Quinta da Estrada

IPA.00034915
Portugal, Lisboa, Loures, União das freguesias de Santo Antão e São Julião do Tojal
 
Arquitetura agrícola, seiscentista e setecentista. Quinta de produção composta por casa e atravessada por uma ribeira no sentido N. - S., sendo delimitada pela própria casa e por muro, a N.. A casa é de planta retangular e evolui em dois pisos, sendo rasgada por vãos de verga reta emoldurados a cantaria de calcário.
 
Registo visualizado 1213 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Conjunto arquitetónico  Edifício e estrutura  Agrícola e florestal  Quinta    

Descrição

A quinta de configuração irregular é composta por casa, área agrícola e construções de apoio, sendo delimitada pela própria casa e anexos, e por muro no lado N., beneficiando para S. de vistas panorâmicas sobre a várzea. As construções de apoio, de um piso, implantadas marginalmente à estrada, prolongam para E., a frente construída, até ao contacto com o muro da quinta. A área agrícola da Quinta é atravessada pela ribeira de Santa Clara que corre no sentido N.S. e constitui um espaço-charneira entre os dois aglomerados vizinhos. A cota máxima de 18 m regista-se no extremo NE. da propriedade e a cota mínima de 11 m no leito da ribeira, no extremo S. CASA de planta trapezoidal, que evoluiu a partir de volume único inicial, por ampliações para S., evoluindo em dois pisos, com cobertura composta que evoluiu por ampliações de cobertura homogénea de três águas, rematadas em beiradas duplas. A estrutura é em alvenaria de pedra e tijolo maciço, com as fachadas rebocadas e pintadas de branco, com o ângulo NO. marcado por cunhal em pedra aparelhada. Os vãos são retilíneos e emoldurados a cantaria de calcário. A fachada virada a O. é composta por quatro portas no piso térreo, uma na zona de feitura mais recente, ponto onde se rasgam duas janelas de peitoril. No piso superior, quatro janelas de peitoril. A fachada virada a N. possui duas portas no piso térreo a que correspondem, no superior, duas janelas de peitoril. A fachada S. possui uma janela de peitoril no piso superior. Do lado E., encostam à casa, no mesmo alinhamento, ANEXOS utilitários com cobertura em telhados de duas águas, rematadas em beirada simples, formando uma frente de um piso com três portas. e remata em duplo beirado. A quinta apresenta uma ocupação do solo muito simples e homogénea, com culturas de sequeiro e algumas oliveiras, identificando-se as seguintes espécies de árvores: oliveiras (Olea europeae), eucalipto de grande porte (Eucalyptus globulus), 2 pereiras (Pyrus communis,), marmeleiros (Cydonia oblonga) e 1 figueira (Ficus carica).

Acessos

Rua Alfredo Dinis n.º 2 a 4A; Rua Luís de Camões n.º 74 a 78C

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, localizado no extremo O. do aglomerado rural de São Julião do Tojal. A casa está implantada na Rua Alfredo Dinis (EN 115), eixo estruturante do aglomerado, no gaveto deste arruamento com a Rua Luís de Camões que limita o aglomerado a SO.. A fachada de menores dimensões deita para a EN. Praticamente toda a área não edificada da Quinta da Estrada inclui-se nos Coluviossolos ou solos de baixas, que se caraterizam pela elevada fertilidade. Geologicamente, domina sobre a Formação de Benfica: conglomerados, arenitos e argilas e na área adjacente à ribeira: aluviões e aterros. O chafariz na Rua Alfredo Dinis (v. IPA.00034917) está adossado ao muro da Quinta. Do lado oposto da EN, localiza-se a Quinta Azul (v. IPA.00034916) com casa junto à EN, no gaveto com a Rua do Castelo Picão, e terrenos agrícolas para N., acompanhando a encosta, e para E. estendendo-se até à Ribeira de Santa Clara.

Descrição Complementar

No piso térreo, sobre as vergas das portas mais próximas do cunhal, registos de azulejos azul e branco, com a inscrição "MERCERIA", envolvida por moldura de acantos enrolados em torno de "ferronerie". Junto aos anexos utilitários existe um tanque de rega, de remate côncavo e capeamento a pedra.

Utilização Inicial

Agrícola e florestal: quinta

Utilização Actual

Agrícola e florestal: quinta

Propriedade

Privada: pessoa singular

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 17 - construção da casa; 1606 - existência, no local, de um conjunto de casas sobradadas e de um só piso; a parte agrícola é constituída por uma parcela de vinha, duas de cereal e uma outra mista, de cereal e olival, para E. da Ribeira de Santa Clara, formando uma quinta murada; o limite S. separa a propriedade do Mosteiro dos terrenos da Mitra; 1660 - Joana de Campos, herda as casas e propriedades agrícolas de seu marido, Inofre Alentão, e, sendo viúva, adquire outras; 1695 - é proprietário da quinta Matias Alentão; é constituída por casas térreas e de sobrado, pomar, vinha, terra de cereal, oliveiras, árvores de espinho e uma nora; séc. 18 - reconstrução do edifício; séc. 20 - colocação de placas de azulejo, alusivas à utilização do espaço como mercearia.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Paredes exteriores em alvenaria de calcário, rebocadas e pintadas; cunhal e modinaturas em cantaria de calcário; portas e janelas com caixilharias em madeira e em alumínio lacado; janelas com vidro simples; registos em azulejo; cobertura revestida com telha cerâmica de canudo.

Bibliografia

Património Cultural Construído. Loures: Câmara Municipal de Loures, 1988.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: SIPA; CMLoures: arquivo Divisão Planeamento Municipal Ordenamento do Território e Reabilitação Urbana

Documentação Administrativa

DGLAB/TT: Cónegos Regulares de St.º Agostinho, Mosteiro de S. Vicente de Fora, 1606 e 1695, livros 22 e 25

Intervenção Realizada

Observações

Autor e Data

Fernanda Ferreira, Frederico Pinto, Manuel Villaverde, Madalena Neves (CMLoures) 2012 (no âmbito da parceria IHRU / CMLoures)

Actualização

 
 
 
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