Igreja Paroquial de Santo Ovídio / Igreja Nova
| IPA.00035510 |
| Portugal, Porto, Vila Nova de Gaia, União das freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso |
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| Igreja paroquial construída no início do séc. 21, com uma linguagem simples e despojada, mas criando uma enorme mole arquitetónica, monumental, que no exterior é impositiva e esmagadora, sobretudo pelo tamanho da torre sineira, mas a escala é atenuada no interior pelos jogos de iluminação, com luz zenital ou elevada, pela introdução dos revestimentos de madeira e pelos elementos decorativos, onde sobressai o vitral e a tapeçaria de Portalegre na parede testeira. É de planta poligonal irregular composta pela nave, presbitério, batistério e Capela do Santíssimo lateral e vários anexos no lado oposto, um deles criando pátio interno. A igreja tem coberturas planas, a da nave com vários blocos e a do batistério em claraboia piramidal, dominando a iluminação zenital das áreas mais importantes, como a pia batismal, sacrário e altar-mor, sendo o restante espaço iluminado por pequenas janelas nos topos das paredes. Os vãos do batistério e da parede testeira possuem vitral, o primeiro figurativo, com episódios da vida de Cristo. Possui enorme torre sineira, com ventanas protegidas por terceria no topo. |
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| Registo visualizado 491 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Edifício e estrutura Edifício Religioso Templo Igreja paroquial
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Descrição
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| Planta poligonal irregular, composta por nave, antecedida por amplo endo-nártex, presbitério, batistério e capela adossadas ao lado esquerdo, tendo torre sineira no lado oposto e vários anexos, de volumes articulados e escalonados com coberturas diferenciadas em terraços praticáveis. Fachadas em betão aparente, tendo os anexos revestidos a placas cerâmicas. Fachada principal virada a sudoeste, bastante verticalizada e com vários panos re-entrantes a partir do eixo central, onde se rasga o portal retilíneo, protegido por volume saliente, vazado por óculo com cruz inscrita; possui várias pequenas janelas quadrangulares no topo. No lado direito, torre sineira muito alta e estreita, com ventanas no topo. Fachada lateral esquerda marcada pelo batistério com porta retilínea na face sudoeste, estando ligado por pequeno corpo à capela adossada, do Santíssimo Sacramento; o templo possui pequenas janelas no topo. Fachada lateral direita com vários corpos adossados de um, dois e três pisos, rasgados por portas e janelas retilíneas, algumas jacentes, de acesso às áreas de apoio e ao salão. No topo do templo, pequenas janelas. Fachada posterior marcada pelos anexos, sendo o templo de empena reta. INTERIOR marcado pelo endonártex, de acesso ao templo, tendo, no lado esquerdo, uma área de receção e, no oposto, as escadas de acesso a uma galeria que percorre todo o templo. Nave com as paredes revestidas a madeira, sobre lambil pintado, sendo o topo em betão aparente, com cobertura plana, mas seccionada por blocos e pavimento em lajeado de granito, vazada por vãos para aceder aos anexos e a corredor lateral, onde surge a Via Sacra. No lado do Evangelho, o batistério com ampla plataforma central, em cota inferior, e iluminada por luz zenital, formado por claraboia com caixilhos metálicos e vidro simples. Nela, inscreve-se a pia batismal em cantaria de granito, composta por base troncónica invertida e taça com cilindro truncado, vertendo a água para pequeno escoadouro. As janelas possuem vitral figurativo. No mesmo lado, a Capela do Santíssimo, com paredes em betão aparente, teto plano, rasgado por iluminação zenital do sacrário, e pavimento de madeira. Na parede testeira, o sacrário metálico. Presbitério elevado por cinco degraus, que integram um ambão em cantaria de granito e madeira no lado do Evangelho. Possui mesa de altar em cantaria de granito, simples, composto por tampo liso e pilares angulares. Na parede testeira, enorme tapeçaria, iluminada por luz zenital. A ladear este espaço, rasgam-se quatro janelas longilíneas, protegidas com vitral decorado por formas geométricas. |
Acessos
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| Mafamude, Santo Ovídio, Rua Conde D. Pedro |
Protecção
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| Inexistente |
Enquadramento
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| Urbano, isolado, implantado numa zona com ligeiro declive, a que se adapta, permitindo a construção de um salão sob o templo e vencido frontalmente por ampla escadaria de acesso, protegida por grades metálicas. Encontra-se rodeada por área ajardinada, parques de estacionamento e por edifícios residenciais multifamiliares. No adro, surge um monumento escultórico a Santo Ovídio, um cruzeiro paroquial, com base em coluna de betão e cruz latina metálica no topo. Ainda no adro, uma pequena gruta de Nossa Senhora de Lourdes. |
Descrição Complementar
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| O BATISTÉRIO possui vitral figurativo, formando um tríptico com as representações da "Anunciação", "Cristo Redentor" e "Batismo de Cristo", este assinado no canto inferior direito "Helena Abreu / 2002". |
Utilização Inicial
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| Religiosa: igreja paroquial |
Utilização Actual
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| Religiosa: igreja paroquial |
Propriedade
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| Privada: Igreja Católica (Diocese do Porto) |
Afectação
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| Sem afetação |
Época Construção
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| Séc. 21 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| ARQUITETO: Manuel Carlos Abreu Gomes da Silva (2002). ENGENHEIROS: A.P. Oliveira de Carvalho (2002); Diamantino Freitas (2002); Fernando Silva (2002); João Granjo (2002); Paulo Guedes (2002); Rogério Paulo da Gama Pereira (2002). ESCULTORES: Abrunhosa de Brito (2002); Zulmiro de Carvalho (2002). PINTOR DE VITRAL: Helena Abreu (2002). PINTORES: Ernesto Ricou (2002); Fernando Lanhas (2002). TECELAGEM: Manufactura de Portalegre (2002). |
Cronologia
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| 1950 - construção da Igreja Velha; 1965 - criação da paróquia; 2002 - reconhecimento canónico da paróquia e construção do novo templo, conforme projeto do arquiteto Manuel Carlos Abreu Gomes da Silva, com os engenheiros Paulo Guedes, responsável pela estabilidade, Fernando Silva e João Granjo (instalações elétricas e telefones), Rogério Paulo da Gama Pereira (instalações mecânicas), A.P. Oliveira de Carvalho e Diamantino Freitas (projeto acústico); feitura de uma tapeçaria, conforme desenho do pintor Fernando Lanhas e tecida na Fábrica de Portalegre; feitura da Via Sacra pelo escultor Ernesto Ricou; feitura do sacrário pelo escultor Zulmiro de Carvalho; pintura dos vitrais do batistério por Helena Abreu; feitura da pia batismal por Abrunhosa de Brito; 10 março - inauguração pelo bispo do Porto, D. Armindo Lopes Coelho; 2006, 11 fevereiro - bênção da imagem de Nossa Senhora de Lourdes. |
Dados Técnicos
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| Sistema estrutural de paredes autónomas. |
Materiais
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| Estrutura, coberturas em betão; pavimentos da nave e do batistério, pia batismal e mesa de altar em cantaria de granito; revestimento interior, pavimento da capela lateral, mobiliário, mísulas e portas de madeira; revestimento exterior em placas cerâmicas; janelas com caixilharias metálicas e vitral; portas do anexo de caixilharia de alumínio e vidro simples. |
Bibliografia
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| MARTINS, Cátia Denise Ferreira - Caracterização acústica das duas Igrejas de Santo Ovídio, Mafamude. Porto: s.n., 2010. Texto policopiado. Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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| SIPA; Diocese do Porto: Secretariado Diocesano de Liturgia |
Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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| Nada a assinalar. |
Observações
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Autor e Data
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| Paula Figueiredo 2015 (no âmbito da parceria DGPC / Diocese do Porto) |
Actualização
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