Serras da Peneda - Gerês

IPA.00035116
Portugal, Braga, Terras de Bouro, Campo do Gerês
 
Florestas / Zonas com vegetação arbustiva ou herbácea / Zonas Agrícolas heterogéneas. O facto de incluir a área protegida do Parque Nacional da Peneda-Gerês, com uma densidade populacional baixa e recursos/valores de fauna e flora muito importantes e únicos, a posição geográfica litoral/serra, a altitude relativamente elevada, o relevo movimentado, o substrato geológico (solo granítico com algumas intrusões xistosas), o microclima característico da região com os mais elevados valores de precipitação de Portugal e os menores de insolação e a proximidade à fronteira com Espanha, conferem-lhe um carácter único. Destaca-se a existência de mais de uma centena de pequenos aldeamentos de montanha, no seu perímetro interior, preservando viva uma forte consciência comunitária, manutenção de usos, costumes e tradições que, não só constituem um repositório cultural extremamente valioso, como também um desafio para as medidas de proteção que assim se terão de alargar para além de simples preservação da natureza.
 
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Registo

 
Paisagem  Unidade de Paisagem        

Descrição

CARACTERIZAÇÃO DOS FACTORES ABIÓTICOS. ELEMENTOS GEOMORFOLÓGICOS. Relevo: o limite da Unidade está definido de acordo com a geomorfologia, coicidindo muitas vezes com o sopé de algumas serras. O relevo é muito movimentado (elevada variação altimétrica) alternando entre os 50 e 100 metros, sobretudo nos vales onde encaixam as principais linhas de água (junto ao limite da Unidade a O. e SO.) e os 1000 e 1300 metros nos topos (junto à fronteira com Espanha a NE.), com vértices geodésicos a ultrapassarem estes valores, como: Carris (1510m); Fonte Fria (1458m); Borrageiro (1432m); Pedrada (1418m); Peneda (1374m); Giestoso (1337m). As cotas mais frequentes variam entre os 700 e os 1300m de altitude (cerca de 65% do território da Unidade). Nas cotas mais elevadas encontram-se vestígios de glaciações do quaternário que atingiram neste período as latitudes médias, facto evidenciado pelas rochas estriadas, pequenas lagoas e vales em U, bem como os depósitos de origem glaciar, como as moreias ou blocos erráticos. A erosão (sobretudo hídrica) tem moldado impressionantes blocos rochosos, por vezes em equilíbrio instável. Declives: Os declives são elevados, sobretudo junto aos vales onde encaixam as principais linhas de água, como o rio Peneda, rio Lima, rio Gerês, rio Fanfião, rio Cabril, rio Cávado e o rio Homem. Exposição de vertentes: Considerando que a escorrência na unidade se faz, de forma geral, no sentido ENE para OSO, as exposições de vertentes estão frequentemente voltadas a NNO e A SSE. Exceptuam-se os casos de rios e ribeiras (muitas vezes afluentes dos rios principais) a montante do respetivo coletor principal (como são os casos dos rios: Peneda, Geres, Fafião, Cabril e um pequeno troço do rio Cávado, junto a Cabril) que têm uma orientação, de grosso modo, no sentido N-S e onde as vertentes fica expostas a E e O. Geologia/Litologia: Predomínio de rochas Eruptivas Plutónicas, onde o Granito assume principal preponderância, ainda que fortemente fraturado (os granitos mais antigos, com 300 M.a. afloram nas serras do Soajo e Amarela no Castro Laboreiro e os mais recentes com 29 M.a., mais vigorosos surgem na serra da Peneda e do Gerês). Na Unidade verifica-se ainda duas importantes manchas de formações sedimentares e metamórficas do período do Pré-Câmbrico (iniciado à 4600 M.a.) ao Câmbrico (iniciou-se à 544 M.a.), de xistos e grauvaques (complexo xisto-grauváquico) junto a Parada do Monte, Gavieira e Lindoso; e a NE entre Espanha e Castro Laboreiro (intercalado com granito). O limite E. da unidade coincide com a fronteira entre o granito e rochas afins (a O.) e os xistos e grauvaques (a E. e fora da unidade). Solos: O tipo de solo predominante corresponde a Cambissolos (húmicos) e algumas manchas de Rankers (sobretudo junto à fronteira com Espanha e entre Gavieira e Castro Laboreiro; entre Campos de Gerês, Lindoso e Pitões das Junias). No que concerne à correspondência entre o tipo de solo e a litologia, verificam-se a predominância de Cambissolos húmicos (rochas eruptivas) nas áreas de granito e rochas afins, enquanto nas áreas de xistos e grauvaques (do complexo xisto-grauváquico) verificam-se Cambissolos húmicos, associados a Luvissolos (forte influência atlântica). CLIMATOLOGIA: A Insolação é a menor de Portugal Continental, atingindo o valor mínimo inferior a 1800h por ano nas cotas mais altas e numa vasta percentagem da Unidade (especialmente na evolvente a Campos de Gerês e Castro Laboreiro). Os valores máximos de insolação verificam-se na envolvente de Soajo e Ermelo; e junto a Pitões das Junias, com cerca de 2200h e 2300h (que correspondem ao encaixe dos vales do Lima e do Cávado). A temperatura média anual é das mais baixas de Portugal Continental, variando entre os 7,5ºC nas áreas mais elevadas, aumentando até aos 12,5º C na restante unidade (entre Lindoso, Ermida, Pitões das Junias e Espanha). A Precipitação média anual é a mais elevada de Portugal Continental, coincidindo com as cotas mais elevadas os valores mais altos, especialmente junto a Campos do Gerês (superior a 2800mm) e na envolvente a Castro Laboreiro (2400mm a 2800mm). A maioria do território da unidade tem valores elevados de precipitação com valores médios próximos dos 2000mm/ano e cerca de 100 dias de chuva por ano. Os valores mais diminutos verificam-se junto à fronteira NO. da Unidade, ainda assim com valores a rondar os 1400mm de precipitação. A Geada é moderada com cerca de 10 a 20 dias por ano. HIDROGRAFIA: Região de grande pluviosidade, formam-se ao lado de pequenas torrentes invernais, inúmeros riachos permanentes, que correm velozmente, com frequentes e interessantes quedas de água no percurso. Na época das chuvas a profusão de águas é intensa, formando algumas cascatas. Contraste frisante com o estio, que, quando prolongando, amarelece os montes, respeitando apenas os ribeiros principais. A escorrência realiza-se de uma forma geral no sentido NE-SO, através dos dois coletores principais: rios Lima e Cávado (ambos com nascente em Espanha). No entanto, os principais afluentes destes coletores principais e que drenam a grande parte da unidade têm diversas orientações. A NO. da Unidade, o rio Mouro (afluente do rio Minho) tem uma orientação E-O (na Unidade); Na bacia hidrográfica do rio Lima, destacam-se os rios Castro Laboreiro, Peneda, Vez, Cabreiro, Ázere, Tora, Lapa e Adrão (na vertente N. do rio Lima); e os rios Cabril, Troufe, Carcerelha, Tamente, Portuzelo e Pandrenda (vertente S. do rio Lima) que drenam grande parte do setor NNO da Unidade. Na parte SSE da Unidade destacam-se os rios Homem, Caldo, Gerês, Arado, Conho, Fafião e Cabril da bacia hidrográfica do rio Cávado (vertente N.). O rio Cávado coincide com a delimitação da Unidade a SE. Distinguem ainda as albufeiras (todas com mais de 50ha.) do Alto do Lindoso e Touvedo (rio Lima); e Vilarinho das Furnas, Caniçada, Salamonde e Paradela (rio Cávado). A forte capacidade hídrica regional, conjugada com o perfil do leito dos citados rios, permitiu o aproveitamento hidroeléctrico pela construção das barragens da Caniçada, Salamonde e Paradela, no rio Cávado, e de Lindoso, no rio Lima. As características físicas do território constituído por relevos com acentuadas variações de altitude e ravinas profundas, diferentes exposições e condições de humidade e grandes amplitudes térmicas, originam inúmeros microclimas que permitem a existência no parque de elementos botânicos de valor muito relevante. CARACTERIZAÇÃO DOS FACTORES BIÓTICOS. FLORA: A precipitação elevada e aplitude térmica moderada ocasionam uma elevada produtividade de biomassa e permite a manutenção de variados habitats e biodiversidade. O coberto vegetal da Unidade é dominado por Carvalhais (sobretudo as importantes manchas de carvalho-negral Quercus pyrenaica e carvalho-alvarinho Quercus robur), intercalados com sobreiros Quercus suber, agilbardeira Ruscus aculeatus, padreiro Acer pseudoplatanus, azevinho Ilex aquifolium; Matos (piornais, carquejais, giestais, tojais: Ulex minor e Ulex europaeus; urzais: Erica umbellata e Calluna vulgaris; zimbro-rasteiro; e matos higrófilos: Erica tetralix e ciliaris, orvalhinha Drosera rotundifolia, pinguícola Pinguicula lusitanica); Lameiros/prados (cerca de 627 espécies referidas na área, destacando-se o androsemo Hypericum androsaemum, a betónica-bastarda Melittis melissophyllum e a uva-do-monte Vaccinium myrtillus ou o lírio-do-gerês, endémico da Península Ibérica); Bosques e Bandas ripícolas (teixo Taxus baccata, amieiro Alnus glutinosa, freixo Fraxinus, feto-do-botão Woodwardia radicans, salgueiro Salix repens ou a bétula Betula pubescens). FAUNA: Destaca-se diversas espécies prioritárias como o lobo (Canis lúpus) com um dos maiores núcleos populacionais em Portugal. Das 235 espécies de vertebrados, 71 pertecem à lista de espécies ameaçadas do livro vermelho de vertebrados de Portugal. Dos invertebrados, destacam-se duas borboletas (Euphydryas aurinia e Callimorpha quadripunctata), o escaravelho Lucanus cervus e o gastrópode Geomalacus maculosus, pela sua importância de conservação. Estão identificadas 147 espécies de aves que estão presentes pelo menos durante uma parte do ano (migradoras), distinguindo-se a águia-real Aquila chrysaetos, o falcão-abelheiro Pernis apivorus, a gralha-de-bico-vermelho Pyrrhocorax pyrrhocorax, o bufo-real Bubo bubo, o cartaxo-nortenho Saxicola rubetra, a escrevedeira-amarela Emberiza citrinella, o picanço-de-dorso-ruivo Lanius collurio, e a narceja Gallinago gallinago. É ainda bastante relevante as espécies associadas às linhas de água, como a toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus), a lontra (Luntra lontra), a panjorca (Rutilus arcasii), a salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica) e o lagarto-de-água (Lacerda schreiberi), estas duas últimas espécies, considerados endemismos ibéricos. Ao nível dos peixes, destaca-se a truta-do-rio Salmo truta (pela quantidade de observações registadas). O isolamento das zonas altas serranas, durante muito tempo inacessíveis, permitiu a manutenção de uma fauna bastante rica. Se algumas destas espécies se distribuem, com certa profusão, por toda a área de ambiente selvagem ou menos afecta à influência das populações residentes, algumas há que já só aparecem, ocasionalmente, em áreas restritas. Para além das espécies referidas anteriormente encontram-se ainda o corço, o javali, a raposa, o texugo, o gato-bravo, a marta ou a víbora. Também o garrano selvagem, da raça luso-galiziana, de que existe ainda um pequeno núcleo, o cão da raça de Castro Laboreiro e o gado barrosão, encontram o seu habitat em territórios do Parque. CARACTERIZAÇÃO DOS FACTORES ANTRÓPICOS. USO E OCUPAÇÃO DO SOLO: O Uso e Ocupação do Solo predominante corresponde à classe de Vegetação Esparsa (sobretudo a NO e centro da Unidade, entre Campos de Gerês, Germil, Sistelo e Castro Laboreiro). A principal classe a SE. da Unidade é Rocha a Nú (entre Cabril, Outeiro e Pitões das Júnias). Os lugares com maior expressão em área (Tecido Urbano Descontinuo) dentro da Unidade são Soajo, Vila Chã e Parada do Monte (ainda que com uma área bastante diminuta). Na envolvente aos principais lugares referidos e junto aos povoados de Entre-Ambos-os-Rios, Britelo, Ermelo, Soajo e Lindoso; Cabana Maior, Grade, Carralcova; Gavieira; Vilar da Veiga, verificam-se as maiores variações de classes de uso e que correspondem a Sistemas Culturais e Parcelares Complexos, Espaços Florestais Degradados e Florestas de Resinosas. A NO. da Unidade verificam-se ainda importantes manchas de Agricultura com Espaços Naturais (junto a Castro Laboreiro e a Lamas de Mouro). DADOS DEMOGRÁFICOS: Considerando o Censo de 2011, as freguesias intercetadas pela Unidade têm uma população muito diminuta, sendo que as freguesias totalmente integradas dentro da Unidade que apresentam o maior número de residentes (H/M) são as de Vilar da Veiga e do Soajo que contam 1286 e 986 pessoas, respetivamente. A freguesia de Roussas, Gondoriz e Couto totalizam 1107, 958, 615 residentes, ainda que os seus principais lugares (que dão o nome à freguesia) se encontram no limite da fronteira da Unidade. Castro Laboreiro, Lindoso, Britelo e Cabril rondam valores próximos dos 500 residentes, no entanto a grande maioria das freguesias na Unidade não ultrapassam aquele valor. As freguesias de Brufe, Geremil e Ermida rondam os 50 habitantes. PATRIMÓNIO CULTURAL: Destacam-se o Castelo de Lindoso e de Castro Laboreiro; o Mosteiro de Ermelo e igrejas de Paderne (e convento) e Fiães; o Cruzeiro de São João do Campo; o pelourinho do Soajo e a Ponte Nova (classificados como Monumento Nacional). A ponte de Varziela, Cainheiras, Assureira e Dorna; O pelourinho de Lindoso; a igreja paroquial de Castro Laboreiro e a Torre de Faro são outros exemplos do património cultural edificado (classificados como Imóvel de Interesse Público). Distinguem ainda diversas igrejas, capelas, santuários, cruzeiros, pelourinhos, pontes, espigueiros, escolas, postos de guarda, e termas e gravuras rupestres que atestam a forte importância do património edificado na Unidade.

Acessos

Rodoviário: EN202; EN202-3; EN203; EN304; EM304-1; EN307; EN308; EN308-1

Protecção

Inclui parcialmente o PNa - Parque Nacional da Peneda-Gerês (DL n.º 187/71 de 8 maio 1971). RN2000 - Rede Natura 2000: inclui parcialmente o SIC - Sítio de Importância Comunitária da Serra da Peneda-Gerês (RCM n.º 142/97 de 28 agosto 1997); inclui parcialmente a ZPE - Zona de Protecção Especial da Serra do Gerês (DL n.º 384-B/99 de 23 setembro 1999)

Enquadramento

Situada na GUP entre o Douro e Minho confina a NE. com Espanha, a N. e NO. com a Unidade de Paisagem do Vale do Minho, a O. com Entre o Minho e Lima, Vale do Lima e Entre o Lima e Cávado, a SO. com o Minho Interior, a S. com a Serra da Cabreira e Montelongo e a E. com as Serras do Laroco e Barroso. Abrange maioritariamente com o Parque Nacional da Peneda-Gerês, único em Portugal.

Descrição Complementar

Pelo parque distribuiem-se actualmente 114 aldeamentos, de arquitectura popular, com construções térreas ou de 1 piso sobre cortes de animais, de grossas paredes de granito, algumas ainda cobertas a colmo, separadas por ruas estreitas e tortuosas. Ali, as populações vivem essencialmente da criação do gado, a chamada "vezeira", trabalhando em comum nas grandes tarefas como as ceifas, desfolhada, à volta da eira comum ladeada por espigueiros ou canastros, na vindima ou no lagar para pisar as uvas.

Utilização Inicial

Não aplicável

Utilização Actual

Não aplicável

Propriedade

Não aplicável

Afectação

Não aplicável

Época Construção

Não aplicável

Arquitecto / Construtor / Autor

Não aplicável

Cronologia

O território do Unidade tem uma ocupação humana bastante antiga com vestígios que remontam aos tempos pré-históricos. Encontramos indícios da passagem de vários povos pela zona do parque, verificando-se vestígios megalíticos, céltas, romanos e, naturalmente, medievais, atestando a utilização constante deste território. Os Iberos, cuja origem é difícil definir, são talvez os primeiros habitantes identificados na região, tendo-se cruzado mais tarde com tribos de Celtas, oriundos da Gália. Suevos, Romanos, Visigodos, Árabes, todos deixaram a sua marca. Há cerca de cinco mil anos as serras abrigavam comunidades agropastoris, construtoras de grandes monumentos funerários como as antas como as que ainda se podem encontrar nas extensas necrópoles do planalto de Castro Laboreiro, na Portela do Mezio, nas chãs da serra Amarela ou nos altos frios da Mourela, em Montalegre, a estância neolítica de Chelo ou a estátua menir da ermida delimitando espaços sagrados e fronteiras que perduraram, por vezes, até aos nossos dias. Relativamente a arte rupestre, verificam-se vestígios que têm como exemplos o notável santuário rupestre de Gião ou o Penedo do Encanto da Bouça do Colado, em Parada. Durante a Idade do Ferro, as comunidades humanas fixaram-se em povoados fortificados, sobretudo ao longo da cumeeira dos outeiros ou os esporões de meia encosta, estes castros do norte de Portugal, foram, até à chegada dos romanos, a mais importante referência na paisagem e na cultura. Nos territórios de serra do Parque Nacional e evolvente verificam-se sítios arqueológicos como a Calcedónia, o Castro de Outeiro ou o Castro de Donões, em Montalegre. No ano 173 a.C. as legiões romanas alcançaram pela primeira vez as terras do noroeste da Hispania. Cerca de 138 a.C. o general Décio Junio Bruto, ultrapassando o Douro, atingiu o rio Minho ocupando este território. A jeira, estrada romana que ligava Bracara Augusta a Astorga (a via 18 do Itinerário de Antonino), apresenta ainda vestígios assinaláveis na zona que atravessa a mata de Albergaria constituindo um dos mais relevantes monumentos, quer pela conservação do seu traçado sinuoso quer pelo número e qualidade dos seus miliários epigrafados. O período medieval, caracteríza-se pela transformação da paisagem e o ordenamento do espaço que se desenvolve de acordo com uma economia agrária. Os castelos de Castro Laboreiro e do Lindoso representam marcos importantes na história da defesa de linhas fronteiriças e da manutenção da nacionalidade. O pelorinho do Soajo, as ruínas do mosteiro de Santa Maria das Júnias de Pitões, bem como a toponímia de muitos lugares, são contributo essencial para um mais perfeito conhecimento do passado. 1650 - Extinção do urso na área; séc. 18, meado - desenvolve-se estância termal do Gerês, na Serra do Gerês (Distrito de Braga); 1890 - registo da última cabra brava; 1939 - projecto de arborização da serra do Gerês; Os Serviços Florestais, quando do projecto de arborização da Serra do Gerês, preconizavam, em face dos valores existentes, que esta região fosse classificada como Parque Nacional;; 1970 - Celebra-se o Ano Europeu da Conservação da Natureza, facto que permite a elaboração de uma lei que prevê a criação do Parque Nacional da Peneda Gerês; Lei que possibilita a criação do Parque Nacional da Serra do Gerês; 1971 - O Decreto-Lei Nº 187/71, de 8 de Maio, institui o Parque Nacional da Peneda Gerês; 2009 - o Parque Nacional da Peneda-Gerês, integrado na reserva transfronteiriça luso-espanhola Gerês/Xures, é adicionado à Rede Mundial de Reservas da Biosfera (WNBR) da UNESCO.

Dados Técnicos

Não aplicável

Materiais

Não aplicável

Bibliografia

AAVV, Contributos para a Identificação e Caracterização da paisagem em Portugal Continental, vol. 5, Lisboa, 2004, DGOTDU. RIBEIRO, ORLANDO, Portugal. O Mediterrâneo e o Atlântico, Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1986. RIBEIRO, ORLANDO - A Formação de Portugal, ICALP, Ministério da Educação, Lisboa,1987. OLIVEIRA, João Artur Lince de, Relatório Preliminar Notas para a Reconstituição do Clímax e Zonagem Geral do Parque Nacional da Peneda Gerês, s.l., 1971; POLONAH, Luís, Comunidades Camponesas do Parque Nacional da Peneda Gerês, Lisboa, 1981; MACEDO, Adolfo Morais de, O Parque Nacional da Peneda Gerês, Lisboa, 1986. WRL: ICNB (www.icnb.pt ), IHRU (http://www.monumentos.pt).

Documentação Gráfica

DGPC: SIPA; IA; ICNB; DGOTDU; IGP; IgeoE; EP

Documentação Fotográfica

DGPC: SIPA

Documentação Administrativa

DGPC: SIPA

Intervenção Realizada

Nada a assinalar

Observações

Nada a assinalar

Autor e Data

Paula Noé 1992; 1996 / Isabel Sereno e Miguel Leão 1994 / Luís Marques 2014

Actualização

 
 
 
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