Gruta em Nossa Senhora da Luz

IPA.00003351
Portugal, Santarém, Rio Maior, Rio Maior
 
Sítio pré-histórico. Gruta.
Número IPA Antigo: PT031414080002
 
Registo visualizado 206 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Sítio  Sítio pré e proto-histórico  Gruta      

Descrição

A gruta situa-se na vertente E da Serra dos Candeeiros formada no local por calcários Dogger a cerca de 1 Km. SSE do v.g. candeeiros. António Mendes arqueólogo que escavou a gruta em 1880, descreve a gruta como uma das maiores furnas descobertas em Portugal; A gruta teria aproximadamente 150 m. de comprimento e de maior largura, ao centro, cerca de 6 m. Nesse local o arqueólogo procedeu a escavações tendo encontrado a c. de 10 m de profundidade, ossos de animais presos em estalagmites a cerca de 1 Km a N. encontrou uma pequena furna com ossos humanos e facas de sílex. Existiam 3 níveis de área com características do Paleolítico superior o que, segundo SANTOS (1971 : 105), não significa "um nivel mais antigo que a camada neo-eneolitica correspondente à chamada «cultura mista» das grutas da Estremadura Portuguesa". Não se encontraram vestígios da cultura campaniforme. Datas de ocupação da gruta: ao suposto, nível Paleolitico superior c. de 15.000 anos e ao nivel neo-eneolitico cerca de 3.000 anos. Em 1936 foi encontrada outra gruta, de nível mais moderno, com objectos do Calcolítico (crânios, silex, ossadas de vários animais, setas, facas, vasos, machados, braceletes, etc. Os objectos encontrados (armas, instrumentos de pedra, corantes, ossos humanos, fauna, indústria ossea, cerâmica, etc), encontram-se depositadas no Museu dos Serviços geológicos de Portugal, e no Museu etnológico de Lisboa.

Acessos

EN 1, 114, a NNE. de Rio Maior na Est. que faz ligação com a EN. 362

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 23 743, DG, 1.ª série, n.º 80 de 06 abril 1934

Enquadramento

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Não aplicável

Utilização Actual

Não aplicável

Propriedade

Afectação

Época Construção

Pré-história

Arquitecto / Construtor / Autor

Não aplicável

Cronologia

Dados Técnicos

Materiais

Bibliografia

SOVERAL, Bernardino Arede, Gruta das Alcobertas in Diário Ilustrado, nº 127 de 4 de Novembro, 1872; NATIVIDADE, M. Vieira, Grutas de Alcobaça in Portugália, T.I, Porto, 1901; OLIVEIRA, Emídio, A Gruta de Alcobertas in O Riomaiorense, nº 78, 27 Setembro, 1913; ANÓNIMO, As Grutas da Senhora da Luz tem grande valor antropológico e arqueológico in Concelho de Rio Maior, nº 13 de 16 Maio, 1936. DUARTE, Fernando, Rio Maior, estudo da Vila e seu Concelho, 1951. PAÇO, Afonso et. al., Notas Arqueológicas da Região de Alcobertas in Actas e Memórias do I Congresso Nacional de Arqueologia, Lisboa, 1959. SANTOS, Maria Cristina et. al., A Gruta Pré-histórica da Alcobertas, Coimbra, 1971; ALMEIDA, Fernando, Breves palavras sobre Arqueologia do Concelho de Rio Maior, Guimarães, 1979; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70288 [consultado em 28 dezembro 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

Criação de zona de protecção, e tratamento da envolvente. Cerca de 1889, os Serviços Geológicos procederam à exploração e reconhecimento da gruta, não se tendo procedido a uma escavação metódica; nas explorações intervieram Carlos Ribeiros, Nery Delgado e António Mendes. No séc. XX, nos anos 30 - 40 foram exploradas por Manuel Heleno desconhecendo-se relatório da escavação. Em 1982 pedido de intervenção do Departamento de Arqueologia devido ao perigo de derrocada em virtude de terraplanagens feitas no local. 1987 foram autorizados pela DGEMN trabalhos de Arqueologia.

Autor e Data

Rosário Gordalina 1991

Actualização

 
 
 
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