Pelourinho de Marvão

IPA.00003238
Portugal, Portalegre, Marvão, Santa Maria de Marvão
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Pelourinho de bloco cilíndrico, com soco octogonal com degraus de aresta viva, encimados por plinto cilíndrico e fuste oitavado com remate piramidal, possuindo ferros de sujeição e quatro braços de disposição crucífera, ornados por botões. Pelourinho quinhentista, reconstruído no séc. 20, com reaproveitamento do primitivo fuste, que mantém em quatro das suas oito faces, decoração de semi-esferas. Possui, no topo, quatro braços, influenciados pelo tipo bragançano, assim denominado por ser típico da região de Bragança, com quatro braços no topo.
Número IPA Antigo: PT041210020003
 
Registo visualizado 323 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Tipo bloco

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco octogonal de três degraus de arestas vivas, o inferior adaptando-se ao declive do terreno, semi-embutido no pavimento. Sobre a plataforma, base circular, onde assenta a coluna de fuste oitavado, tendo em quatro fases alternadas decoração de friso vertical semi-esférico, rematando e, pirâmide octogonal. Nas faces ornadas, surgem quatro braços perpendiculares, criando uma estrutura crucífera, decorada com botões, surgindo ao mesmo nível e nas demais faces, quatro ferros de sujeição.

Acessos

Praça da República; Largo do Pelourinho. WGS84 (graus decimais) lat.: 39.393734, long.: -7.376383

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933 / Incluído na Zona Especial de Proteção do Castelo de Marvão (v. PT041210020001) / Incluído na Zona de Proteção do Núcleo urbano da vila de Marvão (v. PT041210020004) / Incluído na Área Protegida da Serra de São Mamede (v. PT041214020015)

Enquadramento

Urbano, isolado, implantado em zona de forte declive, no centro de um pequeno largo, pavimentado a calçada de granito, rodeado por várias casas de habitação, com implantação harmónica. Fronteiro, surge um alto muro que protege os utentes do largo, rebocado e pintado de branco. Junto ao muro, uma árvore frondosa.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

876 / 877 - ocupação do morro pelo muladi rebelde ao Emirato de Córdova Ibn Maruán; séc. 10 - primeira referência a Marvão em crónicas árabes; 1161 - conquista pelos exércitos cristãos, ficando na posse dos Templários; 1167 - deixa de ser uma povoação templária; 1226 - foral dado por D. Sancho II; 1271 - D. Afonso III terá doado a povoação fortificada à Ordem do Hospital e posteriormente ao seu filho D. Afonso; 1299 - tomada de posse do castelo por D. Dinis, para que a fortificação não caísse em mãos estrangeiras, pois as filhas do seu irmão Afonso estavam casadas com fidalgos espanhóis; confirmação do foral de 1226; 1300 - D. Dinis dá ao infante D. Afonso, seu irmão, os castelos e as vilas de Ourém (v. PT031421110004) e Sintra (v. PT031111110081), em troca dos de Marvão e Portalegre (v. PT041214090006); 1361 - D. Pedro I empreende medidas contra o despovoamento de Marvão; 1378 - Marvão é coutada de homiziados; 1407, 1436 e 1497 - Marvão recebe privilégios vários, para potenciar o seu povoamento; 1512, 1 Junho - dado foral novo por D. Manuel; provável construção da estrutura; 1527 - a vila contava com 363 fogos dos quais faziam parte 11 clérigos de missa e 69 viúvas; o termo da vila contava com 132 fogos; séc. 17, 18 e 19 - as sucessivas guerras conduzem ao despovoamento da vila; séc. 18 - pertencia aos Condes de Atalaia, que eram os seus alcaides-mores; tinha voto em Cortes, com assento no décimo primeiro banco; 1758, 02 Maio - nas Memórias Paroquiais, assindas pelo pároco da freguesia de Santa Maria, Frei Miguel Viegas Bravo, é referido que a povoação é do rei e tem juiz de fora, que simultanemante, exerce o cargo de juiz dos órfãos, respondendo ao Corregedor de Portalegre; no caso de ausência deste, tem corregedor próprio; 15 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco da freguesia de São Tiago, Domingos Rodrigues Fronteira, é referido que a freguesia tem 189 vizinhos; 1895, 30 Setembro - extinção do concelho de Marvão, anexado ao de Castelo de Vide; 1898, 13 Janeiro - restauração do concelho de Marvão; 1940, cerca - demolição do pelourinho e sua reconstrução, tendo apenas subsistido o fuste da coluna, então reaproveitado; 1958 - obras na envolvente pela Câmara Municipal, com arranjo do muro fronteiro e construção de instalações sanitárias, cujo projecto foi classificado como dissonante; 23 Agosto - a Câmara pede ajuda para o estudo do projecto de embelezamento da praça, com demolição parcial do muro, sendo introduzidas grades metálicas, para que fosse permitido aos transeuntes a visualização do panorama envolvente, com colocação de bancos de cantaria e a manutenção das instalações sanitárias; 15 Dezembro - a DGEMN dá autorização para o prosseguimento da obra; 1960 - a Câmara pede ajuda para as obras na envolvente do pelourinho, dizendo a DGEMN que não lhe é possível do ponto de vista financeiro, por se encontrar envolvido no projecto das comemorações henriquinas; 1974 - o Ministério da Educação e Cultura aprova o projecto de pavimentação da praça a calçada à portuguesa.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito; ferros de sujeição em ferro; juntas fechadas com argamassa de cimento.

Bibliografia

CHAVES, Luís, Os Pelourinhos, Lisboa, José Fernandes Júnior, 1938; COELHO, Possidónio Laranjo, Terras de Odiana. Subsídios para a sua história documentada, vol. I, Coimbra, 1924; COELHO, Possidónio Laranjo, Marvão, 1946; COSTA, Alexandre de Carvalho, Marvão. Suas freguesias rurais, Marvão, 1982; KEIL, Luís, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Portalegre, vol. I, Lisboa, 1940; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DREMS

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID-001/012-1809/1; DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 22, n.º 74, fls. 471-502)

Intervenção Realizada

DGEMN: 1974 / 1975 / 1976 / 1977 - repavimentação da Praça da República.

Observações

Autor e Data

Rosário Gordalina 1991 / Paula Figueiredo 2009

Actualização

 
 
 
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