Igreja Paroquial de Abiul / Igreja de Nossa Senhora das Neves

IPA.00003331
Portugal, Leiria, Pombal, Abiul
 
Igreja paroquial barroca integrando elementos decorativos visigóticos nas portas Norte e Sul, seiscentistas nos retábulos dos altares colaterais e laterais e da 1ª metade do séc. 20, nos silhares de azulejos. É de planta retangular, de uma nave com tecto em madeira de 3 planos, capela-mor abobadada. Altares laterais e colaterais com retábulos de pedra policroma. Lintel visigótico na verga das portas N. e S. com elementos decorativos geométricos, ali colocadas numa das reedificações; lajes tumulares integradas no pavimento pétreo, por baixo do coro; silhares de azulejos da fábrica da Fonte Nova, Aveiro, da 1ª metade do séc.20, na capela-mor, parede do cruzeiro, sobre arco triunfal e capelas colaterais, paramentos da nave e baptistério.
Número IPA Antigo: PT021015010019
 
Registo visualizado 189 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal simples, de 1 nave, com capela-mor, sacristia, baptistério e torre sineira. Apresenta massa simples horizontalizada e volumetria articulada, com coberturas em telhado de 2 e 3 águas e correspondência interior/exterior. Fachada principal a O. antecedida por escadório, com portal de cantaria almofadada, rematado superiormente por frontão triangular aberto, coroado por cruz ladeada por pirâmides. Sobre o portal um óculo. Torre sineira de base quadrangular, com frestas duplas, 2 vãos de janela sobrepostos à esq. e cobertura em cúpula. As fachadas laterais, simples possuem cada uma porta com ombreiras e lintel em cantaria, e três frestas igualmente guarnecidas em pedra. À fachada S. adossa-se a sala paroquial contígua à nave, com porta e 3 janelas. O INTERIOR possui nave iluminada por aquelas frestas; um arco triunfal dá acesso à capela-mor rectangular, coberta por abóbada de berço e com janela lateral do lado da epístola. Possui retábulo de talha setecentista, de colunas torsas, branco e dourado, com nicho central integrando crucifixo. Do lado da Epístola os altares colateral e lateral possuem respectivamente retábulos de pedra policromada, seiscentistas, revelando este último maior qualidade de execução. O coro em madeira assenta sobre colunas que trespassam pias de água benta em pedra. Apresenta púlpito com base de pedra e revestido a paramentos. Um arco de volta perfeita dá acesso ao baptistério. O tecto em madeira apresenta-se segundo três planos. Uma escada de pedra com estrutura parcialmente descoberta dá acesso à torre sineira.

Acessos

Rua do Cemitério; Largo Nossa Senhora das Neves

Protecção

Categoria: MIP - Monumento de Interesse Público / ZEP, Portaria nº 740-EE/2012, DR, 2.ª série, n.º 252, de 31 dezembro 2012

Enquadramento

Urbano, implantada em encosta, adossada, a E., à habitação paroquial e a SO. a habitação particular. Encontra-se destacada da envolvente por murete paralelo à via de acesso, a N. por área verde , a S. e por adro, a O.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Coimbra)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido

Cronologia

Ignoram-se datas da contrução inicial e de algumas reconstruções posteriores; 1515 - reconstrução da igreja a mando de D. Manuel I; séc. 18 - nova reconstrução, com colocação dos retábulos de talha dourada; 1778 - igreja possuía 5 altares, o altar-mor, o de Nossa Senhora das Neves, o do Santíssimo Sacramento, o do Santo Cristo, o de Nossa Senhora do Rosário e o das Almas. Ainda que sumptuosa não tinha naves e sustentava o peso da cobertura através de varões de ferro, atravessados,de um lado ao outro da nave. Não tinha irmandades, apenas confrarias, correspondentes em número aos altares, sendo uma eclesiástica e as restantes seculares. O Pároco era vigário colado da apresentação da Abadessa do Real Mosteiro de Nossa Senhora do Lorvão; 1997, 16 julho - proposta de classificação da DGEMN; 04 agosto - proposta de abertura do processo de classificação da DRCoimbra; 2001, 20 abril - despacho de abertura processo de classificação do Vice-Presidente do IPPAR; 2002, 04 junho - proposta da DRCCentro para a classificação como Imóvel de Interesse Público; 2007, 11 dezembro - proposta de estabelecimento de Zona Especial de Proteção da DRCCentro; 2009, 03 março - parecer favorável à classificação e estabelecimento de Zona Especial de Proteção do Conselho Consultivo do IGESPAR; 2010, 03 dezembro - despacho de homologação à classificação como Imóvel de Interesse Público e ao estabelecimento de Zona Especial de Proteção do Secretário de Estado da Cultura.

Dados Técnicos

Estrutura mista (capela-mor) e paredes autoportantes (nave)

Materiais

Estrutura: paredes em alvenaria de cantaria. Pavimento em pedra e mosaico marmoritado. Cunhais, portal, aros de vãos, cornijas e pináculos em cantaria. Cobertura em telha.

Bibliografia

PINHO LEAL, Augusto Soares, Portugal Antigo e Moderno, vol.I, Lisboa, 1873; ESTEVES PEREIRA, Guilherme Rodrigues, Dicionário Histórico, Geográfico, Heráldico..., vol.I, Lisboa, 1904; COSTA, Américo, Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, vol.I, Porto, 1929; LIMA, Baptista de, Terras Portuguesas, vol.I-II, Póvoa do Varzim, 1932; POMBO, Robalo, Monografia do Concelho de Pombal, Pombal, Texto Policopiado, (não publicado); EULÁLIO, Joaquim Vitorino, Abiul, Breve Resenha Histórica, s.l., 1994.

Documentação Gráfica

CMP; IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

CMP; IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Séc. 20, 1ª metade - colocação do silhar de azulejos no interior da igreja.

Observações

*1- A freguesia de Abiúl estende-se pela vertente S. da Serra do Sicó junto ao rio Seiçal. Apresenta carácter montanhoso e economia ligada à pastorícia e agricultura de minifúndio, com moinhos de água e vento e artesanato (mantas de tear). Teve 1º foral em 1167 doado por Dona Examena, casada com D. Diogo Peares. Falecendo sem descendência o termo reverteu para a coroa. D. Afonso I fez dele carta de doação ao Mosteiro do Lorvão, cujo abade renovou foral em 1175. D.Manuel I concedeu-lhe novo foral em 1515 passando aquela área para a posse dos Duques de Aveiro até 1759. As festas do Bodo em honra de Nossa Senhora das Neves, no 1º Domingo de Agosto, constituem hoje memória da peste de 1561/2. No Lg. do Forno do Bodo ter-se-ão realizado em 1561 as 1ª touradas em Portugal. Na 2ª metade do séc. 18, a perseguição do Marquês de Pombal aos Duques de Aveiro, que ali possuíam palácios de caça, conduziu à sua estagnação. A sede do seu arcebispado passou em 1791 para Redinha. Donataria da Coroa em 1811, a sua comarca foi anexada em 1821 a Pombal. A imagem de Nossa Senhora das Neves, do princípio do séc. 17, em pedra policromada, encontra-se no altar colateral do lado do Evangelho. Do mesmo lado, no altar lateral vê-se imagem quinhentista em pedra policromada de Nossa Senhora do Pranto. Nos retábulos do lado da Epístola, em pedra policromada, existe uma imagem da Virgem ladeada por 2 anjos, com o Padre Eterno no coroamento, no altar lateral, e imagens de feição popular no colateral. Possui imagens religiosas seiscentistas com pintura inadequada.

Autor e Data

Teresa Furtado 1997

Actualização

 
 
 
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