Monumento Castrejo de Santa Maria de Galegos / Monumento com Forno

IPA.00000320
Portugal, Braga, Barcelos, Galegos (Santa Maria)
 
Balneário castrejo, construído nos primeiros tempos de romanização. Este monumento, que repete genericamente o modelo tradicional, tem a particularidade de ter sido objecto de uma cuidada intervenção arqueológica recente e de apresentar ainda um aspecto global bem conservado que, no entanto, se tem vindo a deteriorar com o tempo. Poderá ter estado associado a rituais dedicado à deusa indígena Nadia, segundo o arqueólogo Armando Coelho.
Número IPA Antigo: PT010302680019
 
Registo visualizado 205 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Saúde  Higiene pública  Balneário público  

Descrição

Organiza-se numa disposição típica destes edifícios castrejos com função balnear. É composto por três partes: forno, câmara e antecâmara. Existem ainda vestígios de um átrio. Nas imediações do edifício recolhem-se fragmentos de tégulas, ímbrices e mesmo de sigillatas.

Acessos

Galegos (Santa Maria), a nascente do lugar de Penha Longa ou Pena Grande a norte da igreja de Santa Maria de Galegos, por caminho carreteiro; Monte do Facho

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto nº 1/86, DR, 1ª Série, nº 2 de 03 janeiro 1986 (Monumento Castrejo de Santa Maria de Galegos) / Decreto nº 29/90, DR nº 163 de 17 julho 1990 (Monumento com Forno)

Enquadramento

Rural. Encontra-se implantado no interior da muralha externa de uma pequeno castro existente no lugar de Penha Longa ou Pena Grande no sopé da vertente SO do Monte do Facho, onde se encontra a Citânia de Roriz (Barcelos). Está associado a uma nascente localizada cerca de 50 m para E. Cobertura vegetal constituída por pinheiros e eucaliptos

Descrição Complementar

O átrio constitui um recinto de planta aproximadamente quadrangular com um tanque rectangular, pavimentado por tegulae e associado a uma pia, situado no ângulo anterior esquerdo, onde caía água corrente, que era trazida da nascente por uma conduta, formada por imbrices protegidos lateral e superiormente por alinhamentos pétreos, escoando para o exterior por um esgoto situado no lado direito do átrio, junto à entrada. Os muros laterais são construídos em mamposteria com duas fiadas de pedras de aparelho irregular e o sector do tanque e paredes conexas em grandes monólitos aparelhados. A antecâmara mostra um pórtico monolítico com entrada de arco redondo amparado por dois esteios laterais, um deles com decoração simbólica, encaixados em rasgos no pavimento e dois bancos corridos, um de cada lado do seu interior, formando um espaço de planta quase quadrangular. No fundo deste pequeno compartimento, construído por grandes monólitos aparelhados, ergue-se a estela que separa da câmara com que comunica através de uma pequena abertura que apresenta um bloco transversal de reforço profusamente decorado nas faces visíveis e com rasgos na zona central para apoio das mãos, a facilitar a entrada. A câmara, integralmente construída por grandes monólitos aparelhados e cuidadosamente ajustados, formava uma verdadeira estufa de planta rectangular com cobertura em duas águas. O forno, comunicando com a câmara por uma entrada larga, flanqueada por dois esteios a servir de ombreiras, é de planta subcircular, subindo em falsa cúpula até à altura de 2.70 m, em que era coberto por uma laje colocada horizontalmente e que tinha um orifício central que servia de chaminé. O pavimento de toda a construção, incluindo o átrio, é de lajeado, à excepção do forno que apresenta um empedrado irregular.

Utilização Inicial

Saúde: balneário

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: Municipal

Afectação

Época Construção

Época romana

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

Séc. 01 d.C. - construção durante os primeiros tempos da romanização; 1978 - o balneário é descoberto pelo proprietário do terreno.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes

Materiais

Granito

Bibliografia

SILVA, Armando Coelho Ferreira da, A Cultura Castreja no Noroeste Português, Paços de Ferreira, 1986, pp. 56 - 58 e Est. XXXV - XXXVI; MARTINS, Manuela, O povoamento proto-histórico e a romanização da bacia do médio Cávado, Braga, 1990, p. 77; Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, Inventário, Lisboa, 1993, vol. II, Distrito de Braga, p. 14; SOUSA, Patrícia, Balneário castrejo descoberto há quase 30 anos foi recuperado, in Correio do Minho, 25 Setembro 2006; PASSOS, Nuno, Balneário bimilenar servia deusa Nadia, in Barcelos Popular, 28 Setembro 2006.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN:DSID

Documentação Administrativa

DREMN

Intervenção Realizada

1979 - Intervenção arqueológica (SILVA - 1986 / 56 - 58); posteriormente - construção de uma vedação de rede, que se encontra parcialmente destruída; CMB: 2006 - obras de recuperação do balneário, incluindo a colocação de um passadiço, limpeza de cantaria, colocação de painéis informativos e de sinalização.

Observações

Autor e Data

Isabel Sereno / Paulo Dordio 1994

Actualização

 
 
 
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