Mosteiro de Santo Alberto / Palácio Alvor / Museu Nacional de Arte Antiga

IPA.00003153
Portugal, Lisboa, Lisboa, Estrela
 
Arquitectura religiosa, maneirista e barroca, arquitectura residencial, maneirista e barroca e arquitectura cultural do século 20. Museu composto por três núcleos articulados, reaproveitando um antigo palácio, a antiga igreja de um Mosteiro e um corpo novo, remodelados e adaptados a salas de exposição, com remodelações sucessivas ao longo do séc. 20, acompanhando as alterações dos conceitos museulógicos. Está implantado num amplo palácio, de fundação maneirista, do tipo casa comprida, mas evoluindo em dois pisos, o nobre marcado por amplas janelas rectilíneas, rematadas por simples frisos e cornijas, o qual possui portais de verga recta, com modinatura maneirista, flanqueado por pilastras e frisos de acantos, onde surge a pedra de armas de um dos seus proprietários, os Marqueses de Pombal, rematando em fragmentos de frontão com pináculos, que centram janelas mais elaboradas, rodeadas por aletas, mas com remate mais tardio, composto por tímpano concheado. Possui uma grande regularidade de fenestração, com as fachadas simétricas, flanqueadas e ritmadas por pilastras toscanas colossais, divididas em dois pisos por friso de cantaria. O acesso ao interior faz-se por amplo vestíbulo, de onde partem arcadas de volta perfeita, que acedem a escadaria do tipo imperial, de três lanços,os superiores divergentes, que ligam ao andar nobre, com as salas intercomunicantes, através de vãos rectilíneos. Surge no espaço de um antigo convento carmelita, de que subsiste parte da igreja e do coro-baixo, bastante alterado e transformado em sacristia, a qual é de planta longitudinal simples, composta por nave e capela-mor com as mesmas dimensões, possuindo capelas laterais e retábulo-mor, tudo amplamente ornado por talha barroca do estilo joanino e por azulejo historiado, com cenas alusivas a Cristo e a Santa Teresa. Possui cobertura em caixotões com pinturas em cartelas assimétricas, tipicamente rococós, com simbologia mariana. O corpo mais recente evolui em dois pisos, com mezzanino, tendo acesso por amplo portão de verga recta, encimado por figuras alegóricas, tendo, no interior, várias salas, com acesso por ampla escadaria. O palácio é bastante simples, integrando-se no esquema maneirista, com as fachadas rasgadas regularmente por vãos rectilíneos, onde apenas os portais, em número de dois e gémeos, revelam uma maior decoração, estando encimados por janelas de sacada, com remates mais tardios, de influência barroca. No interior, possui uma interessante sala em "boiserie", com decoração tipicamente rococó, doada ao Museu e montada numa das suas dependências. Algumas delas apresentam estuque decorativo, barroco e rococó, formando pequenos embelmas ou cartelas decoradas por elementos fitomórficos e concheados. A escadaria é imponente, encontrando-se antecedida por arcadas que se apoiam em amplos pilares toscanos. A igreja constitui um interessante exemplar, bastante simples do ponto de vista arquitectónico, despojada exteriormente, apenas se destacando as insígnias da Ordem, possuindo um interior exuberante, com ampla decoração de azulejo historiado e de padronagem, possuindo um frontal de altar a imitar passemanaria, atribuído às oficinas de Talavera, de talha joanina nos retábulos mor e laterais, sendo mais contidas as duas capelas laterais, profundas e abertas para a clausura, permitindo às freiras o acesso às mesmas. O baldaquino tem semelhanças com os da Igreja de Nossa Senhora da Pena (v. PT031106240010) e da Igreja da Encarnação (v. Pt031106240182), este último lavrado em prata. Mantém o enquadramento do coro-alto de várias sepulturas, algumas armoriadas e com legendas, tendo desaparecido o recheio do coro-baixo e algumas estruturas retabulares. O corpo novo adapta-se, de forma harmónica, ao conjunto, com linhas sóbrias e rectilíneas, praticamente sem iluminação, possuindo dois pisos e um mezzanino, com um cunho de modernidade interna, que não se revela no exterior.
Número IPA Antigo: PT031106370084
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso / Residencial senhorial  Convento / Mosteiro / Casa nobre  Mosteiro feminino  Ordem das Irmãs Descalças de Nossa Senhora do Monte do Carmo - Carmelitas Descalças

Descrição

Planta rectangular irregular, composta por três corpos articulados e escalonados, correspondentes ao reaproveitamento do antigo Palácio Alvor, formando um rectângulo simples, com cobertura homogénea em telhado de dez águas, com o corpo rectangular da antiga Igreja das Albertas, de cobertura homogénea a duas águas, e o corpo novecentista do Museu, de planta rectangular simples, com três torreões nos ângulos e corpo central posterior elevado, com coberturas diferenciadas em telhados de seis, duas e quatro águas e enorme clarabóia central. Fachadas rebocadas e pintadas de amarelo, excepto a correspondente à Igreja das Albertas, pintada de bege, percorridas por alta faixa capeada a cantaria de calcário aparente, com cunhais em cantaria do mesmo material, rematadas em friso, cornija e beirada simples. Fachada principal virada a O., de disposição simétrica, evoluindo em dois pisos, separados por mezzanino, rasgado regularmente por janelas rectangulares, flanqueadas por pequenas pilastras toscanas, dividida por cinco panos, definidos, inferiormente, por pilastras toscanas e, superiormente, por faixas de cantaria, sobrepujadas por gárgulas, assentes em pequenas mísulas. O pano central é rasgado por portal de verga recta, flanqueado por duplas pilastras toscanas salientes, assentes em plintos paralelepipédicos, as exteriores com a base interrompida em volutas; sustentam entablamento liso, percorrido, superiormente, por pequeno friso denticulado, que sustenta frontão interrompido, sobre o qual surgem duas figuras de vulto, a representar a Pintura e a Escultura, que enquadram pequeno espaldar de cantaria, curvo e contendo apainelado, com pingentes na base, onde surge a inscrição "MVSEV NACIONAL DE ARTE ANTIGA". Os panos laterais são cegos, excepto os exteriores, com uma janela no piso inferior. Fachada lateral esquerda, virada a N., composta por três corpos, correspondentes ao palácio, à igreja e ao corpo mais recente. O primeiro evolui em dois pisos, divididos por friso de cantaria, e em quatro panos definidos por pilastras e faixa de cantaria, no primeiro e segundo pisos, respectivamente, rasgado regularmente por vãos rectilíneos. No embasamento, abrem-se sete janelas jacentes, servindo de respiradouros. O piso inferior é rasgado por 19 janelas rectangulares, com molduras simples de cantaria e por dois portais semelhantes, flanqueados por duplas pilastras toscanas, que sustentam um amplo friso, decorado por acantos enrolados e pelas armas dos Carvalho, sustentadas por "putti" de vulto, flanqueado por quarteirões decorados por elementos vegetalistas e por dois fragmentos de frontão, encimados por pináculos galbados, já a invadir o segundo piso; sobre estes, janelas de sacada em cantaria e guarda de ferro forjado pintado de verde, com os vãos rodeados por molduras recortada por volutas, rematados por frontão semicircular, com o tímpano ornado por concha, sobrepujado por três pináculos, dois de bola e um bojudo; no segundo piso, 19 janelas de sacada, semelhantes às anteriores, com molduras simples, em cantaria. Sucede-se o corpo correspondente à igreja, com portal de verga recta *1 e moldura dupla, encimado por friso almofadado em calcário vermelho, e frontão interrompido por tabela, contendo escudo e coroa aberta, encimado por frontão triangular, com cruz latina e pináculos piramidais no vértice. Superiormente, três janelas rectilíneas, com molduras simples. O corpo mais recente evolui em dois pisos com mezzanino, rasgado por janelas semelhantes às da fachada principal, dividido em três panos, por pilastras e faixas de cantaria, o central de menores dimensões e cegos, sendo o do lado esquerdo rasgado, no primeiro piso, por três janelas rectilíneas e o do lado direito por uma, todas com molduras de cantaria. Fachada lateral direita, virada a S., marcada pelo corpo recente, com fachada semelhante à anterior e reentrante, tendo no ângulo do corpo novo pequenas janelas rectilíneas e uma porta de verga recta, o corpo do antigo palácio, a que se liga por um passadiço, inferiormente marcado por arco de volta perfeita e superiormente por parede envidraçada. Este corpo evolui em três pisos, aproveitando o desnível do terreno, com quatro panos definidos por pilastra e faixa de cantaria. No piso inferior, surgem quatro portas de verga recta, de acesso à zona do bar, surgindo no segundo, 18 janelas de peitoril com molduras de cantaria recortadas e, no segundo pano, por duas janelas jacentes. No terceiro piso, 18 janelas de sacada, com guarda em ferro forjado pintado de verde, com o vão ostentando molduras simples, rematando em friso e cornija; no segundo pano, surgem três arcos de volta perfeita, assentes em colunas toscanas e em altos plintos almofadados, que protegem uma ampla varanda, para onde abrem três janelas em arco de volta perfeita. Fachada posterior com dois panos, o do lado direito em ressalto, ambos rasgados por uma janela de peitoril e moldura simples no piso inferior, com uma janela jacente na faixa de cantaria. INTERIOR marcado pela Portaria, rebocada e pintada de branco, com pavimento em lajes de calcário polido, tendo, no lado direito, a bilheteira e, no oposto, o bengaleiro. O acesso ao vestíbulo processa-se por amplas portas de vidro, enquadradas por quatro pilastras toscanas. O vestíbulo é amplo, pavimentado a calcário e com tecto falso, de onde evoluem as escadarias metálicas de dois lanços convergentes até um patim, que liga a duas alas de exposição laterais e uma central, de onde parte um lanço de escadas, que liga ao piso superior, onde se situam as salas de exposição de pintura portuguesa, com a zona central marcada por arcadas, sustentadas por pilares toscanos. O piso inferior acede à loja, a uma cafetaria e às salas do antigo palácio, formando dois corredores paralelos, com várias dependências intercomunicantes, através de portas de verga recta com molduras em cantaria de calcário vermelho, que se ligam por dependências perpendiculares, com pavimentos em soalho ou parquet, alguns formando elementos geométricos, e tecto rebocado e pintado, de onde se dependura estrutura falsa, onde se implanta o sistema de iluminação; três salas apresentam estuque decorativo pintado de branco, com sancas, ostentando quarteirões e tecto com apainelado contracurvo, decorado com fartos elementos fitomórficos; a ala interna interrompe-se na escadaria nobre do palácio, que parte de um amplo vestíbulo que acede à sala de exposições temporárias, às escadas que ligam ao bar e, no lado esquerdo, à biblioteca e auditório. A escadaria é antecedida por três arcadas de volta perfeita, assentes em pilares de cantaria, de onde parte um lanço central, que evolui em dois lanços divergentes, em cantaria, guarnecidos de guardas muradas em cantaria a partir de patamar intermédio, amplamente iluminadas por três janelas em arcos de volta perfeita, com balaustrada inferior. A escada acede a um portal aparatoso, em arco de volta perfeita, envolvido por moldura recortada por volutas, enrolamentos e fragmentos de cornija, rematado pelas armas dos Carvalho, constituída por uma estrela, e coroa, tudo envolvido por acantos e concheados. No piso superior, a Sala Patiño, formada por apainelados decorados com talha dourada, formando elementos fitomórficos, e por espelhos, estes encimados por cenas entalhadas, representando "putti", tendo as sobreportas pintadas com alegorias às Belas-Artes (Arquitectura, Pintura e Escultura), possuindo fogão de sala em mármore, ornado por concheados e elementos fitomórficos, com o interior em ferro. Partindo do vestíbulo, existe uma porta, no lado esquerdo, de acesso ao que subsiste do Convento das Albertas, situado a um nível inferior, correspondente ao antigo coro-baixo, onde se inscreve um lanço de escadas metálicas de acesso àquele espaço, com pavimento de madeira e tecto do mesmo material, que liga à capela por arco abatido, com o fecho saliente e assente em duas pilastras toscanas. No lado direito, dois amplos vãos, protegidos por guardas metálicas, permitindo a visualização do espaço a partir do vestíbulo. Sobre o arco do coro, a antiga grade do coro-alto, entaipado, rodeado por talha dourada e três painéis pintados a representar Santo Elias, Santa Teresa, a "Transverbação" e, no topo, uma Sagrada Família. A Capela é de planta longitudinal, composta por nave e capela-mor, a primeira com cobertura de madeira em masseira, pintadas de branco, divididas em caixotões, com molduras douradas, e pontuados por florões, também dourados, com pavimento em ladrilho cerâmico, onde se inscrevem algumas lápides sepulcrais. As paredes estão revestidas a azulejo figurativo, em monocromia, azul sobre fundo branco, formando silhares, interrompidas por faixas verticais entalhadas, surgindo, na nave, o "Aparecimento de Cristo a Santa Teresa" e "Cristo a caminho do Calvário, no momento em que encontra a Virgem", no lado do Evangelho, e no oposto a "Transverbação" e a "Última Ceia"; a zona superior está revestida a talha dourada formando apainelados de acantos e janelas falsas pintadas, no lado da Epístola, confrontantes às janelas opostas..No lado do Evangelho, o púlpito, surgindo, no lado oposto, duas Capelas, dedicadas a Santo Cristo da Fala e a Santa Teresa, totalmente envolvidas por talha dourada. A nave possui teia de madeira balaustrada, dando acesso ao presbitério, onde surgem duas capelas retabulares, dedicadas a Nossa Senhora do Carmo e a São José. Arco triunfal de talha dourada, de volta perfeita, assente em pilastras, possuindo no fecho, as armas dos Carmelitas. A capela-mor tem cobertura de madeira em masseira, com caixotões pintados com cartelas recortadas por acantos, onde se inscrevem alfaias litúrgicas e pavimento em cantaria. Sobre supedâneo de cantaria de calcário liós branco e rosa, com escadas centrais, o retábulo-mor *2, de talha dourada, de planta recta e três eixos definidos por quatro colunas torsas, assentes em consolas, que sustentam tímpano ornado por fragmentos de cornija, elementos fitomórficos e, ao centro, as armas da Ordem; ao centro, tribuna em arco de volta perfeita, contendo trono expositivo, com baldaquino, surgindo, nos eixos laterais nichos em arco de volta perfeita, sustentados por mísulas, onde se integra imaginária. A estrutura é flanqueada por talha dourada, onde se enquadram as portas de acesso à tribuna. Altar paralelepipédico em cantaria branca, vermelha e azul. Nas ilhargas, azulejos historiados a representar a "Última Ceia", no lado do Evangelho e a "Multiplicação dos Pães", no lado oposto.

Acessos

Rua das Janelas Verdes, n.º 9. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,704626, long.: -9,161813

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 516/71, DG, 1.ª série, n.º 274 de 22 novembro 1971 / ZEP, Portaria nº 512/98, DR n.º 183 de 10 agosto 1998 *1

Enquadramento

Urbano, isolado, implantado em zona de forte declive, em plataforma artificial. Fachada S. com implantação sobranceira à Avenida 24 de Julho, pela qual se tem acesso ao Museu através de ampla escadaria de vários lanços, desembocando no Jardim 9 de Abril, situado em frente da fachada principal. Fachada N. virada para o Largo do Doutor José de Figueiredo onde se encontra o Chafariz das Janelas Verdes (v. PT03110626356). O acesso ao edifício processa-se por ampla escadaria central, com início num pequeno largo, adossado ao Jardim 9 de Abril, que serve, actualmente, de estacionamento, e por duas rampas laterais, surgindo, no patamar, duas urnas com a tampa ornada por folhagens.

Descrição Complementar

Na escada nobre do Museu, a inscrição "MUSEU NACIONAL DE BELLAS ARTES E ARCHEOLOGIA, INAUGURADO PRO SUA MAGESTADE EL-REI D. LUÍS I, EM 12 DE JUNHO DE 1884, SENDO MINISTRO DO REINO O CONSELHEIRO DE ESTADO AUGUSTO CÉSAR BARJONA DE FREITAS E INSPECTOR DA ACADEMIA REAL DE BELLAS ARTES O CONDE ALMEDINA". A Capela de Santo Cristo da Fala é profunda, com as ilhargas revestidas a azulejo de brutesco, que rodeiam duas janelas que ligavam à zona conventual e uma pequena cartela com símbolos do martírio de Cristo; tem cobertura em falsa abóbada de arestas, interrompida por um lanternim, rebocada e pintada com os panos de verde, onde se integram cartelas de estuque com símbolos do martírio de Cristo, como o Sudário de Verónica, a bandeira com as iniciais "S.P.Q.R.". Encontra-se protegida por teia de madeira plena, dividida por estípides e ornada por apainelados almofadados com elementos fitomórficos. No interior, retábulo de talha dourada, de planta recta e um eixo, definido por duas pilastras dóricas, com terço inferior estriado de forma distinta, que se prolongam numa arquivolta, que forma o nicho em arco de volta perfeita, onde se integra o orago; altar paralelepipédico, revestido a azulejo policromo, imitando adamascados. Tem uma inscrição no lado do Evangelho, em lápide rectangular, com moldura em cantaria de calcário vermelhão, com inscrição incisa e avivada a negro: "ESTA CAPELLA HE DO PADRE DIOGVO FERNANDEZ CAPELLAO CANTOR DEL REI NOSSO SENHOR A QVAL ELLE MANDOV FAZER A SVA CVSTA TEM MISSA QVOTIDIANA POR SVA ALMA E DE SEVS DEFVNTOS DEIXOV PARA ESTA OBRIGAÇAO SESENTA MIL REIS DE RENDA EM IVRO E CASAS NESTA CIDADE E AS RELIGIOSAS DESTA SANTA CASA POR ADMINISTRADORAS 1597 FALESEO 22 DE IVLHO ANNO 16??", delido por estar escondido pela moldura. A Capela contígua, igualmente profunda, é, como a anterior revestida a azulejo, tendo um silhar com azulejo historiado, em monocromia, azul sobre fundo branco, possuindo alegorias religiosas, surgindo, na zona superior, as duas janelas regrais, uma delas entaipada e forrada com azulejo monocromo branco, rodeadas por azulejo de tapete policromo, formando uma padronagem de maçaroca, de 2x2; entre ambos, uma faixa de talha, decorada com acantos dispostos simetricamente. Possui cobertura semelhante, ostentando nos panos da abóbada uma açucena, livros e um tinteiro, corações inflamados e uma estrela, símbolos de Santa Teresa. Retábulo de talha dourada, de planta recta e um eixo definido por duas pilastras e duas colunas grupadas, todas ornadas por acantos, estas com o terço inferior marcado, assentes em plintos paralelepipédicos, decorados com acantos; ao centro, apainelados de acantos, divididos por quarteirões, que suportam um pequeno nicho em arco de volta perfeita, com dupla moldura, flanqueado por quarteirões e aletas e encimado por frontão interrompido por pináculo; a estrutura é ladeada por faixas de talha, ornadas por acantos, rematando em friso e cornija, que sustentam um tímpano de talha, onde se inscreve uma tabela rectangular horizontal, com o mesmo tipo de modinatura e remate do nicho, contendo uma pintura figurativa, a representar Santa Teresa com a Virgem; sobre este, uma moldura rectilínea, com decoração vazada e seguintes ornados por motivos vegetalistas. Altar paralelepipédico, de madeiras embutidas, que centram a pedra de armas do instituidor. O presbitério encontra-se separado por teia de madeira torneada. Confrontantes, dois retábulos laterais, semelhantes, de talha dourada, de planta recta e três eixos definidos por duas pilatras e por quatro colunas torsas, sustentadas por consolas; cada um dos eixos possui apainelados com mísulas a sustentar imaginária, o central mais alto, sendo os laterais concheados. O banco e sotobanco possuem uma profusão de talha dourada, com motivos fitomórficos, sendo rematado por frontão semicircular, também profusamente decorado e possuindo cartela central. Altares paralelepipédicos. No pavimento da capela-mor, surgem várias sepulturas, algumas armoriadas, surgindo, junto à Capela de Santa Teresa, uma com a seguinte inscrição: "ESTA SEPVLTVRA E CAPELA COLATERAL HE DE VICENTE SOARES DE PELETA CAVALEIRO DO HABITO DE CHRISTO NATVRAL DA CIDADE DE DAROUCA DO REINO DE ARAGÃO E DE DONA JOANA MALDONADO MINALA SVA MOLHER E DE SEVS HERDEIROS DEIXARÃO A ESTE CONVENTO SETENTA MIL REIS DE ESMLA EM CDA HVM ANNO, PARA DESPOIS DE SVA MORTE COM OBRIGAÇÃO DE HVA MISSA QVOTIDIANA POR SVAS ALMAS FALECEO ELE A 7 DE DEZEMBRO DE 1611 E ELA A 21 DE JANEIRO DE 1628." Junto a esta, uma sepultura com a inscrição: "SEPVLTVRA PERPETVA DE LVIS ANTONIO E DE SVA MOLHER MARIA VIEIRA IA DEFVNTA E DE SEVS HERDEIROS ANNO DE 1668". No enfiamento desta, uma sepultura com a inscrição: "SEPVLTVRA PERPETVA DE PERO ALVES CARPINTEIRO E ... NAOS DA INDIA E DE SVA MOLHER MARIANA DA CRUZ A QVAL FALECEO A 20 DE IVLHO DE 1625 ANNOS E DE SEVS ERDEIROS E DECENDENTES". Junto, outra sepultura com a inscrição "SEPVLTVRA DE ... CAMARA E DO TENENTE DOMINGOS DA GAMA PEREYRA CAVALEIRO PROFESSO DO HABITO DE SÃO BENTO E DE SVA MOLHER DONA MARIANA DA FONSECA ERA DE 1633". Surge, ainda, uma capela armoriada com a inscrição: ESTA CAPELLA MOR HE DE MANOEL DA SILVA DE SOVZA GOVERNADOR QVE FOI DO PORTO, E DE SVA MOLHER DONA IZABEL BOTELHA E NELLA ESTÃO SEPVLTADOS SEVS OSSOS POR SEREM PADROEIROS DESTE CONVENTO AO QVAL INSTITVIRÃO POR SEV UNIVERSAL HERDEIRO A MISSA CONVENTUAL COTIDIANA SE DIZ POR SVAS ALMAS E SE LHE FAZ HV ... OVE LICÕES NO OITAVARIO DO SANTO PARA SEMPRE".

Utilização Inicial

Religiosa: mosteiro feminino

Utilização Actual

Cultural e recreativa: museu

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

DGPC, Decreto-Lei n.º 114/2012, DR, 1.ª série, n.º 102 de 25 maio 2012

Época Construção

Séc. 17 / 18 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTOS: Arnaldo Redondo Adães Bermudes (1911-1918); Guilherme Rebelo de Andrade (1891-1969) e Carlos Rebelo de Andrade (1887-1971); João Antunes (1711); João de Almeida (1981); José Luís Monteiro (1911). EMPREITEIROS: Anselmo Costa (1956, 1969, 1971-1980); António da Costa Saraiva (1961); António Ferreira de Almeida (1970); Garcia J. Dias (1970); Indústrias Técnicas Nunes Correia (1969); Lourenço Simões & Reis, Lda. (1980-1981); Virgílio dos Santos (1956 -1971). ESCULTOR: Diogo de Macedo (1939). ESTUCADOR: Giovanni Grossi (atr., 1762). MONTAGEM DE ESTORES: Estores Duralex, Lda (1971); PINTORES: Bento Coelho da Silveira (séc. 18); Vieira Lusitano (atr., séc. 18); Vincenzo Baccherelli (séc. 18). PINTORES DE AZULEJO: Oficina de Talavera (atr., 1597). PROJECTISTA: Francisco Caldeira Cabral, Filho (séc. 20).

Cronologia

CONVENTO*3 - 1584 - fundação do Mosteiro de Santo Alberto, segndo algumas fontes pelo Cardeal Alberto, segundo outras, a pedido da Câmara e nobreza de Lisboa, onde se distinguiam Duarte Castel-Branco, Luís de Alencastre e João Lobo; 16 outubro - correspondendo aos pedidos, o Cardeal Alberto manda que o Padre Mariano, prior de São Filipe-o-Rela se encarregue da vinda de monjas carmelitas, partindo aquele para Sevilha; 10 dezembro - parte de Sevilha um grupo de carmelitas descalças, entre as quais a Madre Maria de São José, companheira e discípula de Santa Teresa; 24 dezembro - o grupo chega a Lisboa, instalando-se na igreja de São Filipe; inicio das obras, que estariam concluídas, maioritariamente no ano seguinte; são padroeiros da capela-mor Manuel da Silva de Sousa, governador do Porto, e a mulher Isabel Botelha; 1585 - vinda da relíquia de Santa Teresa, trazida por Jerónimo Graciano da Madre de Deus e provável construção da respectiva capela, no lado da Epístola; 19 janeiro - as monjas entraram na igreja; 1597 - fundação da Capela de Santo Cristo pelo Padre Diogo Fernandes, capelão cantor do Rei, deixando a sua administração às freiras; encomenda do retábulo e do frontal de azulejo, à oficina de Talavera (?); 1600, 22 julho - morte do fundador da Capela, Padre Diogo Fernandes; 1608, 9 agosto - referência à Confraria de São José, a qual tinha uma capela de cantaria, abobadada, com as imagens da Sagrada Família; os confrades tinham sepultura no interior da igreja; 1608 - referência à construção da Capela do Compromisso, que ou foi apeada ou não se concretizou; 1611, 7 dezembro - sepultado na capela-mor Vicente Soares de Peleta, que fundou a Capela de Santa Teresa; 1628, 21 janeiro - sepultura no local de Joana Maldonado Minala; 1608, 9 agosto - escritura entre as monjas e a confraria de São José, que se instalou na igreja, onde se refere que seria de cantaria, abobadada e com as imagens da Sagrada Família; 1625, 20 julho - instituição da sepultura de Pêro Álvares e da mulher Mariana da Cruz; 1633 - sepultura do Tenente Domingos da Gama Pereira e da mulher D. Mariana da Fonseca; 1668 - instituição da sepultura de Luís António e de Maria Vieira; 1690, cerca - revestimento azulejar da sacristia com azulejos de figura avulsa; séc. 18 - execução do retábulo-mor, cujo baldaquino do trono reproduz uma gravura de Filippo Passarini, "Nuove Inventoni", publicado em Roma em 1698; pintura dos azulejos da capela-mor; pintura do painel do retábulo-mor, atribuído a Vieira Lusitano; o pintor Bento Coelho da Silveira executa várias obras para a igreja do convento; 1703 - Carvalho da Costa refere que é uma igreja de um só nave, com capela-mor, dois altares colaterais e duas capelas no lado da Epístola, dedicadas a Santo Cristo e a Santa Teresa, com um relicário da Santa, contendo uma mão da mesma; 1711 - provável intervenção de João Antunes no edifício; 1755, 1 novembro - o terramoto deixa o edifício muito arruinado, tendo as freiras que se refugiarem na Quinta do Provedor dos Armazéns, em São Sebastião da Pedreira, passando, depois, para o Palácio da Conde da Ribeira, voltando ao convento, para se refugiarem em barracas na cerca, enquanto decorriam obras de reconstrução; 1758, 27 abril - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco de Santos-o-Velho, Gonçalo Nobre da Silveira, é referido o Convento; 1833 - Luís Gonzaga Pereira descreve o interior como tendo várias telas de Bento Coelho da Silveira, destacando-se uma Santa Filomena, com grande número de devotos; a igreja tem, na capela-mor, a imagem de Nossa Senhora do Carmo e, no lado da Epístola, a Capela de Santa Teresa e do Santo Cristo; a sacristia encontra-se situada sob a capela-mor, num esquema invulgar, com acesso por escadas em cada um dos lados; 1834 - com a extinção das ordens religiosas, começam os pedidos para ocupação do espaço; 1874, 2 julho - entrada no convento da Irmã corista Maria Teresa dos Anjos; esta, em data desconhecida, descreve parte do convento *1; 1888, 8 agosto - ordena-se que o convento fosse entregue ao Ministério do Reino, para alargamento do Museu de Belas Artes e Arqueologia; séc. 19, década de 90 - o reitor dos Inglesinhos, Patríci Russel solicita e obtém um retábulo de talha, proveniente do convento; 1890, 8 abril - morte da última prioresa, Madre Maria Madalena do Carmo, saindo algum tempo depois as noviças que ainda existiam no convento; a irmã Maria Teresa dos Anjos refere que saiu para os Olivais e que algumas pessoas levaram o que melhor havia na sacristia, como paramentos, três frontões, sacrário e tocheiros, transportado para a Igreja de São José, de Lisboa; a relíquia de Santa Teresa foi transportada com as freiras; 24 abril - com a criação do Ministério da Instrução Pública, pede-se que o convento lhe seja cedido, para o fim previsto anteriormente; 21 maio - a Câmara Municipal de Lisboa solicita a cerca para a construção de um espaço público; 1891 - descrição da igreja, como tendo um coro tosco, com guardas de madeira simples; a cerca tinha três frentes, uma para a Rua de São Francisco de Paula, actual Rua das Janelas Verdes, para a Travessa da Rocha e para a Rocha do Conde de Óbidos, tendo cerca de 5000 m2; 21 janeiro - o Cardeal Neto solicita todas as alfaias da igreja; 23 janeiro - pedido do Ministério do Reino do edifício; 1910 - após várias solicitações do harmónio que havia pertencido a D. Mariana Carlota de Santo Agostinho, foi entregue à primitiva proprietária. PALÁCIO: 1698 - início da construção de um palácio por iniciativa do 1º Conde de Alvor, D. Francisco de Távora, em terreno anexo ao convento de Santo Alberto de Carmelitas Descalças; séc. 18 - pintura de um teto perspetivado no Palácio por Vincenzo Baccherelli (1672-1745), muito alterado; 1710 - por morte de D. Francisco de Távora, o palácio foi vendido, tendo sido adquirido por D. Rodrigo de Sousa Coutinho por 20.000 cruzados; 1744 - aquisição do palácio por Matias Aires Ramos da Silva de Eça, provedor da Casa da Moeda, que gasta 50.000 cruzados em beneficiações da sua propriedade; 1755 - morte de Matias de Eça; 1759 - o edifício foi vendido em hasta pública, licitado por Paulo de Carvalho e Mendonça, irmão do Marquês de Pombal, por 12:000$000, tendo, contudo, sido pago pelo cônsul holandês Daniel Gildemeester, que aí passou a residir sem pagar renda, sendo o valor anual descontado na dívida que o proprietário havia constituído; 1762 - já após a morte de Paulo de Carvalho e Mendonça, o cônsul continuou a residir no Palácio, pois ainda lhe era devida a quantia de 8:415$768; o proprietário, o Marquês de Pombal incita o cônsul a realizar obras no edifício, o que ele viria a concretizar, pintando os tetos e realizando alguns trabalhos de estuque, atribuíveis a Giovanni Grossi; 1763 - por morte de Matias Aires, o palácio vai à praça e é adquirido pelo presidente do Senado da Câmara de Lisboa, Paulo de Carvalho de Mendonça, irmão do Marquês de Pombal (que virá a receber o edifício por herança); 1793 - o palácio é habitado pelo 2º marquês de Pombal, D. Henrique José de Carvalho e Melo; 1850 - o palácio funciona como residência da imperatriz do Brasil D. Amélia Augusta de Leuchtenberg (então viúva de D. Pedro IV de Portugal e I do Brasil), até à data do seu falecimento (1873), subsistindo como proprietários os marqueses de Pombal; 1882 - o palácio acolhe a exposição de Arte Ornamental Portuguesa e Espanhola. MUSEU: 1834 - com a extinção das Ordens Religiosas, acumularam-se no Convento de São Francisco da Cidade várias pinturas e peças de arte, deles provenientes, desejando-se, com elas, elaborar exposições; 1835 - Passos Manuel cria a Academia de Belas-Artes de Lisboa, que fica encarrega desta tarefa e de inventariar o espólio recolhido no Convento; 1838 - início da seleção das peças a expor; 1859 - ampliação do espólio com a integração das peças pertencentes à rainha D. Carlota Joaquina; 1865-1867 - aquisição de peças com um donativo de 65:000$000 doados por D. Fernando II; 1868 - o Marquês de Sousa Holstein pensa construir um Museu, mas o depósito do Convento de São Francisco não se prestava para o efeito, por estar algo arruinado, pensando-se nos Jerónimos, na Estrela, num dos Palácios da Junqueira, entre o qual o Burnay, no Palácio Ribeira Grande ou no Palácio Abrantes; 1879, maio - Delfim Guedes, vice-inspetor da Academia de Belas-Artes alugou o Palácio Alvor, por 30 anos, para aí poder expor as peças selecionadas; 1882 - realiza-se, no local, uma exposição de arte ornamental; muitas vozes se levantam contra o local, por ser pequeno e estar próximo do Rio Tejo, desejando-se construir um edifício de raiz, defendendo-se como o local mais apropriado uma zona junto a Santa Marta; 1883 - o Estado adquire o edifício a fim de aí instalar o Museu Real de Belas-Artes e Arqueologia; execução do primeiro catálogo de pintura; 1884, 12 dezembro - inauguração do Museu Real de Belas-Artes e Arqueologia, concebida pelo Conde de Almedina, Simões de Almeida, José Luís Monteiro, Sousa Viterbo e António Tomás da Fonseca, que seria o seu primeiro director; primeiras obras de adaptação a Museu, com introdução de luz zenital, sendo fechadas por reposteiros as janelas da fachada principal; cresceu com os legados Valmor e Carvalhido e com várias aquisições por parte do Estado; 1891 - o Museu anexa o Convento das Albertas; 1897, 10 abril - primeiro testamento do Visconde de Valmor, deixando um legado para aquisição de obras; 1898, 3 setembro - novo testamento, estipulando a quantia de 70:000$000 réis para o efeito; 1905 - saída de várias peças de vestuário para o novo Museu dos Coches; 1910 - com José de Figueiredo, o Museu ganha novos conceitos de exposição, com os quadros colocados de forma mais espaçada, permitindo uma melhor observação por parte do visitante, criando-se fundos neutros nas salas; 1911, 26 maio - o Museu de Belas Artes e Arqueologia divide-se em Museu Nacional de Arte Antiga e Museu Nacional de Arte Contemporânea, ficando o primeiro no primitivo espaço e transitando para o Antigo Convento de São Francisco, as obras posteriores a 1850; aquisição de 39 obras ao poeta Abílio Guerra Junqueiro; início das obras de remodelação das salas, com colocação de parquet, lambris, feitura de novos tetos, clarabóia e telhado, no segundo piso, da autoria de Adães Bermudes; colocação da baixela Germain no piso inferior, segundo estudo de José Luís Monteiro; 1912 - abertura de duas salas de exposição; 1913-1916 - param as obras, por falta de dotação; 1914 - José de Figueiredo viaja pela França, Bélgica, Holanda e Inglaterra, verificando os novos conceitos museulógicos; 1915, 8 junho - projeto de Arnaldo Redondo Adães Bermudes, para a elaboração de um anexo, com 4.000 m2, que importaria em 170.000$00; dezembro - José de Figueiredo assumia que se ocupasse o espaço do antigo convento, não para demolir a igreja, mas visando a sua dignificação com peças de melhor valor; 1917 - José de Figueiredo consegue que o governo lhe entregue o antigo convento para ampliação do Museu; 1918, abril - projetos de ampliação, segundo estudos de Adães Bermudes, que previa a existência de grandes caves, uma amplo salão central, inspirado na sala de escultura do Palais des Beaux-Arts, de Bruxelas, dois pisos de salas, iluminadas com luz natural e a demolição da igreja, obra orçada em 170.000$00; começam as obras na zona inferior, abrindo-se os alicerces, mas o projeto não se concretizaria; discussão sobre a permanência no local ou se se efetuaria a construção de um edifício de raiz; José de Figueiredo faz uma visita por vários museus da Europa; 1920 - na sequência destas visitas, é solicitado um novo projeto a José Luís Monteiro, que mantém a igreja, a respetiva porta, mas altera a disposição das janelas, não sendo também concretizado; 1924 - José de Figueiredo propõe a aquisição do prédio anexo, para ampliação do Museu para nascente, com a construção de uma biblioteca e sala de conferências; 1930 - Oliveira Salazar faculta o dinheiro para as obras e foi escolhido para arquiteto Guilherme Rebelo de Andrade, com duas condicionantes, aproveitar o que estava construído por Adães Bermudes e manter a Capela das Albertas *4; criação de um serviço de recuperação das peças do Museu; 1933 - elaboração do projeto; 1935 - Duarte Pacheco pede um projeto de ampliação do edifício, construção do Instituto José de Figueiredo e da escadaria que liga a Avenida Vinte e Quatro de Julho ao Jardim Nove de Abril; aprovação do projeto de ampliação do Museu; abril - o projeto global é aprovado; 1937, setembro - início da construção; 17 dezembro - falecimento de José de Figueiredo; 1938 - João Couto assume a direcção do Museu, continuando a processar-se as obras; ao deslocar-se o retábulo de talha de Santo Cristo da Fala, descobe-se o primitivo retábulo, de pedra e cal, com frontal de azulejo; 1939 - execução das esculturas do portal por Diogo de Macedo; julho - João do Couto entrega a Duarte Pacheco uma alteração aos planos iniciais, apontando as necessidades de projeto de construção de uma biblioteca, sala de conferências, sala de exposições temporárias e zona de apoio, já prevista no projeto de 1933; dezembro - termina a obra do novo anexo do Museu; 1940 - inauguração do anexo construído no antigo convento das Albertas, com a exposição dos Primitivos Portugueses, no âmbito das Comemorações dos Centenários; início da remodelação das instalações da zona pré-existente, que são ampliadas para O. e passam a integrar a igreja do antigo convento de Santo Alberto; 1942 - pela primeira vez a igreja é integrada no percurso museulógico; 1942 - 1945 - nova remodelação do espaço do palácio, com criação de mais seis salas de exposição, no piso inferior, a biblioteca e sala de conferências; supressão de compartimentos, corredores e escadas interiores, permitindo o aumento da área de algumas salas; eliminação da sobreloja; desmontagem do telhado em madeira e clarabóias por uma armação de ferro com esteira envidraçada; simplificação dos tetos, com remoção de estuque e construção de uma única escada a ligar todos os pisos; 1945, 24 março - abertura da totalidade do Museu ao público, com abertura da Colecção de Ourivesaria e do Legado Luís Fernandes; 1948, setembro - instalação da coleção de pintura estrangeiras nas salas do piso nobre do antigo palácio, organizadas por escolas; 1949, março - instalação da pintura portuguesa no piso nobre da nova construção; 1950-1952 - doação de peças de escultura por Calouste Gulbenkian; 1953 - inauguração de duas salas Calouste Gulbenkian; doação ao Museu de grande parte do espólio recolhido por Ernesto de Vilhena; 1965 - o Instituto José de Figueiredo torna-se independente do Museu Nacional de Arte Antiga; 1968 - doação de uma Sala por Antenor Patiño ao Estado Português, proveniente do seu Palácio de Paris, proveniente do Palácio dos Príncipes de Paar, em Viena da Áustria; 1969 - estudo para decidir onde colocar a Sala Patiño; séc. 20, década de 70 - alterações no primeiro andar do edifício; 1975 - as obras encontram-se concluídas; 1976 - encerramento para obras de remodelação do edifício e anexo; 1980, 20 março - Despacho do Secretário de Estado da Cultura que aprova o estabelecimento da Zona Especial de Proteção; 1981 - projeto do arquiteto João de Almeida, integrando o Museu na XVII Exposição do Conselho da Europa; 1982 - parecer do IPPC sobre o projeto de alteração do imóvel para a XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura; 1982-1990 - obras de adaptação do anexo, com vista a instalar no local exposições permanentes; séc. 20, década de 90 - remodelação do jardim por Francisco Caldeira Cabral, Filho; 1991, 09 agosto - o museu é afeto ao Instituto Português de Museus, Decreto-Lei n.º 278/91, DR, 1.ª série-A; 2007, 29 março - o imóvel é afeto ao Instituto dos Museus e Conservação, I.P. pelo Decreto-Lei n.º 97/2007, DR, 1.ª série, n.º 63.

Dados Técnicos

Estrutura autoportante.

Materiais

Estrutura em alvenaria mista de cantaria de calcário e tijolo, com vigas de betão, com as paredes rebocadas e pintadas; embasamento, pavimentos, colunas, frontões, cornijas, frisos, pilastras, cunhais, escadaria, arcada, escultura em cantaria de calcário liós; pavimentos em madeira; paredes em "boiserie"; tectos em estuque pintado; grades das janelas e guardas das escadas em ferro forjado e fundido; candeeiros de bronze; janelas com vidro simples; azulejos seiscentistas e setecentistas, de técnica tradicional; cobertura com telha.

Bibliografia

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Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DSARH, DGEMN/DRMLisboa, DGEMN/DREL/DRC; MNAA; AHMOP: Desenho 151 C

Documentação Fotográfica

IHRU: SIPA, DGEMN/DSID, DGEMN/DRMLisboa; MNAA; MC: Espólio Duarte Pacheco

Documentação Administrativa

DGEMN: DSID-001/011-1464 a 1472, DGEMN/DSARH-010/000-0139, DGEMN/DSMN-0311/05/1 a 6, 001-0313/10, 0341/17, 0347/13, 0351/02 e 05, 0530/05 e 0600/01; MNAA; BNP: Secção de Reservados, Fundo Geral, 7.587-8.215 (Caixa 2-A, I-24 e Caixa 17, X-2-33)

Intervenção Realizada

1910 - pintura das salas com cores neutras, para não prejudicar a observação das obras de arte expostas; séc. 20, décadas de 10 / 20 - remodelação dos pavimentos, com colocação de parquet, de lambris de madeira, renovação de rebocos e pinturas das paredes, restauro da clarabóia e telhados; remodelação da Sala de Ourivesaria, no andar térreo; DGEMN: 1937 - transferência de um altar de talha para a Igreja Matriz do Torrão (v. PT041501040002) em Alcácer do Sal; 1940 - colocação de azulejos provenientes de outros locais nos frontais dos altares das capelas; 1953 - realização de obras de certo vulto; 1954 - realização de diversas obras pela Direcção dos Serviços de Construção e Conservação; 1956 - obras para obstar a infiltrações; 1960 - conservação do sistema de lanternins, obra levada a cabo por Anselmo Costa; reparação do pavimento de uma sala onde se detectou a existência de formiga branca, com colocação de tacos e rodapé de pinho, obra adjudicada a Virgílio dos Santos; estimativa para colocação de alarme contra incêndios; 1961 - colocação de iluminação na escada principal, junto à zona da telefonista; obra executada por Anselmo Costa; limpeza dos vidros das clarabóias, limpeza dos lanternins das salas de pintura, pintura das salas de exposição e arranjo do sistema eléctrico, obra adjudicada a António da Costa Saraiva; desinfestação de mobiliário; conservação de várias salas no 3.º piso para a exposição de peças da Gulbenkian, provenientes da Exposição de Paris; aumento da potência de fornecimento de electricidade, com alteração do contador e ramal; 1962 - ataque à infestação de formiga branca; instalação de células fotoeléctricas nas salas de exposição de pintura e ourivesaria; protecção das clarabóias com rede, para evitar a limpeza contínua dos dejectos de pombos; melhoramento da arrecadação; trabalhos no edifício de restauro da Junta Nacional de Educação, com abertura de um vão que ligaria duas salas onde se procedia ao mesmo género de trabalho, sendo necessário consolidar a viga, que se encontrava fissurada; no piso superior, pavimento impermeabilizado com clarabóias, aproveitando o sótão para criar uma oficina de restauro de escultura, obra entregue a Virgílio dos Santos; 1963 - conservação da cobertura e reparação das cumeeiras; 1964 - reparação da instalação eléctrica; construção de um barracão provisório no anexo para arrecadação; 1965 - iluminação das galerias; 1966 - na sequência de um incêndio no armazém do Museu, em 1965, nova instalação da casa das caldeiras no exterior e construção de um sistema de ventilação das mesmas; 1967- ataque à infestação de formiga branca; 1968 - 1ª fase das obras de remodelação: conservação do alçado S. e da cobertura; 1969 - instalação eléctrica do sótão; instalação de queima de gasóleo, na sala das caldeiras, substituindo o tipo de alimentação do aquecimento, feito pelas Indústrias Técnicas Nunes Correia; alargamento de uma sala para instalação da Sala Patiño, para o que se demoliu uma parede de tabique e de alvenaria; entaipamentos dos vãos existentes e abertura dos novos; ligação dos dois corpos do edifício por uma passagem coberta, obra de Anselmo Costa; ataque à infestação de formiga branca; 1970 - obras de conservação nos telhados e paredes da capela, por Garcia J. Dias; arranjo das coberturas e algerozes do corpo Poente por António Ferreira de Almeida; 1970 / 1971 - arranjo das instalações sanitárias do piso inferior, com remoção de azulejos, rebaixamento do pavimento, para assentamento de canos e loiças; arranjo de parte do pavimento do sótão, obra adjudicada a Virgílio dos Santos; 1971 - montagem de estores, pelos Estores Duralex, Lda.; protecção das clarabóias que iluminam as salas de exposição; caixilharia de madeira da galeria S. substituída por caixilharia de alumínio; colocação de um guarda-vento, obras adjudicadas a Anselmo Costa; 1971 / 1972 - arranjo da instalação do ar condicionado; conclusão da protecção das clarabóias; instalação eléctrica e arranjo das caixilharias e pinturas do tecto da sala anexa à Patiño; substituição do portão; 1972 - arranjo do jardim e do portão de acesso ao mesmo; 1973 - remoção de tecido de parede do 1.º andar do anexo, picagem de reboco e solução das infiltrações e limpeza das arcadas de cantaria do átrio; arranque dos lambris de madeira e pintura do segundo piso do palácio; arranjo dos estuques decorativos; beneficiação dos telhados, nomeadamente com a fixação das telhas de vidro; isolamento da capela das Albertas com lã de vidro; colocação de portas novas, obras adjudicadas a Anselmo Costa; 1973 / 1974 - melhoramento da Casa das Caldeiras e do aquecimento central; 1974 - instalação eléctrica; montagem de um monta-cargas; alteração dos canos do aquecimento central; aquisição de bancos e vitrines; 1975 - instalação eléctrica e de um sistema de detecção de incêndio; arranjo de telhados na zona poente; 1976 - instalação eléctrica em vitrinas de exposição; construção de grades em ferro para proteger o edifício e a zona dos administrativos na ala S., obra adjudicada a Anselmo Costa; 1977 - iluminação do hall; instalação eléctria do antigo refeitório, transformada em oficina de carpintaria, nos sanitários e no segundo piso, nas salas de exposição; benefícios das coberturas e caixilharias; 1978 - arranjo da instalação eléctrica; recalçamento de paredes; consulta dos Batalhão de Sapadores de Bombeiros sobre o sistema de incêndio a colocar; reparação de pavimentos, revestimento e pintura na casa anexa à casa da máquina do elevador e instalação de ventiladores, devido à acumulação de gases tóxicos; 1979 - instalação de aquecimento central e alteração do sistema de detecção de incêndio; 1980 - arranjo das canalizações exteriores e coberturas; modificação do quadro geral e alteração da instalação eléctrica, por Anselmo Costa; 1980 / 1981 - beneficiação da instalação do ar condicionado; construção de um piso intermédio na ala S. do anexo, com acesso pela escada principal e pelo elevador, por Lourenço Simões & Reis, Lda.; canalização de resíduos para o bar e feitura das escadas para o mesmo; colocação de cantaria em locais onde se encontravam fragmentadas; 1981 - beneficiação do ascensor; 1982 - limpeza dos algerozes; substituição de telhas, beneficiação do acesso dos Bombeiros à cobertura; sistema de ventilação na Sala de Consolidação de Madeiras; execução de duas condutas de ventilação subterrâneas, sob o jardim; construção de paredes de betão armado e colocação de uma porta blindada na sala onde se arrumam produtos inflamáveis; 1982 / 1983 - colocação de duas câmaras de vácuo para expurgo; obras profundas de remodelação interior (como adaptação a um dos núcleos da XVIIª Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura); colocação de sistema de alarme contra intrusão; pintura de caixilharias, cimalhas e portas; reparação da iluminação exterior; 1984 - remodelação das zonas junto à Capela; 1985 - construção do anexo, com pavimentos de madeira, divisórias de alumínio e armações de ferro; iluminação do espaço; beneficiação do alarme contra incêndios; 1986 - remodelação da central de aquecimento; beneficiação da casa das caldeiras; instalação de sistema para elevação e armazenamento de tapeçarias; instalação de uma porta de segurança; 1987 - consolidação e restauro da abóbada da primeira sala, com tecto pintado; 1987 / 1988 / 1989 / 1990- remodelação dos tectos das salas do primeiro andar; instalação de ventilação na cave; custeado pelo IPPC; 1992 / 1994 - obras de remodelação do piso superior e coberturas, bem como da zona de exposições temporárias do piso térreo, com apoio financeiro do IPPC; IJF: 1994 / 1995 / 1996 / 1997 / 1998 - restauro das pinturas do tecto da sala dos Alabastros.

Observações

*1 - Zona Especial de Proteção Conjunta do Museu Nacional de Arte Antiga e edifícios classificados na zona envolvente. *1 - fachada das Albertas com o portal, igual ao actual, flanqueado por uma pequena porta, que daria para o anexo ao coro-baixo, flanqueado por duas janelas quadrangulares, desencontradas; existia uma janela rectilínea, no lado direito do portal. *2 - no retábulo-mor, existia uma tela a representar "Santa Teresa a receber um colar da Virgem, assistido por São José e corte de anjos". *3 - no dormitório principal, virado a S., e dando para uma horta, estavam 12 celas, tendo, ao centro, a Capela dos Anjos, toda de talha dourada e colunas torsas, com o tecto e paredes com anjos pintados, tendo as imagens de Nossa Senhora, que alguém deixara na roda e um São Miguel; existiam, ainda dois dormitórios mais pequenos; no topo da escada regral, existia um grande oratório, protegido por vidraça, com um grande relicário de talha dourada; o coro-alto tinha, a ladear a grade, dois retábulos, em talha dourada e colunas torsas, tendo do lado a Virgem e do outro Deus Pai, surgindo, ao centro, certamente sobre as grades, um Crucificado; no lado do convento, tinha três telas, a representar os "Esponsórios da Virgem", "Ressurreição" e "Apresentação de Maria", surgindo, no lado oposto, devido às janelas, apenas um, a representar "São Gregório"; conforme planta de data desconhecida, o edifício tinha duas capelas adossadas, no corpo da igreja, e duas no corpo do coro-baixo, que se articulava com o claustro, composto por cinco tramos por quadra e, conforme desenho da Academia de Belas-Artes, parte da cerca, ou horta, adossada ao lado S. do convento, encontrava-se sustentada por enorme muro, com um robusto contraforte no ângulo, surgindo oficinas e a restante cerca para O.; *4 - segundo Memória do mesmo, a passagem entre os dois edifícios seria efectuada pela sacristia e em passagem coberta no piso do andar nobre; criação de um tramo de galeria, no topo N., para permitir a circulação do público e ampliar a sala de escultura, criando uma galeria de arcadas a toda a volta da actual entrada; o forro de paredes seria feito a tecido e, no pavimento, aplicação de soalho de pinho à inglesa.

Autor e Data

Paula Noé 1990 / Teresa Vale e Carlos Gomes 1995 / Paula Figueiredo 2008

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