Ponte de Aljezur

IPA.00035534
Portugal, Faro, Aljezur, Aljezur
 
Ponte edificada na 2.ª metade do Séc. 20, de tabuleiro plano lançado sobre três arcos de perfil abatido assentes em pilares retangulares munidos de talhamares, em meia laranja, a montante e jusante. Estrutura de alvenaria rebocada e pintada de branco sendo as aduelas dos arcos, os pilares e os talhamares em cantaria ou cantaria aparente. Guardas em grilhagem de motivo retangular ovalado, sobre soco, intervalada de pilaretes. A ponte mantem a estrutura tripartida da desaparecida estrutura seiscentista ou setecentista, de arcos de perfil abatido, que reconstruiu a primitival ponte medieval, localizada alguns metros a jusante. Enquanto ponto de passagem obrigatório, na EN120, entre o Alentejo e o Algarve e entre a vila antiga e a moderna, permanece um local de grande movimento, ponto de encontro das gentes da terra e visitantes, em particular no período estival.
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Transportes  Ponte / Viaduto  Ponte pedonal / rodoviária  Tipo arco

Descrição

Ponte rodoviária e pedonal, de tabuleiro plano (com c. de 39m x 6m), orientado no sentido nascente - poente, lançado sobre três arcos de perfil abatido, de igual dimensão, assentes sobre dois pilares retangulares, munidos de talhamares em meia laranja a montante e jusante. Estrutura de alvenaria rebocada e pintada de branco, aduelas dos arcos, pilares e talhamares em cantaria ou cantaria aparente. Guardas em grilhagem branca, de motivo retangular ovalado, sobre soco e entre pilaretes, ambos pintados de cor cinzenta. Pavimento da faixa rodoviária em asfalto ladeado de cada lado por estreita faixa pedonal em calçada portuguesa, a montante, e em ladrilho industrial, a jusante. A extremidade poente da ponte alarga em curva para norte, contornando, a cota inferior, pequeno adro, com uma palmeira, possuindo guarda idêntica à do tabuleiro que se prolonga pelo remate do muro em talude, que delimita a margem esquerda da ribeira.

Acessos

Aljezur, EN120 / Rua 25 de Abril; Largo do Mercado; Largo da Liberdade. WGS84 (graus decimais): lat.: 37,316655; long.: -8,803261

Protecção

Incluído no Parque Natural Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e parcialmente incluído no Plano Sectorial da Rede Natura 2000: Habitats 3290 e 6420 (Pradarias húmidas mediterrânicas de ervas altas da Molinio-Holoschoenion)

Enquadramento

Urbano, sobre a Ribeira de Aljezur, no local onde esta conflui com a Ribeira de Alfambras e a Ribeira da Cerca, no limite poente da várzea de Aljezur. Enquanto passagem obrigatória de quem vem do Algarve em direção a norte pela EN120 e vice-versa e como acesso principal à parte antiga da Vila, bem como ao Mercado (v.IPA.00034910), este é um local de grande movimento, ponto de encontro das gentes da terra e visitantes, em particular no período estival. Nas margens da ribeira (encontrando-se a direita bastante assoreada, com uma largura de c. de 15m), predomina o Amieiro (Alnus glutinosa) *1, o Choupo (Populus) *2, o Salgueiro (Salix) e o canavial, proporcionando habitat a variada fauna e avifauna entre ela o cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa), a cobra-de-água-viperina (Natrix maura), o Pato-real (Anas platyrhynchos), o Pato-mudo (Cairina moschata), o Ganso (Anser anser), a Alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea) e o Rouxinol (Luscinia megarhynchos); nas margens da ribeira encontramos ainda várias plantas aromáticas, como o rosmaninho, a alfazema e a hortelã. Para nascente extendem-se os férteis terrenos da várzea, utilizados para o cultivo de hortícolas (em particular a batata-doce e o milho) e pastoreio de vacas. Para jusante localizam-se os testemunhos do antigo Porto Fluvial, como as azinhagas que davam acesso aos padrões de amarração e a cisterna e o local onde se situariam as desaparecidas a sua Estalagem e a Casa da Portagem; do lado poente da ponte, logo à entrada, do lado sul, a antiga Mercearia da vila; do lado nascente, a poucos metros, fica o concorrido Mercado Municipal (v. IPA.00034910) e, mesmo à entrada da ponte, do lado direito, uma paragem de autocarros; do lado esquerdo pequeno adro de terra batida utilizado como parqueamento automóvel.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Transportes: ponte

Utilização Actual

Transportes: ponte rodoviária e pedonal

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

Época medieval - data provável de construção da primitiva ponte, situada a alguns metros a jusante da atual, onde hoje se localiza o viaduto pedonal; Séc. 17 - 18 - provável data de reconstrução da ponte medieval *2; 1947, 04 março - destruição pela cheia da antiga ponte medieval; Séc. 20, 2.ª metade - construção da ponte atual; 2011 - prospeções coordenadas por João Carlos Castelo Branco Soares Albergaria (no âmbito da elaboração do Estudo de Impacte Ambiental da variante à EN120 em Aljezur), não sendo encontrados nos locais quaisquer vestígios da antiga ponte.

Dados Técnicos

Sistema estrutural misto.

Materiais

Estrutura em alvenaria rebocada e caiada, aduelas dos arcos, pilares e talhamares em cantaria ou cantaria aparente; guardas em grelhagem de cimento; pavimento de asfalto na faixa rodoviária e em calçada portuguesa e ladrilho indistrial nas faixas pedonais.

Bibliografia

BERNARDES, João Pedro - «Existem Pontes Romanas no Algarve?» in PEREIRA, Angelina (coord.) - Actas das I Jornadas as vias do Algarve da Época Romana à Actualidade. São Brás de Alportel: Câmara Municipal de São Brás de Alportel /CCDR Algarve, 2006, pp.14 - 19; Câmara Municipal de Aljezur - Roteiro do Circuito Histórico-Cultural de Aljezur (http://cms.cm-aljezur.pt//upload_files/client_id_2/website_id_1/Atividade_Municipal/Ambiente/roteiro%20circuito%20historico-cultural%20aljezur.pdf) [consultado em julho 2015].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

DGPC: SIPA; ADPHAA - Associaçãode Defesa do Património Histórico e Arqueológicode Aljezur

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

EM ESTUDO. *1 - indício da presença de maior quantidade de água doce ao longo de todo ano; *2 - de introdução mais recente, a sua madeira era utilizada no fabrico de utensílios e ferramentas de apoio à agricultura e pesca; *3 - na reconstrução terá sido aproveitado o arranque e o arco da margem direita da ribeira, ainda visíveis numa fotografia de 1938, existente no arquivo da ADPHAA.

Autor e Data

Rosário Gordalina 2015

Actualização

 
 
 
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