Quinta de Pintéus / Palácio de Pintéus

IPA.00003167
Portugal, Lisboa, Loures, União das freguesias de Santo Antão e São Julião do Tojal
 
Arquitectura residencial, barroca. Solar de planta em F, organizado em torno de pátios e terraços adaptados aos desníveis do terreno, inscrito em quinta composta por jardins, pomares, capela e azinhaga, com coberturas diferenciadas de telhados de três águas. Fachadas rebocadas e pintadas, com embasamento e cornija de remate em alvenaria. Fachada principal centralizada por portal barroco de grande efeito, servido por dupla escadaria, acentuando o eixo central, compensando o rasgamento assimétrico de vãos do primeiro registo; trata-se de uma fachada que encarna a teatralidade barroca, uma vez que a sua uniformidade não corresponde à real distribuição dos espaços e corpos. Presença de terreiro fronteiro à fachada principal, onde se confunde o domínio público, com o privado, situação compensada pelos pátios de servido e os jardins nas traseiras privados, e invisíveis do exterior, à semelhança do que acontece na Quinta do Marquês do Pombal (v. PT031110040002) e da Quinta Real de Caxias (v. PT031110110003). O interior organiza-se em duas alas com funções distintas, destacando-se a casa de jantar com ângulos chanfrados, e a sua fonte monumental cuja construção, a tradição atribui às visitas de D. João V quando da sua passagem para Mafra, bem como da própria sala, cozinha, terraço e copa. As salas são intercomunicantes e possuem coberturas em masseira. A capela está localizada no jardim que inclui pomar e horta e assemelha-se à casa saloia torreada. O jardim em si constitui também uma particularidade, por tirar partido das condições do terreno, construindo-se em socalcos, com tanque e escadaria de aparato, latada e mirante.
Número IPA Antigo: PT031107140039
 
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Registo

 
Conjunto arquitetónico  Edifício e estrutura  Residencial unifamiliar  Quinta  Casa nobre  

Descrição

Planta em F, formando pátio fechado entre as duas alas menores, com terraço sobrelevado a O., anexos a NO., pátio de entrada a S. murado e calcetado com fonte com carranca e tanque paralelepipédico de cantaria enquadrado por painéis de azulejo em bícromia azul e branco, com representação de figuras e fundos cenográficos e motivos arquitectónicos. No extremo oposto, junto ao portão, um lódão (Celtis australis) marca a entrada no palácio. Coberturas diferenciadas em três telhados de três águas, com terraço no corpo situado a NO..Todas as fachadas são rebocadas e pintadas, percorridas por embasamento ligeiramente saliente em alvenaria, e são rematadas por friso e cornija em alvenaria pintada e beirada. Os vãos são emoldurados a cantaria de calcário. Fachada principal voltada a SE., de dois pisos, com portal principal ao centro, precedido por escadaria de dois lanços rectos convergentes, com guarda volutada e concheada em cantaria de calcário, cujos motivos são repetidos simetricamente em ambos os lados do portal. Acantos estilizados rematam superiormente as ombreiras. Sobre o lintel rasga-se um óculo ovalado protegido por guarda em ferro forjado, e ladeado por mísulas ornamentais onde assenta cornija contracurvada, interrompida pela colocação de pedra de armas*1, ornada por festões e sobrepujada por coronel. Ladeando o portal, mas ao nível do piso térreo, rasgam-se dois arcos de volta-perfeita, com marcação simples do fecho e lançados sobre pilastras de capitel saliente, seguindo-se à esquerda duas janelas de molduras rectangulares de altura desigual*2, e à direita duas portas rectangulares. No segundo piso oito janelas de peitoril de verga ligeiramente curvada. Fachada lateral esquerda da ala O. escalonada e seccionada por muro de alvenaria disposto perpendicularmente. Este é rematado por friso de cantaria, e possui guarda em ferro forjado intercalada por acrotérios de cantaria que protege a zona de terraço. O troço desta fachada, entre o ângulo SE e o muro do terraço possui dois pisos. No primeiro há uma porta e uma janela de peito de moldura rectangular, deixando à vista pormenor de cantaria de construção anterior, e no segundo duas janelas de peitoril de verga curva. O troço da fachada correspondente ao terraço, inicia-se com apenas um piso a cota elevada com duas portas de molduras recortadas, rematadas por cornija boleada contracurvada, ladeadas por figura de convide em azulejo. Segue-se o segmento desta fachada que tem três janelas de peitoril e verga curva no primeiro piso e uma janela de peitoril e moldura rectangular num piso mais elevado. Existe ainda um troço final desta fachada com apenas um vão deitando para o terraço. Fachada posterior da ala S., organizando-se em torno de dois espaços abertos, formados pelas alas perpendiculares, à esquerda o chamado jardim fechado, com a fachada de dois registos, com larga varanda rectangular, protegida por guarda em ferro forjado, com escadaria em leque com guarda em cantaria revestida a azulejo com representações de cenas galantes e de caça. A varanda é rasgada por três portas de perfil recto. À direita desta, pátio que articula as duas alas, fechado por muro a N., com passagem para jardim posterior por arco de volta-perfeita em cantaria, pavimentado a calçada portuguesa, com lambril em azulejo; na fachada S. escadas de sentido descendente de lanço recto, com guarda em cantaria revestida a azulejo e janelas e portas de perfil recto. Fachada lateral direita da ala S. de dois registos, com o primeiro cego e o segundo rasgado por três janelas de perfil abatido. INTERIOR organizado em duas alas, com acesso por escadaria a partir do portal principal, de um lanço recto em cantaria, com muro decorado por azulejos pombalinos de figura avulsa, conduzindo a patamar com duas portas em posição oposta. À esquerda, ocupando toda a ala O. distribui-se a zona de recepção, composta por salões sucessivos intercomunicantes, todos com tectos em masseira, pavimento de madeira e lambris revestidos a azulejo de albarradas setecentistas. Destaque para a sala de jantar, de planta rectangular com os ângulos em chanfro, onde se inserem cantoneiras inscritas em molduras de cantaria de perfil recto, tecto ornado por medalhões de estuque ovalados com representações de vasos com frutos e grinaldas, pavimento em tijoleira, e lambril revestido a azulejo em cobalto e azul figurando albarradas*3; à esquerda e direita abrem-se vãos que comunicam com o terraço e o pátio respectivamente, e na parede N., ao centro, fonte de grande aparato, inscrita em nicho com moldura em cantaria de mármore branco, polilobada e ornada por concheados e grinaldas, bacia em forma de vieira, espaldar com motivos semelhantes e carranca representando Neptuno coroado, ladeada por sereia e tritão. A N. da sala de jantar situa-se a copa e a antiga cozinha monumental de planta rectangular, com pavimento em tijoleira e tecto em caixotões de madeira estucados, mantendo-se a lareira, definida por três largos arcos abatidos, lançados sobre pilastras, com pavimento em lajes de cantaria de calcário, e duas fornalhas, bem como duas grandes pias em mármore. A ala oposta é ocupada pela área reservada dos quartos, precedida por antecâmara rectangular. Todas as divisões têm tectos de masseira e pavimento em tijoleira, com destaque para o chamado Quarto Real, de maiores dimensões e única divisão da casa com lareira, em mármore cinzento, de perfil rectangular, ornada por volutas nos topos, e com lambril revestido a azulejo de padrão cobalto e branco. A zona de serviços foi remetida para o primeiro piso apenas da ala S., dada as diferenças na cota do terreno, com acesso pelos dois arcos e portas na fachada principal. Os primeiros comunicando com diferentes arrecadações e quartos de criados, e a escadaria de serviço que liga ao pátio fechado, de lanço recto, degraus em cantaria e revestimento do lambril a azulejo; as portas acedem à antiga cavalariça e lagar, com pavimento em lajes de cantaria de calcário e tecto em abóbada de berço em tijolo burro. CAPELA localizada no topo NE. da propriedade, com invocação de Nossa Senhora da Apresentação, de planta rectangular, composta por três corpos escalonados, o nártex, a nave e a capela-mor, com a sacristia de planta quadrangular adossada à esquerda. Cobertura com telhados diferenciados de duas e quatro águas. Fachadas de dois registos, rebocadas e pintadas, rematadas por cornija em alvenaria pintada e beiral. Fachada principal voltada a O., com portal em cantaria rematado em arco contracurvado, com marcação do fecho ornada por acanto, sobrepujado por janela de peitoril de verga ligeiramente curva com ângulos superiores proeminentes. Esta fachada é ladeada por sineira, ligeiramente recuada, em cantaria, de perfil paralelepipédico. INTERIOR com acesso por nártex de planta quadrangular, com lambril revestido a azulejo figurativo em bícromia azul e branco, com representação de cestos floridos, ladeados por golfinhos, putti e cabeças de querubins. No eixo, abre-se o portal de acesso à nave, de verga contracurvada, marcada por botões decorativos. As paredes, rematadas por cornija recta e contínua em alvenaria pintada, com azulejo figurativo, em bícromia azul e branco, formando silhar e representando cenas religiosas enquadradas por motivos arquitectónicos, putti e festões. Tem tecto em abóbada de berço em alvenaria e pavimento em mámore branco formando losango, emoldurado por frisos em mármore negro, com pedra tumular ao centro com inscrição. Coro-alto desenvolvido sobre o nártex, com acesso pelo exterior. Arco triunfal em cantaria, de volta perfeita com marcação da pedra de fecho, lançado sobre pilastras lisas de arestas relevadas e capitel saliente, de acesso à capela-mor de planta quadrangular, com cobertura em cúpula de alvenaria estucada, com medalhão pintado ao centro com monograma mariano representado as iniciais "AM", resplendor e coroa; pavimento semelhante ao da nave e paredes revestidas a meia altura por dois painéis de azulejo representando a cena da Sulamita dormindo, do Cântico dos Cânticos. Retábulo*4 em talha dourada, de estrutura vertical tripartida, enquadrado exteriormente por colunas salomónicas e remate superior por cornija. Os eixos laterais possuem duas ordens de nichos de volta perfeita com imaginária. Sobre a cornija, ao centro, anjos e cabeças de querubim; nicho central em volta-perfeita com imagem de Nossa Senhora.

Acessos

Aldeia de Pintéus, Rua D. João V; Rua João Domingos Duarte. WGS84 (graus decimais) lat.:38,867896; long.: -9.151620

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, a meia encosta em vertente direita de vale apertado onde corre o Rio de Fanhões ou Ribeira de Pintéus. O palácio insere-se em propriedade de perímetro irregular, que se desenvolve para O. e para E. da antiga estrada municipal, actual Rua João Domingos Duarte, delimitada por muro de alvenaria pintada de cor de rosa, e rodeada por construções do aglomerado. A casa e parte da propriedade situam-se a O. da estrada. O jardim com seu pomar e capela situam-se a E. da mesma e a cota inferior à casa e à estrada. O acesso à casa faz-se por portão, rasgado em pano murário volutado, enquadrado por pilares de cantaria, encimadas por esferas armilares. O jardim é delimitado da via pública também por muro em alvenaria pintada a cor-de-rosa. Este possui um portão emoldurado a cantaria, inserido numa parte do muro duplamente volutada. A capela situa-se no extremo N. do jardim, junto à estrada. Da envolvente destacam-se, na encosta que desce para a ribeira, duas mães-de-água. Na margem oposta da ribeira encontra-se uma antiga azenha bem como estruturas de arranque de duas pontes em ruínas e o muro de suporte do aqueduto de Santo Antão.

Descrição Complementar

TERRAÇO das Quatro Estações, de acesso pela sala de jantar, hoje desaparecido, era fechado a S. por guarda em ferro forjado e floreiras nos ângulos, e a N. por muro rematado por cornija em alvenaria, com conversadeiras e floreiras em alvenaria, com muros revestidos a painéis de azulejo policromo, com a representação alegórica das quatro estações. A demolição do muro corrompeu a vocação intimista do terraço, ligando-o ao pátio de serviço da copa e cozinha. JARDINS: jardim fronteiro à fachada principal do palácio, mas separado fisicamente deste pela estrada, situa-se na margem direita da ribeira de Pintéus. Apresenta planta rectangular e organiza-se em socalcos, adaptando-se às condições do terreno em declive, com primeiro patamar ladeado por pilares de sustentação de antiga latada, que definia um percurso de união da capela ao mirante em cantaria, situado no extremo oposto. Ao centro, tanque de planta rectangular em cantaria com ângulos chanfrados, contra-curvados, enquadrado por patamares rectos com ângulos em chanfro. O tanque está adossado a uma parede de ângulos curvados, sobrepujada por guarda em ferro forjado intercalada por acrotérios em cantaria e enquadrado por escadaria de dois lanços curvos simétricos, com muros revestidos a azulejo cobalto e branco com cenas mitológicas. Os patamares seguintes do jardim são delimitados por muretes revestidos a azulejo com representações alegóricas das estações do ano e dos Génios da Caça. Os socalcos são ocupados com jardim de buxo aparado e algumas árvores de fruto, romanzeiras, laranjeiras e uma nogueira, culminando em socalco próximo já da ribeira, com acesso por escadaria de lanço recto, onde se dispõe belvedere, junto a este socalco encontra-se uma fiada de palmeiras (Pheonix canariensis) cujo porte mediano indica que sejam intervenção do final do sec. 20. Junto à casa, existe jardim fechado, com acesso por escadaria em leque localizada em frente á zona dos quartos, hoje muito adulterada. Existe vegetação dispersa que não permite testemunhar o desenho original do jardim; encontram-se na área mais elevada algumas oliveiras, o limite com a envolvente, por trás do muro, apresenta alguns ciprestes que devem ter formado, originalmente, uma sebe topiada, de forma aleatória, encontram-se algumas laranjeiras. Nesta parte posterior da casa, existiam também jardins estruturados a partir de um tanque central, do qual partiam quatro caminhos ortogonais, definindo quatro zonas distintas de canteiros. INSCRIÇÕES NA CAPELA: pedra tumular na nave, leitura: "AQUI JAZ D. MARIA ROZA DE SA DE AZEVEDO COUTINHO SENHORA ILLUSTRE PELLO SEU NASCIMENTO E DESTINTA PELLO JUIZO VIRTUDE E CONHECIMENTOS FOI CAZADA COM JOSE VAS DE CARVALHO SENHOR DESTA CAPELA E ADMINISTRADOR DESTE E MAIS VINCULLOS DA SUA CAZA E ACONTECENDO FALLECER A DITA SENHORA NESTA QUINTA DE IDADE DE 33 ANNOS FOI SEPULTADA NESTE LUGAR AO 6.º DIA DO MÊS DE JULHO DO ANNO 1794".

Utilização Inicial

Residencial: quinta

Utilização Actual

Residencial: quinta

Propriedade

Privada: pessoa singular

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc 16, início - construção de uma primitiva casa, da qual se encontraram vestígios em obras recentes; séc. 17 - fundação da quinta, e edificação de uma primeira casa nobre sobre o que restaria de uma primitiva construção provavelmente manuelina, por Gonçalo Vaz Preto (n. 1643); séc. 18, 1.º quartel - José Vaz de Carvalho (1675 - 1752) procede a significativas obras de ampliação do palácio, para poder acolher o rei D. João V, nas suas idas a Mafra, durante a construção do Convento, obras que presumivelmente se prolongaram depois da morte de José Vaz de Carvalho; 1773 - a propriedade é avaliada em 80.000 cruzados, sendo então pertença do desembargador Gonçalo José da Silveira Preto (m. 1793), descendente dos anteriores proprietários; 1794 - reside no palácio José Vaz de Carvalho (n. 1740), que se empenhou na valorização agrícola da quinta, promovendo a fixação de casais de camponeses provenientes das suas propriedades no Fundão, dando consequentemente origem á aldeia de Pintéus; 1794, 6 Julho - faleceu D. Maria Rosa de Sá Azevedo Coutinho (n. 1761), esposa de José Vaz de Carvalho, sendo sepultada na capela da casa; 1832, 11 Setembro - Pintéus fazia parte do Termo de Lisboa, integrando o então concelho dos Olivais; séc 19, 1.ª metade - João Vaz de Carvalho procedeu a novas obras na casa, para melhorar as condições de habitabilidade, tendo retirado parte dos azulejos de alguns compartimentos que mandou estucar e colocado tecto em estuque na sala de jantar; 1863 - 1878 - reside no palácio a escritora Maria Amália Vaz de Carvalho (1847 - 1921), onde em 1867 leu o seu primeiro trabalho intitulado "Uma Primavera de Mulher", sendo uma época em que o Palácio era frequentado por grandes figuras da cultura nacional, como António Feliciano de Castilho ou Bulhão Pato; 1874, 11 Março - Maria Amália Vaz de Carvalho, casa com o poeta brasileiro António Gonçalves Crespo, residindo o casal em Pintéus por três anos; séc. 19, 2.ª metade - a casa é comprada por D. Cecília Amália de Carvalho e Sá, Condessa da Cunha, tia de Maria Amália Vaz de Carvalho; 1905, 25 Agosto - morte da condessa de Cunha, que legou a casa de Pintéus á sua sobrinha Maria do Carmo Vaz de Carvalho, casada com Cristóvão Aires de Magalhães Sepúlveda, vivendo-se novo período de forte actividade cultural em Pintéus; 1968 - Isabel Ayres de Magalhães vende a propriedade, que herdara por via de sua mãe Cândida Ayres de Magalhães (n. 1875), ao fadista João Ferreira Rosa, que de novo abriu este imóvel, ao convívio com figuras ligadas à arte, literatura, música, política e jornalismo; 1996, 21 Agosto - despacho do Vice-Presidente do IPPAR, determinando a abertura do processo de instrução relativo à eventual classificação; 2001, 08 outubro - o imóvel surge incluído no levantamento do património cultural construído do Concelho de Loures de 1988, anexo ao regulamento do PDM de Loures, RCM149/2001, DR 233 1.ª Série-B, publicado nesta data; 2005, 18 Julho - Despacho do presidente do IPPPAR, revogando o despacho de eventual classificação do imóvel.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria mista rebocada e pintada; molduras, guardas de vãos e pavimentos em cantaria de calcário; guardas em ferro forjado; revestimentos interiores e exteriores em azulejo; vãos com caixilharias de madeira; dependência com cobertura em estuque; tectos de madeira; pavimentos em tijoleira; abóbadas em tijolo burro; retábulo da capela em talha dourada.

Bibliografia

ARAÚJO, Ilídio Alves de - «Quintas de Recreio». Bracara Augusta. Braga: 1973, vol. XXVII, fasc. 63; CALDAS, João Vieira - A Casa Rural dos Arredores de Lisboa no Século XVIII. 2.º ed. Porto: Faculdade de Arquitectura, 1999; CARITA; Hélder - Tratado da Grandeza dos Jardins em Portugal ou da originalidade e desaires desta arte. Edição de autor, 1987; Guia de Portugal. Lisboa: 1924, vol. I; LEITE, Ana Cristina - O Jardim em Portugal nos Séculos XVII e XVIII - Arquitecturas, Programas, Iconografias. Lisboa: s.n., 1988. Texto policopiado. Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; LOPES, Lopo de Castilho Teixeira - Palácio de Pintéus, Uma quinta no termo de Lisboa. Lisboa: s.n., 1999. Texto policopiado. Trabalho curricular no âmbito de Seminário em História da Arte no Curso de História da Universidade Lusíada; LOPES, Maria José Neves - O Palácio de Pintéus. Lisboa: s.n., 1994. Texto policopiado. Trabalho curricular no âmbito do CESE em Artes Decorativas da Escola Superior de Artes Decorativas da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva; MAGALHÃES, Cândida Ayres de - «A Casa Pintéus». Almanaque Bertrand. Lisboa: 1955; Património Cultural Construído. Loures: Câmara Municipal de Loures, 1988; SIMÕES, J. M. dos Santos - Azulejaria em Portugal no Século XVIII. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1979; STOOP, Anne De - Quintas e Palácios nos Arredores de Lisboa. Porto: 1986; VITERBO, Francisco Marques de Sousa - A Jardinagem em Portugal. Coimbra: 1909; VITERBO, Francisco Marques de Sousa, Dicionário Histórico e Documental dos Arquitectos, Engenheiros e Construtores Portugueses, 2ª ed., Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1989.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID/ CMLoures: Arquivo Divisão Planeamento Urbanístico

Documentação Administrativa

CMLoures: Proc. de classificação n.º 27.885/DPU e Proc. 6.633/DPU

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: séc.20, década 60 - abertura de vão na parede oposta à fonte da Sala de Jantar; séc. 20, década 80 - obras de conservação e restauro, as quais incidiram sobretudo na Sala de Jantar, com aplicação de lambril de azulejos do tipo albarradas, provenientes do corredor da zona dos quartos, e pintura do tecto em azul, e ainda, na velha cozinha monumental, procedeu-se à construção de um torreão-miradouro de dois pisos e terraço, a O., no local onde se alcança extensa vista sobre a várzea.

Observações

*1 - dos Azevedo Coutinho e Vaz de Carvalho. *2 - uma resultante de recente restauro que trouxe à vista reminiscência de construção anterior. *3 - azulejos originalmente em corredor secundário da residência; *4 - o retábulo foi recentemente retirado, por razões de conservação.

Autor e Data

Teresa Vale e Carlos Gomes 1996 / Helena Rodrigues e Inês Pais 2006

Actualização

Fernanda Ferreira, Frederico Pinto, Madalena Neves, Manuel Villaverde (CMLoures) 2011 (no âmbito da parceria IHRU / CMLoures)
 
 
 
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