Igreja e Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima

IPA.00003496
Portugal, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Arca e Ponte de Lima
 
Arquitectura religiosa, maneirista e barroca. Igreja da Misericórdia maneirista de planta transversal, composta por nave única e capela-mor mais baixa e estreita, com portal maneirista encimado pela imagem da Virgem, tendo no interior nave com tecto de madeira e capela-mor em abóbada de caixotões, coro-alto de planta rectangular sobre arco abatido e púlpito. Consistório barroco de planta trapezoidal, de dois pisos, separados por friso, com estrutura porticada no 1º piso e "loggia" no 2º. A igreja segue o esquema das misericórdias do séc. 17 no distrito, na variante de planta transversal, a menos comum no distrito, mas significativa comparativamente à sua incidência no resto do país. A Virgem sobre o portal representa a Mater Omnium e as duas figuras que o ladeiam, ambas de peregrinos e que viveram da mendicidade, aludem à obra caritativa da misericórdia. O forro da nave em abóbada dividida em vários tramos por falsas ogivas entalhadas em madeira, tipo manuelina, surge também na Matriz de Ponte da Barca (v. PT011606160002), Igreja dos Terceiros de São Francisco, dentro da vila (v. PT011607350045), e na de Nossa Senhora da Boa Morte, na Correlhã (v. PT011607160032). No interior o coro-alto forma U ao nível da balaustrada, o púlpito fica no lado da Epístola e os retábulos são de talha neoclássica. O órgão no coro-alto é do séc. 19. A tela do retábulo-mor possui os grupos sociais sob o manto da Virgem socialmente invertidos, possivelmente devido a um erro de impressão na gravura que lhe serviu de base. É, no entanto, interessante notar que a representação, da Mater Omnium, em madeira, sob o coro, possivelmente de um antigo retábulo, do séc. 16, ainda que ligada ao culto Imaculista, possui igualmente os grupos sociais invertidos. A representação da Multiplicação dos pães no frontal do altar, numa nítida alusão à actividade esmolar das Misericórdias, e que pertencia ao retábulo do séc. 18, de Miguel Coelho, possui afinidades com o da Misericórdia de Braga (v. PT010303520032), ainda que este último seja menos erudito. Os dois nichos confrontantes da capela-mor seguem a mesma estrutura dos existentes nas Misericórdias de Monção (v. PT011604170025) e Valadares (v. PT011604320026), ambas no distrito de Viana. O pórtico com frontão curvilíneo na empena da igreja é de estilo rococó. A antiga Bandeira da Misericórdia com a representação da Mater Omnium serviu de modelo à feitura da de Caminha, pelo pintor Filipe de Cerveira, em 1583 e hoje já desaparecida. As paredes interiores do Consistório ostentam interessantes telas retratando os Provedores da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima; no topo da sala encontra-se um cofre-forte, encastrado na parede, revelando-se um exemplar de boa execução de ferro forjado, e um espaldar da mesa da provedoria, neoclássico. A sala da sacristia possui, centralmente, uma mesa em mármore rosa, de excelente talhe, de tampo octogonal e pedestal decorado com enrolados e motivos fitomórficos.
Número IPA Antigo: PT011607350008
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Edifício de Confraria / Irmandade  Edifício, igreja e hospital  Misericórdia

Descrição

Planta transversal, composta por nave única e capela-mor rectangular, mais baixa e estreita, com antigo hospital, actual Consistório, trapezoidal, de dois pisos, e sacristia, rectangular, adossados a SE.. Volumes articulados e escalonados, com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na igreja e de três na sacristia. Fachada principal virada a S., terminada em friso, ritmado por argolas de ferro, e cornija; é rasgado por janelas lobuladas molduradas e portal, de verga recta, entre parastase sobre plintos almofadados, suportando arquitrave, que, no alinhamento das colunas tem bolas sobre plintos; sobre a arquitrave, e entre duas colunas toscanas, composição escultórica simplificada da Mater Omnium, em que a Virgem surge ladeada por um rei e um bispo, sobre os quais, dois anjos seguram aberto o manto protector; coroamento com nova arquitrave, bolas sobre plintos e cruz. Ladeiam o portal duas figuras sobre mísulas, figurando São Roque, à esquerda, e de Santo Aleixo, à direita. Paralelamente à capela-mor, ergue-se sineira, de arco de volta perfeita, rematada por cornija coroada por pináculos. Consistório colocado perpendicularmente à nave, com fachadas rebocadas e caiadas, percorridas por embasamento, friso moldurado a separar os pisos e terminadas em cornija de cantaria, tendo ainda pilastras nos cunhais. Fachada principal a NE., voltada ao adro, integrando estrutura porticada no 1º piso, com colunas toscanas, altas, suportando arquitrave, tendo três janelas rectangulares, gradeadas, e com "loggia" no 2º piso, lajeada, com colunelos toscanos sobre bases prismáticas; acede-se a esta por escadaria pétrea de dois lanços, no extremo NO.. Fachada SE., rasgada por amplo portal de verga e cornija recta, encimado por janela de sacada de idêntica estrutura, inserindo, à direita, no topo SE. do pórtico e da "loggia", tendo os cunhais rematados por pináculos. Fachada SO. de dois panos, com o mais largo rasgado, no 1º piso, por três janelas rectangulares, com cornija recta, e por porta de idêntica estrutura e, no 2º piso, por duas janelas de sacada ladeadas por duas janelas rectangulares, com cornija recta; no mais estreito, abre-se portal de verga abatida encimado por frontão em asa de morcego, sobrepujado por brasão. INTERIOR da igreja com nave bem iluminada por janelas polilobadas de ambos os lados e uma outra na empena sobre o coro. Coro-alto sobre arco abatido, com balaustrada em talha formando U, possuindo órgão positivo, de armário, e tecto do sub-coro entalhado, pintado com elementos fitomórficos. No lado da Epístola púlpito quadrado, com base, guarda plena e espaldar em talha dourada, e, no topo da nave, dois retábulos laterais confrontantes, de planta recta e um eixo, em talha pintada de bege e elementos dourados; ao longo da nave, dispõem-se vários painéis com passos da vida da Virgem. Tecto de madeira formando falsa abóbada de aresta, sobre mísulas, com nervuras douradas e panos pintados com motivos fitomórficos. Arco triunfal a pleno centro, moldurado, de cantaria, com vestígios de pinturas decorativas, sobre pilastras molduradas. Capela-mor com dois nichos confrontantes, de arco de volta perfeita e almofada inferior, uma delas datada, entre duas janelas rectangulares; sobre supedâneo, retábulo-mor de talha policromada de bege e motivos dourados, com quatro colunas rematadas por urnas e suportando frontão recortado, enquadrando tela figurando a Mater Omnium; mesa de altar em talha dourada e policromada, representando "Multiplicação dos Pães"; abóbada de berço em caixotões sobre alta cornija. Interior do Consistório rebocado e pintado de branco, com pavimentos soalhados e tectos estucados. O 1º piso é ocupado pelas instalações da Farmácia da Misericórdia, enquanto no 2º piso se instala o Consistório, em que se destaca, na parede do alçado NO., cofre-forte embutido e espaldar da mesa da provedoria, em madeira, entalhada e pintada de preto e dourado, encimado por arquitrave, sobre pilastras rematadas por urnas, sendo sobrepujado por brasão com as armas reais, envolto por motivos fitomórficos.

Acessos

Ponte de Lima, Rua da Matriz, Rua Cardeal Saraiva. VWGS84 (graus decimais) lat.: 41,767891; long.: -8,584600

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 35 817, DG, 1.ª série, n.º 187 de 20 agosto 1946

Enquadramento

Urbano, flanqueado, integração harmónica no centro da vila, dispondo-se perpendicularmente à Igreja Matriz (v. PT011607350095) e envolvido por arruamentos calcetados com lajes graníticas, tendo a fachada NO. adossada à muralha (v. PT011607350007). Fachada principal aberta para pequeno adro, lajeado, cerrado por gradeamento, alto, em ferro forjado, entre pilaretes, moldurados e ornados com losangos relevados, sendo coroados por urnas.

Descrição Complementar

Sacristia com fachadas rebocadas e caiadas, percorridas por cornija saliente e com pilastras nos cunhais, sobrepujadas por pináculos. Fachada SO. rasgada por dois janelões, altos, rectangulares e porta de verga recta; fachada SE. rasgada por dois janelões, altos, rectangulares; fachada NE. rasgada por porta de verga recta, de acesso à sineira. INTERIOR organizado em ante-sacristia e sacristia, com comunicação através de porta de verga recta. Encontra-se rebocado e caiado, com pavimento em lajes graníticas e tecto de masseira e de "saia e camisa", em madeira, apresentando na sacristia, ladeando a porta de entrada, dois armários, rectangulares, rasgados na espessura da parede, confrontando com arcaz de castanho, encimado por nicho de remate em arco de volta perfeita. Encastrado na parede do alçado SO., possui lavabo com espaldar de remate em arco de volta perfeita, concheado, com torneiras inscritas em carrancas, sobre pia rectangular, de base estriada, sendo encimado por imagem, pétrea, de Santo António, sobre mísula ornada por figuração humana envolta por motivos fitomórficos. A porta principal de acesso ao Consistório é encimada por lápide em mármore, moldurada, com a inscrição em quatro regras: "S(UA) M(AJESTADE) EL-REI / O SENHOR D. LUIZ PRIMEIRO / DIGNOU-SE VISITAR ESTE HOSPITAL, / NO DIA 30 DE JUNHO DE 1872".

Utilização Inicial

Religiosa: edifício de confraria / irmandade

Utilização Actual

Religiosa: edifício de confraria / irmandade

Propriedade

Privada: misericórdia

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

ESCULTOR: Manuel de Almeida (1699). IMAGINÁRIO: Manuel Dias da Silva (retábulos laterais); ENTALHADOR: Manuel Coelho; Miguel Coelho (1705); Miguel Francisco Cerqueira. EMSAMBLADOR Manuel Correia (1770). MESTRE: Manuel Dias da Silva. PEDREIRO: Adriano Roiz Marquez; Custódio Esteves (1699); Manuel Antunes (1773); Manuel Luís da Cunha (1773). PINTORES: Manuel Cardoso do Vale (1699); Manuel da Rocha (1699).

Cronologia

1490, anterior - Fundação do Hospital da Praça; 1530 - fundação da Misericórdia; 1551, 16 Junho - alvará de D. João III autoriza a anexação do Hospital da Praça e o dos Gafos, na sequência de pedido da Irmandade; 10 Agosto - execução da transmissão pelo Provedor da Comarca, D. Francisco de Lucena; 1553, 28 Junho - a pedido da Irmandade, o Arcebispo Primaz outorgou alvará concedendo licença para o levantamento e benção dos seus dois novos altares; feitura das imagens da frontaria; 1554 - instituição da primeira capela por Mécia Pereira Ferraz; 1587 - D. Filipe determina que Misericórdia possa fazer no dia São Miguel o peditório do pão nos concelhos de Paredes de Coura, Arcos de Valdevez, Souto, Penela, Santo Estêvão, Gerez e nos coutos de Cabaços e Feitosa e que nesses locais não o faça a Misericórdia de Braga, como até ali tinha feito; 1603, 20 Novembro - alvará régio confia Hospital dos Peregrinos à Misericórdia; as instalações eram exíguas, constituídas por pequena casa de sobrado alto ao fundo da igreja; 1618, 19 Maio - novo Compromisso da Misericórdia de Lisboa; 1630, 2 Junho - Mesários decidem adoptar aquele Compromisso, acrescentando e diminuindo o que lhes parecesse mais conveniente; 1631, 13 Abril - ratificação da Mesa; 1639 - acréscimo da capela-mor a expensas de Diogo Ferraz e esposa, Mécia Pereira, que ali desejavam ser sepultados; 1648 / 1651, entre - ampliação da enfermaria (mista); 1684 - autorização concedida pelo Arcebispo D. Luís de Sousa para ter o Santíssimo, estando a capela-mor revestida a azulejos; 1699, 21 Setembro - obra da capela das Pereiras, com feitura do forro, do retábulo, imagem de Nossa Senhora, vidros com molduras para as partes laterais do altar e molduras para os 2 quadros, tudo pelo escultor Manuel de Almeida, de Barcelos, por 110$000; 11 Outubro - douramento do retábulo da mesma capela, pintura do tecto da capela-mor com o grotesco, douramento dos frisos de altar e molduras dos quadros, pintura e douramento da imagem de Nossa Senhora, pelos pintores Manuel Cardoso do Vale, de Viana do Castelo, e Manuel da Rocha, de Ponte de Lima, por 170$000; 1705, 23 Outubro - ajuste da obra da sacristia pelo pedreiro Custódio Esteves, da freguesia de S. Pedro, de Caminha, por 160$000; 1707 - falava-se já em fazer nova capela-mor; 1731 - Misericórdia adquire casas contíguas; 1737 - abertura das janelas lobuladas da igreja pelo pedreiro Adriano Roiz Marquez; 20 Outubro - assentou-se que se devia fazer tribuna para nela expor o Santíssimo Sacramento, o que implicava um novo retábulo; obtêm-se confirmação; como o espaço era acanhado para tribuna e retábulo, a Mesa tomou encargo de fazer diligências para comprar as casas contíguas e proceder a trabalhos de alargamento, mas não houve eco nos proprietários; o retábulo já concluído aguardava em armazém; 1738, 28 Abril - obra do retábulo, tribuna e frontal da Igreja da Misericórdia, pelo mestre imaginário Miguel Coelho, de Barcelos, por 400$000; 1742, 22 Abril - assentamento decidido, tendo que se restaurar o retábulo; 30 Maio - encomenda do forro da igreja; 20 Setembro - licença canónica para erecção e benção de um altar na sacristia e para nele se colocar sacrário com o Santíssimo, devido à igreja estar em obras; 1742 - Misericórdia paga a Manuel Coelho e Miguel Francisco Cerqueira a primeira prestação de 115.000 rs (total de 447 242 rs) por conta do forro, coro e púlpito; 1745 - decide-se dourar altar-mor, forro, coro e púlpito; arranjo do recinto exterior; 1746 - pagamento de 115.200 rs ao mestre Manuel Dias da Silva pelos retábulos laterais; conserto do parapeito do adro, reforma de esquadria com 6 pináculos e também ao redor da sacristia; 1770, 15 Fevereiro - ajuste da obra da sanefa para o arco triunfal com o ensamblador Manuel Correia, da freguesia de São Tiago de Carreiras, por 95$000; 1773, 11 Agosto - ajuste da obra de pedraria com os pedreiros Manuel Luís da Cunha e Manuel Antunes, da freguesia de Santa Marinha de Arcozelo, por 420$000; 1924 - a abertura da R. Cardeal Saraiva corta ao meio o edifício da Misericórdia, levando à transferência de portal para a empena da igreja, e aproveitando-se a arcada do pátio interior no restaurante na vizinha estância de Santa Maria Madalena; 1936 - ameaçava ruir.

Dados Técnicos

Sistema estutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em cantaria granítica, com paramentos rebocados e pintados; molduras dos vãos, cunhais, frisos e cornija, sineira em cantaria de granito; paramentos interiores rebocados e pintados; coro-alto, retábulos e púlpito em talha policroma e dourada; guarda-vento em madeira; pavimentos em lajes graníticas e soalhados; tectos em pedra, de madeira e estucados; portas e janelas de madeira, envidraçadas e gradeadas; portões e gradeamentos de ferro forjado; mesa da sacristia e lápide em mármore; cobertura em madeira telhada.

Bibliografia

AURORA, Conde d', Roteiro da Ribeira Lima, Porto, 1959; REIS, António P. de Matos dos, Itenerários de Ponte de Lima, Ponte de Lima, 1973; LEMOS, Miguel Roque dos Reys, Anais Municipais de Ponte de Lima. 1530 - 1980, Ponte de Lima, 1979; REIS, António P. de M. dos, A Misericórdia de Ponte de Lima, sep. de Almanaque de Ponte de Lima, Braga, 1980; ALMEIDA, José António Ferreira de, Tesouros Artísticos de Portugal, Porto, 1989; REIS, António Matos, A Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima no passado e no presente, Ponte de Lima, 1997; SERRÃO, Vitor, Sobre a iconografia da Mater Omnium: a pintura de intuitos assistenciais nas Misericórdias durante o século XVI, in OCEANUS, nº 35, Julho / Setembro, Lisboa, 1998, pg. 134 - 144; CARDONA, Paula Cristina Machado, A actividade mecenática das confrarias nas Matrizes do Vale do Lima nos séc. XVII a XIX, vol. 3, Porto (Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Departamento de Ciências e Técnicas do Património), 2004.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMN

Intervenção Realizada

DGEMN: 1941 - Inicío dos trabalhos de reconstrução e limpeza; 1944 - diversos trabalhos de restauro; 1945 -obras e reparações complementares imprevistas; 1948 - conclusão das obras de restauro; 1949 - obras de beneficiação; 1951 - trabalhos na igreja; 2001 - obras na sacristia.

Observações

O Consistório e a Farmácia ocupam as antigas instalações do Hospital da Misericórdia. Os dois retábulos barrocos da nave e o da capela-mor foram no séc. 19 substituídos por outros, e todo o seu interior foi muito modificado pelas obras de restauro efectuadas já neste século, visto terem demolido, pelo menos, duas capelas no lado do Evangelho, terem removido a sanefa de talha que emolduravam o arco triunfal e outros. A data de 1642, gravada numa das almofadas sob o nicho da capela-mor, foi regravada para 1749, período em que ocorreram grandes obras na nave e capela-mor. Portanto, deve ter havido uma nítida intenção de relacionar o nicho com o novo programa decorativo.

Autor e Data

Paula Noé 1992 / Paulo Amaral 2001

Actualização

 
 
 
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