antigo subsetor do Corpo Expedicionário Português de Ferme du Bois, era inicialmente mais pequeno e delimitado por postes de madeira unidos por arame, sendo, na década de 30, ampliado e melhorado, datando desse período a delimitação por muro, com o portal de acesso e o Memorial. O cemitério apresenta planta retangular, desenvolvendo-se em terreno plano, com quatro talhões, estruturados por dois eixos dispostos em cruz. Revela "a união entre culto funerário, religioso e patriótico", sendo frequentes os motivos iconográficos patrióticos, como os escudos com as quinas e a cruz da Ordem de Cristo, erguendo-se na zona de interceção dos caminhos a bandeira nacional. Segundo Correia, o Memorial ou Altar da Pátria, no enfiamento do portal "passava a ser o centro litúrgico de uma nova religião, onde os soldados mortos são igualmente sacralizados pelo eterno sacrifício colectivo em nome da Nação" (CORREIA, in www.memorialvirtual.defesa.pt/Paginas/Cemiterios.aspx). O portão em ferro forjado, concebida em 1920, pelo Mestre Leal da Câmara, apresenta um coração estilizado tipo filigrana portuguesa, tendo sido premiado na Exposição Internacional do Rio de Janeiro. As pequenas construções nos ângulos posteriores servem de Sala de Honra e de Lembrança, bem como de apoio ao cemitério. |
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| Registo visualizado 2969 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Conjunto arquitetónico Edifício e estrutura Funerário Cemitério
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Descrição
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| Cemitério-jardim de planta retangular, com cerca de 50 metros de frente e 85 de profundidade, vedado em todo o perímetro por muro com cerca de um metro de altura, de alvenaria, rebocada e pintada de branco, capeado a cantaria calcária; a sua face frontal é ritmada por pilaretes salientes, coroados por blocos quadrangulares de cantaria, decorados com cruzes páteas relevadas nas quatro faces, e, os dos extremos, com pináculos em forma de ciprestes. A meio do muro frontal abre-se portal monumental, com empena angular, em alvenaria rebocada e pintada a branco e o terço inferior em cantaria, rematado com cornija, coroada por pináculos sobre acrotérios, nos cunhais horizontalistas, cogulhos vegetalistas enrolados e, no vértice, por elemento paralelepipédico talhado com cruzes latinas em todas as faces. O vão, em arco de volta perfeita, tem portão em ferro, decorado com um coração estilizado em modo de filigrana portuguesa, e é encimado por inscrição e cinco escudos, em cantaria, com as quinas das armas de Portugal. A estrutura de cantaria que ladeia o portão é definida internamente por duas colunas torsas, de base e secção hexagonal, com capitéis vegetalistas integrando, o da esquerda, as armas de Portugal e, o da direita, a Cruz de Cristo. A meio existem nichos quadrangulares, contendo silhar em lioz de uma cruz pátea, à esquerda, e uma Cruz de Cristo, pintada, à direita, encimadas por baldaquinos gomeados, sobre mísulas estilizadas em ferro forjado, e rematados por pináculo relevado. O cemitério-jardim desenvolve-se em terreno plano, organizado em quatro talhões, estruturados por arruamentos, sendo o eixo longitudinal que vai do portão ao Memorial o maior, e outros circundantes, separadores do muro. Na zona de interceção dos dois arruamentos principais, delimitada por buxos, ergue-se o mastro com a Bandeira Nacional, na base da qual estão descerradas placas evocativas das visitas de Estado, entre as quais as de Suas Excelências os Presidentes da República, Doutor Jorge Sampaio e Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Os talhões, com cerca de 20 metros de largura, são relvados, comportam 26 sepulturas, na maior parte das linhas, e são pontuados com pequenas lápides funerárias, de estrutura igual e em granito, dispostas à cabeceira, na vertical, inscritas com o nome de "PORTUGAL" sobreposto ao escudo, ladeado pelas datas de "1917" e "1918", sobre a sigla "CEP", de Corpo Expedicionário Português, abaixo da qual figura o nome do militar, a unidade e o posto, (ou a indicação de "SOLDADO / PORTUGUEZ / DESCONHECIDO", ou "PORTUGUEZ DESCONHECIDO / MILITAR"), e uma cruz latina sob a qual se inscreve "MORTO PELA PÁTRIA" ou "MORTO EM COMBATE" e a data da morte. Na base das lápides, a todo o correr de cada linha, uma pequena faixa não relvada destina-se ao plantio de flores naturais. Os arruamentos circundantes do cemitério são igualmente arrelvados. Ao fundo do cemitério, no eixo do portal de acesso, ergue-se o Memorial "Altar da Pátria", em lioz, adossado ao muro delimitador e elevando-se acima do mesmo. Sobre soco de dois degraus, sobrelevados relativamente ao plano das sepulturas, dispõe-se um espaldar escalonado, tendo na zona central grande escudo de Portugal sobreposto a uma Cruz de Cristo, em relevo, ladeados por palmas estilizadas, mais baixas, sobrepostas por quatro escudos com inscrições alusivas à proveniência dos militares; e silhares, ainda mais baixos, com a data de "1916", à esquerda, e a de "1918", à direita. Em frente do espaldar dispõe-se um altar, paralelepipédico, tendo no frontal, inserido em painel quadrangular, cruz grega. Entre o escudo relevado e a mesa de altar existe imagem do Crucificado. No muro de fundo, de um lado e de outro do Memorial, estão descerradas numerosas placas de homenagem, comemorativas de cerimónias e evocativas de romagens de antigos combatentes, familiares e entidades várias, bem como de intervenções efetuadas no cemitério. Em cada um dos ângulos posteriores erguem-se pequenas construções, de planta quadrangular e cobertura de duas águas, com fachadas de alvenaria rebocada e pintada de branco, rasgadas por vãos retilíneos, que servem de Sala de Honra e de Lembrança, à direita, e de apoio, à esquerda. Junto da construção do ângulo noroeste do cemitério ergue-se um pequeno padrão em calcário de lioz, composta por plinto paralelepipédico, de faces inscritas, e elemento em cruz latina, tendo inscrita uma cruz pátea, enquadrada por escudos com as besantes. |
Acessos
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| Richebourg, Route d'Estaires; Rue du Grand Chemin (D947). . WGS84 (graus decimais) lat.: -50,573614; long.: 2,775860 |
Protecção
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| Inexistente |
Enquadramento
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| Rural, isolado, implantado em área de terreno plano, vedado em todo o perímetro por muro e envolvido por terrenos agrícolas, confrontante a nordeste com a estrada departamental D947 que liga La Bassée a Estaires. Tem nas proximidades, a cerca de 150 metros para noroeste, o Memorial Indiano de Neuve-Chapelle e, em frente, a Capela de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. O portal de acesso é delimitado por dois pequenos muretes encimados por vaseiras de flores. |
Descrição Complementar
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| O portal tem sobre o vão de acesso a inscrição, com as letras metálicas, pintadas de preto: "CEMITÉRIO MILITAR PORTUGUÊS". No Memorial, os escudos da esquerda têm inscrito as regiões do: "MI / NHO", "DOV / RO", "TRAZ / OS / MON / TES", e "BEIRA / ALTA", e os da direita: "BEIRA / BAIXA", "EXTRE / MA / DVRA", "ALEM / TEJO" e "AL / GAR / VE". O plinto do padrão tem a inscrição: "HOMENAGEM / AOS / SOLDADOS PORTUGUESES / MORTOS NA / GRANDE GUERRA / 9 DE AVRIL DE 1918". Algumas das lápide de homenagem têm as seguintes inscrições: "HOMENAGEM DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA / Dr. Jorge SAMPAIO / AO CORPO EXPEDICIONÁRIO PORTUGUÊS / 1 de Maio de 2004"; "Homenagem de sua Excelência o Presidente da República, / Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa / e de Sua excelência o Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, / aos Combatentes da Grande Guerra, / por ocasião das comemorações do Dia de Portugal, / de Camões e das Comunidades Portuguesas / 11 JUN 2016". "Homenagem / Do Primeiro Ministro / de Portugal / Dr. Pedro Passos Coelho / Ao Corpo / Expedicionário Português / 26 - 06 - 2014". |
Utilização Inicial
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| Funerária: cemitério |
Utilização Actual
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| Funerária: cemitério |
Propriedade
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| Pública: estatal |
Afectação
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Época Construção
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| Séc. 20 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| ARQUITETOS: Capitão Henriques Ferrão (2007), Tertuliano Lacerda Marques (1935). CONSTRUTOR Ernesto Costa (1935). FIRMA: A. Ribeiro da Silva (1928), STATUA, Ldª (2007). MESTRE: Leal da Câmara (1920). |
Cronologia
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| 1914, 28 julho - invasão austro-húngara da Sérvia, dando início ao conflito armado que viria a ser conhecido por Grande Guerra ou Primeira Guerra Mundial; 03 agosto - a Alemanha declara guerra a França e invade o Luxemburgo e a Bélgica; a Inglaterra reafirma a aliança com Portugal e pede a Lisboa que não proclame a neutralidade; 04 agosto - a Grã-Bretanha declara guerra à Alemanha, devido à violação do Tratado de 1831, que declarava a Bélgica território neutral perpetuamente; 24 agosto - forças militares alemãs originárias da África Oriental Alemã, atual Tanzânia, atacam um posto fronteiriço do norte de Moçambique, Maziua, dando início a uma campanha militar que só termina com o fim da Grande Guerra; 19 outubro - incidente de Naulila no sul de Angola, com forças alemãs; 31 outubro - forças militares alemãs provenientes do sudoeste Africano, atual Namíbia, atacam o posto de Cuangar no sul de Angola; 23 novembro - o parlamento aprova a participação de Portugal na guerra ao lado de Inglaterra; 12 a 18 dezembro - combates com forças militares alemãs no sul de Angola; 1915 - diversos incidentes agravam as relações entre Portugal e Alemanha; 1916, 09 março - a Alemanha declara guerra a Portugal; 15 junho - a Inglaterra convida Portugal a participar no esforço de guerra; 22 julho - concluída em Tancos a instrução do Corpo Expedicionário Português (CEP), parte de uma força militar que chegará a contar com cerca de 56.000 homens, destinada ao teatro de operações europeu; 07 agosto - o parlamento vota a favor da participação de Portugal na guerra na Europa; 1917, 30 de janeiro - embarca para França a primeira brigada do CEP; 02 fevereiro - desembarque da primeira brigada do CEP em Brest; durante fevereiro os efetivos do CEP concentram-se em Aire-sur-la-Lys e Saint-Omer; maio - forças portuguesas começam a assumir a responsabilidade de subsetores nas trincheiras; 04 junho - primeiro combate entre forças portuguesas e alemãs em França; 10 julho - com a entrada ao serviço de trincheiras da 3ª brigada de infantaria, a 1ª divisão do CEP assume a responsabilidade por um setor da frente; 23 setembro - inicia-se a entrada da 2ª divisão no serviço de trincheiras; outubro - chega a França o primeiro contingente do Comando de Artilharia Pesada Independente (CAPI) organizado a pedido da França; 05 novembro - o Comando do CEP assume a responsabilidade da defesa do Setor Português inicialmente com cerca de 15 km de frente reduzida posteriormente para cerca de 12 km, sensivelmente entre Lavantie, a norte e Violaines, a sul; 26 novembro - a 2.ª Divisão do CEP assume a responsabilidade da sua parte do Setor Português na frente; 1917 - criada em Portugal a primeira legislação que procura regulamentar o tratamento dos mortos portugueses na frente europeia, estruturando o Serviço de Sepulturas de Guerra no Estrangeiro; 1918, 09 abril - no dia definido para a rendição da força portuguesa na frente, dá-se o ataque alemão sobre o setor português, na que ficou conhecida por Batalha de La Lys onde as tropas portuguesas sofrem pesadas baixas entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros; 11 novembro - é assinado o armistício de Rethondes que põe fim à Grande Guerra, onde morreram perto de 8000 militares portugueses, cerca de 2000 em França, 800 em Angola, 4800 em Moçambique e acima de 230 na Alemanha enquanto prisioneiros de guerra; no final do conflito os restos mortais dos militares portugueses repartiam-se por 88 cemitérios da Alemanha, 23 da Bélgica, 2 de Espanha, 141 de França, 1 da Holanda e 3 de Inglaterra; 1919 - o Serviço de Sepulturas de Guerra no Estrangeiro dá origem à Comissão Portuguesa das Sepulturas de Guerra (CPSG), com os fins de identificar e concentrar os corpos dos militares mortos durante a I Guerra Mundial, comissão que teve uma atividade importante na constituição de cemitérios militares portugueses no estrangeiro, e que foi integrada por militares como Luís Pinto de Figueiredo, Sá de Moraes e José de Sousa; 1922, final de agosto - após a aquisição do terreno, a CPSG toma posse do local onde se construirá o Cemitério Militar Português de Richebourg l'Avoué, a cerca de 200 m a sul da Rue du Bois, no antigo subsetor do CEP de Ferme du Bois; 18 outubro - após a busca e identificação de sepulturas, têm início, no cemitério britânico de Merville, os trabalhos de exumação, concentração e reinumação dos restos mortais dos militares portugueses em Richebourg l'Avoué; inicialmente o cemitério com cerca de 3500 m2, delimitado com postes de madeira unidos por arame, é organizado em 8 talhões de 7 filas, cada uma destinada a 24 sepulturas, perfazendo um total de 1344 sepulturas previstas; 1923, 09 abril - inauguração, pelos delegados da CPGG, General Roberto Baptista e Comandante Afonso Cerqueira, e com a presença do Marechal Joffre, e do maire de La Couture Mr. Sarrazin, dos sete padrões que constituíram donativo de Portugal ao Touring Club de France, e que, no antigo sector do CEP, marcaram o avanço máximo das forças militares alemãs em 1918; 1928, 10 novembro *1 - em La Couture é inaugurado um monumento, o Padrão de Portugal, da autoria do escultor Teixeira Lopes, erguido com materiais e por trabalhadores portugueses, constituindo "L'Hommage du Portugal á la France Immortalle, Reduit de La Couture, 9 Abril 1918" bem como aos combatentes portugueses; a firma A. Ribeiro da Silva, de Lisboa, construtora do Padrão de Portugal em La Couture, oferece "uma pequena memória aos gloriosos Mortos na Grande Guerra, em pedra portuguesa, para ser colocada no cemitério" *2; 1929 - o Comité da Aldeia Portuguesa oferece o portão destinado ao Cemitério, obra do Mestre Leal da Câmara concebida em 1920, que havia sido premiada na Exposição Internacional do Rio de Janeiro (1922-1923); 28 março - no Diário de Notícias, o jornalista Bourbon de Menezes, assina um texto sob o título "Os nossos Mortos na Flandres" onde descreve o estado lastimoso e de abandono em que se encontra o cemitério português ao contrário do que sucede com os de outros países aliados; 1932 - elaboração do projeto do Cemitério Militar Português de Richebourg l'Avoué; 1935 - devido ao impulso de M. Louis Lantoine, vice-cônsul português em Arras, e Alberto Lello Portela, oficial que integrara a missão de aviação na Grande Guerra, têm início as obras de requalificação e dignificação do cemitério, com a construção do muro de vedação, do imponente portal de entrada e do Memorial bem como da implantação das estelas memoriais, trabalhos realizados por operários e com materiais portugueses; 13 fevereiro - lançamento da primeira pedra do "Altar da Pátria", memorial construído ao fundo do cemitério, com a presença de M. Louis Lantoine, vice-cônsul português em Arras, M. Boulinguez, maire de Richebourg, vários membros do conselho municipal, representantes de associações de antigos combatentes, e o abade Tabary, prior de Richebourg l'Avoué; toda a pedra lavrada com que foi executado o Memorial e decorado o portal e a vedação, num total de cerca de 104 toneladas, bem como as lápides das campas, com cerca de 137 toneladas, foram enviadas de Portugal por via marítima e desembarcados no Havre; 29 abril - ainda antes do final dos trabalhos de requalificação do cemitério decorre uma cerimónia com a presença do Coronel de Engenharia Inácio Pimentel, Inspetor do Serviço de Sepulturas de Guerra no Estrangeiro, o vice-cônsul em Arras, M. Louis Lantoine, de Pereira Scherley, vice-cônsul em Boulogne-sur-Mer, do arquiteto Tertuliano Marques, de Ernesto Costa, o empreiteiro da obra, de MM. Cassez, maire de La Couture, de M. Boulinguez, maire de Richebourg, e do abade Tabary, prior de Richebourg l'Avoué que, assistido pelo abade Blondiau, prior de La Couture, ali rezou uma missa; 1938 - data do término dos trabalhos de exumação, concentração e reinumação dos restos mortais dos militares portugueses em Richebourg l'Avoué, tendo-se recolhido ao longo dos anos o total de 1831 corpos, dos quais 238 de identidade desconhecida; no mesmo período é organizado um setor de 44 campas de militares portugueses no cemitério de Boulogne-sur-Mer (França) e de 7 campas no Cemitério de Schoonselhof, em Antuérpia (Bélgica); 1939 - a área do cemitério é ampliada para os cerca de 4300 m2; 1976, 30 maio - bênção da Capela de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, pelo abade Spas, que fora construída pela família de António Alves, de Lens, em frente do Cemitério Militar Português, em memória dos soldados portugueses que sofreram a ofensiva alemã de 9 de abril de 1918; 2004, 01 maio - visita do Dr. Jorge Sampaio; 2014, 26 junho - visita do Primeiro Ministro Dr. Pedro Passos Coelho; 2015 - o Cemitério Militar Português de Richebourg l'Avoué é integrado na lista de 138 sítios funerários e memoriais da primeira guerra mundial propostos, em conjunto pela Bélgica e pela França, para serem declarados pela UNESCO como Património da Humanidade por conter "elementos ligados a uma nacionalidade ou a um povo", apresentar "símbolos e criações artísticas" e ser exemplo para a "história dos ritos funerários", constituindo ainda um "lugar emblemático para Portugal"; 2016, 11 junho - visita do Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, e do Primeiro-Ministro, Dr. António Costa. |
Dados Técnicos
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| Estruturas autoportantes. |
Materiais
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| Estrutura em calcário cinzento e em lioz; lápides funerárias em granito; tijolo maciço; argamassas de reboco; portão e mísulas estilizadas em ferro forjado; cobertura dos pequenos edifícios em telha. |
Bibliografia
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| AFONSO, Aniceto, GOMES, Carlos Matos - Portugal e a Grande Guerra. Vila do Conde: Editora Verso da História, 2014; Comissão dos Padrões da Grande Guerra. Padrões da Grande Guerra, Consagração do Esforço Militar de Portugal, 1914 - 1918. (Relatório Geral da Comissão) 1921-1936. Lisboa: 1936; «Cimetière militaire portugais de Richebourg - Neuve-Chapelle» (http://www.cheminsdememoire.gouv.fr/fr/richebourg-0), [consultado em janeiro 2017]; CORREIA, Sílvia - «A memória da guerra». In História da Primeira República Portuguesa (coord. Fernando Rosas e Maria Fernanda Rollo). Lisboa: Tinta da China, 2009; CORREIA, Sílvia - Políticas da memória da I Guerra Mundial em Portugal 1918-1933: entre a experiência e o mito. Dissertação de Doutoramento apresentada à FCSH-UNL. Lisboa: texto policopiado, 2010, Anexos XV, XVI e XXII; CORREIA, Sílvia - «Os cemitérios» (www.memorialvirtual.defesa.pt/Paginas/Cemiterios.aspx http://www.memorialvirtual.defesa.pt/Paginas/Cemiterios.aspx), [consultado em janeiro 2017]; PORTELA, Margarida - «O cemitério militar português de Richebourg l´Avoué» In A Guerra de 1914 - 1918 (www.portugal1914.org http://www.portugal1914.org/) [consultado em janeiro 2017]; STATUA, Lda. Relatório da Intervenção de Conservação e Restauro do Pórtico no Cemitério Militar Português em Richebourg, França. Lisboa: Liga dos Combatentes, 2007. |
Documentação Gráfica
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| Arquivo Histórico Militar: Cemitério Militar Português em Richebourg L' Avoué, França - Projecto e Pormenores, 1932 (PT/AHM/FE/010/A11/GR/4) |
Documentação Fotográfica
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| DGPC: SIPA |
Documentação Administrativa
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| Arquivo Histórico Militar: 1.ª divisão, 35.ª secção, caixa 1401 (Relação de cemitérios estrangeiros com sepulturas portuguesas de guerra. Lisboa, 12 de agosto de 1937, pp. 1-7) |
Intervenção Realizada
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| 1982, 02 maio - inauguração das redes de água e eletricidade com o apoio de emigrantes portugueses em França; 1996, abril - conclusão das obras de beneficiação realizadas com o apoio financeiro do Banco Português do Atlântico e do Banco Mello; 2007, agosto e setembro - obras de conservação e restauro do pórtico, memorial ou monumento fúnebre e vedação do cemitério, pela Liga dos Combatentes, com o apoio da Direção de Infraestruturas do Exército e a empresa STATUA Ldª. |
Observações
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| *1 - Apesar de em muita literatura ser indicada a data de 11 de novembro, teve-se em conta a notícia do jornal francês "le Réveil du Nord" de 11 de novembro de 1928 transcrito em http://memoiresdepierre.pagesperso-orange.fr/alphabetnew/c/couturelaportugal.html. *2 - Originalmente, e de acordo com fotografia constante do Relatório Geral da CPGG de 1936, o padrão doado pela firma A. Ribeiro da Silva seria mais alto dispondo de uma outra secção, hoje inexistente. Desconhece-se a razão da sua amputação. |
Autor e Data
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| João Almeida, Nuno Quaresma e Francisco Santos (Contribuintes externos) 2017 |
Actualização
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