Chafariz da Praça da Rainha

IPA.00003551
Portugal, Viana do Castelo, Viana do Castelo, União das freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela
 
Arquitectura infraestrutural, maneirista. Chafariz central de tanque de planta circular, formado por lajes exteriormente decoradas com almofadas concavas e denticulado, colunas galbadas ornadas com motivos vegetalistas diferentes e duas taças, também circulares, com várias molduras e friso denticulado, rematado em coruchéu vegetalista, num claro esquema piramidal. Juntamente com o chafariz do Porto (1544), de Pontevedra (1549) e de Caminha (1551) converteu-se no protótipo de fonte pública custeada pelo concelho durante os meados do século 16. Chafariz de grande riqueza decorativa, constituindo quase uma cópia do de Caminha, do mesmo pedreiro, e que serviu de modelo de construção conforme o contrato, possuindo num friso da base a data da conclusão. As semelhanças são notórias até no gradeamento protector que desapareceu no início do séc. 20 no chafariz de Viana, mas que o de Caminha ainda conserva. Juntamente com aquele chafariz e o de Pontevedra, constitui um dos trabalhos mais representativos da carreira de João Lopes, sendo os três de maiores dimensões, com claro carácter urbanístico e sentido iconográfico. Ainda que as obras de encanamento se prolongassem bastante, o chafariz em si foi construído num ou dois anos, talvez devido à experiência de João Lopes neste tipo de construção.
Número IPA Antigo: PT011609310006
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Hidráulica de elevação, extração e distribuição  Chafariz / Fonte  Chafariz / Fonte  Tipo centralizado

Descrição

Sobre soco de planta circular, formado por cinco degraus escalonados, com bordos boleados e o superior de lajes dispostas longitudinalmente, assenta o tanque de planta igualmente circular, constituído por lajes unidas por argamassa e gatos, exteriormente decoradas por almofadas concavas, superiormente com várias molduras e possuindo friso denticulado, sendo interrompidas por quatro falsos plintos paralelepipédicos lisos; o bordo do tanque é liso. Do meio do tanque, eleva-se plinto paralelepipédico, tendo em cada uma das faces almofada concava com decoração, encoberta pela água, sobre o qual assenta base, tendo nos quatro ângulos pequenos ornatos e no escócia a data de "1554" inscrita; segue-se coluna galbada, ornada por friso fitomórfico relevado no terço inferior e caneluras, unidas inferiormente, encimadas por várias molduras. É sobreposta por taça circular, inferiormente esculpida com raios salientes, e circundada inferior e superiormente por molduras, as últimas mais salientes e formando já o bordo, boleado, e assente em friso denticulado; possui seis bicas carrancas, todas diferentes e de tamanhos diferentes dispostas alternadamente. Sobre a taça, eleva-se coluna galbada decorada com motivos fitomórficos, sobreposta por anéis e a segunda taça, de planta e decoração igual à precedente, mas tendo apenas quatro bicas carrancas; sobre esta assenta coluna seccionada em três por pequenas cornijas e sucessivamente mais estreita: a primeira parte é coroada por esfera, dividida em dois por friso e a metade inferior com caneluras, sobre as quais se dispõem quatro bicas carrancas, inferiormente interligadas; a segunda parte ritmada por falsas edículas com aves afrontadas; e a última ornada por folhas estilizadas. Remate tipo coruchéu vegetalista, encimado por esfera armilar e cruz da Ordem de Cristo, ambos em metal.

Acessos

Praça da República. VWGS84 (graus decimais) lat.: 41,693619; long.: -8,828255

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910 / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 149 de 27 junho 1973

Enquadramento

Urbano, isolado. Ergue-se no centro histórico, no exterior do antigo burgo muralhado, a poucos metros da qual ficava a porta de São Tiago. Implanta-se numa praça desafogada, pavimentada a lajes, vedada ao trânsito, frontalmente aos antigos Paços Municipais (v. PT011609310003) e à Misericórdia (v. PT011609310005). Nas proximidades erguem-se outros imóveis de grande interesse, como a Sé de Viana (v. PT011609310013), a Casa dos Arcos (v. PT011609310008), a Casa de Miguel de Vasconcelos (v. PT011609310009), a Casa dos Sá Sotomaior (v. 1609310069), a Casa dos Monfalim (v. PT011609310253), a dos Alpuim (v. PT011609310044), Palácio dos Viscondes da Carreira (v. PT011609310004) e outros.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Hidráulica: chafariz

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16

Arquitecto / Construtor / Autor

PEDREIROS: Fernão Anes (1512); João Gonçalves (1523); João Lopes, o Velho (1553); João Lopes, Filho (1559); António Lopes Trindade (1730). PINTOR-DOURADOR: António Ferreira Callelas (1735).

Cronologia

Séc. 15, 1ª metade - os proprietários das hortas e herdades localizadas no Campo do Forno canalizaram uma água nascida em terrenos do município na vertente do Monte de Santa Luzia, por cima da aldeia de Povoença; séc. 15, meados - os moradores daquela povoação tinham de "aver a ditta agua" desde sábado até segunda feira de manhã, aproveitando a sua passagem para accionar os moinhos; nos restantes dias da semana, a água era para os proprietários de Viana; 1477 - surgiu grave conflito entre os dois grupos de usufruidores da água, pois os de Povoença "talavam" o rego para regar "linhos e pomares", chegando pouca água ao Campo do Forno; convidado a interpor justiça, o tabelião Afonso Anes argumentou que os moradores do Campo do Frno tinham a posse da água já por mais de 100 anos; os juízes da vila, Nuno de Barros e Pêro Anes, sentenciaram que o dito rego fosse bem feito e bem estanque e que uma vez por ano os moradores da Portela tivessem a dita água um dia por semana, desde 3ª feira depois do por do sol até 4ª feira ao sol posto; os infractores do acordo pagariam um maravedis de multa; 1499 / 1507 - datas de novos conflitos com os moradores de Povoença, levando as autoridades a redobrar os castigos; entretanto, a água da fonte da Povoença ou dos Moinhos foi comprada por Pêro Pinto, fidalgo vianense e proprietário da Quinta de Valverde, a um homem chamado de Samdomingos, visto que as anteriores hortas no Campo do Forno deram lugar aos arruamentos e novas construções; 1510 - aquele nobre doou 3/4 da água ao Mosteiro de Santa Ana e relativamente à restante declarou "a qual quarta parte daugoa averá, isso mesmo, aynda que se aqui faça o chafariz ou outra qualquer obra que seja necessária"; 1511, 26 Agosto - confirmação real da doação; 1512 - obra no Chafariz pelo pedreiro Fernão Anes, por 22$100; quebrar a pedra para a fonte por 23$000; 1517 - a Câmara contratou o mestre pedreiro Fernão Enes para construir um chafariz no Campo do Forno; 4 Junho - Câmara decide processar o pedreiro por faltar aos compromissos; 20 Julho - juiz sentenciou a expropriação dos seus bens e Diogo Barbosa, o seu fiador, teve de depositar $400 rs; 28 Agosto - aquele compromete-se a concluir a obra; 1521 - em reunião com o novo juiz de fora, o Dr. Francisco Mendes, faz-se o ponto de situação relativamente ao cafariz; foi informado que estava ordenado vir a água por canos de chumbo e por ser coisa de muita importância, se mandara vir homens avisados para a obra, como António Rodrigues; o juiz informa que a Câmara se queria possuir a água deveria iniciar as demandas; 1522, 30 Julho - contrato com o mosteiro de Santa Ana concedendo-lhe parte da água que vinha ao chafariz; 1523 - pagamento de $50 rs ao pedreiro João Gonçalves para corrigir as pedras da bucha do chafariz, por um jornal seco, e de $30 rs aos que limparam as pias do cano; 1526 - a obra projectada estava terminada; o chumbo dos canos foi comprado em Londres a $140 rs/quintal, gastando-se cerca de uma centena de quintais; as águas sobrantes corriam num cano aberto, então construído, pela R. da Picota, em direcção ao rio, "bem feyto e bem calçado de maneyra que tome toda a agoa"; foi proibido lavar no cano que ia do chafariz para o pelourinho, sujá-lo, tirar água dele ou passar carro por cima; o chafariz tinha um tanque, situado dentro da Quinta de Valverde; 1531 - Câmara recomenda que ninguém seja ousado que bula com a arca de água, cano ou pedra do chafariz, nem abra a arca, pois só Jordão Vaz tinha o cargo de o corrigir; 1549, 2 Junho - a Câmara dá por contrato ao mosteiro de Santa Ana "uma pouca de água" do cano que vem ao chafariz, confirmando assim o contrato anterior, em troca da permissão de mudança das canalizações; 6 Julho - decide-se em sessão camarária que, qualquer pessoa que lavasse qualquer coisa no chafariz da praça ou ao redor dele, devia pagar $200 rs e seria presa; 1553, 22 Junho - em sessão da Câmara, decide-se mandar chamar, à custa do concelho, o pedreiro João Lopes, então no Porto, para "praticar com ele o corrigimento do chafariz" e ver a melhor maneira para trazer água de São Francisco para o chafariz; devido a estar muito danificado, pensa-se ser necessário fazer-se um novo e juntar-se mais água do que tinha então; 12 Julho - em acta de reunião da Câmara, refere-se que a mesma havia feito grande gasto nos canos de chumbo da água que saía para o chafariz, passava de 30 anos que "a dita água pelos ditos canos de chumbo vem a esta vila ao Campo do Forno e pelo chafariz que está feito", mas que esses canos estavam tão danificados e quebrados que a água não tinha maneira de chegar ao chafariz e que esse também não a conseguia suster; visto que apenas existiam outras três fontes na vila, os seus moradores e dos arrabaldes passavam "grande tormento" com o estado do chafariz; acordaram pois chamar o pedreiro João Lopes, "por ser o melhor oficial que agora há nesta terra e experimentado por ter feito outros muitos chafarizes e por saber trazer as águas de onde é necessário; acordaram que fizesse um chafariz novo como fez o de Caminha, "e melhor se melhor se puder fazer", tirasse todos os canos rotos e quebrados até à "arca" existente no Campo de Valverde, substituindo-os por outros novos de chumbo, grossos e largos, que os assente nas calhas por onde os canos velhos vinham, refazendo e pondo de novo todas as calhas, paredes e alicerces onde haviam de ser postos, devia fazer uma "arca" nova, "grande, boa, perfeita e acabada e fechada", gastando-se o que for necessário; para obter dinheiro para a construção do novo chafariz e condutas de adossamento da água, a Câmara pede ao Rei autorização para "fintar", ou seja, para lançar contribuições municipais, visto as rendas do concelho não serem suficientes; gastar-se-ia então o dinheiro que as principais pessoas e povo da vila dessem por sua vontade, e o que faltasse seria pago pelo concelho; mas devido à falta de verbas, levou ao arrastamento das obras e ao não cumprimento do contrato com João Lopes e falta de materais; 16 Outubro - João Lopes já tinha a pedra junta para a obra, mas porque a Câmara não tinha dinheiro para lhe pagar, conforme o estipulado no contrato, decidiu-se que a barca da vila se arrendasse de antemão para se poder pagar ao pedreiro; 1554 - os moradores de Povoença descontentes com a decisão da Câmara de meter a água em canos desde a sua origem até ao chafriz, protestam, conspurcando e cortando a água; 1556 - continuação das obras, pelo menos as das canalizações de abastecimento de água ao chafariz, bem como as dificuldades financeiras; 13 Junho - o dinheiro do lançamento da finta ainda não havia sido arrecadado nem acabado de lançar, pois por não haver dinheiro para se comprarem 20 ou 30 quintais de chumbo, acordou-se tomar o chumbo fiado por dois ou três meses, até que se tire o dito dinheiro da finta; 6 Agosto - sentença proferida na questão dos canos; 1559, 4 Março - acordo definitivo entre a Câmara e os lavradores de Povoença, que até ali se opunham à canalização de água que usavam na agricultura e nos moinhos; a Câmara receberia 5 partes e meia da água, ficando o resto para os moradores de Povoença; decide-se fazer uma arca na fonte e dois canos iguais, de modo a que a Câmara fizesse o transporte subterrâneo da água até à vila em boas condições de higiene; decidiu-se ainda a eliminação dos moinhos e a construção de um tanque abaixo dos mesmos, comprometendo-se a Câmara a pagar pelos primeiros 20$000 rs e a contribuir para a outra obra com 30 cruzados; 14 Março - constituição de uma comissão integrando o juiz, vereadores e procurador do concelho, e mais duas outras pessoas para tal eleitas, a fim de que "tivessem cargo de toda a obra ... que se há-de trazer o chafariz da vila", mostrando assim que este ou as canalizações da água ainda estavam por concluir; 8 Abril - dada a urgência do término da obra, em sessão de Câmara decide-se dar a obra a João Lopes, filho, para que a fizesse desde a fonte da Povoança (actual Povoença, na freguesia da Areosa), até aos canos do chafariz, já que ele tinha obtido experiência ao trabalhar com o pai noutros chafarizes e neste; trabalharia a jornal, recebendo por dia 100 reais, e no fim da obra 20 cruzados para um vestido; durante este ano arrecadou-se o dinheiro do lançamento da finta, 272800 reais na vila e 29128 nas freguesias do concelho; dia de Corpus Christi - chegada da água ao chafariz, vinda da fonte de Povoença, passando pelo tanque de Valverde, terras do Mosteiro de Santa Ana e pela rua da Picota, por onde entrava no Campo do Forno; mas as obras continuaram; Agosto - devido à falta de meios da Câmara, esta decide tomar e vender roupa do concelho para se pagar a dita obra do chafariz e outras necessidades; ao todo neste ano despendeu-se nas obras do chafariz 514919 reais, dos quais 353897 reais em salários do mestre, oficiais e cabouqueiros, 89788 reais em materiais, como chumbo, pedra, cal, areia, alcatruzes de barro, ferramentas, azeite para betumes, etc., e 67675 reais em demandas, autos e indemnizações; Dezembro - conclusão da obra do chafariz, dando-se então ao mestre João Lopes três mil reais prometidos para ajuda de um vestido; 1561, 7 Julho - D. Catarina de Melo, filha de Pêro Pinto, e Francisco de Melo, seu neto, reclamam em sessão camarária a água do chafariz, pois a quarta parte da água pertencia à família; 1572, Junho - a Câmara nomeia como seu procurador na Corte para resolver este assunto João da Rocha Boto, que ganhava $400 rs por dia; 1586 - decisão favorável à família Melo, que exigiu por aquela parcela de água 450$000 rs, levando a Câmara a apelar; 1590, década - a reivindicação aparece encabeçada por Pêro Pinto de Melo, filho de D. Catarina; 1594 - aquele ameaça partir os canos dentro da Quinta de Valverde; Maio - Pêro Pinto de Melo cortou a água e apelou para o tribunal Apostólico, através de João de Lemos, mestre-escola da Colegiada de Guimarães e juiz-conservador do vínculo da Senhora da Conceição, a quem pertencia a água; 7 Junho - a justiça dá razão à Câmara, que se manteve na posse definitiva da água; 1580 - João Lopes levou 11$000 rs por consertar o chafariz; 1620 - parte dos canos estavam rompidos porque muitas pessoas maliciosamente quebravam os canos da Fonte de Fincão, que vinha até ao chafariz; 21 Janeiro / 6 Março - nas sessões da Câmara, acorda-se mudar o sítio de passagem dos canos e asfaltar os mesmos ao atravessarem o pinhal de Valverde, já que devido às raízes dos pinheiros os canos quebravam e a água tomava mau sabor e causava enfermidades; 1730 - conserto dos canos e chafarizes da vila por António Lopes Trindade; 1731 - obra nos canos de barro do Chafariz do Campo do Forno para o do Postigo por António Lopes Trindade, por 45$000; previa-se que se partissem as lajes da Ruas dos Vereadores para que os canos ficassem bem seguros; 1735 - António Ferreira Callelas pintou e dourou o chafariz por 6$600; séc. 19, meados - mudança do nome da praça onde se implanta o chafariz para Praça da Rainha; 1961, 01 fevereiro - referência a portaria fixando Zona Especial de Proteção do chafariz da Praça, não se encontrando, no entanto, o decreto; 1970 - mudança do nome da praça para Praça da República.

Dados Técnicos

Estrutura autoportante.

Materiais

Estrutura de granito; gatos, esfera armilar e cruz da Ordem de Cristo em ferro; canos de cobre.

Bibliografia

GUERRA, L. Figueiredo da, Guia de Viana do Castelo, s.l., 1923; BARROS, Matias de, Viana do Castelo - Capital do Alto Minho, Viana do Castelo, 1973; CARTEADO, Eugénio, O Chafariz da Praça in Cadernos Vianenses, vol. 3, Viana do Castelo, 1979, p.29 - 36; MOREIRA, Manuel António Fernandes, O Município e os forais de Viana do Castelo, Viana do Castelo, 1986; CALDAS, João Vieira, GOMES, Paulo Varela, Viana do Castelo, Lisboa, 1990; FERNANDES, Francisco José Carneiro, Viana Monumental e Artística, Viana do Castelo, 1990; GOY, Ana, A Influência dos Modelos de João Lopes o Velho em terras Galegas nos Alvores do Barroco in Cadernos Vianenses, vol. 19, Viana do Castelo, 1995, p. 137 - 154; OLIVEIRA, Catarina Maria Esteves de, A Arquitectura de Granito em Viana da Foz do Lima. Renascimento e Maneirismo do Noroeste Português Dissertação de Mestrado em Arte, Património e Restauro, (F. L. U. L.), 2002.

Documentação Gráfica

Arquivo Distrital de Viana do Castelo: Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo (Álbum de desenhos da Misericórdia de Viana do Castelo - Cota 439)

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN

Documentação Administrativa

AMVC: Livro de Receitas e Despesas da Câmara Municipal de Viana do Castelo (Chafariz de Viana do Castelo, 1512, 1733 a 1748)

Intervenção Realizada

1990, década - iluminação artística.

Observações

Em fotografias do início do século, o chafariz ainda possuía sobre o soco plintos paralelepipédicos, lisos, assentes em bases, coroados por altos pináculos tipo pinhas, interligados por gradeamento de ferro, assente em pequeno murete de cantaria, que fechava o chafariz. Num plano inferior, os plintos eram prolongados até ao pavimento, e a eles adossavam-se pequenos tanques para onde corria água por bicas. Os degraus dispunham-se regularmente.

Autor e Data

Paula Noé 1992 / 2005

Actualização

 
 
 
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