Hotel Avenida Palace

IPA.00003125
Portugal, Lisboa, Lisboa, Santa Maria Maior
 
Arquitectura turística e arquitectura comercial, ecléctica. Hotel oitocentista, com uma zona de lojas com acesso pelo exterior através de vãos rectilíneos, de planta rectangular simples, desenvolvido em torno de pátio interno, e adossado à Estação do Rossio, com a qual comunicava interiormente. Evolui em cinco andares, com telhado amansardado, divididos por cornijas, com as fachadas flanqueadas por duas ordens de pilastras de fustes lisos e capitéis coríntios. Os vãos rasgam-se de forma ordenada e simétrica nas várias fachadas, possuindo um módulo repetido em cada um dos andares, excepto na zona frontal da fachada posterior, a mais elaborada, porque virada ao Passeio Púbico. O piso inferior possui vãos de verga recta, encimados por arcos de volta perfeita, correspondendo à sobreloja, surgindo, no segundo, vãos de sacada, assentes em mísulas e com guardas vazadas metálicas, sobrepujadas por cornijas, assentes em mísulas, remate que se repete no andar superior, rasgado por janelas de varandim com guarda plena de cantaria; no piso superior, janelas de peitoril, com molduras recortadas e comuns. Estes módulos interrompem-se na fachada posterior, com a zona central saliente e marcada por vários tipos de vãos, onde se destaca uma falsa serliana, encimada por frontão sem retorno, encimado por relógio circular e por elementos alusivos aos donos da companhia construtora do edifício. O interior tem acesso por pequeno vestíbulo, que liga à recepção, de onde parte escadaria de vários lanços e com guarda de bronze, e o elevador; os quartos dão para o exterior e para um corredor que envolve o pátio interno. No piso inferior, ao nível do pátio, um amplo salão, com luz zenital, ornado com vitral e repetindo, ao nível decorativo, os elementos em arcadas e colunas do exterior e um bar. No piso imediato, a sala de refeições, ampla, e várias salas de estar, com tectos apainelados, ornados com estuque decorativo. Edifício concebido como um hotel central, de apoio à Estação do Rossio, correspondendo às necessidades da cidade que se renovava e recebia, neste local, os estrangeiros que chegavam de comboio. Com planos executados por José Luís Monteiro, contrasta, pelo seu carácter moderno, com a Estação, elaborada pelo mesmo segundo esquemas neomanuelinos. A obra revela o percurso artístico do mestre, mostrando influências francesas na suas forma e tipo de cobertura amansardada e curva, bem como a sua formação eminentemente clássica, sensível às várias ordens arquitectónicas e à forma como elas se deveriam dispor ao longo dos vários pisos, utilizando a típica silharia fendida, a sobreloja, a mistura de vãos de perfil rectilíneo, que predominam, com outros de perfil curvo, as pilastras toscanas e as colunas e pilastras toscano-coríntias, revelando uma maior versatilidade na utilização de colunas de fuste liso com capitéis ornados por folhagem. A fachada mais imponente encontra-se virada à zona posterior e marca a zona mais nobre do edifício a Sala de Jantar, permitindo ao utente uma visão, na época, sobre o Passeio Público, ostentando, na face central, uma mistura de falsos elementos clássicos, como a serliana e a janela termal, dados pela forma das caixilharias dos vãos, tudo rematado por frontão sem retorno, ostentando a sigla da companhia e o seu símbolo, os grifos, que se repetem nas sobreportas do salão principal. Ostenta uma decoração interna faustosa, de que se destaca a escadaria, com guardas em bronze dourado e pintado, a boiserie da Sala de Jantar e a decoração em estuque de vários tectos apainelados das Salas de Música, de Conferências ou da de Jantar. Desenvolve-se em torno de um pátio interno, cujas trapeiras apresentam uma decoração mais faustosa que as viradas ao exterior, com vãos em arco abatido e molduras ornadas por elementos fitomórficos e volutas.
Número IPA Antigo: PT031106310093
 
Registo visualizado 1609 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Comercial e turístico  Unidade hoteleira  Hotel  

Descrição

Planta rectangular simples, de volume único, desenvolvido em torno de um pátio rectangular interno, fechado ao nível do piso inferior, evoluindo em quatro pisos, o inferior com sobreloja, possuindo coberturas em telhados amansardados sobre cada uma das alas, a duas águas, articuladas nos ângulos, num total de oito, revestido a falsas placas de lousa, em escama de peixe, constituindo as trapeiras janelas rectilíneas, com molduras de cantaria e rematadas em cornija, sendo protegidas por pequeno varandim de ferro forjado; o conjunto é rematado por pináculos angulares, que enquadram uma guarda em ferro forjado. Fachadas em cantaria de calcário liós, o primeiro piso com silharia fendida, criando um falso rústico, excepto no piso superior, onde surgem rebocadas e pintadas de rosa escuro, com os pisos definidos por cornijas, excepto o segundo, que remata em entablamento, dando origem a que os superiores sejam ligeiramente recuados, flanqueadas por cunhais em forma de duas ordens de pilastras de fustes lisos e capitéis coríntios, as inferiores colossais, rematadas por cornija, platibanda plena e, nos ângulos, ostentando pequenas urnas; caixilharias de madeira, com vidros duplos. Fachada principal virada a S., criando um ângulo recto, adaptando-se ao edifício que se lhe adossa. A face virada a S. encontra-se dividida em dois panos, o do lado esquerdo reentrante e composto pelo acesso principal, formado por amplo portal tripartido, dividido por duas colunas de fuste liso e capitéis ornados por palmetas, a zona inferior envidraçada e com guarda-vento do mesmo material, surgindo, superiormente e correspondendo à sobreloja, três janelas de peitoril rectilíneas; o piso imediato repete esta solução, dando origem a três janelas de sacada, a central de maiores dimensões, com janela dupla, sendo as guardas metálicas vazadas e pintadas de verde, com os vãos rectilíneos. No terceiro piso, quatro janelas rectilíneas de varandim pleno, divididas por pilastras de fustes lisos e capitéis coríntios, surgindo, no superior, três janelas de peitoril, assentes em cornija e com moldura comum e recortada. O pano do lado direito tem três vãos rectilíneos, encimados por três em arcos de volta perfeita, sucedendo-se três janelas de sacada, com bacias de cantaria, assentes em duas mísulas e guardas vazadas, em ferro forjado pintado de verde, rematadas em cornija bastante saliente assente em mísulas, a central sobrepujada por frontão triangular com tímpano ornado por folhagem; sobre estes, três janelas de peitoril, com guarda plena, rematadas por cornija assente em mísulas e, superiormente, três janelas de peitoril com molduras recortadas e assentes em cornija. A face virada a E. tem três portas de verga recta, encimadas por três janelas em arco de volta perfeita, surgindo, no imediato, tês janelas em arco de volta perfeita, assentes em impostas salientes e com os vãos formando bandeiras duplas; o terceiro piso possui cinco janelas de peitoril com guarda plena de cantaria, divididas por pilastras toscanas, encimados por três janelas de peitoril, com moldura recortada e assentes em cornija. A fachada lateral esquerda, virada a O., encontra-se adossada e a lateral direita, virada a E., divide-se em três panos, o central reentrante, com os vãos dispostos de forma simétrica e uniforme. No piso inferior surgem onze vãos rectilíneos, correspondentes a montras ou a portas de acesso a lojas, encimadas por outros tantos vãos em arco de volta perfeita, correspondendo à sobreloja. O segundo piso tem, ao centro, cinco janelas de sacada, com bacias de cantaria, assentes em mísulas e guardas de ferro forjado pintado de verde, com os vãos em arcos de volta perfeita, com arquivoltas boleadas e fechos saliente, flanqueados por colunas de fuste liso e capitéis coríntios; em cada corpo lateral, três janelas de sacada semelhantes às anteriores, rematadas por cornija, a central com frontão triangular. No terceiro piso, onze janelas de peitoril, com guarda plena, rematada por cornija assentes em mísulas, surgindo no superior onze janelas de peitoril com molduras recortadas e assentes em cornija. No pano central, sobre as sobrelojas, a inscrição "HOTEL AVENIDA PALACE". Fachada posterior com maior aparato, dividida em três panos, o central saliente, formando três andares tripartidos, seccionados por pilastras de fuste liso e capitéis coríntios, de métrica distinta, as superiores de menores dimensões; no piso inferior, surgem três vãos rectilíneos, divididos por colunas de fuste liso e capitéis com decoração fitomórfica, encimados por três vãos rectilíneos, ladeados por dois vãos rectilíneos e dois em arco de volta perfeita; no piso superior, os vãos e as colunas repetem-se na zona central, criando as caixilharias uma falsa serliana, sendo o vão central em arco de volta perfeita e os laterais rectilíneos, abrindo para uma pequena sacada com guardas em ferro forjado; são flanqueados por duas janelas de sacada, rematadas por frontão triangular; no terceiro piso, uma falsa janela termal, composta por três vãos de varandim, com guarda de cantaria vazada, envolvidos por arco de volta perfeita e divididos por duas esculturas, surgindo, ao centro, relógio circular, desactivado e com a data "1892"; sobre este, frontão triangular sem retorno, com o tímpano ornado por elementos fitomórficos, estrelas e a figura da República, surgindo, nos acrotérios, grifos e uma cartela enrolada com as iniciais CRP, encimada por coroa fechada; é ladeada por duas janelas de varandim, com guarda plena e rematadas em cornija assente em mísulas; no último piso, duas janelas de peitoril e duas jacentes, com moldura comum recortada. Os panos laterais têm, no piso inferior, dois vãos rectilíneos, encimados por arcos de volta perfeita, surgindo, nos imediatos, janelas de sacada e de varandim, ambas rematadas por cornijas assentes em mísulas, surgindo, no superior, duas janelas de peitoril, com molduras recortadas e assentes em cornija. INTERIOR com pequeno vestíbulo com as paredes forradas a cantaria de calcário, com pavimento do mesmo material, formando um axadrezado branco e preto, dando acesso, por porta de verga recta, no lado esquerdo, à recepção, com balcão em L, a partir da qual se passa à escadaria compensada, em cantaria de calcário, com guarda de bronze dourado e preto, formando elementos geométricos, iluminada por luz zenital, coada por um vitral ovalado, formando apainelados geométricos e um friso exterior com elementos fitomórficos estilizados; dá acesso a um elevador e a um bar, com tecto plano, rebocado e pintado, com as paredes em "boiserie", onde dominam os espelhos e pilastras de madeira, com filetes dourados; possui um amplo balcão e várias mesas, dando acesso, por pequeno corredor e sala pintada a escaiola, onde se introduzem dois nichos em arco de volta perfeita, com dois bustos, um feminino e outro masculino, a representar D. Luís XVI e Maria Antonieta, sobre estípides invertidas, ao Salão. Este com acesso pelo vestíbulo, é amplo, rectilíneo, possuindo as paredes revestidas a cantaria, ornadas por colunas de fuste liso e capitéis com folhagem, rasgado por portas rectilíneas, sobrepujadas por arcadas em arcos de volta perfeita, tendo parte das paredes forradas a tecido vermelho. O pavimento é em mármore de várias cores formando padrão geométrico e a cobertura em vitral, protegido por grelha superior, formando um elemento ovalado central, rodeado por frisos de festões de drapeados, palmetas e elementos vegetalistas estilizados. As sobreportas apresenta, em bronze dourado, cartelas centrais com anagrama, encimados por coroas e flanqueados por grifos. O piso da sobreloja é marcado por várias arcadas em arco de volta perfeita, sustentadas por pilares possantes, dando acesso a alguns quartos e à zona administrativa. O segundo piso tem, virado para a fachada posterior, a zona nobre, a Sala de Jantar, em "boiserie" e tecido, com lambril formando apainelados, com tecto em painéis formados por molduras muito salientes, pintados de cinza, com frisos simples de entrelaçados e fitomórficos bronzeados. Possui dois enormes lustres em cristal. É ladeado por Sala de Estar e de Música, percorrido por lambril pintado de amarelo e cinza, com as paredes e sobreportas forradas a tecido; o tecto forma três apainelados com molduras muito salientes, pintado a cinza. Ainda no mesmo piso, uma Sala de Reuniões ou de Conferências, forrado a apainelados de papel, com molduras pintadas de rosa escuro e filetes brancos, formando um friso da mesma tonalidade na zona superior, criando losangos e tecto de apainelados quadrados, pintado de rosa, com florões de estuque branco. A zona dos quartos, num total de oitenta e dois e dezassete suites, tem acesso por corredores profusamente iluminados, com paredes de apainelados pintados de rosa e branco, com tectos planos, ostentando motivos geométricos de estuque, e pavimento em mármore negro. No interior, destaca-se a Suite Presidencial, composta por dois quartos e uma sala, os primeiros pintados de amarelo e verde, o principal com friso fitomórfico policromo e tectos planos pintados de branco. A sala, pintada de cinza, tem tecto plano, marcado por decoração concêntrica, com coroas de louro e espigas douradas. Possui ginásio, com as paredes pintadas de bege, pavimento em soalho flutuante e tecto plano, pintado de branco *1. Os quartos dispõem-se em torno do pátio, marcado por três pisos, divididos por cornijas salientes, cujos topos são marcados, no piso inferior, por vãos rectilíneos, divididos por colunas de fuste liso e capitéis coríntios, encimados por quatro janelas de guilhotina, definidas por várias pilastras da mesma ordem, surgindo, no topo, quatro janelas de peitoril, divididas por colunas toscanas. As alas laterais possuem vãos em arco de volta perfeita, encimados por janelas de peitoril, todos divididos por pilastras toscano-coríntias, surgindo, no piso superior, janelas de peitoril divididas por pilastras toscanas. As trapeiras são em arco abatido, sustentado por pilastras, com volutas na zona inferior, encimadas por friso fitomórfico e cornija.

Acessos

Rua Primeiro de Dezembro, n.º 125 - 145; Praça dos Restauradores, n.º 1 - 9

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 129/77, DR, 1.ª série, n.º 226 de 29 setembro 1977 / ZEP, Portaria n.º 529/96, DR, 1.ª série-B, n.º 228 de 01 outubro 1996 *1 / Incluído na classificação Avenida da Liberdade (v. IPA.00005972) / Parcialmente incluído na Zona de Proteção do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa (v. IPA.00003128)

Enquadramento

Urbano, destacado, adossado ao edifício da Estação do Rossio (v. PT031106310080), com o qual teve uma articulação directa a partir do segundo piso. Situa-se na extremidade da Baixa Pombalina, ocupando uma das zonas do Palácio Foz e do Passeio Público romântico, dando uma nova vivência a esta zona da cidade, onde se procurava estabelecer um ponto de convergência do principal transporte público da época, o comboio, com os respectivos cómodos, como acontecia por toda a Europa. Surge virado para uma ampla praça, a dos Restauradores, no centro da qual se ergue um monumento comemorativo aos responsáveis pela vitória do contingente português contra as forças espanholas no final do séc. 17. A praça encontra-se envolvida por interessantes edifícios do séc. 19 e 20, como o Palácio Foz (v. PT031106310083), o Eden (v. PT031106310129), o edifício da Caixa Geral de Depósitos, o dos CTT (v. PT031106310579) e o Cinema Condes (v. PT031106450416). Sob a estrutura passa o túnel do Metropolitano de Lisboa.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Comercial e turística: hotel

Utilização Actual

Comercial e turística: hotel

Propriedade

Privada: pessoa colectiva

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 19

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTOS: Carlos Ramos (1964); Duray (1892); Jorge Segurado (1948); José Luís Monteiro (1892); Porfírio Pardal Monteiro (1931); Trindade Chagas (1955-1958). DECORADORES: João Chichorro (1998); Lucien Donnat (1998).

Cronologia

1888, 6 Outubro - projecto de construção de um anexo à Estação, constituindo um edifício de passageiros; visava a construção de um edifício em duas alas, com galeria de circulação central, que permitisse aos passageiros a saída directa para a Praça dos Restauradores, através de uma ampla arcada, rematada por frontão, provavelmente executada em ferro e vidro, como se deduz dos projectos existentes; 1889, 1 Junho - projecto para um edifício de restaurante e repartições, anexo à Estação, mantendo genericamente o projecto anterior, excepto no que concerne à galeria interna, que se cingiria, apenas, ao primeiro piso; 1891, 10 Outubro - projecto de construção de um hotel anexo à Estação, a designar como Hotel Terminus; 1892, 20 Junho - projecto para a construção do hotel e edifício anexo à Estação, talvez elaborado pelo arquitecto da Companhia Wagons-Lits, Duray, em parceria com José Luís Monteiro; 1890 / 1892 - construção do Grand Hotel Internacional como equipamento de apoio à recém inaugurada (1888) Estação ferroviária do Rossio, do mesmo proprietário, a Real Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, conforme projecto atribuído a José Luís Monteiro (1849-1942); durante a construção passou para as mãos do arquitecto Duray; 1892, 10 Outubro - o Grande Hotel Internacional foi inaugurado, sob a direcção de Edmundo Eloy; 1893 - o Grande Hotel Internacional passa a chamar-se Avenida Palace; 1900 - o hotel é vendido à Waggons Lits, companhia belga ligada ao transporte ferroviário; adquirido pela Companhia Portuguesa de Hotéis; 1910 - ampliação de um piso (mansarda); Outubro o hotel sofreu alguns efeitos da Revolução; 1912 - o acesso ao Hotel deixa de ser feito pela Pç. dos Restauradores, fechando-se a passagem entre as 2 colunas da fachada, conducente ao pátio interior; 1919 - o hotel foi vendido à Sociedade Portuguesa de Hotéis, Lda., composta por elementos da família Frade, Castanheira e Moura; 17 Novembro - foi vendido a um grupo de industriais que formou a Companhia Portuguesa de Hotéis, estando na posse 45 anos; 1931- projecto de remodelação do hotel, encomendado pela Companhia Portuguesa de Hotéis, com a construção de um alpendre em ferro e vidro, que ligasse a saída da Estação do Rossio ao edifício; pretendia-se a alteração do Salão, uma nova sala de jantar e novos apartamentos com projecto de Porfírio Pardal Monteiro (1897-1957); para o Salão desenhou uma falsa clarabóia com vitrais; sala de jantar com tecto dividido em três quadrados, com três grandes candeeiros; novas portas para o Salão, com puxadores em tubo de aço; revestimentos de pilastras a mármore com candeeiros de parede com tubo néon à vista; 1948 - remodelação pelo arquitecto Jorge Segurado; 1955-1958 - remodelações pelo arquitecto Trindade Chagas; 1961, 3 Outubro - os proprietários do edifício alertam a DGEMN para o facto das obras do Metropolitano de Lisboa terem provocado assentamentos no terreno onde se implanta, com o óbvio abalo da estrutura; 11 Outubro - a DGEMN, apesar do imóvel não se encontrar classificado, oferece os seus serviços técnicos para a resolução do problema; 1963 - os Serviços de Turismo avisam os proprietários que se não fizerem obras, o hotel seria desclassificado; 1964, 1 Março - a Soportel - Sociedade Portuguesa Hoteleira, Lda. adquire o Hotel, fazendo profundas obras de remodelação, dirigidas por Carlos Ramos, reparando os estragos causados pelas obras do Metropolitano de Lisboa; este elaborou o projecto de uma nova escadaria que não foi executado; 1990 - obras de remodelação, por parte do gabinete de Carlos Ramos; 1998 - remodelação do interior, com introdução de um vitral, por Lucien Donnat e João Chichorro; 2006, 22 agosto - parecer da DRCLisboa para definição de Zona Especial de Proteção conjunta do castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa, Baixa Pombalina e imóveis classificados na sua área envolvente; 2011, 10 outubro - o Conselho Nacional de Cultura propõe o arquivamento de definição de Zona Especial de Proteção; 18 outubro - Despacho do diretor do IGESPAR a concordar com o parecer e a pedir novas definições de Zona Especial de Proteção.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria de tijolo e cantaria de calcário, rebocada e pintada; modinaturas, colunas, frontões, cornijas, elementos escultóricos, pináculos, escadaria, arcadas em cantaria de calcário; pavimentos e rodapés em mármore e calcário azul; guardas e estrutura dos vitrais em ferro fundido,portas, caixilharias, colunas, lambris em madeira; ginásio com soalho flutuante; estuque pintado; vitral; vidro simples e colorido; cobertura e telha.

Bibliografia

ALMEIDA, D. Fernando de (coord. de), Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, Lisboa - Tomo I, Lisboa, 1973; Foi Assim em 1886. 100 Anos do Monumento aos Restauradores, Lisboa, 1886; ALMEIDA, Pedro Vieira de, FERNANDES, José Manuel, A Arquitectura Moderna em Portugal, in AA VV, História da Arte em Portugal, Vol. 14, Lisboa, 1986; AA VV, Guia Urbanístico e Arquitectónico de Lisboa, Lisboa, 1987; FERREIRA, Fátima Cordeiro, (coord. de), José Luiz Monteiro. Na Arquitectura da Transição do Século. Monografia, s.l., s.d.; PACHECO, Ana Assis, Porfírio Pardal Monteiro, 1897-1957, A obra do Arquitecto, UNL, 1998; PIRES, Filipa Pereira dos Reis Rodrigues, Para uma leitura da arquitectura doméstica temporária uma investigação sobre a produção de uma tipologia habitativa no século XIX português - em Lisboa - o Hotel Avenida Palace, 2 vols., dissertação de mestrado em, Reabilitação da Arquitectura e Núcleos Urbanos, Lisboa, Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Arquitectura, 2000; COSTA, Maria Carvalho, Hotel Avenida Palace, Lisboa, CML, 2001.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID; GEO: FT 8021

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID-001/011-015-1688/7; CML: Arquivo de Obras (Pº Nº 5.982); AHIMTT: Linha Urbana, caixas 229 e 330

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1990 / 1991 - obras de alterações interiores, pelo atelier de Carlos Ramos, com a autonomização do grill no 1º andar mediante construção de escada própria, e abertura de galeria de exposições com retirada de zona administrativa para outro piso; 1993 - obras de manutenção geral dos paramentos exteriores.

Observações

*1 - Zona Especial de Proteção Conjunta da Avenida da Liberdade e imóveis classificados na área envolvente. *1 - a decoração interior primitiva era requintada, estilo "Belle Époque", com mobília adquirida na Casa Maple, de que subsistem alguns vestígios, com os quartos forrados de seda ou papel de couro; tinham aparelhos de aquecimento e ventilação, tendo todos uma casa de banho; os hóspedes dispunham da existência de um elevador hidráulico.

Autor e Data

Teresa Vale e Carlos Gomes 1993 / Paula Figueiredo 2008

Actualização

 
 
 
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