Moinho de Assureira / Moinho de São Brás

IPA.00035570
Portugal, Viana do Castelo, Melgaço, União das freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro
 
Moinho de água, de rodízio, construído no séc. 19 / 20 e atualmente abandonado e já sem o mecanismo de moagem, mas que testemunha os antigos sistemas de moagem da região, documentados desde o séc. 18. Apresenta planta retangular, de pequenas dimensões, disposta perpendicularmente ao curso de água, com fachadas em alvenaria de pedra, interiormente pouco iluminado, e cobertura em telhado de duas águas. A fachada principal, perpendicular ao rio, termina em empena e é rasgada por porta de verga reta descentrada, enquanto a lateral esquerda possui uma fresta e, ao nível do solo, cabouco, de verga reta sobre silhares irregulares.
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Extração, produção e transformação  Moagem    

Descrição

Planta retangular, com cobertura homogénea em telhados de duas águas, meio destruída, rematadas em beirada simples. Fachadas em alvenaria de pedra, a principal terminada em empena e rasgada, à direita, por portal de verga reta, sobre os pés direitos. Fachada lateral esquerda virada ao ribeiro, rasgada por pequena fresta e, inferiormente, ao nível do solo, pela abertura do cabouco, de verga reta, apoiada em blocos de pedra irregulares e ligeiramente inclinadas, já não possuindo no interior qualquer estrutura do sistema de moagem. Fachada lateral direita cega e a posterior rasgada por pequeno vão, também descentrado, e terminada em empena. INTERIOR com as paredes em alvenaria de pedra aparente, com as juntas cimentadas e pavimento em terra. No pavimento conserva apenas a mó superior ou andadeira, apoiada em dois silhares de cantaria, afastados e, ao lado, uma outra mó.

Acessos

Castro Laboreiro, Lugar da Assureira, CM 1160. WGS84 (graus decimais) lat.: 42,003756; long.: -8,165764

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 26-A/92, DR, 1.ª série-B, n.º 126 de 01 junho 1992 *1 / Incluído no Parque Nacional da Peneda do Gerês

Enquadramento

Rural, isolado, implantação harmónica no Parque Natural da Peneda do Gerês, a cerca de 160 m da inverneira da Assureira. Ergue-se nas imediações da estrada, junto ao ribeiro do Barreiro, afluente do rio Laboreiro, sobre os afloramentos rochosos e adaptado ao declive do terreno. Possui as fachadas cobertas de musgo e pequena vegetação, sobretudo as viradas ao ribeiro, e é envolvido por arbustos e árvores. Junto ao moinho ergue-se a Ponte de Assureira (v. IPA.00004140) e, a cerca de 20 m, a Capela de São Brás (IPA.00035569).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Extração, produção e transformação: moagem

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Privada: pessoa singular

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 19 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1758, 11 maio - referência à existência de vários moinhos, noras e pisões na freguesia pelo padre Inácio Ribeiro Marques nas Memórias Paroquiais; séc. 19 / 20 - época provável da construção do moinho; séc. 20, 2ª metade - construção de um edifício em betão descaraterizante entre a ponte e o moinho.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria de granito; travejamento e porta de madeira; cobertura de telha cerâmica.

Bibliografia

CAPELA, José Viriato - As freguesias do distrito de Viana do Castelo nas Memórias Paroquiais de 1758. Braga: Casa Museu de Monção; Universidade do Minho, 2005.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

DGEMN:DSID, SIPA

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1993, depois - demolição do edifício descaracterizante em betão.

Observações

Autor e Data

Paula Noé 2015

Actualização

 
 
 
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