Pelourinho de Sousel

IPA.00003220
Portugal, Portalegre, Sousel, Sousel
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, seiscentista. Pelourinho de pinha cónica torsa, com soco quadrangular de quatro águas, fuste octogonal, com capitel simples e quatro ferros de sujeição com elementos zoomórficos, encimado por pináculo torso. O capitel apresenta elemento cordiforme e, no topo da pinha, surge pequeno elemento ornado por várias faces. Dos elementos originais parecem restar apenas o capitel da coluna e o remate. As ferragens foram reconstruídas.
Número IPA Antigo: PT041215040002
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição senhorial  Tipo pinha

Descrição

Estrutura em cantatia de calcário, composta por soco quadrangular de três degraus, constituído cada um por 3 lajes de pedra sendo a central de maior largura que as restantes no primeiro e segundo degraus. Base simples quadrada formada por plinto e pequena escócia não moldurada, na qual assenta directamente o fuste quadrado, liso e monolítico. Capitel com colarinho de perfil convexo, coxim esculpido de laçaria e nós e àbaco quadrado de faces convexas reentrantes. Remate em urna esférica com anel circular ao meio sobre o qual se cravam os quatro ferros de sujeição. Coroa o conjunto uma pinha decorada de 4 bolas nos ângulos superiores e sobrepujada de remate em forma de óvulo com uma cruz de ferro.

Acessos

EN 245, na Praça da Vila. WGS84 (graus decimais) lat.: 38.952083; long.: -7.676165

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano. Ao centro da praça envolvida por casario baixo de habitação e comércio. A praça serve actualmente de lugar de estacionamento automóvel.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 17 (conjectural) / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1387 - fundação da vila por Nuno Alvares tendo sido comenda da Ordem de Avis; séc. 17 - construção do pelourinho; em época incerta foi demolido sendo os seus elementos conservados no Matadouro da Vila; 1758 - nas Memórias Paroquiais, é referido que a povoação, com 386 vizinhos, pertence à Comarca de Vila Viçosa e é dos Duques de Bragança; tem juiz de fora, juiz ordinário, escolhido entre o vereador mais velho; séc. 20, anos 40 - restaurado e reconstruído, no local onde hoje se encontra, segundo os vestígios existentes.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de calcário; ferros de sujeição em ferro.

Bibliografia

KEIL, Luís, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Portalegre, vol. I, Lisboa, 1940; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 35, n.º 236, fl. 1675-1692)

Intervenção Realizada

1942 - substituição da pedra do fuste e reconstrução dos degraus e ferragens.

Observações

Autor e Data

Rosário Gordalina 1991

Actualização

 
 
 
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