Cais em Abrantes

IPA.00003356
Portugal, Santarém, Abrantes, União das freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo
 
Cais oitocentista, de acesso a uma ponte militar de barcas, por ocasião das cheias do Tejo. Na margem N. foram encontrados vestígios da estacaria em pinho onde assentava o cais primitivo (SILVA, p. 190).
Número IPA Antigo: PT031401090005
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Transportes  Cais    

Descrição

Renque de 16 pegões assentes em plataforma, inclinada a jusante, dispostos a intervalos regulares, no sentido N. / S., inflectindo na parte final, do lado de terra, para SE.. De forma prismática, têm paramentos em talude, rematados por cunhais facetados com a forma de talhamares nas duas faces menores, amplamente vazados a meio das faces maiores (excepto o 1º junto ao rio); os 4 primeiros do lado de terra têm dois encaixes na parte superior, os restantes são rematados por argamassa. Até ao 6º pégão do lado do rio, o renque apresenta uma disposição alinhada e simétrica, embora alargando e subindo gradualmente; a partir daí, já com c. de 5m de altura, o renque mantem a horizontalidade dos topos até à parte final.

Acessos

No parque dos Mourões, na margem esquerda do Rio Tejo, no Rossio ao Sul do Tejo, a meia distância entre a ponte do caminho de ferro da Beira, a montante, e a ponte rodoviária da EN 2, a jusante. Avemida Marginal do Tejo

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 251/70, DG, 1.ª série, n.º 129 de 03 junho 1970 *1

Enquadramento

Rural, vale, borda d'água; implantação destacada na margem esquerda do Tejo, rodeado de vegetação rasteira. O conjunto irrompe um pouco abaixo do actual nível médio das águas do Tejo, continuando até ao nível das primeiras casas do Rossio.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Transportes: cais

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: pessoa singular

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Época romana (conjectural) / Séc. 19

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Época romana - hipotética construção da ponte ou ponte-cais, que, segundo alguns autores, era a via que de Abrantes se dirigia a Mérida. (RIBEIRO, p. 164); 1730 - referência a pintes de barcas em Abrantes, permitindo a travessia do Tejo; 1797 - referência a pintes de barcas em Abrantes, permitindo a travessia do Tejo; 1809 - construção do cais em madeira, na margem N., que permitia lançar os barcos à água em altura de cheias, que surgiria sobre uma estrutura mais antiga, talvez da primeira dinastia (SAA, p. 164); 1811 - construção dos pilares, na margem S.; 1984 - a divulgação de uma planta com indicações sobre a construção dos pegões, por Fernando Salgueiro Maia veio colocar por terra a hipótese de que os pilares fossem vestígios da ponte romana, que o Infante D. Fernando pretendeu reedificar, segundo informação de Francisco de Holanda em 1571 (1984, fl. 19v.).

Dados Técnicos

Estrutura autoportante. Opus caementicium alternado combinado com opus siliceum

Materiais

Paramento em xisto irregular, sem aparelho, vestígios de argamassa.

Bibliografia

SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Santarém, vol. III, Lisboa, 1949; OLEIRO, Diogo, Abrantes, cidade florida, Abrantes, 1952; SAA, Mário, Grandes Vias da Lusitânia, tomo I, Lisboa, 1956; OLEIRO, Diogo, Abrantes - Pontes e Vias Romanas in Vida Ribatejana, 1959; SILVA, Joaquim Candeias, Notícias de Abrantes, 3, 10 Outubro de 1980; Um problema de História e Arqueologia: os "mourões" do Rossio, in Boletim da ADEPRA, nº 2, Setembro 1981; HOLANDA, Francisco de, Da Fábrica que faleçe a Çidade de Lisboa, Lisboa, 1984 (manuscrito de 1571); MAIA, Fernando Salgueiro, Abrantes na estratégia militar, comunicação oral, Biblioteca Pública de Abrantes, Abrantes, 1984; SILVA, Joaquim Candeias, Os "Mourões" do Rossio de Abrantes - afinal, a ponte romana era um cais ... do séc. XIX, in Conímbriga, 24, Coimbra, 1985; RIBEIRO, Aníbal Soares, Pontes Antigas Classificadas, MEPAT- JAE, 1998; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71793 [consultado em 14 julho 2016].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID; CMAbrantes

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Séc. 19 - construção de um cais.

Observações

*1 - DOF: Conjunto de pilares existentes na margem esquerda do Rio Tejo.

Autor e Data

Rosário Gordalina 1991 / Isabel Mendonça 1995

Actualização

 
 
 
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