Castelo de Leiria / Castelo e cerca urbana de Leiria

IPA.00003312
Portugal, Leiria, Leiria, União das freguesias de Leiria, Pousos, Barreira e Cortes
 
Castelo românico e gótico, com ampla intervenção no séc. 20. É de planta poligonal, com forte sistema defensivo rodeando o reduto central onde se encontram o Paço Real, construção gótica, cuja "loggia" domina a cidade, a Igreja da Pena, de uma só nave e capela-mor com ábside poligonal e a Torre de Menagem, prismática, rematada por merlões quadrangulares e encimada por terraço. No início da sua edificação constítuia um castelo de penetração em território inimigo. A antiga cerca da vila, guarda, ainda, no seu interior vestígios da "primeira" cidade de Leiria e é visível em quase toda a sua extensão inicial.
Número IPA Antigo: PT021009120002
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Militar  Castelo e cerca urbana    

Descrição

CERCA - Para E. do castelo e respectiva cerca avançada está implantada a cortina de muralhas que cercava outrora a primitiva povoação, e onde hoje se ergue a Capela de São Pedro ( v. PT021009120001), os Paços Episcopais (hoje sede da PSP) (v. PT021009120081) e os Antigos Celeiros da Mitra (v. PT021009120153). Com implantação poligonal irregular, é acompanhada em quase toda a sua extensão por barbacã, sendo reforçada a intervalos regulares por torreões quadrangulares. 2 portas rasgavam a cerca, a Porta do Sol, a S., no local onde hoje está a Torre da Sé ( v. PT021009120042 ), a Porta dos Castelinhos, a N., entre 2 torres (*1). A porta de acesso à cerca avançada a N. do Castelo é também flanqueada por 2 torres. CASTELO de planta poligonal irregular com cortina de muralhas, rematada por merlões quadrangulares reforçada do lado vulnerável por uma barbacã, seguida por uma cerca avançada, a N. e a E.. Do lado E. estende-se a cerca muralhada da vila medieval. O acesso ao castelo faz-se a E., por arco de volta redonda aberto sob uma torre rematada por merlões chanfrados e rasgada por frestões, que funcionou como torre sineira da vizinha Igreja de Nossa Senhora da Pena. Do lado oposto, a O., abre-se na muralha exterior a "porta da traição", em arco quebrado. O último reduto, envolvido por cinta de muralha, situa-se numa plataforma mais elevada do lado NO., formado por um recinto muralhado em cujo extremo N. se ergue a TORRE DE MENAGEM, prismática, de espessos muros, 3 pisos, com 17 m de altura, rematada por merlões quadrangulares e encimada por terraço; à esquerda da porta de entrada, encastrada na parede, uma lápide epigrafada; no extremo oposto uma torre de reforço maciça até ao adarve. Contíguo ao último reduto erguem-se do lado S., sobre a muralha alcantilada, contrafortada por 3 esbarros, os PAÇOS REAIS, de planta rectangular, com um corpo central de 3 pisos, flanqueado por 2 corpos de 4 pisos, reforçados lateralmente por torres ameadas; uma logia de arcaria ogival rasga os últimos pisos dos 3 corpos da fachada S. do edifício, acima de uma fiada de frestas ogivais. CAPELA DE NOSSA SENHORA DA PENA - Situada no interior da cortina de muralhas do castelo veio substituir uma primeira igreja com o mesmo orago, de que não restam vestígios. Capela orientada, tem nave única, rectangular, e capela-mor com ábside poligonal. O acesso faz-se pelo S., por portal em ogiva rasgado em alfiz, de 5 arquivoltas assentes em colunas lisas. Do lado N. fazia-se a comunicação com os edifícios da colegiada dos cónegos de Santa Cruz. A capela-mor, rematada por merlões, é contrafortada por esbarros de vários andares. Interiormente a nave já não tem cobertura, sendo ainda visíveis os arranques do coro-alto e do lado S. 2 janelas ogivais. Um arco manuelino, policêntrico, retirado da ermida de Santo António do Carrascal, foi aqui colocado nos anos 40. A capela-mor abre para a nave por arco quebrado. Coberta por abóbada de 7 panos, é iluminada por 5 altas frestas geminadas, com quadrifólios na parte superior. Dos 2 lados 2 arcossólios, o do lado da Epístola apresenta uma inscrição deteriorada, pensando-se ter sido reservada para Pedro Barba Alardo, alcaide no tempo de D. Manuel I e o da direita terá sido reservada para D. Isabel de Aragão. A torre anexa foi adaptada a sineira, tendo então sido rasgados frestões.

Acessos

Largo Dr. Manuel de Arriaga; Largo Artilharia Quatro, Largo de São Pedro que liga à calçada de acesso ao castelo. WGS84 (graus decimais) lat: 39.747038 long:-8.809275

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG, 1.ª série, n.º 136 de 23 junho 1910 / ZEP / Zona "non aedificandi", Portaria, DG, 2.ª série, n.º 134 de 08 junho 1967, alterada pela Portaria n.º 201/2018, DR, 2.ª série, n.º 58/2018 de 22 março 2018

Enquadramento

Urbano. Sobre um morro sobranceiro à cidade de Leiria, dominando-a do lado N.. O acesso ao Castelo faz-se entrando pela Porta do Sol acedendo a um vasto terreiro onde ainda se encontra algum casario, o antigo paço episcopal e a Capela de São Pedro. Subindo uma rampa, acompanhando a muralha da Vila, acede-se à entrada do castelo, que se faz através da Porta de Albacara.

Descrição Complementar

INSCRIÇÕES: EXTERIOR: 1. Inscrição comemorativa do IV centenário dos Lusíadas gravada numa lápide em forma de rolo de pergaminho, fixada por três cravos de ferro à cortina do lado E. da muralha do castelo; liquenes; sulcos das letras preenchidas com betume negro algum já desaparecido; mármore; Dimensões: 125x76,5x3,9 e 9;Tipo de letra: capital actuária do séc. XX; Leitura Modernizada: COMEMORAÇÕES DO IV CENTENÁRIO DOS LUSÍADAS PASSÁDO JÁ ALGUM TEMPO QUE PASSADA ERA ESTA GRÃO VITÓRIA O REI SUBINDO A TOMAR VAI LEIRIA QUE TOMADA FORA MUI POUCO HAVIA DE VENCIDO. OS LÚSIADAS CANTO III, ESTROFE LX. UM SACERDOTE VÊ BRANDINDO A ESPADA CONTRA ARRONCHES QUE TOMA POR VINGANÇA DE LEIRIA QUE DE ANTES FOI TOMADA POR QUEM POR MAFAMEDE ENRESTA A LANÇA. OS LUSÍADAS, CANTO VIII, ESTROFE XIX. CÂMARA MUNICIPAL DE LEIRIA 1972. 2. Inscrição de homenagem ao castelo gravada num campo epigráfico rebaixado lavrado num bloco de pedra do cunhal da caixa murária à esquerda da porta do castelo; calcário; Dimensões: totais: 52x141,5x62,5; campo epigráfico: 43,3x55,3; Tipo de letra: capital quadrada do séc. XX; Leitura: A HISTÓRIA DESTE CASTELO FOI RECORDADA COM GRATIDÃO PELOS PORTUGUESES DE 1940. CAPELA DE NOSSA SENHORA DA PENA: 3. Inscrição funerária(?) gravada numa lápide com moldura denteada; superfície epigráfica muito erodida impede leitura integral do texto; sulcos das letras preenchidas com betume negro. Calcário. Dimensões: 26x34,5; moldura: 3. Tipo de letra: capital quadrada com recurso a nexos e inclusões. TORRE DE MENAGEM: 4. (CEMP nº 557) Inscrição, incompleta, comemorativa do início da construção da torre de menagem gravada numa lápide regrada por duplas linhas e decorada inferiormente com três brasões insculpidos: dois com as armas de Portugal Antigo com os escudetes dispostos em cruz latina, e não em cruz grega como é costume, sendo que só um dos escudos possui a bordadura de castelos, e um outro com as armas de Aragão; superfície epigráfica muito erodida; fracturada e coberta de argamassa de cimento no flanco esquerdo; uma grande mossa pode ter feito desaparecer um quarto escudo com as armas de Aragão. Dimensões: 24x50; escudo: 7x6,5. Tipo de letra: inicial capitular carolino-gótica. Leitura modernizada e reconstituída: [ERA Mª] CCC LXII(= ano 1324) ANOS FOI ESTA TORRE COMEÇADA VIII DIAS DE MAIO E MANDOU-A FAZE[R O MUI] NOBRE DOM DINIS REI DE PORTUGAL [E DO A]LGARVE E FOI ACABADA(sic).

Utilização Inicial

Militar: castelo e cerca urbana

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Câmara Municipal de Leiria, auto de cessão de 27 Setembro 1973

Época Construção

Séc. 12 / 16 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTO: Baltazar de Castro (séc. 20); Ernesto Korrodi (séc. 20).

Cronologia

Séc. 12, 1ª metade - construção do recinto muralhado (aproveitando possivelmente alcáçova pré-existente) e de uma primeira igreja intramuros (fundada entre 1144 e 1147); séc. 12, último quartel - construção da cerca da vila; 1324, 8 de Maio- Por ordem de D. Dinis inicia-se a construção da torre de menagem, só terminada no reinado de D. Afonso IV, como informa a inscrição existente na parede exterior da torre; Para alguns autores, os Paços e a 2ª igreja de Nossa Senhora da Pena terão sido construídos também por D. Dinis (Murphy, 1795; Saraiva, 1929; Sequeira, 1955; Gonçalves, 1951); séc. 14 - 15 - segundo outros, a Igreja de Nossa senhora da Pena, nome adquirido por ter sido construido junto da penha, tendo por orago Nª. Srª. da Anunciação: Mandada construir por D. João I tendo na capela-mor a divisa e armas deste rei ("O Couseiro", 1868; Korrodi, 1898; Larcher, 1922); os paços de D. Dinis e da Raínha Santa ter-se-ão erguido junto à Igreja de São Pedro. (Cristino, 1986, Costa, 1985); séc. 16, inícios - D. Manuel manda construir uma sacristia, entre a capela-mor da igreja e a torre sineira; 1605 - ainda se oficiava nesta igreja; 1915 - a Liga dos Amigos do Castelo inicía as obras de restauro, paga pelos seus fundos e com o apoio financeiro do Estado; Ernesto Korrodi (Zurique, 1898), autor do projecto de restauro das ruínas do castelo, não é nomeado pela Direcção de Obras Públicas e Minas para dirigir o restauro, apesar do interesse da Liga dos Amigos do Castelo; 1921 - Korrodi é nomeado para a direcção das obras, à frente de uma comissão sujeita à DGEMN; 1933 - Korrodi abandona a chefia das obras, que serão prosseguidas, no entanto, seguindo de perto o seu projecto de restauro; séc. 20, meados - trabalhos de conservação e restauro dirigidos pelo arquiteto Baltazar de Vastro; 1969 - estragos verificados pelo tremor de terra: brechas na casa do guarda; derrube dos torreões laterais dos Paços, da empena O. da Igreja, de 4 torres do lado O., no passeio de ronda da muralha, de parte do revestimento interior de consolidação da escada de acesso ao terraço da Torre de Menagem; 2000 - Projecto da DREMC para revitalização e recuperação do Castelo: entrada, muralhas, Torre de Menagem, igreja de Nossa Senhora da Pena, Paço da Raínha, celeiros e casa da guarda; 2017, 25 outubro - publicação do Projeto de decisão relativo à alteração da Zona Especial de Proteção do Castelo de Leiria e da Capela de São Pedro, em Anúncio n.º 192/2017, DR, 2.ª série, n.º 206/2017; 2018, 22 março - alteração à Zona Especial de Proteção do Castelo e Capela de São Pedro, solicitada pela Câmara Municipal de Leiria, de forma a permitir a desafetação de duas parcelas da zona non aedificandi, para a construção de dois novos acessos.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes, estruturas mistas.

Materiais

Alvenaria de pedra, cantaria, tijolo, betão.

Bibliografia

ALMEIDA, João de, Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses, vol. II, Lisboa, 1946; CARDOSO, Orlando Cruz, Roteiro - Caminhos - O Castelo de Leiria, Jornal de Leiria, 28/09/00; CORREIA, Luís Miguel, A Torre de Menagem do Castelo de Leiria, in Monumentos 10, DGEMN, pp. 90-93, Lisboa, Março, 1999; CORREIA, Luís Miguel, Projecto do Castelo de Leiria, in Monumentos 13, DGEMN, pp. 122-127, Lisboa, Setembro, 2000; COSTA, Lucília Verdelho da, Ernesto Korrodi: 1889 - 1944 Arquitectura, Ensino e Restauro do Património, Tese de Mestrado, UNL, 1985; COSTA, Lucília Verdelho da, Leiria, Lisboa, 1989; CRISTINO, Luciano Coelho, A Vila de Leiria em 1385, in Jornadas sobre Leiria Medieval, Leiria, 1986; GONÇALVES, Flávio, Integração dos Monumentos de Leiria, Batalha e Alcobaça nas correntes artísticas do seu tempo, Coimbra, 1951; KORRODI, Ernesto, Estudos de Reconstrução do Castelo de Leiria, Zurique, 1898; LARCHER, Jorge das Neves, Castelos de Portugal, Lisboa, 1933; LARCHER, Tito de Sousa, Pátria, in Diário de Lisboa, 15.07.22; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1956, Lisboa, 1957; MURPHY, James, Travels in Portugal in the years 1789 and 1790", Londres, 1795; O Couseiro ou Memórias do Bispado de Leiria", Braga, 1868; SARAIVA, José, Leiria, Porto, 1929; SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, Vol. V, Lisboa, 1955.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMC

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMC

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMC

Intervenção Realizada

1915 - A Liga dos Amigos do Castelo dá início às obras de restauro, pagas pelos seus fundos e com o apoio financeiro do Estado; as obras paralizam no ano seguinte; 1916 / 1921 - obras de conservação das ruínas do castelo e melhoramento do acesso, por parte da Liga; DGEMN: 1921 - uma derrocada apressa o início dos restauros: restauro de determinados trechos do castelo, mantendo-se uma parte das suas ruínas; Torre de Menagem: reconstituição dos pavimentos e a cobertura em cimento armado, construção de um torreão, alteando a torre cerca de 2,5 m., reconstrução de um alpendre sobre a porta de acesso à torre; construção do alpendre da casa do guarda, utilizando materiais do castelo; são colocados merlões na cabeceira da capela de Nossa Senhora da Pena; 1928 - início das obras de consolidação de longos trechos de muralha, de torres e da igreja de Nossa Senhora da Pena; 1936 - reparação da muralha a N. do castelo, que desabou; 1937 - reconstrução de muralha junto à Torre de Menagem e colocação de merlões; 1939 - iniciam-se obras de reintegração dos Paços do castelo; 1954 - reparações de infiltrações em 2 salas laterais e na sala central; 1955 - limpeza de ervas nos paramentos da capela de Nossa Senhora da Pena; 1956 - limpeza de ervas nas cantarias do castelo e anexos; cobertura dos varandins, revestimento de parte dos tectos do 3º piso; prolongamento da escada do 2º para o 3º pisos, em betão; revestimento de pavimentos a tijoleira, reparação de paredes; 1959 - obras nos Paços: beneficiação de instalações sanitárias, colocação de portas novas e pintura das existentes; limpeza de pavimentos; beneficiação de paramentos, incluíndo disfarce dos elementos em betão; 1963 - arranjos nos merlões em toda a extensão da muralha; forro de 2 tectos das salas da alcáçova, para esconder vigas em betão armado; são retirados os merlões colocados na cabeceira da Senhora da Pena por Korrodi; é instalado o arco polilobado marcando o início do coro da capela; 1965 - modificação da inclinação do telhado da casa do guarda; 1966 - restauro do tecto da casa do guarda, limpeza e caiação de paredes, arranjo da chaminé; projecto de calcetamento da rampa de acesso até ao castelo, de construção de muro na escarpa do lado esquerdo da porta de entrada; necessidade de escoamento das águas do pavimento da Igreja de Nossa Senhora da Pena; 1968 - sondagens e consolidações do claustro da Igreja de Nossa Senhora da Pena; restauros nos Paços: revestimento a tijoleira do pavimento, cantarias nas soleiras das portas, degraus, roda-pé da escada, restauro de pavimentos em cantaria, limpeza de paramentos de paredes interiores, nova alvenaria para regularizar paredes e tapar vãos, limpeza e consolidação do fogão de sala, pintura de tectos, beneficiação de instalações sanitárias, revestimento de tectos vigados com madeira de mutene, incluíndo barrotes entre vigas, construção de portas e caixilhos para janelas, vitrais; 1969 - consolidação do claustro da Igreja de Nossa Senhora da Pena; restauros nos Paços: reconstrução de merlões no enchimento das torres, incluíndo consolidação dos cunhais e parapeitos com cintas de betão; reconstrução de merlões nas muralhas, incluíndo consolidação de parapeitos; arranjos do acesso ao castelo: regularização do piso da rampa de acesso, incluíndo construção de muros de suporte; corte em parede de alvenaria, rebaixamento da soleira; 1970 - impermeabilização dos terraços sobre os Paços, construção de muretes em alvenaria para remate dos mesmos, limpeza das paredes de alvenaria e refechamento de juntas; cintagem da torre anexa aos Paços, reparação de alvenaria de pedra, substituição de alvenaria de tijolo à vista por alvenaria de pedra, limpeza de ervas; 1972 - projecto de acesso a viaturas até ao castelo: corte do cunhal da torre que ladeia a porta de acesso, para alargamento da estrada, inviabilizado pela Junta de Educação Nacional; 1973 - construção de novas instalações sanitárias nos Paços com demolição prévia de instalações sanitárias mal situadas; ligação interna entre o 2º e o 3º pisos, com demolição prévia de escada em betão existente; 1974 - reconstrução da cobertura da torre sineira; 1975 - instalação eléctrica no interior dos Paços; 1976 - forro em madeira de tectos em betão; reparação de portas; substituição de cantarias em vãos danificados; acabamentos de escadas recentemente executadas; vedação de janelas e frestas; 1977 - reconstrução de troço de muralha, a N. da Torre de Menagem; reparação de infiltrações em telhados, terraços e paredes; 1978 - reconstrução do telhado e construção de instalações sanitárias da casa do guarda; 1979 - construção de placa na casa do guarda; 1985 - restauros nos Paços: escoramento de 2 arcos, um na logia, outro no piso superior do corpo lateral esquerdo; 1987 - continuação de reparações nos Paços: transformação das instalações sanitárias do 2º piso, impermeabilização, regularização e revestimento dos terraços, vedação a vidro dos vãos do 2º piso, elevação do nível do pavimento junto à entrada para assentamento de guarda-vento; 1990 - recuperação de parte da muralha que ruíu pela construção de aterro para assentar campo de jogos, deslocação do mesmo campo e desaterro de terras para cota igual à do restante adarve que circunda a muralha; reconstituição do muro em betão ciclópico, com a face externa em alvenaria de pedra; 1994 - reconstrução de troço de muralhas; 1997 - valorização e reparação da torre de menagem; DGEMN/DREMC, CML: 2007 - consolidação da estrutura de um troço da muralha do lado nascente.

Observações

*1 - as Portas do N. marcam o início das muralhas românicas, composta por duas torres de vigia e uma barbacã cujo pórtico é encimadopor um brasão. Alguns destes restauros serão mais tarde desfeitos pela DGEMN. O projecto de restauro feito com base em inúmeros desenhos de Korrodi pecava por uma imaginação romântica, que não teve em linha de conta o perfil real do primitivo monumento, que se podia adivinhar através de fotografias antigas (Costa, 1985);

Autor e Data

Isabel Mendonça 1991

Actualização

Cecília Matias 2000 / 2010
 
 
 
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